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Cristiana é redatora e escritora, carioca, mora em Sampa. Mãe da Luísa e da Lorena, apaixonada por comunicação e internet. Autora do livro "Por que Heloísa?", Companhia das Letrinhas.

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Para que serve ganhar?


O jogo predileto do meu irmão, quando pequeno, era damas. Não sei a razão, mas ele adorava ganhar. E eu gostava de escolher a cor das peças no início do jogo. Pretas ou brancas? A dialética já me atraía. Ele ia se empolgando conforme o jogo ia "apertando" para um lado ou para o outro. Eu ia me entediando. Até hoje carrego esse tédio diante de jogos ou esportes competitivos. A questão é: para que serve ganhar?

Certa vez entrevistei a Hortência, ex-rainha do basquete, para uma revista que eu editava em Londrina. Recordo-me como se fosse ontem. Ela levantando a voz e eriçando os pelos do corpo. Sua temperatura basal aumentando e ela dizendo: "Meu negócio é competir. Desde pequena sou assim. Nasci assim". Fiquei impressionada e pensei que não devo ter nem um genezinho recessivo de competição.

O meu negócio é compartilhar. Somar. Agregar. Trocar. Coletivizar. Comungar.

Ok. Talvez eu não seja tão desprovida de espírito competitivo assim. Mas gosto de disputas mais sofisticadas. Sutis. Adoro, por exemplo, participar de um bom debate, baseado em argumentações. Dou uma boiada para entrar numa polêmica. Isso é competição? Porque no final não há necessariamente um ganhador.

Gosto também de ser a preferida de alguém. E isso provavelmente já embute em si alguma dosagem de competição. Por outro lado, não luto tanto para conquistar esse cargo. Quero que ele aconteça naturalmente. E se não acontecer, paciência. Convivo bem com essa frustração.

Jamais, por exemplo, competiria com outra mulher para ganhar o coração de um homem. Se for necessário fazer isso é porque já não valer a pena.

Mas é duro. Viver num mundo como o nosso sem essa verve de jogadora.

Até para educar minhas filhas é complicado. Sempre estimulei nelas o espírito colaborativo, participativo, solidário. Todos esses conceitos humanitários. Mas confesso que andei preocupada no final do ano passado.

Uma delas acabara de completar a sexta série, a caminho da sétima. Aproxima-se o momento do afunilamento para a chegada à universidade. O tão temido vestibular. Ô coisinha desgraçada, que acaba por entortar todo o sistema educacional.

Pois bem, um dia sentei com ela para falar sobre o quê? Competição. Ganhar. Vencer.

Ela ficou me olhando como se estivesse tendo contato pela primeira vez com um mundo sobre o qual nunca havia ouvido falar. Nesse dia eu estava nervosa.

Afinal, de que adiantam valores humanitários num mundo formatado por uma ideologia de "vencedores" e "fracassados"? Basta ver nos filmes e seriados americanos. Reparem como eles repetem a palavra "loser".

Ser um "perdedor" é o que pode acontecer de pior. Importante ressaltar que, segundo essa concepção, perdedor é qualquer um que não esteja no caminho da riqueza e da fama. Essas são as únicas formas de felicidade.

Nem que para isso percamos todos os outros valores: compartilhar a vida com nossos filhos e companheiros, investir nas amizades, cuidar da nossa saúde física e mental, relaxar etc.

E lá está você, vencedor, solitário e com o corpo em degradação. A ser surpreendido por um mal súbito, a qualquer momento, ou uma doença grave. Mas não importa. Você é um homem de sucesso. É isso que conta.

Disse para minha filha que quero criá-la para a realidade. Pois não importa ela ser uma criatura maravilhosa e sensível se não passar no vestibular e não tiver topete para competir de igual para igual com a classe dominante, criada na base do "ganhar, ganhar, ganhar".

Depois de soltar o verbo, fiquei mais calma, aconcheguei-me ao seu corpinho e fomos comer chocolate, enquanto nos enroscávamos na frente da tv.

Ela acaba de conquistar (numa disputa acirrada) uma bolsa para estudar em um dos colégios mais competitivos de São Paulo. Tudo isso, já combinamos, servirá pra ela ter ferramentas para chegar onde quer e poder praticar o humanismo no qual foi criada. Tomara que ela escolha uma profissão (dentro da sua gama de talentos) que seja útil para a humanidade. E não pense só em ganhar. Pois para que serve ganhar?


Permalink12.02.07, 12:52:00, by Cristiana Soares Email , Comportamento 24 comentários


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Comentário de: Cristiana Soares

Gente, já vou logo comentando, antes que alguém fique bravo. Não sou contra esportes. Muito pelo contrário. Acho uma prática saudável e uma forma de canalizar a agressividade. Está no esporte a salvação de muitas pessoas, que vivem em situação de risco social ou simplesmente nasceram com um talento corpóreo-cinestésico.



Também simpatizo muito com a Hortência e a admiro. Só não me identifico com seu entusiasmo competitivo. Até gostaria, mas não consigo. Melhora pra ela que tá rica, né?


PermalinkPermalink 12.02.07 @ 16:03



Comentário de: Gabriela Simionato Klein

Cris, não se explique querida. Crítica e arremedos irritados dizem mais sobre a pessoa que escreve o comentário do que sobre você. Aliás, mesmo se você odiasse esportes, ninguém tem nada a ver com isso. Achei o que você escreveu de uma sinceridade imensa. Fez o que um texto tem a função de fazer na minha opinião, fazer o leitor pensar, sentir, ir além…Sou grata a você (mais uma vez) por isto. Tive um episódio na minha vida muito marcante que me fez pensar e definir o que era vencer na minha concepção, não na dos outros. Mas a vida te puxa todo o dia com força para o lugar comum. Vc me lembrou de novo daquele lugar sublime que é ser quem se é e ter orgulho disso.


PermalinkPermalink 12.02.07 @ 16:53



Comentário de: Jacqueline

Hey, eu achei seu texto muito bom. O conteúdo dele. Mas vale lembrar que ainda se sua filha não for feliz em passar no vestibular, ela não será uma perdedora.


A vida é uma competição, é assim que tem que ser, mas é possivel conviver com as conquistas de forma não tão competitiva, eu acho.



Talvez o que a dona mocinha da sétima série precise MAIS seja apoio. Enquanto ela tiver apoio, danem-se os ganhadores. Também porque sei de muitas pessoas que conquistam coisas dificilimas e mesmo assim não sabem o que querem da vida. Conquistaram apenas pra ganhar uma "batalha".


E, por incrível que pareça, eu tb sou do time dos perdedores convictos: pq eu não tenho que competir com ninguém pra provar que sou boa. Sò participo de competições pra me divertir comigo mesma, dar risada das minhas derrotas e, eventualmente, me surpreender com as minhas vitorias.


PermalinkPermalink 12.02.07 @ 18:46



Comentário de: Cristiana Soares

Nossa, Gabi que comentário mais lindo!



E o mais engraçado foi o link que vc me enviou:


http://vocesa.abril.com.br/teste/vocesa_competitividade.shtml


Gente, quem tiver curiosidade em saber qual o seu nível de competição, faça o teste acima. depois comente aqui.


PermalinkPermalink 12.02.07 @ 18:46



Comentário de: Cristiana Soares

Hey, Jacqueline, seu cometário é muito simpático!



E o pior é que "a mocinha da sétima série" é daquele tipo que ganha sem nem saber que tá competindo. E nem se importa que está ganhando! Hehehehe…


PermalinkPermalink 12.02.07 @ 19:24



Comentário de: Ingrid Littmann

Cristiana, parabéns pela filhota e que ela siga esse exemplo de gente cristalina que você é.



Ou melhor que ela siga um caminho bacana livre desses assuntos que atravessam nosso meio campo.


Já teve um tempo que eu achava que competição era uma dose de cão ambicioso.


Hoje acho que sem ela a gente impaca.


Mas se você vivi sem competir, como você trabalha a inveja quando alguem toma seu " lugar ". Ou algo que você sabe que faria melhor do o outro.



Eu tenho um problema serio com a Inveja, tenho pavor desse sentimento. Mas como qualquer ser humano o sinto e fico policia da vida quando ele pinta.


Intê rezo pra que ele vá embora e entrego o meu melhor para o outro, beijosssssss


ps. tava com saudade de você.


PermalinkPermalink 12.02.07 @ 19:40



Comentário de: Cristiana Soares

Ingrid, vou refletir sobre isso que vc acaba de falar…


Eu tb não gosto nada de sentir inveja…



Às vezes a inveja pode ser um termômetro para sinalizar coisas a nosso respeito… como está a nossa vida.


Mas às vezes a inveja é por pura pressão social. Então temos que saber discernir uma coisa da outra. Nem sempre isso é fácil.



Para a inveja não produtiva, uma dica que aprendi com o Caetano Veloso: "Deixa o ciúme chegar, deixa o ciúme passar…". Conhece essa música? Então. Substitua a palavra "ciúme" por "inveja".


Que bom que vc estava com saudades… noutro dia mesmo eu fui lá visitar vc.


PermalinkPermalink 12.02.07 @ 20:07



Comentário de: Museu do Cinema

Muito bom! O melhor foi que me encaixei em vários momentos do texto, porque sou muito competitivo, mas sempre preservo a derrota, porque acho que é quando se aprende mais.



Mas o que mais gostei, é que também adoro uma polêmica. Mas não para ser competitivo, ai sou mais de advogado do diabo mesmo.


Outra passagem interessante e que já penso há algum tempo é a maneira como nossa cultura (europeia e africana) foi influenciada pelos norte-americanos. Daria outro texto com certeza Cristiana.


PermalinkPermalink 13.02.07 @ 11:09



Comentário de: Marina Gaya

Cris



Interessante que, refletindo sobre isso, cheguei a conclusão que as maiores lições que tive na vida foram tiradas das derrotas e não das vitórias…


Sei lá,pode ser que eu seja meio masoquista…preciso do sofrimento…rsrsrs


Acho que é importante que percebamos isso, tirar as lições da vitória ou da derrota…e acho que tirar das vitórias é mais difícil porque nosso ego quando vencemos fica tão inflado que não conseguimos pensar em outra coisa que não seja "como eu sou bom"



Talvez por isso eu aprenda na derrota…ela dá um "chega pra lá" no meu ego…coloca ele no seu lugar…algo assim…


Óbvio que todos preferimos ganhar…mas não me importo muito em perder não…até porque perder ou ganhar vai muito do ângulo sob o qual se enfoca uma situação….



Quantas vezes não achamos que saímos perdendo numa determinada situação e depois percebemos que ainda que aparentemente derrotados fomos na verdade os grandes vencedores?…Assim como tb o contrário, quando as vitorias se revelam com o tempo em grandes derrotas


Credo…estou filosofando demais…rs


Mas compartilho com vc a preocupação de criar filhos para um mundo competitivo…aí pega mesmo!!!


PermalinkPermalink 13.02.07 @ 13:10



Comentário de: Cinthia

adoro seu texto, etc, etc, etc…


PermalinkPermalink 13.02.07 @ 13:58



Comentário de: Marina Tanner

Oi oi, Cris!


Tenho uma filhotinha que vai fazer 5 anos, e desde que ela era bebê me deparo com um dúvida cruel: quando um amiguinho não quer emprestar um brinquedo, digo a ela que ele não tem a obrigação de emprestar, para que ela aprenda a respeitar a vontade dos outros e a receber uns "nãos" de vez em quando. Já quando um amiguinho quer um brinquedo dela, incentivo-a a emprestar, pois devemos ser solidários e aprender a compartilhar. Esse dilema tem tudo a ver com o seu tema e pode se encaixar em vários momentos da nossa vida.. seremos bonzinhos ou mauzinhos? é melhor nos sacrificarmos pelo coletivo ou nos preservarmos? Acredito que o caminho mais árduo leva a um final mais feliz. No dia-a-dia é mais fácil ser individualista, mas "ser coletivo" traz uma sensação gostosa e um bem-estar social que não tem preço. Questão de preservação de espécie, vantagens competitivas na natureza, e por aí vai… <img src="/blogs/rsc/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" /> Adorei o tema. E o recurso do snap que é uma graça, não é? Beijocas. Ah, e parabéns para a filhota!


PermalinkPermalink 13.02.07 @ 17:42



Comentário de: Marina Tanner

Cristiana,
cheguei no blog da Lorena pelos seus links aí do lado. Só não me lembro como cheguei aqui no BlogTalk! Como gostei do conteúdo, achei que seus links pudessem me trazer mais novidades boas, o que de fato aconteceu. Adoro essas descobertas boas na internet.

Um beijo.


PermalinkPermalink 14.02.07 @ 17:39



Comentário de: carina paccola

cris, acabei de ler seu texto. é mto bom. realmente faz pensar, vide os comentários que se seguiram, que tb são ótimos. sei lá, acho até que eu entro em competições pq elas fazem parte da vida, mas sem sofrer mto qdo perco. eu sofro, é claro, mas sem o peso que a sociedade impõe para os perdedores. perdedores do quê, né? o nícolas uma vez ganhou um campeonato de xadrez no colégio e eu percebi que uma das vantagens dele era não dar importância para a competição em si. ele estava apenas se divertindo jogando xadrez. um beijo pra vc e pra lorena


PermalinkPermalink 25.02.07 @ 10:19



Comentário de: Cristiana Soares

Gente, ontem (sábado)eu assisti pela primeira vez na vida ao desfile das escolas de samba campeãs do carnaval carioca.


Notei uma diferença incrível em relação aos dias em que sempre assistia: domingos e segundas). O povo que desfilva estava muito mais feliz! Relaxado!


Muitos já estavam sem os adornos na cabeça. Madrinhas de bateria se infiltravam no meio dos percussionistas e cantores.


As pessoas se abraçavam, mandavam recado escrito no papel para o pessoal de casa.



E não acho que era só alegria por estar entre as vencedoras. Era aquela felicidade e animação desprovida de nenhuma recompensa.


Não havia aquela tensão de "dar tudo certo". Não infringir nenhuma regra que pudesse tirar pontos.


Brincar, sambar e pular sem ganhar troféu por isso é muito mais gostoso.


PermalinkPermalink 25.02.07 @ 13:12



Comentário de: Bel


Oi, Cristiana. Conheci seu blog por meio de outro blog, o da Marina Tanner. Adorei o texto. Parabéns! Bom saber que eu não sou a única pessoa que fica entendiada com a competição. No meu caso o tédio maior surge no dia-a-dia profissional. Eu seria tão mais produtiva se não tivesse que lidar com as pessoas me cobrando, mesmo que implicitamente, uma postura mais agressiva no trabalho. Nossa, como essa cobrança me corta o tesão. Se me deixassem no meu cantinho, sossegada, o resultado seria muito mais produtivo. Por que temos sempre que estar num campo de batalha? Beijocas, Bel.


PermalinkPermalink 27.02.07 @ 21:12



Comentário de: Bel

Ah, meu site é http://www.beleleo.com.br. Quando puder vai lá me visitar. Inté.


PermalinkPermalink 27.02.07 @ 21:16



Comentário de: reox

Cris, que perfeito! rs. Será que somos mesmo boazinhas demais ou só preguiçosas mesmo? Também não entro em competição, muito menos por homens… hehe, mas confesso que optar por não jogar, algumas vezes, pode ser perder por W.O., saca? Tenho um certo arrependimentozinho sim por não ter jogado certa vez (uma vez na vida, só uma).



No mais, pretendo educar meus filhos da mesma forma que vc educa os seus.


Beijos,


PermalinkPermalink 28.02.07 @ 10:03



Comentário de: Roberto Queiroz

Realmente, para que serve vencer? para nos sentirmos superiores aos demais? para termos um significado numa vida que, muitas vezes, não nos traz nada de positivo? Quem ganha, de fato, e quem perde em qualquer situação? Quem ganha, por exemplo, uma guerra? Infelizmente, esse conceito de ganhar mostra o quanto a nossa sociedade se corrompeu nos últimos anos, buscando futilidades, artificialidades, entre tantas outras diversões pueris? E pior: nada há nada que possamos fazer de concreto, pois a grande maioria não deseja abdicar do jogo (sórdido, injusto, segregador).


(http://claque-te.blogspot.com): Dreamgirls, de Bill Condon.


PermalinkPermalink 03.03.07 @ 09:42



Comentário de: Antonio Santos

Oi Cris. Lindo texto, como sempre, mas me permita descordar em uns pontos. Você está se referindo sempre ao lado mais baixo da competição. Competir é muitas das vezes se superar. Se tornar melhor do que se é. O vir a ser da filosofia e blá, blá blá, vc sabe.


Do ponto de vista prático, eu que tenho um menino de 5 anos altamente competitivo mas sensível e que não digere bem a derrota em casa fui encontrar justamente nos americanos a sabedoria de lidar em ambientes muito competitivos.



Assisti com ele o filme Carros da Disney/Pixar. Sobre um carrinho jovem e imaturo que quer vencer pra ser melhor que os outros. E que no fim aprende que existem valores indispensáveis que vitória momentânea nenhuma pode colocar em risco. Sem querer mas já estragando o fim do filme pra quem estiver lendo, ele se torna bom por PODER vencer mas melhor ainda quando abre mão da vitória por valores humanos superiores.


O meu filhote teve dificuldade de entender isso mesmo eu tendo apontado e sublinhado estes pontos. Mas por certo veremos ainda umas 30 vezes esse DVD, como com todos os outros antes dele. ;-) Ainda tenho esperanças.


E competitividade, individualismo e essa busca da glória são antes valores Gregos e logo de toda civilização ocidental do que Americanos. Ou não, como diria o Ministro da Cultura.



Beijo grande


PermalinkPermalink 09.03.07 @ 17:15



Comentário de: Cristiana Soares

Sabe, Antônio, desde que escrevi esse texto, venho pensando sobre o tema "ganhar", no sentido da competição. O que significa, exatamente, para que serve etc. E entendo quando vc fala sobre auto-superação… mas aí será que é competição? Uma competição consigo mesmo? Talvez. Mas com certeza nesse caso é uma coisa muito positiva.



Repare como o seu comentário tb é ambíguo. No final vc ressalta que há qualidades mais importantes, que vêm antes do "ganhar". E é isso que está passando para o seu filho. Pois é sobre isso que eu tb falo.


Talvez a questão não seja o "ganhar", mas o "ganhar a qualquer custo"! Será isso?



Como é gostosa essa conversação, né?


Um beijo pra ti tb.


PermalinkPermalink 09.03.07 @ 18:42



Comentário de: cogitas3d

Olá Cristina!


Havia lido um artigo teu no Webinsider sobre vício cibernético… sim, ok, sou um apreciador doente dessa realidade binária <img src="/blogs/rsc/smilies/icon_smile.gif" alt=":)" /> Acabei pegando o teu link e caí aqui. Lí mais um artigo e quando deparei-me com a frase freudiana sobre o falo, decidi remeter-te algumas palavras de agradecimento. Adoro textos que informam e entretem, e principalmente aqueles que são de leve coerentes com meu ponto de vista. O teu artigo sobre "para que server ganhar?", nas ondas do colóquio "matou a pau". Abraço e serenidade para os teus dias.


PermalinkPermalink 10.04.07 @ 08:42



Comentário de: cogitas3d

CRISTIANA, perdão… meu teclado está passando o que chamo de "despontamento geriátrico". Beijo.


PermalinkPermalink 10.04.07 @ 08:44



Comentário de: Cristiana Soares

Jacqueline, a "dona mocinha da sétima série" acaba de completar a oitava e passar no vestibulinho para o ensino médio do Colégio Bandeirantes, dando prosseguimento ao programa de bolsa.


Perguntei a ela na noite anterior da prova como estava se sentindo. E ela me respondeu: "Se estivesse mais tranqüila, estaria morta".



Ri muito.


PermalinkPermalink 02.11.08 @ 23:58



Comentário de: Ju Dacoregio

Eu odeio competir, mas porque odeio perder. E, como na infância e pré-adolescência eu era uma negação nos esportes, perder era algo que acontecia muito. Peguei trauma. Também sou do tipo que não sabe ganhar sem fazer uma festa absurda, inventar passinhos de dança e ficar me achando o máximo. Resumindo: não sei perder e não sei ganhar (e tenho um sobrinho de 7 anos de idade que é exatamente igual).

PermalinkPermalink 18.02.09 @ 23:17



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