Problemas com a Oi - parte 2
19.03.09
(O começo da história está aqui.)
O celular da minha mãe voltou a funcionar dois dias depois, e ela resolveu ir logo fazer a tal migração, antes que a Amazônia Celular pifasse de vez. Começaram os problemas. Primeiro: não havia atendimento preferencial para idosos, grávidas ou deficientes. A fila não andava. Choro e ranger de dentes. O sistema caiu. O sistema voltou. Gente furando fila. Ficamos injuriadas e resolvemos fazer a tal migração em outro dia.
Ela foi sozinha. Conseguiu ser atendida sem entrar na fila (acho que eles aprenderam a lição). Mas não fez a migração. Aparecia uma mensagem de "CPF não confere" no sistema. Mamãe deixou os documentos lá, para eles tentarem fazer a migração em outro momento.
Começou fevereiro. Não recebemos a conta do celular. Fomos à loja da Oi novamente, para tentar (pela terceira vez) fazer a migração, e emitir uma segunda via da conta. Não era possível. "Quando o sistema de cobrança da Amazônia Celular foi passado para o sistema de cobrança da Oi, o seu número foi registrado no nome e cpf de outra pessoa." Surtamos. "Queremos o número de volta para o nosso nome, e QUEREMOS PAGAR A DROGA DA CONTA." Recebemos a resposta que, por motivo de sigilo, não poderíamos receber a conta, pois ela viria com o nome e cpf da outra pessoa, e isso é violação de privacidade. "Ah, é? Então não pagamos."
Março. Duas contas acumuladas. A Oi telefonou para minha mãe, perguntando porque a conta não foi paga. Mamãe disse que queria a conta no nome dela. A Oi disse que poderia mandar a conta por e-mail, para ser paga o mais rápido possível. Mamãe deu o meu e-mail. Recebi a conta, imprimi. Quando estava no caixa para efetuar o pagamento, notei que não estava no nome da minha mãe. Contava na conta o nome de uma D. Fulana, que mora em Coari, no interior do Amazonas. (E o respeito à privacidade, pra onde foi? Com apenas um e-mail, fiquei sabendo nome, cpf e endereço da D. Fulana. Respeito à privacidade vai pro espaço quando a conta está atrasada...) Coitada da D. Fulana, sendo cobrada por dívida de outra pessoa. Não paguei a conta com o nome errado e fui à loja da Oi.
Já de posse do nome e CPF da Dona Fulana de Coari, o gerente da Oi conseguiu fazer a tal migração Amazônia/Oi. Durante o processo, ele deixou escapar que o processo de migração coletiva Amazônia/Oi estava sendo um pesadelo, "cerca de 20% das migrações tiveram algum problema". Depois de duas horas e quinze minutos sofrendo, eu e mamãe saímos da loja com a migração feita, os dados da conta corrigidos e um problema.
A conta só virá no nome da minha mãe em ABRIL. As contas de fevereiro e março, não podem ser mudadas e permanecerão no nome da D. Fulana de Coari.
Gerente da Oi - Agora, vocês precisam pagar as contas pendentes, senão o número vai ser bloqueado...
Mamãe - Peraí. VOCÊS e esse sisteminha porco erram, mandam meu número pra Coari, não mandam a segunda via quando pedi a primeira vez, e agora EU PRECISO pagar a conta COM O NOME E CPF DE OUTRA PESSOA, senão vai BLOQUEAR?
Gerente da Oi - É.
Mamãe - Não pago mesmo. A conta não está em meu nome nem meu CPF. Não pago conta errada. Assim que eu puder, vou pra Claro ou pra Vivo ou pra puta-que-o-pariu (sic), mas não fico nessa Oi!
*********
Hoje, vou no Procon. Aguardem cenas dos próximos capítulos.
A Oi respeita sua liberdade. Tá bom.
19.03.09
Estou vivendo uma situação absurda com a Oi, essa empresa de telefonia celular que alega "respeiar a liberdade do cliente".
Minha mãe é cliente da Amazônia Celular desde 1998.(A Amazônia Celular tinha cobertura apenas na região Norte, pelo que sei. Provavelmente, meus leitores do SulSudeste não devem conhecê-la.) Nunca atrasou uma conta sequer. O relacionamento com a Amazônia Celular sempre foi muito bom: a empresa dava muitos bônus e aparelhos novos com desconto. A cobertura sempre foi boa.
Ano passado, foi veiculado na Tv um anúncio, estrelado pelos atores Marcello Antony e Du Moscovis, dizendo que a Oi e a Amazônia Celular agora eram uma só. Que todas as promoções e planos continuavam valendo. Que agora, o cliente Amazônia Celular podia ligar pra qualquer número fixo, Oi, ou Amazônia Celular pagando menos. E que todos os planos continuariam válidos.
A Oi comprou a Amazônia Celular. Até aí, tudo bem, é o mercado. Acontece que a Oi, após adiquirir a empresa (e marca) Amazônia Celular, resolveu desativá-la.
Em janeiro de 2009, dois meses atrás, chegou lá em casa (e na casa de meia Manaus) uma cartinha da Oi. Dizendo que todos os clientes Amazônia Celular tinham o DIREITO (sic) a migrar o chip Amazônia Celular para o serviço da Oi. Para exercer esse DIREITO (sic), bastava que o cliente fosse a qualquer loja da Oi no período de 31/01/2009 a 30/04/2009, levando Identidade e CPF em original e cópia, e a nota fiscal do aparelho.
Já é bastante incômodo ser forçado a mudar de operadora. Seria muito mais adequado para os clientes Amazônia Celular que eles pudessem permanecer na operadora o quanto quisessem. Seria mais inteligente por parte da Oi, também: passasse a oferecer vantagens enormes para os ex-clientes Amazônia Celular. Garanto que, detrno de uns três anos, não tinha mais ninguém na Amazônia Celular por vontade própria, respeitando a tal liberdade que a Oi tanto defende nas propagandas com gente roxa, verde e amarela. (Aliás, diga-se: algumas das propagandas da Oi eram geniais. Eu adorava aquela do "quem ama, bloqueiaaaaaa...")Mas, todo empresário tem direito de fazer burradas com as marcas que adquire, não é mesmo?
Estava tudo bem: o prazo para migração era grande (meses de fevereiro, março e abril), e o processo de mudança poderia ser feito paulatinamente, sem correrias, sem formação de filas. Isso, se o mundo fosse perfeito.
Como o mundo não é perfeito, aconteceu um problema. O dia previsto para INÍCIO do processo de migração coletiva Amazônia/Oi era diz 31 de janeiro,sábado. Pois bem: no dia 28 de janeiro, quarta-feira, MILHARES de celulares Amazônia Celular deixaram de funcionar. Formaram-se filas enormes na loja da Oi (esqueci de mencionar: em Manaus SÓ TEM UMA!), de pessoas com Rg e Cpf e uma cartinha da Oi dizendo "vale um Oi chip", prontas pra fazer a migração.
Os funcionários são sabiam o que fazer. Não havia ainda sistema para fazer a migração. Não havia como reabilitar os celulares Amazônia Celular bloqueados. Não havia nada o que dizer para as pessoas nas filas enormes. Foi um horror. Eu estava lá, junto com a minha mãe, e o que tinha de gente gritando que ia pra Vivo ou pra Claro ou pra puta-que-o-pariu (sic), mas não ficava na Oi...nossa.
(continua...)
12.03.09
Prosseguindo na mesma linha de pensamento do meu texto sobre Música gospel como trilha sonora de festas de quinze anos.
Domingo, dia 08 de março, tive de acordar muito cedo para fazer uma prova. E, junto com a minha mãe, assisti à missa na TV, com o Padre Marcelo e banda,celebrada pelo bispo velhinho cujo nome não lembro.
O Padre Marcelo Rossi é, claramente, o animador da missa. Ele raramente canta, mas declama as letras das músicas cinco segundos antes de os músicos cantarem, e o povo chora de emoção, faz a coreografia, canta junto. Nenhuma crítica, eu gosto do Padre Marcelo Rossi, e não vejo problema nenhum em missas animadas.
Em dado momento da missa (terá sido na hora da Eucaristia?), o Padre Marcelo pediu para a banda executar "um louvor dos nossos irmãos evangélicos". E a banda tocou a música "Como Zaqueu", cujo refrão diz "entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com minha estrutura, sara todas as feridas".
Novamente, nenhuma crítica. Cantar uma música evangélica em uma missa não é um problema, se todos estão de acordo e nenhum princípio teológico for descumprido nesse meio-tempo.
O que me intriga é o fato de eu (que não sou católica nem evangélica, sou espírita!) saber a música inteirinha de cabeça. Tanto escutei minhas colegas de trabalho cantando a tal música, tantas vezes ela foi repetida em um churrasco de aniversário ao qual fui convidada (novamente o fato de música gospel ter virado trilha sonora), tantos carros parados ao lado do meu colocaram a tal música no sistema de som automotivo, tantas vezes a minha cabeleireira escutou o clipe que eu acabei por decorá-la.
Repetindo os questionamentos anteriores: A música gospel é o novo pop? Jesus Cristo é superstar?
Uma memória sobre algo que não existe
31.01.09
Comprei alguns Dvd's, originais ou oriundos do Distribuidor Calçada. Entre outros, estavam dois que me deixaram confusa.
"A Bela Adormecida" (o desenho da Disney) e "A cor púrpura" (do Steven Spielberg, com a Whoopi Goldberg maravilhosa e incrível).
Eu assisti aos dois filmes MUITAS vezes quando era mais nova. A Cor púrpura passou na TV centenas de vezes, e meu pai SEMPRE fez questão de assistir, por causa da maravilhosa trilha sonora de jazz, blues e gospel dos anos 20/30/40. A Bela Adormecida, sendo um grande clássico do Panteão Disney, assisti milhares de vezes.
Agora, com essas versÕes em dvd, senti falta de algumas cenas que estão nítidas na minha memória, mas que não estão nos filmes.
Em "A Bela Adormecida", no momento em que a Aurora sobe as escadas secretas do castelo, hipnotizada pela Malévola, minutos antes de espetar o dedo no fuso, eu me recordo VIVAMENTE de uma voz meio de bruxa querendo hipnotizar alguém a chamando: "Auroooora...Aurooooora..." E no meu DVD não tem essa voz! Nem no original em inglês, nem em Português, nem em lugar nenhum.
Em "A cor púrpura", quando o Pai do Sinhô vai até a casa para falar mal da Shug, dizendo que ela está com doença de mulher da vida, a Celie fica com tanto ódio que cospe dentro do copo de água, oferece o copo para o velho e fica ansiosa, aguardando que ele beba a água cuspida. Na minha cabeça, ele bebia a água, depois dava um arroto sonoro e longo, e devolvia o copo. Inclusive, escuto a voz do meu pai fazendo comentários: "Eita, que esse foi um arroto de gosto!" E, para meu espanto, no DVD não há arroto nenhum...
Estou ficando maluca? Alguém mais lembra dessas cenas desse jeito, ou eu inventei memórias?
Um hit europeu
05.11.08
Passei um mês morando em Dublin, e nesse período de tempo fui passear em outros quatro países. Irlanda do Norte, Inglaterra, Itália e Vaticano (eu faço questão de contar o Vaticano como outro país, hihihi).
Escutava bastante rádio enquanto estive lá, e devo dizer: uma das músicas que mais me deixou surpresa foi esta aqui.
Pelo que percebi, a Europa toda torcia pelo Obama, a ponto da música viral dele tornar-se hit no rádio.
(Alguém NÃO torcia pelo Obama? Alguém fora dos EUA?)
Eu lembro que telefonei pra mamãe e contei isso surpresa, fascinada. "Mãããe, eles torcem pelo Obama, a música dele toca no rádio!"
E ela: "MÚSICA? Tipo jingle de campanha?"
"Não, mãe, é uma menina dizendo que a menina tá a fim do Obama, que ele é um negão sexy."
"Juuuuuuuuura? E toca no rádio?"
"Não tô te dizendo?"
E nós, brasileiros, que nem sabemos direito quem são os presidentes dos países vizinhos...mas torcemos pelo Obama, porque ele vai chefiar o país mais poderoso do mundo - gostemos ou não desse fato, os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo.
Para entender mais sobre as confusas eleições doa EUA, recomendo a leitura do blog do Professor Idelber Avelar. Aliás, recomendo a leitura do Idelber pra tudo, dor de cabeça, sinusite, mente fechada...
Arquivado em: Política, Música, Televisão, Turismo, Gente, Rádio
3 comentários
Mamãe viu Vinícius
26.08.08
Hoje de manhã, enquanto nos arrumávamos pra sair de casa:
- Filha? Ontem passou um "programa especial" sobre o Vinícius. Teve Edu Lobo, Caetano, Miúcha...
- Puxa! Conta aí.
(Eu pensando: "Será que repetiram o 'Por toda a minha vida' sem fazer divulgação? Em plena madrugada de segunda pra terça?")
- Foi assim. Eu tava assistindo o Jô. Aí, tava o Rodrigo Santoro falando do filme novo que tá no cinema, que ele participou. E ele dizia que os atores tiveram que decorar suas próprias falas, e as falas do...do...
-...outro ator que contracenava...
-...com ele. E que eles decoraram muito texto, mas o filme cortou quase tudo. E ainda misturou as falas. Assim, bem doidão.
- haha
- É. E o Jô disse:"Você está tentando explicar o inexplicável, pois eu não estou entendendo", e o Rodrigo disse "É verdade, né Jô?". Aí, o Rodrigo falou sobre um filme que ele fez, e mais um outro filme, e outra coisa lá que ele fez no exterior, e o JÔ perguntou: "Você nem pensa mais em fazer novééééla, né?" - ele falou "novela" com um despreeezo! - e o Rodrigo, "não tenho nada contra, eu gosto de trabalhar, sou um ator, mas fiquei mais seletivo, quero passar mais tempo com a minha família, eu sinto muita falta."
- Hum. E o Vinícius?
- Aí, depois do Rodrigo Santoro, veio uma mulher que fazia vela com formatos engraçados. Tinha uma de Papai Noel, que a vela ficava dentro da água e o papai Noel não derretia; tinha outras lá, e tinha uma que era um pinto enorme, que saía de dentro de uma bota.
- Uma BOTA?
- E ela deu pro Derico uma vela que era um pintão, careca e com uma trancinha...
- Um Deripinto?
- E ela deu outro, menor e todo vermelho, praquele...uruguaio, paraguaio, mordomo?
- Garçom chileno, o Alex...
- Isso, Alex. E quando ela deu, ele ficou todo vermelho, e ela disse: "Viu como eu acertei?" Agora, a mulher loiraça, foi toda de saia beeeeem curta, e toda vez que ela se inclinava pra mostrar as vela pro Jô, aparecia a emenda da coxa com a bunda! O Jô, sacana: "Seu material está muito bem exposto", e ela nem se tocava.
- E o Vinícius?
- Ah, sim. Depois do JÔ, entrou uma tal de Sessão Especial. E era sobre o Vinícius.
- Era o "Por toda a minha vida?"
- Não. Sessão Especial. E aí falou todo mundo, falou o Toquinho, o Edu Lobo, as filhas do Vinícius. Eu não sabia que a vida do Vinícius era daquele jeito. Nove mulheres! Mas as filhas disseram que o grande amor dele foi mesmo a mãe delas, a primeira esposa. Ficou com um tom melancólico...
- Sessão Especial...MÃE, TU ASSISTIU O FILME DO VINÍCIUS? O FILME QUE EU TENTEI VER NO CINEMA? E não consegui ver porque só ficou em cartaz cinco dias aqui em Manaus? O filme "Vinícius"?
- Não sei, sei que adorei. E eu tô com jet lag Olímpico, então de madrugada fiquei acordadona.
E aí, enquanto tomávamos café e nos vestíamos e jogávamos o lixo fora, ela me contou do Toquinho dizendo que "muitos homens tentam encontrar a mulher da sua vida; eu encontrei o homem da minha vida. Um pai, um irmão, um amigo, um parceiro. Um parceiro." Ela me falou do Edu Lobo, comovidíssimo, dizendo que viu o Vinícius em Salvador, numa homenagem, e ele estava com uma aparência horrenda. E Edu pensou: "O Vinícius vai morrer." E bão conseguiu dizer nada pro Vinícius. E o Vinícius perguntou: "Você tá sentindo muita pena do seu amigo, né?" E o Edu: "Vinícius, não sei o que fazer..." e o Vinícius: "Beba uma comigo."
Enfim. A Globo passa o filme do Vinícius numa segunda-feira, três da manhã. Custava passar na Tela Quente?
P.S.: Notaram o modo da mamãe contar uma história? Sempre é assim. Ela faz uma voooooooolta, e nunca chega no final.



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