National Geographic, olha eu aqui!
21.01.09
Eu, a Luciana e a Patrícia (o trio de onde veio este blog, do qual restei eu escrevendo bissextamente), tínhamos uma piada meio interna, criada pela Luciana. Sendo três loucas por fotos, toda vez que conseguíamos uma foto boa, dizíamos : "A National Geographic que me aguarde!"
(Quem criou a frase foi a Luciana, a qual tinha até um pseudônimo fotográfico, que não cabe a mim revelar por aqui, hihihi. A Luciana não sabe disso AINDA...Toda vez que saía aquele ângulo maravilhoso, aquela luz exata, aquele momento incrível, eu repetia, como uma prece: "A National Geographic que me aguarde!", e imediatamente pensava em mostrar a foto pra Luciana e pra Pat.)
Pois bem. A National Geographic que me aguaaaaaaaarde! O site Schmap.com, que oferece mapas em diversas abordagens, inclusive versões para ter no celular, no desktop, pré-selecionou uma das minhas fotos de Belfast para ilustrar o mapa de 2009!
Eles me escolheram pelo meu Flickr da viagem, e a foto está lá. Não sei quais são os critérios de eleição, mas estou contente. Esse dia que passei em Belfast foi muito feliz, maravilhosamente azul, e a cidade é muito bonita.
Meu texto sobre Belfast e o passeio que fiz no Giant's Causeway em Setembro de 2009, você pode ler aqui.
A foto? É essa aqui embaixo, mostrando o City Hall. Bonitinha, né? Fui eu que fiz! (Caso a foto não apareça, você pode vê-la clicando aqui.)
Estou devendo pra vocês, leitores fiéis do rss, persistentes leitores que continuam clicando no Cintaliga buscando por novidade, o relato dos meus outros dias em Londres, e minha visita a Milão e Roma. Prometo, prometo, prometo que não vou decepcioná-los. Estou organizando as fotos no computador, para então opder falar DIREITO dos museus que visitei em Londres.
Eu paro quando eu quiser, mas quem disse que eu quero parar?
17.12.08
Estou há algumas semanas com sérias restrições ao uso de internet.
Eu costumava usar no trabalho, mas foi bloqueado. Não abre nem o Google. Não quero comentar sobre o tipo de chefia que bloqueia o Google.
Ando meio sem grana e tempo para ir numa lan house. E, quando vou em um destes antros xexelentos, com o "a" do teclado apagado, a barra de espaços quebrada e umas cadeiras que, Jesus amado, poderiam ser facilmente usadas por meus amigos biólogos como meio de cultura bacteriana, eu costumo comprar apenas uma hora de internet.
E aí, quando eu abro meu e-mail, e vejo que tem mais de mil (e isso NÃO É uma hipérbole) mensagens pra ler, eu fico de coração apertado. Porque, apesar de não serem importantíssimas mensagens de contatos profissionais, são mensagens importantes pra mim. Não são contatos, são amigas. Amigas de verdade, que usam o e-mail como forma principal de comunicação. Amigas que, se antes preenchiam meu tempinho de internet com carinho, alegria e apoio (coisas essenciais para a produtividade na minha opinião, mas eu não tenho como explicar isso pra chefia), agora são o motivo primordial para que eu encare as lan houses de Manaus.
Não consigo zerar meu e-mail. Não consigo ler meus blogs queridos. Não consigo subir minhas fotos da viagem pro flickr, e por isso, não consigo contar pra vocês, leitores, o que eu vi no Victoria e Albert Museum, no Museu de história Natural, e a minha ida à Itália, com minha fotos nda frente do Coliseu.
Não consigo liberar os comentários no Cintaliga, muito menos responder. Não consigo entrar no msn e dizer um oi pra pessoas queridas.
Não estou com tremores nas mãos. Mas estou com uma abstinência horrenda de internet. Saudade da conexão discada e ruim lá de casa...
E acho muito, muito injusto mesmo, que aqueles jovens que eu vejo na Lan house tenham tanto tempo pra acessar a internet, pra usar só Orkut. Sério, que desânimo, eu precisando tanto de internet, e eles gastando banda pra falar bobagem no Orkut. Eu sinto como se eles estivessem malbaratando a herança dos Tudor e dos Windsor. Sinto como se eles estivessem gastando a MINHA parte.
É loucura, eu sei. Deve ser o Delirium Tremens.
P.S.: E eu queria falar da decoração da Natal aqui de Manaus. Gente, eu não escrvei nada sobre o Natal esse ano. Que absurdo. Eu amo o Natal, muito, muito, e já abracei uns três papais noéis de shopping.
Zaire, Zimbábue, Zoropa
05.08.08
no passado, em novembro, fiz uma seleção para um programa de Mestrado na UFRJ. Não fui aprovada, e a meu contragosto, não tive acesso à minha pontuação. Mas eu me conheço, e senti qual foi meu maior fraco. A prova de inglês.
Decidi que, nesse ano de 2008, eu ia melhorar meu inglês capenga. Entre os projetos para melhorá-lo, coloquei ler ao menos dois livros em inglês (ainda não comecei a ler nenhum), acrescentar mais feeds em inglês no meu Google Reader (já comecei), baixar e-books em inglês (e lê-los), e fazer intercâmbio.
Rááá, fazer intercâmbio. Surgem algumas perguntas quando se toma essa decisão:
Para qual país eu vou? Comecei a peneira.
Em primeiro lugar, para que o intercâmbio seja plenamente aproveitado, não basta matricular-se num curso do idioma. A eficácia do intercâmbio consiste, principalmente, em estar privado da sua língua natal. Necessidade de sobrevivência: a TV, o rádio, as pessoas conversando nas ruas, os vendedores, o cardápio dos restaurantes, os anúncios, os jornais, e o seu cérebro, desesperado por comunicar-se e entender onde está, passa a funcionar naquele idioma.
Resumindo: não adianta estudar inglês na Alemanha - que era meu sonho inicial. Um dia eu ainda vou lá na terra do Níti (pronuncia-se Nietszche
). Mas sabendo alemão.
Como o idioma do qual tenho melhor conhecimento é o inglês, preciso ir para um país de língua inglesa.
Peneirando, peneirando:
- Os Estados Unidos exigem visto, que é caro de conseguir. Além do mais, eu morando em Manaus precisaria viajar pra Brasília ou Recife pra pegar visto americano. Muito caro.
- África do Sul é uma opção nova. Lindas paisagens, a Copa vai ser lá, e como disse o Vanucci, a África do Sul é logo ali. Hum.
- Na ilha de Malta se fala inglês. Hum. Pertinho da Itália, interessante.
- Canadá, né. Barato, neve, dólar canadense despencando, neve, primeiro mundo, neve...
- Inglaterra. Terra dos Beatles, meus Deus. Ver o Big Ben. A possibilidade de lamber a maçaneta que Paul McCartney tocou. Oxford, a universidade das universidades. Atravessar a Abbey Road descalça como Paul McCartney. Five o'clock tea. A Europa bem ali, do outro lado. Respirar o mesmo ar do Paul McCartney. Libra esterlina a quatro reais. Err... Cancela a Inglaterra.
Após muito peneirar, eu fiquei entre Irlanda e África do Sul. África do Sul tava na promoção, e parece ser um lugar lindo, mas...Europa é Europa. A possibilidade de passar em frente a lugares que foram construídos antes de Cabral chegar aqui é fascinante demais. Europa, bicho.
E foi assim que eu decidi que ia pra Irlanda, a ilha do verde esmeralda. Essa decisão foi em fevereiro. Estamos em agosto, e falta cerca de um mês pra eu pisar em DUblin.
Como eu estou? Absolutamente apavorada. E falida também, mas isso é caso pra outro texto.
P.S.: Amanhã faço 23 anos. Quando eu tinha treze anos, sempre me imaginava aos 23 diplomada na faculdade, cheia de certezas e respostas, com a cintura fina e o cabelo liso.
Hoje, tenho conta no banco, salário, casa, passaporte. Isso não quer dizer que eu seja aquela adulta que eu sonhei que um dia eu ia me tornar. A cintura não é fina, o cabelo não é liso, a cada dia aumentam as dúvidas e perguntas. Ao menos diploma eu já tenho um.
Parabéns pra mim. Eu adoro fazer aniversário, e esse de amanhã coroa de êxito muitos projetos que eu fiz pra mim mesma. Não sou a adulta que eu sonhava. Mas sou adulta, pela primeira vez na vida. NESTA vida.
P.P.S.: Quando eu tinha treze anos,também me imaginava casando aos 25. Veremos. ![]()
Dupla face
27.05.08
Dentro de mim tem um monstro.Quando eu estou sob pressão,ele aparece e estraga tudo o que eu fiz de bom antes.
Quem me conhece sabe como eu sou. Falante, desembaraçada, atenta, sempre cumprimentando o máximo de gente que der, sempre me esforçando pra ajudar, sempre tentando colocar um pouquinho de açúcar na vida, porque açúcar é gostoso que só e a vida da gente bem que podia ser melhor temperada.
Eu tento ser uma menina legal. Apesar de não saber ser meiga nem delicada nem feminina, e de não falar macio, sempre tento fazer um cafuné em quem estiver mais perto da minha mão, elogiar as coisas que merecem elogios (um batom lindo, uma comida ótima, um trabalho feito com dedicação).
Eu admiro muito quem é meiga-delicada-feminina, mas se eu fingisse ser assim estaria sendo hipócrita. Eu sou esculachada, rio bem alto mostrando a garganta mesmo, fico descalça sempre que dá.
Eu danço quando gosto da música, eu bato palmas sozinha quando o ritmo me contagia, eu adoro Bossa nova, eu danço forró sozinha quando não encontro parceiro, eu assumo quando acho um rapaz bonito (e falo isso pra ELE), eu dou em cima MESMO quando tenho vontade e/ou tesão.
Eu sou uma Menina, mesmo. Menina-criança, menina-sincera, menina-agitada. Menina.
O problema é o monstro.
O monstro aparece quando eu perco um arquivo do word sem salvar; quando eu tenho dez faces pra maquiar em trinta minutos; quando descubro que comeram todo o pão de queijo e não pensaram em guardar um pra mim, que estava varrendo o chão; quando repetem a mesma frase sem graça dez vezes;
E, principalmente, quando eu estou nervosa e alguém fala "Calma, Menina, calma." Se vier apertando os meus braços pra me fazer sentar, eu viro o Monstro.
O Monstro usa frases curtas. O Monstro manda nos outros. O Monstro empurra as pessoas, faz cara de quem comeu e não gostou e desconta sua raiva nos outros. O Monstro tem vontade de arremessar as coisas na parede. O Monstro destrói amizades apenas com um olhar gelado e um frase cortante. O Monstro acha que nunca erra. O Monstro grita sem necessidade. O Monstro usa o sarcasmo como arma. O monstro age grosseiramente.
Eu não sei se eu sou a Menina Eva ou se o meu verdadeiro jeito de ser é ser monstro.
(Escrevi este texto em 17 de julho de 2004. Não mudei nada, nada, nada, nada - apenas o pseudônimo mudou. Ai, que vergonha.)
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Tantas coisas que eu não sei
18.03.08

As coisas orientais que eu não sei
Eu não entendo nada de cultura japonesa.Eu não saberia diferenciar o Jet Li do Bruce Lee. Mas queria muito ter a chance de participar da cerimônia do chá um dia. E queria muito entender o que você fala quando conta sobre aqueles desenhos de olhos grandes.
As coisas literárias que eu não sei
Eu não sei necas de quadrinhos cult. Gostei de ler Sandman. Só li "300" por causa do filme com o Rodrigo Santoro.
Eu nunca consegui passar da terceira página d'O Príncipe, de Maquiavel. Mas sei que ele diz que "é necessário ao príncipe que saiba ser mau".
Nunca li as obras adultas do Monteiro Lobato. Sei apenas que um dos livros se chama Urupês. E sou capaz de fazer ar sonhador e suspirar diante do livro na estante: "Ahhhhhhhh, Urupês!"
As coisas musicais que eu não sei
Eu não gosto muito de guitarra, e não sei dizer qual a diferença entre Metal, Punk e Hardcore (nem sei se existe diferença ao certo, apesar de todos os meus amigos já terem me explicado). Gosto dos Beatles. Do Elvis vestido de havaiano. (Eu sou uma decepção pra você, não sou?)
Eu não sei diferenciar uma obra de Mozart de uma do Beethoven. Mas gosto de ir a concertos, e me divirto horrores.
Eu não sei quem é o grande nome do Jazz atualmente. Mas eu gosto do Armstrong e da Billie, porque meu pai me botava no colo e tocava trompete pra mim. Eu gosto de naipes de metais. Mas eu gosto mais das músicas de Big Band; eu seria muito feliz se pudesse viver dentro de um musical da Metro dos anos 40, junto com o Fred Astaire e a Judy Garland.
As coisas cinematográficas que eu não sei
Não assisti Cidade de Deus. (Não me bata!)
Eu nunca assisti Amarelo Manga. Nem nenhum filme do Godart. Nem sequer um filme iraniano. Mas assisti aquele do Woody Allen (Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo...etc etc etc), e soube reconhecer que foi ele quem inventou a "roupa de espermatozóide", sendo copiado milhares de vezes a tal ponto que isso entrou pro imaginário popular.
E se o assunto é cinema, eu sei que o Hitchcock semore aparecia nos próprios filmes. Nunca assisti a um filme dele sequer.
As coisas da vida que eu não sei
Eu não entendo profundamente sobre nenhum assunto, não conheço raridades, não sou culta, sequer sou informada. Eu não sei discorrer sobre nada. Mas pesco um pouco de tudo. E de tudo, um pouco.
Eu decoro palavras complicadas - convulsão do mundo moderno, pulsões sociais, indicadores de desempenho de políticas públicas, consolidação das leis trabalhistas - e uso nas minhas conversas como se soubesse o que são, mas eu a verdade é que eu sou burra que dói.
Eu sou super burra. Mas você pensa que eu sou muito inteligente, porque eu finjo muito bem fingidinho. Eu sou uma farsa: tenho boa memória, decoro o nome dos cientistas e dos filósofos. Nunca entendi muito bem o que significa a queda da bolsa de valores.
Eu sou comum, querido, comum. Mas tenho devaneios de superstar.
P.S.: Pra não dizer que não sei nada, sei porque o Negro não mistura com o Solimões, sei empregar a crase e a vírgula, e sei sentir sua falta às terças-feiras.
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Diálogos estranhos
28.02.08
Eu e meu maior amigo no restaurante.
- Eva, tá lindo esse teu prato de penne.
- Um penne, dois....?
- Penne!
****
- Sério, teu prato tá lindo, tá estético, tá uma visão. Vou bater uma foto. (Apontando a câmera)
- Fi-da-mãe, tu vai bater foto do meu decote.
- Não vou.
- Vai sim.
- Não vou.
- Vai.
- Num vô!
- Vai, que eu sei.
- Deixa eu bater a foto do teu prato, deixa.
- Bate logo, fiduma.
(Ele bate a foto e me mostra)
- Maldito, tu bateu foto do meu peito!
- Não bati não! Que peito?
- Os dois, o esquerdo e o direito!
(A foto, obviamente, foi apagada. )
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