Tanta coisa, ai ai ai
24.08.09
Os blogs que eu amo, os escritores que eu amo, os comentários que eu adoraria fazer.
O tempo que eu tinha, pra onde foi? As promessas que eu faço (no texto anterior, prometi que no dia seguinte escreveria de novo!). As calorias que eu como e bebo diariamente, sabendo que me aproximo dos oitenta quilos.
A saudade que eu sinto das pessoas com quem só conseguia falar pelo msn. Os e-mails que se acumulam. Os dias que passam, estamos em agosto.
Fiz aniversário dia seis. Vinte e quatro anos.
Tenho escrito cada vez menos, lido cada vez menos, pensado cada vez mais.
Ando amarga e cáustica, vendo amigas que costumavam ser meu modelo virando estranhas misturas de Gretchen com Chacrete.
Reclamo de tudo, não acho graça de nada, faço tudo por obrigação.
Estou longe daqui. Aqui mesmo.
P.S.: Mas em setembro, eu vou pros Lençóis Maranhenses, e eu juro que isso passa.
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Lugar difícil de encontrar
27.05.09
Uma amiga está fazendo um trabalho sobre folclore, lendas e mitos.
Lembrei que as toadas de boi (que são as músicas executadas na festa de Parintins) normalmente contam alguma lenda da região (considerando que um dos itens a serem julgados no Festival de Parintins é exatamente o item "Lenda Amazônica").
Lembro claramente da toada Amazonas Yacamaé, que conta a lenda de como o Rio Amazonas surgiu das lágrimas que a Lua chorou por ser proibida de amar o Sol. Quem disse que eu encontro a letra da música buscando pelo Google? Tentei trechos da música, tentei o título...nada.
Definitivamente, o Amazonas não tá no Google. E, pelo que percebi, os blogueiros amazonenses não escrevem de modo a indexar seus textos...
Mantra para auto-convencimento
03.03.09
Preciso comprar uma conta pro no Flickr. Preciso comprar uma conta pro no Flickr. Preciso comprar uma conta pro no Flickr.
Pronto, agora que eu tenho isso em mente, falta o dinheiro.
Meu mundo tem espaços em branco
02.03.09
Eu navego na internet em casa, usando o Mozilla Firefox.
Para quem ainda não conhece, o Mozilla é um navegador de internet, como o Internet Explorer, mas é muito mais estável. E uma das coisas que eu mais gosto no Mozilla é o recurso de abrir abas, ao invés de abrir outra janela. Para abrir uma nova aba, eu uso o atalho de teclado Ctrl + T.
Então, coisa muito comum: estou navegando, e repentinamente penso em algo que eu gostaria de saber. Faço Ctrl + T, e abro a página do Google. Enquanto isso, zapeio pelas (muitas) abas abertas.
Algum tempo depois, volto à aba do Google. O cursor pisca no campo de busca. E eu não lembro, de jeito nenhum, o que eu queria pesquisar. Olho nas abas abertas, buscando alguma dica. Olho o histórico, vendo se é outra coisa. Nada. Um vácuo na minha cabeça, não lembro mesmo. Fecho a aba do Google, com uma sensação confusa de derrota.
Não pertenço a um lugar, pertenço a quem me ama
11.02.09
Ao meu redor há um círculo de mulheres.
Inteligentes, engraçadas, maravilhosas. Vividas, competentes, corajosas, lúcidas.
Elas aparecem na minha caixa de entrada de e-mail. E nós caminhamos juntas (entre nós os quilômetros e os compromissos), mãos dadas, formando uma cadeia de afetos.
(Livremente inspirado em um texto da Isabel Allende que citarei direito aqui quando tiver tempo. A Telinha foi quem me disse desse texto.)
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Tantas cosas debo decirte
10.02.09
Ando tão ocupada, gente. Estou trabalhando, fazendo curso de teatro, voltando ao convívio do pessoal da universidade, baixando dezenas de teses e dissertações sobre políticas públicas no www.dominiopublico.gov.br, pegando muita chuva em Manaus, essa terra cujo clima é um caos. Assumindo compromissos no meu grupo de teatro, de interpretar a personagem mais diferente de mim mesma que eu já vivi. Providenciando uns artigos pra publicar em eventos científicos, tentando superar minha próprio mediocridade e vencer a certeza que eu sou uma farsa, uma grande mentira que eu inventei e na qual o resto do mundo, curiosamente, acreditou.
Beijos com saudade,
Eva
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