Chegou a melhor época do ano pra visitar Manaus

16.04.09

Abril. De acordo com a sabedoria dos ribeirinhos, "em abril, chuvas mil".

Mas, para mim, "em abril, óperas mil".

Dia 23 começa o décimo-terceiro Festival Amazonas de Ópera. Como 2009 é o ano da França do Brasil, tudo este ano será relativo a compositores franceses.

O Site Oficial do Festival Amazonas de Ópera tem uma URL cata-corno google para inglês e português. Genial, quando se leva em consideração que grande parte do público do festival é composto por estrangeiros.

Andei lendo a programação do Festival, e me interessei especialmente pela ópera Sansão e Dalila. Assusta um pouco ver que a direção de Emílio Sagi é descrita como "sinônimo de inovações e surpresas". (Ainda lembro muito claramente da estranha montagem de "O Navio Fantasma", dirigida pelo alemão Christoph Schlingensief, onde a passista da escola de Samba seminua rebolava subindo e descendo ao som das árias. Isso motivou minha mãe a comentar: "Gente, a música está DENTRO DA MENTE DELA, ninguém entende isso?")

Mas, aguardemos. Dizem que haverá cena de bacanal. o que já me deixa animada. Estarei lá.

Também me interessou a remontagem de Carmen, de Bizet, em formato de Pocket Ópera. Primeiro, porque Carmen é Carmen é Carmen é Carmen. Uma das óperas mais legais, com os temas musicais mais amplamente conhecidos pelo público (contando com a ajuda de Tom e Jerry, hehehe). Depois, porque no PRIMEIRO festival amazonas de ópera, meu pai e eu fomos ao anfiteatro da Ponta Negra assistir a essa ópera. Não consigo imaginar porque fomos sozinhos (coisa raríssima, sair sem a mamãe), mas lembro desse dia como poucos. Eu levei o binóculo, pra enxergar os detalhes, e o papai ia me explicando mais ou menos o que estava sendo dito. Lembro que a Carmen tinha uma rosa no peito, e eu fiquei fascinada por ciganos por causa da Carmen - e não por causa da novela Explode Coração. Carmen: eu vou.

Outro ponto que eu adorei foi o fato de serem oferecidas oficinas gratuitas abertas ao público. As inscrições, inclusive, podem ser feitas pelo próprio site - e ainda há mais de cem vagas em cada uma delas! Não sei se chegam a ser oficinas práticas, ou se será mais algo como uma palestra de uma hora e meia, mas... é de graça! Eu me inscrevi na de cenografia, na de iluminação e na de figurino - para mim, que lido com teatro, nada melhor que sugar o conhecimento de quem trabalha com um evento grande como o Festival. Mal posso esperar.

Minha presença também é garantida na exposição "Ópera de França", que vai mostrar figurinos e fotos das óperas de compositores franceses ou de temática francesa (lá estarão figurinos de Ça Ira, composta pelo Roger Waters!).

Muito provavelmente, vou fugir da ópera "Os troianos". Quatro horas e meia? QUATRO HORAS E MEIA? Não aguento! Entrar no Teatro às seis e sair depois das dez? Haja bumbum! Se ao menos servissem jantar...

Escrito por Menina Eva
Arquivado em: Música, Turismo, Artes
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Dando satisfações

18.10.08

Sim, Guilherme Arantes, "adeus também foi feito pra se dizer".

Ontem o Cintaliga fez dois anos.

Fiquei algumas semanas sem escrever aqui e hoje resolvi parar de adiar as devidas satisfações que acho que devo dar.

Estou saindo do Cintaliga.

Não lamente nem comemore. Eu não vou parar de escrever. Eu só não vou escrever mais neste blog aqui.

É engraçado quando eu digo que estou saindo do Cintaliga e viram pra mim e indagam: Mas como saindo, se o blog é seu?

Pois é.

Acontece que eu quero mudar de ares.

Eu brinco que quero montar um miniportal pra abrigar meu blog novo - que ainda não tem nome -, o Love Live e um outro blog "temático" que tenho muita vontade de tocar.

Um miniportalzinho onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros e nada mais...

Mentira. Um miniportalzinho pra plantar muito mais... Minhas fotos, meus alunos, minha família, meus leitores.

Minha mãe diz que às vezes precisamos adiar os sonhos, mas não cancelá-los.

É isso.

Ainda tenho muito a escrever - até porque é das raras coisas que sei fazer direito (desculpe a falta de modéstia, eu sou leonina).

Só falta criar um nome, um template, uma coragem...

Aí, quando tudo isso for criado, eu aviso.

Aí, vocês, meus dois ou dez leitores, voltarão a ler aqueles velhos textos onde o foco é a emoção.

(Um dia desses, uma mocinha me perguntou sobre o que era o meu blog e eu disse que o foco era a emoção, que eu escrevia com emoção para emocionar as pessoas. A mocinha concluiu que eu sou emo! Será?)

É isso.

Como diria o Pedro, do Ana & Pedro, "um beijo apertado, que nem abraço".

Sexta-feira, Dublin vai endoidar

17.09.08

Tudo de graca! Tudo aberto ateh onze da noite, inclusive os museus! Oficinas de danca e teatro! Danca japonesa! Passeios com homenzinhos vestidos de vikings!

Isso tudo eh DUBLIN CULTURE NIGHT!

Esta em Dublin? Confira a programacao em www.culturenight.ie

Vou em varias das atracoes gratuitas; depois vou pro aeroporto pegar o voo pra Liverpool. :D

Escrito por Menina Eva
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Parintins passando ao vivo na Bandeirantes...

27.06.08

Por um lado, estou feliz por ter transmissao nacional do Festival de Parintins, eu acho mesmo muito bonito, extremamente criativo. O talento visual que existe em Parintins se equipara ao talento ritmico que existe na Bahia. E se a TV passa aquela porcaria que e' o festival de verao de salvador, tem espaco pro boi tambem.

Por outro lado, Parintins com narracao do Datena e comentarios do Leao Lobo, me da' vontade de sair correndo pelada e me jogar no encontro das a'guas.

O Datena. Ele acabou de chamar o Israel Paulain , apresentador do Garantido, de "ovelha negra da familia azul". Porque toda a familia dele e' caprichoso, inclusive o irmao dele, Junior Paulain, e' o apresentador do Caprichoso, e ele e' o unico do Garantido. "Ovelha negra da familia azul." Acudam.

*********

E a reporter idiota da Band acabou de proferir uma perola - "a sinhazinha da fazenda sempre tem de ser loura, pra representar a cultura europeia." Pelo amor de Lindolfo Monteverde, interditem essa mocinha.

*****

E o Datena, juntamente com o carnavalesco fanhoso de lingua presa falam tanto que nao se consegue assistir ao Festival, escutar as toadas, entender o que o amo do boi esta cantando. Mandassem alguem de parintins pro lugar do Datena, estaria tudo bem melhor.

[Estou num teclado desconfigurado, com a maior preguica de consertar tudo. Porem, depois de um longo e tenebroso inverno sem computador, estou conectada novamente, podendo escrever no Cintaliga!]

Escrito por Menina Eva
Arquivado em: Televisão, Turismo, Indignação, Lugar, Artes
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Brincar de boneca - Nível avançado

26.02.08

Visitei uma exposição no Shopping. (Aqui em Manaus, quando você fala "o Shopping", todo mundo sabe qual é. Não que só tenha um: tem cinco ou seis shoppings grandes, mas "o shopping" foi o primeiro.)

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A exposição fala sobre a evolução histórica das roupas. Mais especificamente, da roupa feminina. Mais especificamente, dos vestidos. Mais especificamente, dos vestidos franceses. Da idade média aos anos 50.

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Tá, e daí? Daí que as modelos são bonecas! Com vestidos de época!

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As roupas estão lindamente acabadas. Pra mim, que lido com teatro, é enlouquecedor ver tantas roupas lindas e cheias de ricos detalhes. Rendas, laços, flores! Dá vontade de dançar um minueto...

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Cá entre nós, essa exposição é a cara do Cintaliga, então eu PRECISEI escrever sobre ela!

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A exposição está encantadora. A sensação de proximidade com a figura humana vestida, muito mais charmoso do que se fossem usados manequins, é o forte. Além do mais, os textos explicativos sobre o momento histórico relativo a cada vestido estão muito claros, e evidenciam as interessantes relações da arquitetura com a moda. Fernanda comentou comigo que a saia ampla do Renascimento imitava o formato dos sinos de Notre-Dame. Essa bonequinha abaixo veste-se como uma contemporânea do Leonardo da Vinci.

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Depois veio o Barroco. O homem debatia-se entre contrastes, o pecado e a virtude, as formas exageradas e a vida simples, o céu e o inferno. E a mulher? Bem, ela era assim.

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O rococó levou o Barroco às últimas consequências. Acrescentou enfeites, riqueza, um toque de futilidade, sim, que nós adoramos isso. Flores, rendas, fitas, laços, tudo ao mesmo tempo! Eba!

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No reinado de Luís XVI, as mulheres descobriram que fazer esculturas com os próprios cabelos era garantia de sucesso nos salões. Um penteado assim podia durar meses, fixo no lugar com cera. Pensem na quantidade absurda de piolhos! Eca!

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Na época de Napoleão, a moda era parecer grego. Ai, ai. Sou só eu que acho lindo?

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Já no Período da Bèlle-Epoque, as mulheres precisavam ser esguias, cheias de curvas.

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Nos anos 20, as mulheres promoveram a primeira revolução feminista. Ficaram malucas, mostraram os joelhos, tornaram-se seres vaporosos e diáfanos.

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A última bonequinha vem vestida com o new look de Christian Dior. Depois de duas guerras mundiais, os anos de fartura trouxeram de volta uma moda mulherzinha, com grandes saias rodadas, cintura marcada. Ser feminina era um privilégio de tempos de paz.

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Fernanda Gomides, a expositora, já foi estudante de moda e hoje em dia cursa Design e estuda francês na Aliança Francesa, que promove a exposição. Ela estava lá, circulando na exposição, e eu e ela agarramos num papo de uma hora e meia.

Ela me falou que teve ataques de ódio contra o cabelo cor de rosa das bonecas; tentou tingir, tentou cortar, mas não teve jeito. Me falou dos materiais que usou, da máquina de costura temperamental. Dos estilistas de Madame Pompadour. Da próxima exposição que está montando, sobre a história do sapato.

Eu comentei sobre a idéia incrível de botar as bonequinhas como modelos. A exposição ganha um ar lúdico, a gente se sente próximo. Caras, elas estão vestindo as roupas que eu sempre quis colocar nas MINHAS bonecas.

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Não é incrível notar que, mesmo sendo reprimida, presa e tratada como propriedade masculina, a mulher sempre teve uma cultura toda própria?

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Ela sonha com um beijo de amor de um príncipe encantador

03.01.08

Entre os adoradores de cinema, existe um tipo de dogma: filme dublado não presta. Bom mesmo é escutar o áudio original.

Inclusive alguns adultos que nunca deixaram de ser crianças fazem esse discurso. E ficam se lamentando, batendo a cabeça na parede, porque no Brasil, esse país atrasado, só duas ou três salas têm cópias legendadas de desenho animado.

Acontece que cinema é mercado. E quando se tem um produto em mãos, os esforços de venda são dirigidos ao público que se julga adequado. Filmes são produtos, assistir é consumir, e o público-alvo de animações, Harry Potter e alguns outros filmes [comédias leves, aventuras] é o público infantil - que, quando sabe ler, não lê depressa o suficiente para acompanhar as legendas. Sim, queridos, lamento muito, mas o mundo é cruel e feio, e as pessoas gostam de ganhar dinheiro. Eu gosto!

Aliás, alguns cinéfilos radicais que gostam de filmes com apelo infantil entram em estado de desespero absoluto quando a sala de cinema esta cheia de... crianças! Absurdo dos absurdos. “O que essas criancinhas gritalhonas estão fazendo aqui, assistindo a Ratatouille? Oh, céus, vamos todos engolir rolos de película em protesto. Vamos soltar pombos CGI em passeata, para que os cinemas exibam desenho depois das onze da noite.”.

E, o que eu acho mais curioso nesse chororô todo quando do lançamento de algum filme-família [ficou feio agora dizer que o filme é infantil; tem que ser "filme pra toda a família"], é que todos os cinéfilos-que-gostam-de-filmes-com-apelo-infantil [crianças crescidas?] assistiram a Dumbo, Mary Poppins, Chaves e, mais recentemente, Cavaleiros do Zodíaco em suas dublagens brasileiras - ótimas, por sinal. Por que esse drama?

Eu assisti a "Encantada" no cinema. (Eu sou uma criança crescida que usa sutiã 44 e cinta-liga G, assumo. Adoro filmes infantis.) Fiquei absolutamente deslumbrada. Os bons tempos da Disney estão de volta. Os tempos pré-Shrek. Deixe o trailer do filme carregando e venha ler o resto do meu texto.

É um conto de fadas. Tem mocinha ingênua, bichinhos do bosque, tem bruxa malvada, tem príncipe montado num cavalo branco. Até florzinhas no cabelo (LOIRO, como sói acontecer) a mulher tem.

O filme começa como desenho animado. Mas aquele clássico: bosque com árvores retorcidas, passarinhos, cervos, coelhinhos fofos, esquilinhos. Aquele bosque onde a Branca de Neve acorda, onde a Bela Adormecida mora com as fadas, onde o Bambi passeia com a mãe dele. O Bosque Disney. Você certamente passou muitas tardes lá.

Giselle é uma mocinha que conversa com os bichos, exprime seus pensamentos por meio de canções que ela vai inventando enquanto canta, mora na casa da árvore e passa os dias esperando um príncipe com quem poderá trocar um beijo de amor verdadeiro. Rá, grande coisa, eu também.

Quando o Príncipe Edward a salva de um ogro verde feio e mau, eles se apaixonam e marcam o casamento. Segue transcrição do diálogo:

- Então é você?
- Sou. E você, quem é?
- Giselle.
- Giselle! Nós vamos nos casar amanhã!

Eu ADORO essas coisas. É uma piada interna muito inteligente.

Bem, o príncipe é enteado de uma rainha malvada e versada nas artes da feitiçaria, como toda rainha que se preze. A Elizabeth II não tem a menor graça. E, quando a rainha nota que a camponesa panaca vai casar como príncipe e tomar o seu lugar, providencia pra que ela saia do caminho. Arremessa a bichinha no poço.

E, depois de muito cair (numa leve citação a Alice no País das Maravilhas), ela sai num bueiro em Nova Iorque.

E aí, tudo vira festa. Imaginem uma ingênua e pura princesa de um reino mágico vivendo nos nossos dias. Acreditando que amor dura pra sempre, que os bichos são nossos amigos, que cantar é um jeito natural de realizar coisas.

Eu sorri durante o filme inteiro. Personagens secundários cativantes (o príncipe Edward e suas mangas bufantes, que pensa que a TV é um espelho mágico; o esquilo Pip, que não entende como não consegue falar em Nova Iorque; Susan Sarandon confortabilíssima como Rainha Má); lindos números musicais (o musical no parque é absolutamente INCRÍVEL, tem tudo: velhinhos, velhinhas, noivas, pombinhos voando, skatistas, balões de Hélio, arcos de flores, jamaicanos, mariachis. Ai, ai, eu adoro musicais.).

Vão assistir. A dublagem brasileira esta ótima, as musicas estão lindas, do mesmo naipe da dublagem de Mary Poppins. (Aliás, lembrei de Mary Poppins muitas vezes, deu vontade de rever.) Esse filme entrou no cânon. Musical, comédia romântica, desenho animado, conto de fadas, blockbuster. Vão, vão, vão. E saiam do cinema com vontade de usar saia rodada e fitinhas no cabelo, cantando as músicas e sonhando com um beijo de amor que prenuncie que seremos felizes para sempre.

Ah, e claro: na sessão que eu fui, as crianças estavam envolvidas no filme, rindo na hora que era pra rir, torcendo na hora que era pra torcer ("vai, vai, beija, beija”), e fazendo TODA a diferença. Saí do cinema com o coração leve, a alma contente. E diversão não é exatamente isso?

P.S.: A secretária do advogado é interpretada por Jodi Benson, a dubladora da Pequena Sereia na versão original.
P.P.S.: O ogro usa as conchas da Pequena Sereia como brincos. Quer saber mais coisas assim? Leia na wikipedia em inglês. Se você não lê inglês, aprenda. Enquanto aprende, leia essa resenha do G1, por Débora Miranda.
P.P.P.S.: Leia uma entrevista com o diretor Kevin Lima, onde ele esclarece que a cena de Giselle subindo a colina verdejante no Central Park não foi baseada n'A Noviça Rebelde, mas sim em A Bela e a Fera. Os meus amigos no cinema pensaram que era homenagem aos Teletubbies...
P.P.P.P.S.: Algumas frases do filme, no IMDB.
P.P.P.P.P.S.: Deu pra notar que fiquei viciada no filme?

Escrito por Menina Eva
Arquivado em: Cinema, Comportamento, Amor, Infância, Animais, Crianças, Artes
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