Um conto real de Natal
10.01.09
Vinte e quatro de dezembro, tardinha, ela e a mãe fazem uma série de visitas às casas de alguns amigos. Entregam um panetone pro amigo querido da faculdade, passam na casa de alguns queridos.
Quando chegam à casa de uma família conhecida, ficam sabendo que a mocinha estudante de Medicina, que um dia teve doze anos e com quem passou muitas noites cheias de risadinhas e filosofias adolescentes, hoje à noite, vinte e quatro de dezembro, está de plantão em um hospital. Distantes se vão os doze anos.
Com um disco do Rod Stewart embrulhado pra presente, vão para o hospital. Vinte e quatro de dezembro. Oito e meia da noite. Um vento horrendo de chuva, "o que estamos fazendo aqui?" "Qual era mesmo o hospital?".
Chegaram, desceram do carro, cumprimentaram alguns seguranças meio desanimados por estarem trabalhando na véspera de Natal. Perguntaram pela estudante, ninguém sabe o ramal, "qual é o ramal?", e as duas ficaram alguns minutos esperando enquanto os seguranças procuravam o número.
E foi nessa hora que Papai Noel, vestido de vermelho, botas pretas, barba branca, cajado com sininhos na mão, saco cheio de presentes, saiu do hospital, dando aquela risada engraçada. O próprio. Atrás dele, duas mulheres quarentonas, meio gordas. Uma delas, entusiasmada, torcendo as mãos, olhava ao redor.
Ela viu as duas mulheres encostadas no balcão da portaria do hospital. Encontro de olhares.
Gorda, quarentona, celular na mão, uma alegria imensa saindo dela, esparramando no chão, precisando desesperadamente ser compartilhada.
- Feliz Natal!
As duas responderam, meio sufocadas de ver tanta alegria junta:
- Feliz Natal, feliz Natal MESMO!
A mulher atendeu o celular e foi saindo, falando ao telefone que naquele momento iam ao Pronto Socorro Municipal. Ela e a outra quarentona saíram do Hospital, entraram em um carro preto; o Papai Noel entrou no mesmo carro, não foi de trenó.
Mas isso não diminui em nada a magia, concordam?
Fim (mas em dezembro tem Natal de novo)
P.S.: Depois me perguntam porque é que eu enlouqueço no Natal. Já estou com saudade de ver a casa toda vermelha, verde e dourada. E das musiquinhas de sininhos. Eu sou incorrigível.
P.P.S.: Esse ano, o post de Natal só saiu em Janeiro. Mas a boa notícia é que o técnico veio aqui, curou a virose do meu computador velho, e agora tenho internet em casa de novo!
Arquivado em: Comportamento, Contos, Açúcar, Catarse, Emoção, Esperança, Pirlimpimpim, Sonho
5 comentários
Trackback:
http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/28478 Posts similares:
O casamento dos meus melhores amigos
Malla versão 3.2
O Natal da Turma da Mônica
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários, Trackbacks:
Gostaria de saber com você se vc tem interesse em uma possível
parceria com o meu blog Notícias Automotivas. Hoje temos 1.800.000
page views por mês, e podemos trazer leitores para o seu blog.
Poderíamos fazer uma simples troca de links. Da maneira que você
preferir.
Abraço.
Eber
Abração e vida longa aos blogs
E que belo Blog!
Deixe seu comentário:



Assine por e-mail