Eu paro quando eu quiser, mas quem disse que eu quero parar?
17.12.08
Estou há algumas semanas com sérias restrições ao uso de internet.
Eu costumava usar no trabalho, mas foi bloqueado. Não abre nem o Google. Não quero comentar sobre o tipo de chefia que bloqueia o Google.
Ando meio sem grana e tempo para ir numa lan house. E, quando vou em um destes antros xexelentos, com o "a" do teclado apagado, a barra de espaços quebrada e umas cadeiras que, Jesus amado, poderiam ser facilmente usadas por meus amigos biólogos como meio de cultura bacteriana, eu costumo comprar apenas uma hora de internet.
E aí, quando eu abro meu e-mail, e vejo que tem mais de mil (e isso NÃO É uma hipérbole) mensagens pra ler, eu fico de coração apertado. Porque, apesar de não serem importantíssimas mensagens de contatos profissionais, são mensagens importantes pra mim. Não são contatos, são amigas. Amigas de verdade, que usam o e-mail como forma principal de comunicação. Amigas que, se antes preenchiam meu tempinho de internet com carinho, alegria e apoio (coisas essenciais para a produtividade na minha opinião, mas eu não tenho como explicar isso pra chefia), agora são o motivo primordial para que eu encare as lan houses de Manaus.
Não consigo zerar meu e-mail. Não consigo ler meus blogs queridos. Não consigo subir minhas fotos da viagem pro flickr, e por isso, não consigo contar pra vocês, leitores, o que eu vi no Victoria e Albert Museum, no Museu de história Natural, e a minha ida à Itália, com minha fotos nda frente do Coliseu.
Não consigo liberar os comentários no Cintaliga, muito menos responder. Não consigo entrar no msn e dizer um oi pra pessoas queridas.
Não estou com tremores nas mãos. Mas estou com uma abstinência horrenda de internet. Saudade da conexão discada e ruim lá de casa...
E acho muito, muito injusto mesmo, que aqueles jovens que eu vejo na Lan house tenham tanto tempo pra acessar a internet, pra usar só Orkut. Sério, que desânimo, eu precisando tanto de internet, e eles gastando banda pra falar bobagem no Orkut. Eu sinto como se eles estivessem malbaratando a herança dos Tudor e dos Windsor. Sinto como se eles estivessem gastando a MINHA parte.
É loucura, eu sei. Deve ser o Delirium Tremens.
P.S.: E eu queria falar da decoração da Natal aqui de Manaus. Gente, eu não escrvei nada sobre o Natal esse ano. Que absurdo. Eu amo o Natal, muito, muito, e já abracei uns três papais noéis de shopping.
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Comentários:
Depois te conto sobre comentários que ouvi por ai, dizendo que blog é besteira e outras patacoadas, nada como estar trancafiado no século XI....gentemmm.
Sério: eu comentava sobre autores interessantes que descobri na blogosfera e um amigo intelectualóide da porra me disse, peremptoriamente, com ares de como-tenho-verve..."só leio algo escrito há, pelo menos, 70 anos".
Como eu leio essa frase?
"só leio algo que já teve 'aprovação' de alguém que julgo mais competente".
Céus.
Que triste!
Torço pra melhorar!
Espero que a situação se resolva!!!
Tem selinho para vc no meu blog!
Beijos!
Não sou tão apaixonada assim pelo Natal, mas sei que sofreria muito sem internet.
Abraços e Feliz Natal!
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