Carro de Paulista

07.11.07

Não sei quantas das pessoas que me lêem já andaram de carro comigo. De imediato lembro da Lu, da Viva, do Alexandre, da Olivia, do Roger, do Doni, do André Fiori, da Gabi, da Juliana, do Ian, da Cynthia, do Nélson Moraes (ele e o Alexandre quase bateram as botas ano retrasado, por causa de uma barbeiragem minha. Toc, toc, toc! Imagina deixar a blogosfera órfã deles! Se eu sobrevivesse, me linchariam assim que eu deixasse o hospital), da Lucia Malla. Deve ter mais gente, mas enfim, isso já é um número bastante razoável.
Eu aprendi a dirigir aos 24 pra 25 anos. Os sete anos que me separaram da idade "normal" de se aprender (18) da idade em que eu efetivamente me arrisquei nas ruas sozinha, foram um martírio. Eu era uma das jovens mais frustradas de São Paulo, com toda a certeza do mundo. Morar em São Paulo sem dirigir é certeza de duas coisas: sair pouco de casa (ou ter grana pra bancar táxis dependendo do horário em que se pretende voltar) ou depender sempre de caronas dos amigos. E eu estava já me aborrecendo das duas opções.
Isso porque eu quase sempre andava no carro apenas da Sabrina (Siça pra mim e pros mais íntimos), minha melhor amiga, que era minha vizinha. Tínhamos uma sintonia incrível e sempre estávamos escutando e cantando Tim Maia, Adoniran, Karnak, falando e rindo de tudo, coisas que só nossos 20 e poucos anos e hormônios proporcionam.
Depois que ela nos abandonou (foi morar no Japão quase seis anos atrás), quantas e quantas noites passei em casa mas com vontade de estar na rua. Vendo o carro parado na garagem, com gasolina suficiente para eu ir e voltar do lugar pretendido. Mas sabia que gastar 40, 50 reais de taxi (de madrugada é bandeira dois, né?) era um desaforo.
Eu fiz duas auto-escolas, sendo que uma se dizia especializada em pessoas com medo de dirigir. Uma pinóia!
O menino que tentou me fazer perder este medo tinha tanta psicologia quanto o Capitão Nascimento. "Pede pra sair, pede pra sair!", eu temia um dia escutar dele.
Minha mãe tentou por mais de um ano fazer as vezes de um instrutor, em vão. Coitada, o que ela não deve ter escutado de mim nos meus momentos de raiva por não conseguir aprender a lidar com a embreagem...
Minhas voltas se limitavam a duas ou três ruas no quarteirão da minha casa, nem coragem para entrar na avenida que passa atrás dela eu tinha.
Até que um dia eu estava voltando do trabalho e, ao entrar na estação de metrô, deparo com um cartaz: "Perca o medo de dirigir. Psicólogo especializado em fobias de trânsito. Telefone: xxxx xxxx", que provavelmente esteve grudado ao poste por muito tempo, mas que a pressa e o ensimesmamento paulistano diário impedem de enxergar.
FIAT LUX! (No meu caso, Fiat Palio, o carro da casa naquela época. Dã).
Anotei o telefone e liguei pro psicólogo. Marcamos uma aula para dali a duas semanas, quando eu voltasse de uns dias na praia (era janeiro e eu estava entrando de férias).
Na tarde combinada, ele aparece na minha casa com o carro dele. As aulas eram sempre no carro do aluno, e ele vai ao encontro de cada um. Só cobra a gasolina caso a distância seja superior a 20 quilômetros da área dele. De mim, nunca cobrou, dizia sempre que a distância era menor.
Logo na primeira aula eu já dirigi um bocadinho. Com medo, mas fui indo. Nas primeiras dez aulas, com ele sempre ao lado. Depois, fui me arriscando sozinha aqui e ali.
O cara é um mestre, nem mais nem menos. De verdade, eu o indico pra todo mundo que jura de pés juntos que não vai nunca aprender a dirigir, como eu mesma jurava.
O Sílvio acabou se tornando um amigo da casa. Resgata animais de rua, como nós - aliás, ele é um tanto mais doido que nós, pois tem ONZE (!) cachorros de rua! E mais uns cinco ou seis gatos - é músico (e fomos até vê-lo tocar em Pinheiros algumas vezes) e é de uma generosidade sem tamanho.
Eu me lembro muito bem da primeira vez em que eu dirigi aqui na avenida tão temida por mim semanas antes. Era madrugada e eu estava no carro de um amigo de um ex-namorado meu. A gente começou a falar sobre este meu medo de dirigir, das minhas aulas e eu disse que iria andar naquela avenida sozinha (sem o Sílvio pra acudir em caso de apuros) logo mais. Foi quando este amigo do meu ex parou o carro na mesma hora e falou: "vem pra cá". Desceu do carro e disse pra eu entrar lá e dirigir. Eu relutei e ele insistiu. "Vai, aproveita, a avenida quase não tem carros passando, pouca coisa vai te assustar. E estamos aqui pra qualquer crise de pânico sua".
Eu achei tão legal a atitude dele em me encorajar que troquei mesmo de lugar com ele. Ajeitei o banco, os espelhos, coloquei o cinto. E... liguei o rádio! Já me sentindo no MEU carro. Muito folgada, digam lá. :p
Soltei o freio de mão, respirei fundo e aceleirei. O Paulo, meu ex-namorado, me olhava todo orgulhoso e ria ria do meu nervosismo.
No rádio começa a tocar "Já sei namorar", dos Tribalistas, hit naquele ano. E nós três cantando a plenos pulmões, vidros abertos naquela madrugada quente de fevereiro: u-u-u-u-u-u... u-u-u-u-u...
Eu sei que viemos do começo da avenida até a minha casa (uns quatro quilômetros no máximo) cantando e eu não acreditei que havia feito aquilo sem suar frio, parar o carro com taquicardia ou qualquer outro chilique.
Hoje, paradoxalmente, eu daria tudo pra estar numa cidade em que pudesse abrir mão do carro. Poder me locomover de bicicleta (e metrôs e ônibus) como Paris ou Amsterdam ou mesmo Guarujá.
Mas não posso negar o valor que tem um automóvel. Não me imagino voltando do Carrefour de bicicleta com oito sacolas em cada mão. Pelo menos pra certas coisas, carro ainda é muito útil.
Pra mim, ter perdido o medo de dirigir foi um mérito e tanto, ainda mais porque eu dirijo em São Paulo e enfrentar Marginal Tietê, Radial Leste ou Rodovia dos Bandeirantes não é para iniciantes. Fora as ruas mal sinalizadas e cheias de buracos.
A minha amiga Sabrina, que foi morar no Japão seis anos atrás intencionando passar dois anos fora, está voltando só agora pra cá.
Ela era uma das maiores incentivadoras do meu aprendizado como motorista (claro, queria se livrar do peso morto aqui sempre no banco do carona! :p) e eu fiz uma promessa a ela, quando nos despedimos no aeroporto: "quando você voltar, eu virei te pegar aqui no aeroporto, dirigindo". Daqui a algumas semanas ela chega e eu não vejo a hora de ir pegá-la, pra voltarmos pela Marginal Tietê cantando alto e falando sem parar sobre nossas aventuras e desventuras.


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: claudia lyra · http://www.loucaporblog.wordpress.com

Poxa, Patrícia... perdi a oportunidade de figurar na sua lista de blogueiros que já se aventuraram de carro em SP com você!
Aprendi a dirigir com 30 anos, mas não foi porque tinha medo. O problema é que não tinha grana pra comprar carro. Depois, quando a coisa melhorou e a gente comprou um "poisé", fiquei com preguiça daquela coisa de auto-escola. Mas, vou te dizer: a melhor coisa que fiz foi aprender a dirigir, viu! Depender sempre de carona é o ó do borogodó!

PermalinkPermalink 07.11.07 @ 17:11



Comentário de: Luciana · http://www.interney.net/blogs/cintaliga

Siiiiiiiiiiiiiiim! Já andei de carro com vc...
Saídas memoráveis... Voltas e voltas procurando a Kalunga bem no nosso nariz... Balão Mágico no rádio... Fiapocontro... freadas e curvas em cima... RJ-SP...
Só tenho medo quando vc diz que vai ao supermercado de madrugada de carro... Louca...

PermalinkPermalink 07.11.07 @ 17:16



Comentário de: le, o inimitável Társis

Paty, quem dirige em São Paulo pode dirigir em qualquer lugar do cosmos.

Porque o transito de São Paulo deve ser uma prévia do transito do Inferno, com a diferença que o Lhetes não deve feder tanto como o Tietê.

Por isso, quando estiver ao volante, não hesite: grite, xingue, BERRE! Você tem direito. :D


PermalinkPermalink 07.11.07 @ 18:53



Comentário de: ana p.

Isso me faz lembrar que eu tenho um certo receio de dirigir em SP, mas principalmente pq meu pai e irmãos me botam mto medo. Como eu ainda não tenho carro, desisti de dirigir por um tempo. Só vou voltar a me aventurar na direção no dia que euzinha tiver o meu carro pago com o meu dinheiro suado. \o/

PermalinkPermalink 07.11.07 @ 20:15



Comentário de: Tuca Hernandes · http://www.fiapodejaca.com.br

Lembrei da primeira vez que saí sozinho de carro, aos 18 anos. Naquela noite, eu queria inaugurar a carteira de habilitação que eu acabara de pegar, algumas horas antes. Foi um desastre só, com meio mundo me odiando pelas barbeiragens. No fim, acabei entrando sem querer em uma rodovia, desesperado ao ver aquelas placas que indicavam que eu estava no caminho certo para o Rio de Janeiro. Madrugada, chuvinha, pouca gasolina... No fim, deu tudo certo. Mas ficou um trauminha.

Quanto a você, que inúmeras vezes me deixou como co-piloto, não consigo imaginá-la com medo de dirigir. Bizarro isso. Como as coisas mudam, não? E eu continuo compartilhando o mesmo medo da Lu, como você bem sabe...

Beijos

PermalinkPermalink 07.11.07 @ 22:01



Comentário de: André · http://oleitoresseidiota.wordpress.com

Andei com Patrícia Köhler algumas vezes. Em um dos momentos, ela estacionou seu Clio I na Major Sertório superpreocupada de que o roubassem. Lá fui eu explicar que não há motivo para tal preocupação, uma vez que não dá para imaginar que um ladrão vá para sua labuta falando algo como "tô na nóia de 'güentá' um Clio argentino. Se não der, pego um Twingo ou um Daewoo Espero". Na hora em que saio do carro, ela se preocupa com a pouca distância que há da porta para certos obstáculos do meio-fio, como um poste e alguns sacos de lixo. Porém, lá tive de lembrá-la que, por ter feito cursos de danças e ir para casas lotadas com certa freqüência, tenho razoável desenvoltura em espaços apertados.
Realmente aprender a dirigir com um quarto de século é algo hoje cada vez mais incomum. Meu velho aprendeu a dirigir com 27 anos e uma de minhas tias, aos 30. Até aí, morreu Neves, pois eram tempos em que carro não era mesmo algo que até pobre comprasse e, no caso deles, só compraram porque eram pobres que venceram na vida em um país de pleno emprego.

Aprendi a dirigir com 18 anos. Se bem que houve um táxi nessa história, depois de ver meus ex-colegas de colégio todos voltando para suas casas a bordo de suas viaturas e eu esperando um do Vermelho e Branco, gasto uma caralhada de dinheiro na corrida e chateado. Aprendi a dirigir e na primeira vez que peguei a ex-Caravan de meu velho, tive a proeza de não me lembrar que para engatar a primeira marcha no câmbio com alavanca na coluna de direção era preciso puxar a mesma para trás e para baixo. E lá ficou o burro querendo tentar sair em terceira e congestionando o tráfego. E logicamente, alguns que olhavam a barca ano 82, que sempre esteve em ótimo estado de conservação, devem ter ficado com ganas de aumentar a renovação da frota. Porém, me virei bem e graças àquele estranho carro, hoje tenho traquejo de dirigir coisas maiores ou com modos de engatar marcha inusitados. Ao pegar alguns Galaxies, senti-me em casa: um câmbio da mesma Clark, com uma mesma primeira marcha para baixo e puxando a alavanca, uma segunda para cima e empurrando a dita cuja e uma terceira em que só era preciso bater para baixo aquela haste que entrava que nem um prego em madeira macia. Para a ré, bastava apenas puxar a alavanca e jogar para cima. O mais engraçado de tudo isso é que nem manobrista sabe lidar com câmbio manual desse tipo. Acham que é automático ou mesmo param para perguntar como é que se lida com essa geringonça. E em minha carreira, foram Corsas, Civic, Hilux, Sentra, Audi TT, Fusion, C4 Pallas, Fox, EcoSport, Vectra GT, 307, Punto, Mercedes Classe A, Meriva e, mais recentemente, a nova Frontier, que só chega às lojas no dia 23. E mais outros tantos carros, interessantes ou não.
Sou motorista de hábitos estranhos. Talvez por ter tido a maior parte de minhas aulas de auto-escola à noite, acostumei-me sem problema algum a guiar sem luz, ainda mais pensando que o instrutor, repleto de vícios ao volante, insistia que de noite em área iluminada só se deve usar as lanternas (quando a lei é claríssima em proibir o farol alto e obrigar a usar o farol baixo). Também era instrutor daqueles com vício de parar em semáforo com marcha engatada e virar o volante em curvas mais fechadas pelo lado de dentro do aro (essa demorei um belo tempo para desaprender e recomendo a todos que desaprendam, pois esterçando só pelo lado de fora, ganha-se em rapidez e segurança, pois sempre se terá o aro perto da mão). Tomei três bombas antes de tirar a carteira de habilitação. Mas consegui tirá-la e houve até um episódio estranho: não havia falado para ninguém sobre quando era o exame e um colega de turma de faculdade acordou naquele dia falando "o André tirou a carteira de habilitação". Sim, não contei nada a ninguém e mesmo assim, houve esse episódio que muitos místicos e físicos quânticos irão querer estudar.

Adoro viajar de noite ou mesmo de madrugada. A estrada está livre e há menos gente na pista. Não abdico de rádio ligado e em geral, o dial fica no 101,7 (suspeito que por minha solteirice mesmo. Aliás, sempre fico me perguntando qual a porcentagem de solteiros que ouve a Alpha FM. Tudo bem que é meio que nem perguntar quantos casais se conheceram ouvindo Barry White. É mais fácil saber com exatidão a quantidade de matéria escura no mundo do que essas coisas). Como solteiro, o carro acaba sendo minha companhia e meu confidente nas baladas de forró a que vou sozinho, visto que nenhum amigo meu curte o ritmo e já desisti de convencê-los há uns bons anos. O Corsa era meio "me joga na parede e me chama de lagartixa": bem ordinário em sua construção, mas com uma suspensão bem acertada e pneus 185-60 R 14, inclinava pouquíssimo nas curvas e admitia um belo mau trato na hora de contorná-las em velocidades mais altas. Dependendo da canção no rádio, chegava a ficar um casamento perfeito. Mas era exigente: bebia muita gasolina (sempre aditivada) e era extremamente sensível a óleo, o que nos fazia sempre pôr sintético. O Civic já é de querer que se dê o devido respeito: bem construído em seu geral, ainda que calçado com pneus 185-65 R 15, sua suspensão pessimamente acertada faz com que se incline muito nas curvas e que caso tente contornar as mais fechadas em alta velocidade, vai se deparar com uma saída de frente bem traiçoeira, posto que abrupta. É preciso ser bem macho para fazer um modelo da safra 2001 fazer curvas que não como tiozinho. Pena que não tive a oportunidade de andar com a Caravan em baladas em São Paulo, uma vez que só a encontrava nos raros fins de semana em que vinha de Bauru. Lamento até hoje que meu velho não a tenha mantido conosco. Seria o carro para levar objetos maiores e, mais que isso, fazer uma pressão legal nestes tempos em que os antigos nacionais vão ganhando status. Sendo modelo 1982, ainda daria uma pressão legal nas festas discotéche. Imagina sair todo paramentado em um carro que viveu o finzinho da era mais interessante da música contemporânea? Quebra a banca total e pode chegar um cara em um BMW que periga de as minas falaram "quero dar para você" por ter se mantido o mais fiel à alma do troço. Sei de um DJ aqui em São Paulo que só toca discotéche, só anda com umas roupas meio blaxploitation e que, para ficar condizente, tem como carro de uso diário um Galaxie branco. Já vi o cara andando pela 9 de Julho com a banheira...

Sobre medo de dirigir, quem tem é minha mãe. E olha que, segundo meu pai, quando ela tirou a carteira, dirigia melhor que ele (meu pai jamais gostou de dirigir e como tantos outros, só o faz por facilidade). Porém, sabe-se lá por quê, ela parou de fazê-lo, sem que houvesse qualquer trauma para justificar tal coisa (o pai de um amigo meu não dirige, mas porque é perito de polícia em acidentes de trânsito e já viu coisas beeeeeeem escabrosas, tipo gente morrer em Kombi com o volante enterrado na barriga). Meu pai, quando tínhamos a Caravan, chegou a tentar convencer nossa velha a voltar ao volante. Afinal, é carro grande e na época em que pick-ups médias e SUVs não exisitiam e que maior que isso, só uma pick-up grande, realmente ninguém folgaria com minha velha. Pelo contrário, dariam passagem. Porém, ela não quis e até hoje, ninguém, mas absolutamente ninguém da minha família entende o porquê de ela ter parado de dirigir.
Penso que teria sido benéfico a ela dirigir. Seria um monte de "André!" a menos em minha vida, pois ela poderia ir sozinha ao supermercado e a outros lugares, sem ficar com esse lance de querer porque quer depender dos outros. Creio também que seria uma chance de ficar mais Capitão Nascimento e parar com frescuras das mais diversas, como só entrar em um lugar em que irão entrar homens se esses derem a preferência a ela. Ou então com o lance de não querer abrir porta de carro e quando o faz, fazê-lo meio que de má vontade, como se fosse uma humilhação suprema tão simples ato.

Também não sei se o tal cara que fez Patrícia Köhler perder o medo de direção e talvez outros medos por tabela conseguiria fazer isso com minha velha. Sim, ela está para o medo de dirigir como o Monk está para o transtorno obsessivo-compulsivo, mas com a diferença de ser pessoa real e não personagem. Se o cara fizer, garanto que ele tem de receber doutorado honoris causa de todas as mais importantes universidades do mundo que estudam fobias.
Talvez isso também seja mais um componente em meu solteirismo, pois só namoraria uma mina que também dirigisse. Sei lá, talvez essas tenham menos manias e frescuras. Mas claro, que nunca façam isso de salto alto, pois além de ser perigosíssimo enganchar o sapato no pedal e causar acidente, o uso contínuo de salto encurta o tendão e cria um calo discóide horroroso na base do encaixe do dedão do pé. Palavra de quem já massageou um pé de uma senhorita que tinha mais craca que couro de baleia jubarte e me fez pedir para sair (para o banheiro, para lavar a mão...).

Se bem que até por gostar de dirigir, gosto de fazê-lo quando tenho chance de desempenhar bem. Por isso, odeio pegar tráfego, odeio gente lenta na faixa da esquerda, assim como odeio Kombi em faixa que não a da direita (afinal, Kombi é sinônimo de lentidão e um veículo responsável por muitos cumprimentos da Lei de Murphy no trânsito). Aqui em São Paulo, queria ter uma bicicleta das boas, com uma porrada de marchas e que mesmo na subida fosse bem macia de pedalar. Provavelmente chegaria à maior parte dos lugares antes do que chegaria de carro e fazendo exercício ao mesmo tempo. Se bem que sempre há o risco de malandro querer "güentar". Por isso, prefiro na maioria das vezes andar de ônibus mesmo, pois de dia e no começo da noite, leva-me para onde eu quiser e com Bilhete Único, isso é ainda mais verdadeiro. Prefiro deixar o carro para a noite mesmo, preferencialmente nas baladas. Não é que um Civic 2001 ainda vira os rostos das mocinhas? Corsa nunca fez esse efeito...

a) Cê gosta mesmo de carro...
b) Eu gosto de forró![Eva]

PermalinkPermalink 08.11.07 @ 01:12



Comentário de: Ricardo · http://rickbandeirante.wordpress.com/

Só tirei carta -e aprendi a dirigir - aos 21, qdo pude comprar meu carro.

Bom mesmo pegar a estrada; nas minhas férias fui pra ParaTy, Angra, fiz o Vale histórico, sem pressa, sem horário, de acordo com essa coisa tão valiosa chamada veneta.

Agora, qdo vou pra Sampa quase sempre deixo o carro parado e uso o metrô. Não tenho paciência com trânsito. Coisas da roça. rs

PermalinkPermalink 08.11.07 @ 10:59



Comentário de: Leila · http://www.verbeat.org/blogs/stuckinsac

Que legal esse psicologo para motoristas amedrontados! Eu dirijo direto aqui nos EUA, mas quando vou pro Rio de Janeiro tenho panico. O transito la' e' muito agressivo e tenho pavor quando os onibus se jogam para cima do seu carro.

Tambem comecei a dirigir tarde, porque antes eu nao tinha grana para comprar meu proprio carro, e dependia de caronas de namorados e amigas (que gracas a Deus nunca faltaram, he he he). Tirei carteira e comprei carro aos 24, so' porque meu novo emprego era longe e pouco acessivel de onibus ou metro. Um ano mais tarde vendi o carro para poder viajar pro exterior, e so' voltei a dirigir de novo uns 9 anos depois, quando me estabeleci na California (e aqui sem carro voce nao chega em lugar nenhum, o a malha de transporte coletivo e' muito restrita).

PermalinkPermalink 08.11.07 @ 16:43



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com

Puxa, que legal!!
Aprendi a dirigir em Minas, entre 18 e 20 anos... mas nunca coloquei em prática, e já tenho quase 26. Acho que perdi total a noção.
Se precisar, vou te pedir o telefone do psico, mas vou tentar primeiro com meu recém-marido! ;)
Legal a história e boa sorte no aeroporto!

PermalinkPermalink 08.11.07 @ 18:44



Comentário de: Kandy · http://ideiasnajanela.blogspot.com

Aprendi a dirigir com 18 anos, quando ganhei a matrícula na auto-escola de três amigas do ginásio, uma delas minha melhor amiga hoje. Lembro-me de ter feito 11 aulas na auto-escola, numa época em que a obrigatoriedade era de apenas uma. Meu pai achava que o certo era aprender a dirigir na auto-escola, e só saiu de carro comigo depois de eu ter carta de habilitação. Mas não me emprestava o carro dele. Uns seis meses depois de eu ter tirado carta e não praticado, meus pais viajaram e deixaram o carro comigo, a única que dirigia aqui em casa. Quase morri de tanto nervoso, porque passei uns bons apuros. Vejo o lado bom disso: é assim que a gente aprende a se virar.
Hoje posso dizer que sou uma boa motorista. Em 13 anos de carta, dirigindo todos os dias para ir trabalhar, pegando Marginal Tietê e Radial Leste, nunca levei uma multa. Nos dias de rodízio eu sofro, porque ficar sem carro em SP, morando de um lado da cidade e trabalhando no lado oposto, é triste. Fico feliz que você tenha superado seu trauma, Pat. Isso demonstra perseverança, força de vontade e muita coragem. ;-)

PermalinkPermalink 11.11.07 @ 18:49



Comentário de: Tata

E eu espero que o freio não falhe nunca mais. NUNCA MAIS!

amo-te. saudade.

PermalinkPermalink 17.11.07 @ 13:42



Comentário de: Roberta Fernandes · http://www.e-pecas.com.br

Realmente aprender a dirigir não é fácil, ainda mais em uma cidade como São Paulo, onde todos tem pressa e poucos respeitam as leis de trânsito. Concordo com a Patrícia quando ela diz que carro é ainda muito útil por este motivo que a cada dia cresce o número da frota de veículos, mesmo dando certas dores de cabeça de vez em quando, ele ainda é necessário.
Aproveito e convido a todos para visitar o site www.e-pecas.com.br, se vcs precisarem de alguma peça, lá você poderá encontrar com ótimos preços e sem sair de casa.
Abraços!

PermalinkPermalink 30.01.08 @ 14:49



Comentário de: Isabela

Patricia, meu nome é Isabela e li seu texto!!!
Fiquei interessada em fazer aulas com o instrutor que lhe ajudou....haveria a possibilidade de vc entrar em contato comigo???

Obrigada!

PermalinkPermalink 25.06.08 @ 09:59



Comentário de: Iara

Oi Patrícia,

Preciso muito entrar em contato com o Sílvio. Você acredita que eu tive aula com ele, adorei, mas perdemos o contato depois que ele saiu da escola onde me dava aula????

Estou precisando retomar as aulas. Depois da saída do Sílvio da escola, minhas aulas não progrediram e acabei abandonando a ideia de dirigir. Mas agora queria muito retomar esse sonho, impedido pelo medo.

Por favor, entre em contato comigo (e-mail acima, irbrazil@translate.com.br) e me passe os telefones do Sílvio, se puder, OK?

Aguardo seu contato.

Muito obrigada, PARABÉNS por ter vencido o medo e um abraço!

PermalinkPermalink 17.07.09 @ 17:51



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