Categoria: Saúde

14.09.09

Ovos e vacinas contra a gripe

Você sabia que ovos de galinha são usados na fabricação de vacinas contra o vírus da gripe? Sim, inclusive o da Gripe Suína (H1N1). Acompanhe no vídeo a seguir uma reportagem veiculada pelo canal Globo News, que mostra todo o processo de produção dessas vacinas, da granja de ovos em Brotas até o Instituto Butantan em São Paulo:

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Categorias: Animais, Tecnologia, Saúde, Biotecnologia, Zoonose, Vídeo, Aves
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25.04.08

Carne In Vitro

Imagine você em um futuro não muito distante, entrando na seção de carnes de um supermercado qualquer. Dentre as opções disponíveis, você acaba levando 500 gramas de uma genuína picanha, produzida pelo laboratório "New Age Meat Solutions Inc". No caixa, enquanto seus dedos alisam aquele pacote de carne, vem um pensamento na sua cabeça, imaginando o absurdo que era antigamente, quando existiam açougues, aqueles locais onde, veja só, os animais eram mortos.

Idéia meio viajante, não? Pois bem, pra PETA, uma conhecida organização de defesa dos animais, nem tanto.

Tendo como base os últimos avanços da biotecnologia, vide os representados pelas células-tronco, a PETA anunciou nessa semana um concurso que premiará em um milhão de dólares o primeiro cientista que conseguir, até 2012, produzir em laboratório uma carne de frango que seja comercialmente viável, tanto na qualidade quanto na quantidade. Isso mesmo, carne in vitro. A idéia aqui é estimular o desenvolvimento de uma espécie de carne do século 21, que não envolva o abate de animal algum para que se alcance os pratos.

Além de poupar a vida de bois, porcos, frangos etc, o domínio dessa nova tecnologia traria também benefícios ecológicos ao provocar, teoricamente, o fim das criações de animais para abate, responsáveis, segundo alguns estudos, por boa parte da poluição em nosso planeta. Consideram-se também as vantagens para a saúde pública, onde esse novo produto seria mais seguro em comparação com as carnes geradas pelos meios mais "tradicionais", onde são maiores as condições para o surgimento de inúmeras doenças infecto-contagiosas.

Mesmo assim, segundo reportagem do jornal The New York Times, muitos ativistas não apóiam a idéia da carne in vitro, pois, segundo eles, essa continuaria sendo um alimento capaz de causar doenças cardíacas, diabetes, obesidade e alguns tipos de câncer. O sabor de uma carne suculenta, mesmo que vinda do laboratório, não compensaria as perdas na saúde, alegam.

Mas seria a carne in vitro uma piração saída da mente de vegetarianos que comeram brócolis alucinógenos? De modo algum. De fato, existem centros de pesquisa dedicados a tornar isso uma realidade do dia-a-dia. Um deles fica na Holanda, na Universidade de Utrecht, de onde o professor Bernard Roelen, um dos cientistas envolvidos no tema, avisa: mesmo com grandes investimentos, é praticamente impossível que a meta proposta pela PETA seja atingida antes de 2012.

Bem, se um dia criarem uma picanha in vitro tão saborosa quanto a original, maravilha, serei um dos que deixarão definitivamente de lado aquela outra, gerada pelo boi. Quem sabe em algum churrasco de 2030. Agora, deve ter por aí um povo que não está simpatizando nem um pouco com essa possibilidade, como aquele representado pela ABCZ que, definitivamente, não veria graça alguma em manter o boi apenas como animal de companhia...

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E por falar nisso...


New Harvest
: site de uma organização sem fins lucrativos, dedicada a promover o debate a respeito de alternativas para a carne convencional. Dentre essas, o desenvolvimento da carne in vitro.

15.04.08

Raiva e revacinações

Existem controvérsias quanto a obrigatoriedade de ser anual o regime de vacinação contra a Raiva. Muitos, tendo em mãos alguns acompanhamentos sorológicos, alegam que uma única dose da vacina é o suficiente para que o animal fique protegido por 5 a 7 anos. Na intenção de se verificar cientificamente essa suspeita, de forma a comprová-la ou não, um grupo de donos de pets criou o Rabies Challenge Fund, uma fundação norte-americana dedicada a angariar fundos que venham a financiar estudos nessa área. É de se imaginar que alguns laboratórios não estejam gostando nem um pouco dessa iniciativa, por razões óbvias. Na dúvida, enquanto nada de definitivo é anunciado sobre essa questão, continue revacinando o seu bicho como sempre: anualmente. Afinal, estamos falando da Raiva, uma zoonose fatal.

PermalinkEscrito por Marcelo Hernandes às 13:09:07 Email
Categorias: Saúde, Veterinária, Zoonose, Pets
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11.01.08

Pets e calor

Por quase todo o Brasil, agora é época de muito calor, desse tipo que torna o ar do ambiente parecido com aquele do microondas. De alguma forma, a gente consegue se virar pra fugir das temperaturas mais elevadas, do ar condicionado para os mais afortunados, ao ventilador que serve de consolo para refrescar a pele molhada de suor.

Quanto aos animais, por causa dos pêlos, imagina-se que seja um pouco mais complicado pra se driblar o calor, principalmente para aqueles que estão confinados nos quintais e apartamentos das cidades. Ao contrário dos que vivem livres na natureza, os bichos urbanos, como o cão e o gato, têm um leque bem mais limitado de opções para fugirem dos extremos de temperatura. Pra esses, resta apenas a boa vontade de seus donos para terem acesso à sombra e água fresca.

Nos humanos, a perda de calor se dá através da transpiração, graças às glândulas sudoríparas espalhadas por todo o corpo. Agora, nos cães e gatos, essas mesmas glândulas estão localizadas apenas nas patas, entre os dedos, o que deixa um bocado limitada a perda de calor por essa via. Dessa forma, o resfriamento deles acontece primordialmente através de um processo de ventilação proporcionado pela respiração, resultando na clássica imagem do bicho de boca aberta, ofegante, enquanto suporta aquela temperatura digna de comercial de cerveja.

Nos dias mais quentes e úmidos, algumas raças de cães sofrem mais do que outras, sobretudo aquelas de grande porte e de pelagem farta, como o Sheepdog e o Collie. As de focinho curto - como o Pug e o Bulldog - também são bem sensíveis nesse sentido. Nesses casos, a insolação demora bem menos pra acontecer, podendo até ocorrer morte por choque térmico.

Casos de insolação são mais difíceis de acontecer em gatos pelo fato da grande maioria de seus donos andarem pouco ou quase nada com os mesmos por aí, no que resulta em uma menor exposição ao sol. Além disso, comparando-se com cães, felinos que têm acesso a rua costumam ser bem mais hábeis na busca de abrigos com temperaturas mais amenas. Dessa forma, a maioria dos casos de insolação em gatos ocorre em situações onde os mesmos ficam aprisionados em ambientes dos quais é impossível de se escapar.

Independente da espécie e raça do animal, alguns requerem uma atenção extra nessa época, por terem uma regulação deficiente da temperatura corpórea, como é o caso dos muito jovens e dos mais idosos. Pets com excesso de peso também são bem mais susceptíveis aos efeitos nocivos do calor. Os de pele e focinho claros merecem também um cuidado especial, por serem mais susceptíveis ao câncer de pele, razão pela qual já existe um filtro solar de uso veterinário para os mesmos, produzido pela Pet Society.

Considerando-se tudo isso, enquanto um ou outro pingo de suor cai aqui de minha testa para o teclado, resolvi mencionar alguns cuidados necessários para o que o seu pet enfrente numa boa mais um típico verão brasileiro, talvez um pouquinho pior pelo crescente aquecimento global:

* Evite de passear com ele nas horas mais quentes do dia. O mesmo vale para os exercícios. Passear e correr com um cão sob um sol de rachar só é divertido nos comerciais de ração.

* Não o deixe trancafiado no carro. Em questão de poucos minutos, o ambiente vira um forno mais do que insuportável pro bicho. Lembra dos casos de pais que esqueceram seus filhos nessas ocasiões? É por aí.

* Garanta que ele tenha sempre acesso à sombra e água fresca - durante o tempo todo, não só quando você vai dar aquela olhadinha de manhãzinha, antes de sair de casa.

* No verão, procure deixar seu cão tosado de acordo com o padrão da raça. Uma tosa muito exagerada poderá deixar a pele exposta aos raios solares, susceptível a queimaduras.

No mais, é preciso ficar atento para alguns sinais e sintomas que podem ser indicativos de uma insolação que poderá resultar em choque térmico fatal, tais como: respiração mais acelerada e contínua do que o normal, língua e gengiva muito avermelhadas, olhar apático ou perdido, ansiedade, inquietação, fraqueza, depressão, dificuldade pra se manter a postura ou caminhar, vômito, diarréia, dentre outros.

Ao se perceber tudo isso, é preciso agir rápido, ao retirar o animal do ambiente que causou a insolação, levando-o pra uma área coberta. Em seguida, no sentido de reduzir a temperatura corpórea, podem ser aplicadas sobre ele toalhas molhadas com água fria, sobretudo nas áreas com menos pelagem. Não se esqueça de oferecer também água pra ele beber - fria, logicamente. Logo em seguida, depois desses cuidados emergenciais, leve-o ao veterinário.

Enfim, que nesse verão o cachorro quente continue sendo apenas aquele da lanchonete.

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Petisco - flagrante de uma doberman que dificilmente terá uma insolação:

PermalinkEscrito por Marcelo Hernandes às 10:42:29 Email
Categorias: Animais, Saúde, Cães, Gatos, Pets
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07.01.08

Novos medicamentos veterinários - Destaques de 2007

Em 2007, as inovações do mercado pet não se resumiram apenas a gracinhas criadas para fisgar o gosto dos donos. No quesito saúde animal, acompanhamos o surgimento de novos medicamentos, desenvolvidos para auxiliar no tratamento e prevenção de condições cada vez mais presentes no mundo dos pets, como a obesidade e a ansiedade. Nesse sentido, podemos destacar três produtos, ainda inéditos aqui no Brasil:

Slentrol - inibidor de apetite para cães, da Pfizer. Como nem sempre é fácil mudar a rotina de um cão obeso, através de modificações na dieta e do aumento de exercícios, o Slentrol é uma opção a ser considerada nos casos mais complicados, de acordo com a avaliação de um médico veterinário.

Reconcile - produzido pelo laboratório Eli Lilly, trata a ansiedade de separação canina. Composto pelo mesmo princípio ativo do Prozac - fluoxetina - é indicado para aqueles cães que não suportam ficar algumas horas separados de seus donos, compensando a frustração na destruição de tudo que estiver ao alcance deles. O uso do Reconcile deve ser feito em conjunto com um esquema de condicionamento para se corrigir o comportamento ansioso do cão.

Vacina contra o melanoma canino - produzida pela Merial, essa vacina é considerada a primeira do gênero, indicada para prolongar a vida dos cães acometidos por esse tipo de câncer. Inova também na forma de aplicação, sem a necessidade de agulhas, pela via transdérmica (absorção através da pele, resultando em uma administração lenta e contínua, que potencializa o efeito da vacina). A Merial espera que algumas descobertas a partir desse produto - no momento, comercializado sob licença provisória do Departamento de Agricultura dos EUA - possam beneficiar os humanos também.

PermalinkEscrito por Marcelo Hernandes às 10:41:43 Email
Categorias: Animais, Saúde, Veterinária, Cães, Pets, Produtos
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