
A simpatia de um casal em relação aos pets pode ser fundamental para a evolução de um relacionamento. Se ocorrem divergências nesse departamento, fica difícil imaginar uma harmonia duradoura. Conheço pessoas que toleram uma eventual antipatia do ser amado pela sogra ou sogro. Ok, a vida tem dessas coisas. Agora, o mesmo sentimento pelo Tobby, o poodle da família? Ah, isso não! É caso para se discutir a relação, ora essa!
Um pet, muitas vezes, é como um filho para seus donos. Um irmão querido. Um grande amigo, mais do que necessário. O que for. É inevitável, a outra metade da laranja terá que conviver com o mesmo. Pois é, situação bem parecida com aquela em que um dos lados do casal tem um filho. Aí, o ponto-chave para o romance ir adiante reside justamente na empatia entre a criança e o candidato a padrasto ou madrasta. Sabemos que um relacionamento não se restringe à convivência entre duas pessoas. Nesse, há um intercâmbio entre dois mundos, composto por outras pessoas e, sim, eventualmente, animais.
Imaginemos a seguinte situação. Fulano conhece Beltrana. Ambos se apaixonam. A história dá tão certo que chega o inevitável dia de Fulano vir a conhecer os pais da amada, através de um jantar na casa dela. Tudo vai muito bem, até o momento em que Mingau, o gato da casa, resolve pular no colo do rapaz, que não consegue disfarçar uma expressão de nojo enquanto empurra o bicho para o chão. Mais tarde, intrigada, Beltrana pergunta para o novo namorado se ele gosta de gatos. Ele confessa que odeia, não suporta. Faz aquele discurso clássico de que gatos são interesseiros, antipáticos, indiferentes etc. Para finalizar, afirma, com todas as letras, que jamais gostará de gatos. Aliás, admite que não gosta de cães também. De bicho algum. Problemas à vista, sente Beltrana. Problemões, isso sim. Mingau ou Fulano?
O coração tem armadillhas que nos fazem reconsiderar certos gostos e opiniões. Em mundo perfeito, a pessoa amada aceitaria imediatamente todas as nossas manias e predileções. Que aceitasse o Mingau, o Tobby e todo o resto de nosso zoológico particular, lá no quintal de casa. Mas, nem sempre é assim. Por mais estranho que pareça, desafiando uma espécie de senso comum, pessoas maravilhosas podem não gostar de animais. Acontece. Mas isso não quer dizer que será uma situação eterna. Nada como um amor para que se inicie um interessante processo de reconsideração junto aos pets. Se existe amor aí mesmo, o Fulano que odeia animais fará um esforço considerável para que, antes do beijo de boa noite na amada, passe a achar válido também um afago no bicho. Aí, quem sabe, o mesmo também não queira um bichano igualzinho ao Mingau, mais adiante, logo depois do casamento? Pois é, coisas do coração.
Posts similares:
MAS FICO COM O REX, SIM? O RESTO É SEU...
Adote um vira-lata
Pets e fim das férias
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Re: depois do seu histórico, o tal Fulano não faria sentido nenhum mesmo na sua vida. rs
Post anterior: Infância sem bicho, infância incompleta Próximo post: Posse Responsável: Quem Ama, Bem, Você Sabe...