Pets na ceia

19.12.07

Pets na ceia

As festas de fim de ano estão aí, mais uma oportunidade pra que se reúna a família, pro bem ou pro mal. No entanto, por mais que o seu pet esteja incluso nesse grupo, convém lembrar de um detalhe fundamental: ele não é humano. Sim, óbvio, mas parece que muitas pessoas esquecem disso quando estão sentadas na mesa, aproveitando a ceia. Dão qualquer sobra de comida pro bicho, como que compartilhando aquele sentimento de solidariedade, fortalecido pelo olhar de pidão daquele cãozinho mais do que simpático. Vão na base do "se eu como, ele também pode comer". Nada mais equivocado.

Nas manhãs seguintes a esses eventos, não é difícil encontrarmos os bichos com uma espécie de ressaca do dia anterior, causada seja pelo excesso de comida, seja pela ingestão de alimentos prejudiciais aos mesmos. Ou as duas coisas. Os sintomas, dependendo da sensibilidade do animal, bem como do quanto e do quê foi ingerido, podem variar de um leve quadro gastrointestinal, com vômito e diarréia, indo até a uma situação mais séria, como inflamação do pâncreas, muitas vezes fatal, se não tratada a tempo.

Se você for desses que fazem questão que seu pet participe da festa, liberando-o do quintal, é bom orientar as outras pessoas na interação com ele. Ou seja, petisco pro bicho, se possível, apenas se for desses vendidos em pet shops. Nada de permitir pedacinhos daquilo que está no prato. Esses, muitas vezes, podem conter ingredientes que são tóxicos para o animal. Ingestão de cebola e alho, por exemplo, pode levar à anemia em cães. Alguém pode dizer algo do tipo "Ah, deixa de bobagem, é só um pouquinho, vai...". O problema é que, sem perceber, de pouquinho em pouquinho, de pessoa em pessoa, em poucas horas, o bicho acaba recebendo um belo bocado. Tanto na ceia, quanto no almoço do dia seguinte. Aí, problema na certa.

Sim, eu sei que pode ter aquele parente meio bêbado que, apesar de toda essa argumentação, vai se achar no direito de divertir o seu pet, como se fosse um tratador que joga a sardinha na boca do golfinho. No fim, ele sabe que, qualquer coisa, você leva o coitadinho ao veterinário no dia seguinte. Problema seu. Se a coisa descambar pra esse lado, não tem jeito: isole o animal da festa. A vontade mesmo seria de orientar no sentido de expulsar o parente mala do evento. Mas, sabe como é, família é uma coisa complicada... Deixa pra lá.

PermalinkEscrito por Tuca Hernandes às 10:40:06 Email
Categorias: Animais, Veterinária, Cães, Pets
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