
Qualquer estímulo que provoque o interesse da leitura em uma criança é válido. Estímulo positivo, é claro. Não adianta ameaçá-la com o fogo do inferno de Herodes pra que ela leia algo, de forma que melhorem aquelas notas em Língua Portuguesa. Quem assim age, provavelmente estará gerando mais um desses adultos que farão uma expressão de nojo pra todo e qualquer livro, por toda a vida. Quanto mais agradável forem as primeiras leituras, melhor, futuros leitores à vista. Pensando nisso tudo, existe nos EUA uma associação que procura incentivar a leitura das crianças com o auxílio de cães.
Não, um cachorro feroz não fica rosnando pra criança enquanto a mesma não chega até a última página de um determinado livro. Muito pelo contrário. No projeto da R.E.A.D. (Reading Education Assistance Dogs), presente em livrarias, bibliotecas e escolas, a criança lê para um cão mais do que amistoso, que não sairá do lado dela, ouvindo-a pacientemente até o ponto final. Dessa forma, ela vai ganhando confiança para continuar a leitura, ao perceber que aquele bicho especial está ali, prestando atenção em tudo que ela diz, por mais incompreensível que aquelas palavras sejam pra ele. Cumplicidade.
Alguém pode alegar que os pais podem servir melhor ainda como interlocutores, pela maior interatividade possível. Para quê recorrer a um cachorro então? Sei lá, talvez seja o caso de perguntar isso pra crianças como a menininha do vídeo abaixo:
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