
É bem capaz que você já tenha ouvido falar em microchip de identificação, aquele dispositivo do tamanho de um grão de arroz que, introduzido sob a pele do animal, possibilita que o mesmo ande por aí com um número de identificação único, sem riscos de repetição. Pelo menos na cidade de São Paulo, o microchip começará a ficar bem conhecido entre os donos e criadores de animais de estimação, por causa de uma nova lei municipal. Nessa, todos os cães e gatos que forem comercializados ou doados deverão ser entregues já castrados e microchipados ao novo dono. Com isso, espera-se um controle melhor sobre a população desses animais na cidade.
Mas, esse tal de microchip, funciona mesmo? Pra responder a essa pergunta, vou falar da experiência que tive com criação de avestruzes, que durou cinco anos. Na época, quase todos eram microchipados, uma vez que o alto valor dos mesmos justificava um maior controle sobre a identificação do plantel. Brincos e colares nos pés em avestruzes não eram muito confiáveis, uma vez que viviam caindo. Com o microchip era diferente, pois ele estava sempre ali, debaixo da pele do pescoço ou da cauda, locais mais comuns de aplicação do mesmo, bastando apenas passar nessas regiões um aparelho de leitura, que mostrava na tela o número de identificação.
No entanto, havia um problema: existia mais de uma marca de microchip. E, pra cada marca, apenas um tipo de aparelho para a leitura. Dessa maneira, muitos animais eram erroneamente considerados sem identificação, nos casos em que o leitor não era apropriado. Imagino que o mesmo pode vir a acontecer nos cães e gatos que passarão a ter esse tipo de identificação também.
A solução, uma vez que seria difícil demais garantir que só houvesse uma única marca de microchip, seria que todos os locais de interesse dispusesse de todos os leitores possíveis. No entanto, o preço de cada um desses costuma ser bastante caro. Existem leitores universais, que reconhecem várias freqüências emitidas pelos microchips. O problema, novamente, é o alto custo desses. Faz tempo que não tenho contato com essa tecnologia, não tendo mais idéia dos preços aqui no Brasil. Sei que nos EUA os custos disso continuam bem altos. Dessa maneira, não imagino que seria bem diferente aqui.
Bem, o negócio é aguardar, pra ver qual empresa de identificação animal vai dominar - monopolizar? - esse mercado.
E, por falar nisso:
Onde você pode comprar microchips:
D4 Microchip (Brasil)
Animal Tag (Brasil)
Avid Microchip (EUA)
Posts similares:
Microchip no filme do Justiceiro!
PERITO VETERINÁRIO
AS RAÇAS DO VIRA-LATA
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Re: Ah, sim. No mais, obrigado pelo seu ponto de vista. Começar o dia gargalhando não tem preço. Volte sempre. Valeu!
Re: "Sistema de crédito por microbiochip". Essa foi boa. Do resto, bem, deixa pra lá...
Este post tem 37 comentários aguardando aprovação...