
Os recentes casos de Febre aftosa no Reino Unido ajudaram a alimentar a paranóia dos americanos relativa ao agroterrorismo. Para eles, não seria impossível que algum inimigo estrangeiro (um grupo arábe, pra não perder o costume) viesse a introduzir o vírus da Febre Aftosa em alguma grande criação de bois, provocando assim um colapso na maior indústria alimentar do planeta. Pra isso, segundo o veterinário Walter Cook, bastaria que o agroterrorista fosse atrás de uma propriedade do terceiro mundo com surto de Febre Aftosa (pode ser essas da América do Sul, sabe?) e esfregasse um lenço nas narinas de um animal contaminado. Dias depois, esse mesmo lenço, jogado em qualquer cocho gringo, funcionaria como a bomba biológica ideal, disseminando o vírus por todo os currais dos EUA, deixando até Jack Bauer com dificuldades para encontrar uma carninha.
Mas, pra sorte dos bois, Osama Bin Laden e Cia, ao que parece, estão mais interessados em continuar elegendo como alvo os seres humanos mesmo. "Por enquanto, por enquanto...", como diria um zeloso cowboy do Texas, no meio de sua boiada.
Para saber mais sobre a Febre Aftosa:
A importância da Febre Aftosa em saúde pública: artigo escrito por Edviges Maristela Pituco, Médica Veterinária - Pesquisadora Científica do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal do Instituto Biológico.
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