
Sabe aquele clichê da Miss que leu o Pequeno Príncipe? Pois é, é assim que eu me sinto quando vejo um arquiteto brasileiro responder que Niemayer é seu preferido. Ele é tipos o Paulo Coelho da arquitetura, pão com ovo assim.
Não que seja ruim, as obras são fenomenais, incríveis mesmo. Mas é que eu passei 5 anos numa escola de arquitetura, respirando modernismo e a coisa já não me convence mais. Acreditem, há vida arquitetônica além do Niemeyer. Artacho Jurado é um lindo exemplo.
É por isso que desconfio um pouco de quem A-M-A cegamente o véio. A mesma coisa que seu eu perguntasse:
- Que tipo de música você gosta?
E a resposta fosse um:
-Ahh...sou eclético (a). Curto de Ivete à Legião.
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Standard.

Mas confesso que fico feliz com o resultado, quando as coisas saem um pouco do círculo arquitetônico. Por exemplo, a H. Stern lançou na semana passada uma coleção de jóias assinadas pelo dito cujo. O resultado foram peças mui belas, com as curvas características das obras mais tradicionais do velho Oscar.
Recebi uma caixinha contendo o press kit, muito parecida com essas:

Sem a jóia, é claro, dummies. Ainda não tô podendo assim.
Já fiz alguns trabalhos para a H. Stern, é tudo muito fino. Aí é que você entende porque ela é uma das marcas nacionais mais prestigiadas no exterior e está presente em 12 países.
Chiqueiro Chique recomenda.
Se Niemeyer fosse, Herchcovitch viraria. E sairia por aí colocando meu nome em caneca, edredon, toalha... tudo antes dos 103 anos, pra fazer aqueele pé de meia pros netinhos.
Fikdik.