
Acabo de descobrir o trabalho do artista plástico americano Scot Lefavor e não consigo parar admirar a ironia gritante de cada imagem. (Oi? Alguém, por favor, me segura senão vou acabar comprando algo!). Ele ficou conhecido por ter feito o poster "Obama for Change" e alguns outros desenhos seguindo linhas precisas. É completamente perceptível, e o próprio Scot admite, que sua obra tem muitas influências de Roy Lichtenstein. Eu, que pensei que não restasse mais esperança nesse mundo para a pop art, me surpreendi ao encontrá-la reinventada de um modo tão caprichado e atual. Recomendo.
Conheça o trabalho de Scot Lefavor.
Leia uma entrevista com o artista.


Sabe aquele clichê da Miss que leu o Pequeno Príncipe? Pois é, é assim que eu me sinto quando vejo um arquiteto brasileiro responder que Niemayer é seu preferido. Ele é tipos o Paulo Coelho da arquitetura, pão com ovo assim.
Não que seja ruim, as obras são fenomenais, incríveis mesmo. Mas é que eu passei 5 anos numa escola de arquitetura, respirando modernismo e a coisa já não me convence mais. Acreditem, há vida arquitetônica além do Niemeyer. Artacho Jurado é um lindo exemplo.
É por isso que desconfio um pouco de quem A-M-A cegamente o véio. A mesma coisa que seu eu perguntasse:
- Que tipo de música você gosta?
E a resposta fosse um:
-Ahh...sou eclético (a). Curto de Ivete à Legião.
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Standard.

Mas confesso que fico feliz com o resultado, quando as coisas saem um pouco do círculo arquitetônico. Por exemplo, a H. Stern lançou na semana passada uma coleção de jóias assinadas pelo dito cujo. O resultado foram peças mui belas, com as curvas características das obras mais tradicionais do velho Oscar.
Recebi uma caixinha contendo o press kit, muito parecida com essas:

Sem a jóia, é claro, dummies. Ainda não tô podendo assim.
Já fiz alguns trabalhos para a H. Stern, é tudo muito fino. Aí é que você entende porque ela é uma das marcas nacionais mais prestigiadas no exterior e está presente em 12 países.
Chiqueiro Chique recomenda.
Se Niemeyer fosse, Herchcovitch viraria. E sairia por aí colocando meu nome em caneca, edredon, toalha... tudo antes dos 103 anos, pra fazer aqueele pé de meia pros netinhos.
Fikdik.
No coração de Pinheiros, em meio ao trânsito caótico, ao turbilhão de nordestinos e engravatados da Faria Lima, fica a Rua Teodoro Sampaio.
A rua nunca me despertou nenhum sentimento em especial, além de uma tosse incessante, causada pelas adoráveis caminhadas em suas calçadas na hora do rush. E, esse contato só foi feito a partir do momento em que eu mudei de emprego (como mencionei em um outro post). Há menos de dois menos de dois meses atrás, deixei a Dudinka e fui conquistar novos territórios na Polvora!
Sim, mudei e até comentei que toda mudança é difícil e bláblá blá whiskas sachet: anyway, mudam as regras, os colegas de trabalho, as instalações e o endereço.
Devo dizer que, no quesito endereço, foi uma mudança e tanto, já que antes eu convivia o público da Oscar Freire e hoje convivo com os arredores da mal afamada Teodoro.
Mas querem saber de uma coisa? Além de estar adorando trabalhar na Polvora!, minha vida de aquisições fashionistas mudou para melhor!
Me chamem de pobre, mas, quer coisa pior que flanar pela Oscar Freire, fazendo cara de blasé, sendo mal tradada por vendedoras megalomaníacas e tendo num indefectível Haagen Dasz o único consolo?
Pois é, eu até tenho meus delírios fashion victim, mas, na maior parte do tempo, sou uma pessoa normal, com um salário normal. E, já que por ali qualquer bolsa cafona custa em média 3 mil reais, e entrar na Clube Chocolate para comprar Leite de Rosas não orna, fingir desinteresse tudo e todos era única solução.
(Não é assim que as pessoas "da moda" se comportam?)
Aí, como num passe de mágica, mudei para Pinheiros e me deparei com o cerne de toda a baranguice do universo, com as lojas "de tabuleiro", com as Casas do Norte e os "torra-torras".
Como os leitores já devem saber, cultivo bom relacionamento com a tosquice e, quanto mais ridículo melhor, pois, modéstia à parte, eu tenho o dom de tirar leite de pedra.
O brechó é tosco? Eu sempre consigo garimpar uma peça interessante. O boteco é pé sujo? Fico amiga do garçon e tenho atendimento vip.
Por isso, fiquei feliz da vida ao notar que, nem só de saldão vive a Teodoro Sampaio e não me fiz de rogada ao garimpar por lá os seguintes achados:



O meu próximo passo é fuçar nos brechós das redondezas, preparem-se.
P.S: Vocês devem ter notado que TODAS as imagens do blog sumiram, né? O feed do blog também está com problemas. Estou tentando dar um jeito nisso, por favor, tenham paciência, porque a minha tá mals.
Sabe, eu não tenho nada contra a boa vontade, fazer o bem ou ajudar o próximo. Leilões em prol dos portadores de alguma doença, ONGS em favor dos escalpelados e adoção de cricancinhas chinesas, são sempre atitudades válidas e enaltecedoras.
A única coisa que não perdoô é quando convidam celebridades para dar aquele toque especial a produtos de marcas famosas, em prol das causas "verde", "do bem" ou whatever. Podem me chamar de mau humorada, mas ser designer ou artista plástico não é para qualquer um (vide o case Romero Brito).
Foi exatamente isso que aconteceu no caso dessa linha ishhclusivérrima do designer Stuart Weitzman assinada ninguém menos que:
Eva Longoria, que eu nunca sei se é atriz/apresentadoa/performer, fez um modelo "inspirado na cortina lá de casa". Porque passamanaria e fitas de cetim são luxo que poucos entendem, minha gente.
E o mais triste de todos, uma tragédia em forma de sapato, assinada por alguém que eu respeito e que até pegaria: O Jack Bauer.
Porquemeudeus!?
Gisele na nova campanha das sandálias Ipanema que levam seu nome, linda como sempre. Se na última campanhaela aparecia com o corpo coberto de tatuagens, nessa ela dá o ar da graça envolvida por um vestido de água.
Elegante, digna, e … pelada. Usando apenas as sandálias e água. Para quem não gostava nem de desfilar de biquini tá ótimo (começo a pensar que o problema pode ser a derrière).
Consciência ecológica? Hum…para mim não passam de mais algumas cifras na conta bancária da Gi e mais um calçado horroroso no mundo.
Podem admirar à vontade, mas comprem havaianas, tá, meu povo?