Olá, esquecido leitor!
Sabe, eu tenho dedicado muito mais tempo aos meus novos Tumblrs do que à este espeçao, mas ainda amo (um pouquinho) vocês. Tô amando esse negócio de postagem rápida que é o Tumblr. Tá certo que com um grande delay, porque a ferramenta bombou mesmo lá na gringa em 2006, mas ainda assim tá valendo. Por falar nisso visitem lá os meus.
Tem o Memorable Covers, que é só de capas de discos incríveis (ou incrivelmente cafonas).
E o The Golden Era , que é de qualquer coisa aleatória que eu encontre por aí pelo mundão da internet.
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Gente,vocês conhecem o Lookbook.nu? Se não conhecem, corrijam esse erro agora! É basicamente um blog-lookbook, como Sartorialist e afins, que indexa fotos de criaturinhas mui estilosas. Com o detalhe que que vocês precisa ser CON-VI-DA-DO a partircipar, ou seja, não é para quem quer, tsá?

Gosto muito da maioria dos looks que aparecem por lá, mãs sempre tem um cidadão que vem a imprimir no negócio aquele QUÊ de Hipster Cafona.
Como por exemplo essa pessoua:

Outra cosita...alguém me explica pelamordedeus o que é essa tendência picumã na cara? Tooodas as phynas se fazendo a menininha de O Chamado.
Será que o rostinho delas tá muito acabado? Não entendo, não entendo, não entendo...



Olá, renovados leitores, o Chiqueiro Chique está de volta das mini férias e deseja a todos um bom 2009. Espero que todo mundo tenha engordado bastante, bebido bastante e dado muito vexame.
Na semana passada eu resolvi superar um trauma antigo e passar a virada no Rio de Janeiro. Sim, o Rio de Janeiro, a terra mítica do jeitinho brasileiro, mulatas, caipirinhas, bundas e praias lotadas.
Sorry cariocas, quem me conhece sabe que tenho os dois pés atrás e, quando se trata da sua cidade, estou sempre à espera do próximo assalto-assédio-acidente.
Chegando na Cidade Maravilhosa tive a primeira sensação de idiotice aguda (que começo acreditar ser inerente a todo turista). Havia esquecido uma mala (justo a dos sapatos, ui!) na esteira do aeroporto e, em meio a mil recomendações, foi preciso que meu herói particular voltasse lá para pegar. Mas não se animem tanto com a minha desgraça: Narcisa não me jogou ovo, esse episódio e o surgimento de alguns taxistas pilantras foram as úinicas coisas chatas viagem.
No dia da virada consegui atualizar todo o meu repertório de sociologia urbana em apenas uma volta pelo calçadão. Incrível como tinha de tudo: tiozinhos na "reive", gente dormindo na areia, bonde das piriguetis, paulista fazendo a local (alôu menininhas do Studio SP, não basta colocar roupa de algodão branco e falar "feisshhhta", vocês continuam tendo cabelo from UK) e até gente normal. Só que o verdadeiro HIT da temporada era isso:

Só que ao invés da mão com esses pompons, tinha algo parecido com o Pão de Açúcar, onde se podia ler em glitter: "Feliz Ano Novo", oouun. Que coisa. Meu sonho de reveillon (aliás por que esse nome "reveillon"?) foi achar uma dessas pisoteada no asfalto, caída da cabeça de alguma moça da vida embriagada. Belo souvenir.
Não posso dizer que minha imagem do Rio de Janeiro é outra, mas pelo menos está bem melhor do que a anterior. Fiz horrores de programas turísticos, conheci gente legal e me diverti com os gringos babando no gingado das travas de Copacabana...saldo infinitamente positivo.
No coração de Pinheiros, em meio ao trânsito caótico, ao turbilhão de nordestinos e engravatados da Faria Lima, fica a Rua Teodoro Sampaio.
A rua nunca me despertou nenhum sentimento em especial, além de uma tosse incessante, causada pelas adoráveis caminhadas em suas calçadas na hora do rush. E, esse contato só foi feito a partir do momento em que eu mudei de emprego (como mencionei em um outro post). Há menos de dois menos de dois meses atrás, deixei a Dudinka e fui conquistar novos territórios na Polvora!
Sim, mudei e até comentei que toda mudança é difícil e bláblá blá whiskas sachet: anyway, mudam as regras, os colegas de trabalho, as instalações e o endereço.
Devo dizer que, no quesito endereço, foi uma mudança e tanto, já que antes eu convivia o público da Oscar Freire e hoje convivo com os arredores da mal afamada Teodoro.
Mas querem saber de uma coisa? Além de estar adorando trabalhar na Polvora!, minha vida de aquisições fashionistas mudou para melhor!
Me chamem de pobre, mas, quer coisa pior que flanar pela Oscar Freire, fazendo cara de blasé, sendo mal tradada por vendedoras megalomaníacas e tendo num indefectível Haagen Dasz o único consolo?
Pois é, eu até tenho meus delírios fashion victim, mas, na maior parte do tempo, sou uma pessoa normal, com um salário normal. E, já que por ali qualquer bolsa cafona custa em média 3 mil reais, e entrar na Clube Chocolate para comprar Leite de Rosas não orna, fingir desinteresse tudo e todos era única solução.
(Não é assim que as pessoas "da moda" se comportam?)
Aí, como num passe de mágica, mudei para Pinheiros e me deparei com o cerne de toda a baranguice do universo, com as lojas "de tabuleiro", com as Casas do Norte e os "torra-torras".
Como os leitores já devem saber, cultivo bom relacionamento com a tosquice e, quanto mais ridículo melhor, pois, modéstia à parte, eu tenho o dom de tirar leite de pedra.
O brechó é tosco? Eu sempre consigo garimpar uma peça interessante. O boteco é pé sujo? Fico amiga do garçon e tenho atendimento vip.
Por isso, fiquei feliz da vida ao notar que, nem só de saldão vive a Teodoro Sampaio e não me fiz de rogada ao garimpar por lá os seguintes achados:



O meu próximo passo é fuçar nos brechós das redondezas, preparem-se.
P.S: Vocês devem ter notado que TODAS as imagens do blog sumiram, né? O feed do blog também está com problemas. Estou tentando dar um jeito nisso, por favor, tenham paciência, porque a minha tá mals.
Enfim estamos de volta!
Não, eu não sofri nenhum acidente, nem viajei para o Nepal, apenas mudei de casa. Agora o Chiqueiro Chique está nesse condomínio looosho, muito mais bonito, rico e espaçoso.
A verdade é que só agora eu posso até dizer que me mudei MESMO, porque, até bem pouco tempo atrás, eu estava feito um cachorro que caiu da mudança.
Todo processo de transformação é difícil, traz questionamentos, seguidos pela famosa "fase de adaptação" e por uma nostalgia besta. Pode-se dizer que eu passei por algo assim, o que também contribuiu para deixar o blog largado por quase um mês (shame on me). Não tem desculpa.
Mas, ainda assim, vale dar explicações para os leitores: mudei de emprego, entreguei um zilhão de trabalhos na pós, minha mãe mudou de país e deu aqueeele enjôo de blogar...tudoaomesmotempoagora. Só que passou. Estou confiante de que agora os "mimimis" vão dar o ar de sua desgraça bem longe daqui e vou levar uma vida normal de novo.
Agora que estou no Interney e, finalmente consegui dar um start no blog, vale saudar os vizinhos. A casa está oficialmente inaugurada. Podem entrar e ficar à vontade que tem chá com bolo para todo mundo.

P.S.: A única coisa a qual eu ainda não consegui me adaptar foi à essa plataforma de publicação daqui, para quem estava acostumada ao Wordpress, o B2Evo não é das coisas mais simples de se aprender e ainda tenho mil dificuldades, principalmente para inserir imagens e deixar os posts bonitos. Outra coisa triste é que também não consegui levar os comentários do blog anterior. Ahasada.
Por isso, escrevi um carinhoso bilhetinho para o querido chefe:
"Boa tarde, Sr. Edney,
Obrigada pelo lugar ao sol em sua ilha particular. Preciso de lições de b2evo. Aguardo retorno."