Olá, renovados leitores, o Chiqueiro Chique está de volta das mini férias e deseja a todos um bom 2009. Espero que todo mundo tenha engordado bastante, bebido bastante e dado muito vexame.

Na semana passada eu resolvi superar um trauma antigo e passar a virada no Rio de Janeiro. Sim, o Rio de Janeiro, a terra mítica do jeitinho brasileiro, mulatas, caipirinhas, bundas e praias lotadas.
Sorry cariocas, quem me conhece sabe que tenho os dois pés atrás e, quando se trata da sua cidade, estou sempre à espera do próximo assalto-assédio-acidente.

Chegando na Cidade Maravilhosa tive a primeira sensação de idiotice aguda (que começo acreditar ser inerente a todo turista). Havia esquecido uma mala (justo a dos sapatos, ui!) na esteira do aeroporto e, em meio a mil recomendações, foi preciso que meu herói particular voltasse lá para pegar. Mas não se animem tanto com a minha desgraça: Narcisa não me jogou ovo, esse episódio e o surgimento de alguns taxistas pilantras foram as úinicas coisas chatas viagem.

No dia da virada consegui atualizar todo o meu repertório de sociologia urbana em apenas uma volta pelo calçadão. Incrível como tinha de tudo: tiozinhos na "reive", gente dormindo na areia, bonde das piriguetis, paulista fazendo a local (alôu menininhas do Studio SP, não basta colocar roupa de algodão branco e falar "feisshhhta", vocês continuam tendo cabelo from UK) e até gente normal. Só que o verdadeiro HIT da temporada era isso:

Só que ao invés da mão com esses pompons, tinha algo parecido com o Pão de Açúcar, onde se podia ler em glitter: "Feliz Ano Novo", oouun. Que coisa. Meu sonho de reveillon (aliás por que esse nome "reveillon"?) foi achar uma dessas pisoteada no asfalto, caída da cabeça de alguma moça da vida embriagada. Belo souvenir.

Não posso dizer que minha imagem do Rio de Janeiro é outra, mas pelo menos está bem melhor do que a anterior. Fiz horrores de programas turísticos, conheci gente legal e me diverti com os gringos babando no gingado das travas de Copacabana...saldo infinitamente positivo.