diário_celular

Acho que falei sobre o Diário Celular, mas não contei as circunstâncias em que me arrumei pra festa, né?

 

Foi mais ou menos assim: passei dias pensando no traje da festa. Era um tal de fofocar com as outras participantes, perguntar qual seria o modelo delas, se era mais pra casamento, batizado ou cocktail…E no final todo mundo combinando que o pretinho básico seria infalível.

No dia da festa, arrumei uma mala com todos os itens necessários para uma boa emperequetação mulherzinha. Maquiagem, sapatos, calcinha, meia-calça, escova e mais uma infinidades de tranqueiras que fazem dos mais felizes e complicados dias femininos. Trouxe tudo para o trabalho, já que sairia direto da agência para o MAM.

Combinei com meu amigo Gustavo (que estava na organização da história toda) de encontrá-lo um pouco antes, lá no MAM, para que eu pudesse me fazer apresentável para a festa (mánunca que eu ia sair do trabalho já pronta, toda traveca).

Pois é…e aí que eu cheguei lá no local combinado e nada de ninguém chegar. Fiquei lá, trocando uma idéia com o pessoal da comida, com o segurança, com os barmens sarados, 15 minutos…Meia hora…Até que realizei que eu NUNCA ia conseguir me vestir a tempo pra tal da festa.

 

toilet

 

Então, corri pro banheiro público do Ibirapuera, sim, minha gente, um BANHEIRO PÚBLICO. E me concentrei na difícil arte de fazer o make sob aquela luz medonha, morrendo de medo de acabar ficando a cara do Coringa. Maquiei, maquiei e maquiei, e fiquei enrolando ali quase uma hora, na esperança de que alguma boa alma chegasse e me deixasse entrar no suposto banheiro limpinho do MAM. E ninguém chegou…

Aí não deu mais, fui terminar a montação. Entrei numa cabine cagatória dali, não olhei para o chão, prendi a respiração e lembrei de Trainspotting. E depois lembrei da Audrey Hepburn e de todas a finas do mundo. De repente o banheiro se transformou na nave da Xuxa, com louças e toalhas brancas.

Foi o só o que me ocorreu para conseguir passar pelo processo de colocar meias, vestido, sapatos… Tudo em fração de segundos. Até que consegui e aí começou a tocar She´s got it! yeah baby She´s got it!

 

trava

"Essa daí deve fazê pograma aqui no parqui, Zucreidi."

 

Depois fiquei enrolando mais um bom tempo (máxiiina que eu ia sair no meio dos skatistas do Ibirapuera em cima daquele salto). Troquei uma idéia com a tia da limpeza, assustei as tiazonas do cooper e as minas-kolene que apareciam ali pelo banheirão, até que escureceu e resolvi sair.

E o MAM ainda não estava aberto…

Conclusão?

 

 

Beijosnãomeliga, Gu!

 

 

 

 

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