Quem nunca saiu de uma loja com a nítida impressão de que foi ludibriado/ignorado/mal tratado/esnobado/(insira aqui seu nome preferido para humilhação) pelo vendedor?
Pois é, eu já fui. Mais de uma vez inclusive. Principalmente quando você fala "eu vim trocar um produto", aí mesmo que ninguém mais te atende.
Durante um período trabalhei como cliente secreta para uma joalheria. O trabalho era simples: ir até a loja, fingir interesse em um alguma coisa predefinida e depois inventar uma história e sair sem levar a tal coisa. E também, mais de uma vez, ouvi a pergunta "Quanto dinheiro você tem?", assim, sem rodeios.
Mas o caso aqui foi o seguinte, vocês devem lembrar que eu participei da promoção as Viagens de Melissa, néam? Então, eu participei, não levei o Sony Vaio (que por sinal está em ótemas mãos), mas recebi um par de belas melissinhas em casa.
Tudo muito bom, tudo muito bem, e aí, eu, claro, resolvi usá-las. Andei alguns metros e mal consegui chegar até a esquina, as tiras arrebentaram e meu pé ficou em estado de calamidade. Voltei para casa, fotografei e troquei os sapatos e escrevi para o pessoal da Melissa relatando o ocorrido.
E sim, eles foram uns fofos, imediatamente disseram para eu escolher outra que iriam trocar, uma beleza. Aí, semana passada, recebi um e-mail, igualmente fofo, dizendo que as melissas já estavam disponíveis na Galeria Melissa, que eu poderia ir lá buscá-las e blábláblá…Ponto para eles.
Então, ontem fui até lá, feliz e saltitante (porque mulher + sapato = orgasmo, cê ta ligado, né?). Quando entrei na loja, dei de cara com seus simpáticos vendedores e lembrei porque fazia tanto tempo que não ia lá. Me armei do meu melhor carão e fui direto ao balcão falar com uma criatura toda montada que parecia ser a gerente. Disse que tinha ido pegar minha Melissas e etc etc etc, e a criatura (que digamos assim, lembrava um urso panda, sem a parte da fofura) me brindou com a sua maior expressão de desdém. E chamou outra criatura. Uma menina careca-moderninha, que eu já conhecia de outras incursões à loja maldita. Aí a careca-moderninha nem me olhou na cara e chamou outra que tinha cabelo de Amy Winehouse com permanente e estava vestida de Chiquinha.
Então, em um ciclo sem fim, a Amy chamou uma bicha afetada, que chegava na loja cheia de roupas nas mãos. Que surpreendendemente também me esnobou. Todos unidos em uma só voz fizeram a mesma cara de lixo de quando eu fui lá retirar os convites pra SPFW.
Aí, já quase tomada de um espírito-barraqueiro, liguei pra deos-e-o-mundo, pros meus advogados, pro meu marido, pra agência da Melissa, pro procon, até que consegui arrancar minha melissa das mãos da carequinha-fierce-hypadinha.
Nesse meio tempo, ainda pedi para experimentar um outro sapato e a vendedora: "Mas você NÃO PODE escolher outro." Aí eu fiz cara de cheira cocô e saquei o cartão de crédito, né, porque assim já era demais. "Só para você saber: eu vou pagar por isso, minha filha. Então vai, pega logo o sapato, sim?"
Vários sorrisos amarelos e uma pilha de sapatos depois, saí de lá com duas sacolas gigantes. Duas não, três (porque fui acompanhada de outras mulheres igualmente loucas por sapatos). Sapatos que, diga-se de passagem, não foram comprados por causa dos belos olhos de rímel escorrido da vendedora.
Moral da história: a Melissa é uma marca que eu amo de paixão, tem sapatos lindos e tudo o mais, as promoções e campanhas são sucesso, mas ASSIM NÃO, PORRA! Não basta ter um produtos bonitinhos: simpatia e educação ainda se usam e são quesitos importantíssimos para a decisão da compra.
Essa não foi a primeira vez que fui mal tratada em uma loja da marca e acho que um treinamento de vendedores não vai mal a ninguém. Não vou deixarde comprar melissas, mas, a menos que essa seja uma estratégia para aumentar as vendas pela Internet, EU NÃO ACEITO essa gente pobre de espírito fazendo a arrogante pra cima de muá.
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Também detesto ser mal tratada por vendedores preguiçosos, arrogantes, mal-comidos e afins rs Dá vontade de xingar todo mundo na loja, mas a classe não permite barraco de gênero algum, né, fofa!
Concordo com vc quando diz que as grandes marcas deveriam instruir os lojistas representantes a treinarem melhor os vendedores, para que ninguém saia com esse tipo de má impressão como vc.
Grande abraço!
31.05.09 @ 01:21
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