Como já disse no post anterior, semana passada teve Casa de Criadores no shopping Frei Caneca.

Quando cheguei, dei logo de cara com a exposição de geladeiras Brastemp com imagens de personalidades da moda brasileiraem.

 

 

 

brastemp

Ouvir Alexandre Hercovitch falando que tal coisa é "assim uma Bastemp" foi no mínimo surreal. Mas enfim…tão pagando, néam?

Nesta última edição os estilistas abusaram das plumas, da alfaiataria, cores vibrantes, franjas e do jérsei em suas coleções. Quem abriu a segunda noite foi o Projeto Lab, grupo formado por novíssimos criadores, que apresentou desfiles curtos e eficientes. Dentre os participantes do projeto, destaco os desfiles da marca Valencio Lemes (assinada por Karen Lemes) por seu ótimo trabalho com alfaiataria e o de Raquel Gaeta, que apareceu com uma coleção hiper feminina e beeem leve.

Nesse mesmo dia foi exibida a coleção da marca Prints I Like que apresentou estampas hiper bem boladas mas um estilo que..er…cof cof…estava MUITO inspirado (se é que você me entende) nos modelos já conhecidos da D´arouche, decote nadador + franjas.

Daí teve o Rober Dognani e sua alta-costurinha (como ele mesmo gosta de definir), nos agraciando com uma coleção que bem poderia ter o nome de "Tô embrulhada pra presente".

Não tinha release dos desfiles, mas quando vi o trio de modelos que abriria o desfile, logo previ: um show de exagero estava para começar.

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Oi, será que vi um pedaço de tafetá por ali?

Era um tal de vestido bufante para cá, roupas em forma de saco para lá, com muita seda, plumas, laçarotes e outras "glamurosidades" imperando. Uma overdose de volumes e Christian Dior se revirando no túmulo.

Dognani pecou na modelagem, pois fez com que os volumosos perdessem completamente a forma e, no caso dos modelos mais justos, a impressão era de que poderiam se rasgar a qualquer momento. Só alguma coisa dos drapeados se salvou.

Resultado: se você estiver se sentindo muito magrinha, pode comprar um roupa do moço. Certeza que vai te engordar uns 3 quilos, pelo menos.

Tá, gente, tenho preconceito com moulage. Pronto-falei.


No mais, estou apaixonada pelo João Pimenta, ele joga tudo de uma vez e funciona. Consegue agregar materiais e estilos diferentes para compor a imagem de um homem montadíssimo, mas ainda assim viril. Para compor uma coleção com inspiração nas civilizações antigas dos EUA e nos índios Navarro e Maori, da Nova Zelândia, o moço misturou tudo e mais um pouco. Teares africanos, volumes (na medida certa), jeans sequinho, bordados, aplicações em couro, matelassê, risca de giz…tinha de tudo um pouco.

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(Fiz como o Glauco e usei o video feito pela Biti Averbach. Obrigada aos dois.)

João Pimenta sabe como ninguém fazer uma ótima mistura de referências e recomendo a todos os homens darem uma passadinha em sua loja. Garanto que não vão se arrepender.

Loja João Pimenta. Rua Mourato Coelho, 676 - Vila Madalena - São Paulo / SP

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