A primeira vez que fui à uma festa de Halloween foi também meu primeiro blind date (combinado pelo IRC) e a primeira vez que saí à noite, para um lugar considerado buátchi. Eu tinha uns 12 anos, era festeenha de curso de inglês e eu não tinha idéia de com que roupa ir. As regras eram claras: se não for de fantasia, vá de preto. Tá certo que eu era uma criança, corriam meados dos anos 90 (com a moda de mechas loiras no cabelo, lembram?) e era uma FESTA À FANTASIA, mas nem por isso tive a falta de noção ir de bruxa, vampira, diaba ou múmia. Pensei, pensei, pensei, rasquei umas 3 meias-calças pretas, talvez na intenção de ir de zumbi-porno-Courtney Love, mas o look não convenceu. Resultado: o bom senso me obrigou a ir de preto, basiquérrima.

Não me perguntem sobre o blind date. Um dia conto tudo sobre isso. Só posso adiantar que naquela época as câmeras digitais eram raríssimas, logo, nunca tinha visto o sujeito, que não demorou a chegar vestido de caveirinha…

Doeu.

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Hoje, que o mundo deu mil voltas e a Internet já pagou com juros as decepções que tive na época de IRC, o adjetivo basiquérrima não se aplica mais au meu nível de peruísse. Quando penso em festa à fantasia me vem à cabeça coisas mirabolantes a lá Clóvis Bornay (oh, sim! ele é hiper-halloween, mais até do que carnaval). Plumas, paetês, mil frescuras, super elaborações…

Até o momento de decidir: iria mesmo é de Alex Owens, aka Señorita What a Feeling. (mas de calças, néam)

Aliás, beibe, o Americam Apparel tem idéias ótimas de fantasias, para você nunca mais ter que sair por aí vestido de elfo ou bruxinha tosca por livre e espontânea vontade.

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