
Amigos, encerro o assunto sobre as eleições para Prefeito do Rio de Janeiro com esse texto, escrito pelo Lula Vieira.
"Escrevo ao meio dia de domingo, antes de encerrar a votação aqui no Rio de Janeiro, com as pesquisas de intenção de voto indicando empate técnico entre os dois candidatos a prefeito, Fernando Gabeira e Eduardo Paes.
Trabalhei para Gabeira desde quando ele tinha 4% das intenções de voto e era um candidato tão pequeno que nem mereceu ser entrevistado pelo RJTV, que restringia o supremo prestígio de ser ouvido pelos repórteres àqueles que tivessem algo acima de 5% das intenções de voto.
Invariavelmente Gabeira aparecia na condição de "outros" quando os jornais e as emissoras de televisão falavam dos candidatos. O que mais ouvi neste mês de agosto foi que sem dúvida Gabeira era o melhor nome para a Prefeitura, mas que infelizmente não teria a menor chance.
Os eleitores mais conscientes tratavam de escolher "o menos pior" entre os que poderiam ganhar, Jandira Fegali, Bispo Crivella e Eduardo Paes. Essa difícil e desanimadora escolha ficava entre Jandira e Paes, pois "Crivella nunca", pelo menos na ótica – como eu já disse – dos mais conscientes. Ou dos mais bem informados, sei lá.
Uma revista semanal, acredito que a IstoÉ ou Época (Veja tenho certeza que não foi) chegou a apelidar Gabeira de "Candidato Carrossel" por girar, girar, girar e não sair do lugar. Fui procurado pela mulher de Gabeira, Neila Figueiredo, e selamos o trabalho em conjunto no dia do velório de dona Ruth Cardoso, no aeroporto Santos Dumont, que permanecera fechado durante toda manhã.
Teria total liberdade, desde que não resolvesse criar um Gabeira de mentira. A restrição a qualquer tipo de maquilagem ia até mesmo à própria maquilagem. "As rugas são as marcas do tempo no rosto dele, devem ficar". Não seria necessária a advertência. Mas fiquei contente por ouvi-la.
Acho que os marqueteiros são responsáveis pelo esvaziamento do conteúdo verdadeiro dos candidatos, embora não tenham culpa na falta de caráter e na compulsão pela mentira. Essas características o sujeito já traz de casa, ou de berço, como queiram.
Dias depois, na minha casa, traçamos o rumo da campanha: não atacar o adversário, ser absolutamente transparente, não sujar a cidade. A transparência deveria ir até mesmo no caixa da campanha: nada de Caixa 2, não receber dinheiro de companhia de ônibus nem de cooperativa de taxi, pagar e receber tudo "por dentro" e colocar
todas as movimentaçõs imediatamente na Internet.
Se você for até o site da campanha vai achar lá o ítem "Ebulição". É a
nossa empresa. Todos os pagamentos que recebemos (e pagamos os impostos) estão lá. Para os padrões brasileiros, o dinheiro da campanha era quase pobre.
Como vantagem tínhamos a melhor equipe que a ideologia pode comprar: Moacir Góis na direção do programa de televisão, João Paulo na edição, Moacir Padilha dirigindo o rádio, Carlinhos Chagas na redação, e por aí afora. Gente que se dispôs a trabalhar por menos da metade do que poderia cobrar, mas que se sentia recompensada pela oportunidade de se engajar na campanha de um candidato digno, limpo, idealista, agradável.Coisa raríssima nestes dias que correm.
Uma noite, logo nos primeiros dias, o Campanelli da MCR apareceu com um jingle de estarrecedora simplicidade, mas com potencial de se tranformar num mantra: "O Rio é de Gabeira…Gabeira…Gabeira" num ritmo classificado de "marchável", meio hip hop, um chiclete de ouvido irresistível. Fizemos um santinho, uma equipe se encarregou do site, nos concentramos nos programas de TVe rádio e entregamos a Deus, que com certeza deve ter pensado "Crivella nunca". Tanto é verdade que Crivella, que vinha liderando as pesquisas, se envolveu com o escândalo de uma obra que se chamava "cimento social" e serviu como pá de cal para suas pretenções, com perdão pelo trocadilho.
Teve até a participação de um militar alucinado que entregou uns garotos para serem chacinados por uma gangue do tráfego. Tudo respingou no Bispo e no seu discurso messiânico de ungido pelo céu e por Lula. Só no discurso dele, pois ambos não quiseram se comprometer.
Tivemos a imensa vantagem de termos bom tempo na TV e no rádio, cerca de cinco minutos, e de não sermos ameaça para ninguém. Por isso pudemos apresentar Gabeira com toda calma, como alguém capaz de ter uma visão mais aberta, mais moderna, mais cosmopolita para os imensos problemas da cidade.
Eduardo Paes veio como o grande síndico que se preparou durante dezessete anos para ser prefeito. Dizia conhecer cada pedra, cada buraco da cidade. Prometeu instalar 40 UPA's (Unidades de Pronto Atendimento), uma espécie de Centro de Saúde feito rapidamente e outras coisinhas que transformariam o Rio de Janeiro numa Finlândia em
apenas 4 anos.
Jandira, por ser médica, centrou seus esforços na saúde e Crivella era o amigo dos pobres. Jandira parecia ter acabado de acordar no meio de um plantão: nervosa, desgrenhada, vestido aparentemente amassado.
Entre os nanicos, o candidato do PT resolveu transgredir a mais sagrada das normas da televisão e passou o tempo todo falando de lado, para um ponto à esquerda do espectador. Bonitinho, bonzinho, arrumadinho, era o bom filho, o bom colega e o bom professor. Todos sabem que realmente é um homem direito, mas ficou bonzinho demais, arrumadinho demais. Falou bastante, mas todo mundo se perguntava porque ele olhava para o lado. Chico Alencar é o Chico Alencar, veio de Chico Alencar e falou como Chico Alencar. Levou os votos de Chico Alencar. Meia dúzia.
Os demais se confundiam com os candidatos a vereador. Um deles tinha um belo slogan: "quem pica cartão não vota em patrão". Em conjunto eles iam implantar o socialismo, destruir a Rede Globo e conduzir os povos à libertação, à verdadeira democracia e à divisão justa de renda.
Chega o dia da eleição e, para estupor geral, Gabeira – o candidato Carrossel, o sem chance, o nanico do bem, tira um magnífico segundo lugar e vai para o segundo turno, juntamente com Eduardo Paes, candidato do governador e do presidente. O espanto maior, no entanto, foi dos institutos de pesquisas que até o dia anterior davam como certa presença de Crivella como adversário de Paes. Neste mesmo dia, Gabeira virou maconheiro, viado, defensor do aborto e da prostituição, nefelibata e tudo mais que é possível se falar contra um político brasileiro.
Só não poderia ser demagogo, mentiroso e ladrão porque no caso do Gabeira é impossível se falar isso dele. Nas primeiras semanas todos os derrotados se aliaram ao Paes, que passou a ser candidato da máquina estadual, nacional e universal (do Reino de Deus).
Lula falou de Paes, Cabral falou de Paes, Crivella falou de Paes, Jandira falou de Paes. Até Molon do PT e Vladimir Palmeira se aliaram a Eduardo Paes. O solitário apoio a Gabeira veio de César Maia, o único prefeito do mundo que surtou e virou blogueiro em pleno mandato.
Quer dizer, vieram dar apoio, além de César Maia, Caetano Veloso, Fernanda Torres, Adriana Calcanhoto, Alceu Valença, Debora Colker, Oscar Niemayer, Gustavo Lins, Alcione, Wagner Moura, Martinália, Pedro Luiz, Marina Lima, João Bosco, Paula Toller, Frejat, Nelson Mota, Armínio Fraga, Aécio Neves e mais oito mil voluntários.
Logo no comecinho me lembro de uma passagem de Gabeira. Um político, dos mais conceituados, propôs a Gabeira começar a mostrar os podres da turma de Paes, um amplo arco de alianças que iam do famoso Piciani a Jorge Babu, passando por uma variadíssima fauna de pessoas sobre as quais não resta a menor dúvida. Gabeira respondeu: "eu prometi não atacar adversários". O interlocutor não deixou por menos: "então você vai perder". Gabeira respondeu firme: "então eu vou perder". Noutra ocasião, um empresário, que já foi meu cliente, liga oferecendo dinheiro para a campanha. Gabeira instrui o financeiro: "você já sabe, quando empatar com as despesas, pare de receber qualquer
dinheiro".
Nunca antes na história deste país um político se dispôs a receber somente o dinheiro necessário para a campanha. Fizeram de tudo, de tudo mesmo, até a suprema burrice: mandar imprimir na Gráfica da Ediouro, de quem sou Diretor de Marketing, um folheto contra Gabeira.
Ninguém acreditou nem vai acreditar, mas tal como Lula, eu não soube de nada, a não ser quando o TRE confiscou o material, que por sinal estava dentro da Lei, com nota fiscal e tudo. Paes ficou repetindo o bordão: "Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia, Gabeira é apoiado pelo César Maia".
O engraçado é que todo o currículo de grandes realizações de Paes foi como subprefeito, e secretário… de César Maia. Que raça! No telefone, Gabeira fala de uma vereadora: "ela é analfabeta política…está fazendo política suburbana". Os jornalistas ouvem e dão a notícia.
Mais um bordão: "Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso, Gabeira é preconceituoso". Milhares de faixas são impressas: "sou suburbano com muito orgulho". Uma feijoada é oferecida aos suburbanos ofendidos e Noca da Portela e outros menos votados dão apoio a Paes, o amigão do subúrbio.
Cria-se uma situação irreal. Gabeira, menino pobre, que vendia banana e ovo para ajudar o pai, professor voluntário na Zona Norte, vira o "candidato dos ricos", enquanto Paes, menino da Zona Sul, estudante de colégios caros e da PUC, quer se consagrar como "o candidato dos pobres".
Paes, 38 anos, cara de garotão é o velho matreiro, conhecedor dos meandros da política, o experiente. Gabeira, 68 anos é o jovem, impetuoso, novidadeiro, contemporâneo. E começam os debates. Até o último, da TV Globo na sexta-feira anterior ao domingo da votação, foram 7 deles.
Gabeira venceu sempre, na opinião dos internautas. Alguns momentos foram muito bons. Por exemplo, quando Paes afirmou que se preparava a vida inteira para ser prefeito do Rio, Gabeira respondeu: "pois eu me prepararei a vida inteira para… a vida inteira".
Ou, então, quando Paes disse que seria necessário saber que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa", recebeu como resposta: "a esta altura da vida eu já sei".
Vladimir Palmeira pode nesta eleição ter batido o recorde mundial de ingratidão. Gabeira sequestrou o embaixador americano para que Vladimir, entre outros presos políticos, pudesse ser libertado. E Palmeira decidiu apoiar Eduardo Paes.
Por falar em embaixador sequestrado, a filha do próprio fez absoluta questão de declarar seu apoio a Gabeira. E contou que o pai dela tinha boas recordações dele. Na imprensa escrita, inaugurou-se um novo tipo de colunismo: o de crítica a horário eleitoral gratuito. Como se fosse novela.
O Globo e o Jornal do Brasil tiveram seus colunistas que diariamente comentavam sobre roupa, postura, edição. O colunista do JB, se sentindo obrigado a fazer uma gracinha por dia, algumas vezes se perdeu na busca do humor.
A certa altura, como o programa de Gabeira fazia enorme sucesso com seus clipes de cantores, Paes colocou no seu programa a entrevista de uma jovem na rua que afirmou: "eu quero ver propostas, não musiquinhas bonitas". Nem na Noruega se vê tanta participação cidadã.
Uma jovem exigir dos candidatos a apresentarem suas propostas de governo é tão natural quanto as donas de casa que afirmavam que Paes no seu tempo de sub prefeito entrou na lama até a cintura para ajudar as pessoas assoladas por uma enchente.
Uma enorme demonstração de incompetência de seus auxiliares foi não encontrar uma única foto registrando o heróico feito. Hoje o eleitor decide quem é o prefeito do Rio de Janeiro. O resultado sairá dentro de algumas horas. Seja qual for o vencedor, Gabeira sai muito maior do que entrou.
É um político que pode se orgulhar do respeito de todos, inclusive de seus adversários, que jamais colocaram em dúvida sua honradez e honestidade. Outra vitória de sua candidatura foi a de trazer para milhões de pessoas a informação de que é possível se fazer politica com seriedade.
Trouxe também a participação dos jovens, entre os quais, as pesquisas eram unânimes em apontá-lo como o candidato preferido. Nesta eleição não se ouviu o tradicional discurso do "político é tudo igual", principalmente por parte deles.
Gabeira demonstrou que os políticos, como as pessoas, são diferentes. Sua campanha termina com a marca da elegância, do bom humor e do amor pelo Rio de Janeiro. O Rio foi votar sorrindo. Essa é a grande, a enorme vitória de Fernando Gabeira".
Lula Vieira - publicitário, responsável pela campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Há tempos uma eleição não me despertava tanto interesse. Tanto que peço licença aos meus leitores para escrever um pouco sobre política e os dois candidatos ao cargo de Prefeito do Rio de Janeiro, em vez de falar sobre música, cinema ou qualquer outro assunto pop. Não que eleição não seja pop, é por sentido indissociável do termo - graças a Deus - mas, bem, não é o que você está acostumado a ler por aqui. Sendo eu um cara educado, achei por bem avisar.
Eu voto em Fernando Gabeira para Prefeito. Sempre votei nele em todas as eleições que disputou, exceto para Presidente da República (1989) e Governador do Rio de Janeiro (1986 - eu não votava, mas, se votasse, cravaria em Lisâneas Maciel, do PT).
Gabeira fundou o Partido Verde em 1986 e manteve-se oscilante entre ele e o PT ao longo de sua carreira política, sendo que foi pelo Partido dos Trabalhores que obteve seu último mandato de Deputado Federal.
Desde que eu aprendi História, no Colégio Santo Agostinho, descobri que o mundo sempre viveu ciclos de luta pelo poder, seja por grupos rivais ou pelo povo contra esses grupos. Quase sempre a luta foi perdida pelo povo - exceto talvez nas Revoluções Francesa e Russa - mas esse é um detalhe. Sempre li e aprendi que os sujeitos com boas intenções são vítimas de políticas de descrédito ou de mecanismos de toda sorte nas máquinas administrativas para que não consigam chegar a uma posição em que algo possa ser feito. Quando conseguem, são assassinados (Salvador Allende no Chile, João Goulart no Brasil) ou se tornam ditadores (Stalin na URSS, Castro em Cuba), o que nos leva a crer que política e poder são coisas bastante complicadas de se entender e exercer. Aliás, quando eu estudava História no Santo Agostinho, a partir da quarta série primária, um certo Eduardo da Costa Paes fazia parte da minha turma. Lá permaneceu até a oitava. Eduardo Paes é o outro candidato ao cargo de Prefeito do Rio.

Paes representa o PMDB, o que, a rigor, significa representar um bando de políticos que serve como sustentáculo para o governo federal. Quando digo "governo federal", não me refiro apenas ao Lula, pois imagino o PMDB apoiando qualquer presidente, de qualquer partido, pois o PMDB vive disso. Não há ideologia, não há coerência.
Mas não é disso que quero falar. Apenas convém dizer que Eduardo Paes, o "Duda", representa essa galera, além de simbolizar o continuismo de uma gente que sempre governou o Rio, desde 1986, quando Moreira Franco foi Governador. Isso inclui uma linhagem de pessoas que mantiveram a cidade - e o estado - numa descendente contínua, rumo ao ocaso e consumando a perda de importância do Rio no cenário nacional, algo que nunca poderia acontecer.
Gabeira, por sua vez, não bastasse a atuação contra a ditadura (chegando à luta armada em 1969, quando seqüestrou o embaixador americano Charles Elbrick, episódio que descreveu em seu livro "O Que É Isso, Commpanheiro") sempre manteve-se fiel a uma "esquerda" que significa luta pelos mais fracos, pobres e desamparados, num escopo que contempla a justiça e igualdade para todos. Paes, por sua vez, trocou de partido três vezes, indo da direita reacionária do PFL para o murismo do PSDB e, há pouco tempo, a prostituição ideológica do PMDB. Se você não mora no Rio, basta dizer que o PMDB tem em seus quadros os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, duas das figuras mais lamentáveis a ocupar cargos públicos no estado.

Reproduzo abaixo uma lista de motivos que Pedro Dória (jornalista do Estado de São Paulo) publicou em seu blog para os cariocas não darem o voto a Eduardo Paes.
"1. Eduardo Paes foi um mais virulentos críticos do Governo Lula na Câmara dos Deputados. Foi líder do PSDB na Câmara. Gabeira também foi crítico? Foi. Mas suas críticas não nasceram do puro jogo partidário e sempre foram leais. Este argumento não é meu. É de Jaques Wagner, governador petista da Bahia, que sugere que seu partido deveria apoiar Gabeira no segundo turno.
2. Se o PT nacional apoiar Paes oficialmente, não será porque se preocupa com o futuro do Rio. Certamente não virá de coerência ideológica. Virá de um jogo de alianças nacionais puramente político no qual o Rio é sempre sacrificado. Não custa jamais lembrar a eleição para governo do Estado de 1998, em que o PT do Rio queria a candidatura de Wladimir Palmeira e o PT nacional impôs o apoio a Anthony Garotinho.
3. Eduardo Paes tem como principais doadores de sua campanha Eike Batista e a construtora OAS. A mesma OAS virtualmente criada por Antonio Carlos Magalhães. Não representam grupos que costumam investir em políticos pelos seus belos olhos.
3. Apoiaram Eduardo Paes no Primeiro Turno: o PTB de Sandra Cavalcanti, o PP de Paulo Maluf e Francisco Dornelles, o PSL de Celso Pitta.
4. Eduardo Paes não tem qualquer história política e qualquer firmeza de ideais. Muda de partido independente de sua ideologia. De protótipo dos mauricinhos criados por Cesar Maia virou o garoto prodígio do PSDB e se bandeou para o PMDB de Garotinho.
É por isso que Eduardo Paes não é o melhor nome para a prefeitura do Rio de Janeiro."
Lembrem-se: não importa em que cidade ou estado do Brasil você esteja, o voto é um troço muito sério. Quando penso na quantidade de seres humanos que perderam a vida para que você apertasse o botãozinho da urna eletrônica, não me passa pela cabeça desperdiçar a chance de participar da escolha do sujeito que vai mandar na vida de tanta gente. E, bem, de vez em quando, surge a chance de escolher alguém que realmente seja honesto, digno, sincero e cheio de boas idéias. Como agora.


CEL aka Carlos Eduardo Lima. Jornalista, escritor, crítico musical, fã de cultura pop em todos os seus desdobramentos, espectador do mundo, agente das mudanças, colecionador de momentos, casado com Maria Estrella, filho de Helena, padrasto de Gabriel.
| Dom | Seg | Ter | Qua | Qui | Sex | Sab |
|---|---|---|---|---|---|---|
| << < | ||||||
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| 29 | 30 | |||||