Meus caros leitores,
Vocês notaram e reclamaram da ausência de atualizações no blog. Eu mesmo não aguento mais olhar para as fuças de Beyoncé e Rihanna abrindo as matérias e textos do blog mas preciso avisá-los que estive com um problema de saúde inusitado e muito, muito chato.
Alguém aí já teve compressão do nervo ciático? Ou suspeita de hérnia de disco? Pois é, eu tive, aliás, tenho. Há quinze dias que não consigo me sentar. Sim, isso mesmo que você leu. Meu repouso é deitado ou de pé, algo que, convenhamos, está longe do ideal de uma vida mais ou menos inserida nos padrões da humanidade desde que essa tornou-se bípede. Pois bem, só agora, duas semanas após a grande crise - que me fez sentir uma das dores mais intensas de toda a minha existência - estou retomando as atividades, bastante atrasado. E tanta coisa legal aconteceu nesse tempo, não?
O Oscar premiando um filmeco com ares estéticos que camufla falta de assunto com leves toques de patriotada; uma guinada radical nas minhas predileções auditivas, nas quais Willie Nelson e discos de bossa jazz do início dos anos 60 foram devidamente valorizados; comentários sobre um bate-papo com o uruguaio Jorge Drexler (cuja entrevista foi publicada na Rolling Stone que está nas bancas); uma crise de consciência sobre nostalgia dos anos 90; uma vontade muito grande - dentro desse esquema de anos 90 - de esmiuçar nuances de "O Balconista 2", de Kevin Smith, além de uma experiência adquirida por conta do repouso total e consequente dependência da programação televisiva.
E o pior de tudo: a morte de Alex Chilton, líder e cérebro do Big Star, ontem, por conta de um ataque cardíaco. Tristeza total imperando por aqui e, curiosamente, após ouvir as protocolares "The Ballad Of El Goodo" e "Thirteen", ambas do primeiro disco do Big Star, a música que mais me emocionou e me deu a sensação de reverenciar a partida de Chilton para o próximo plano foi, exatamente, "Alex Chilton", dos Replacements. Nela, Paul Westerberg, um talento americano obscuro (assim como Chilton sempre foi), solta o verso definitivo:
"Children by the million sing for Alex Chilton when he comes round, They say 'I'm in love, what's that song? I'm in love with that song".
Pois bem, há assuntos de sobra. Torçam pela volta da normalidade à minha combalida coluna vertebral e me desejem bem...
RIP, Alex. Eu volto.
Posts similares:
Chuva boa
Este Blog Está Voltando...
Das ressacas e gripes de cada dia
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Este post tem 2 comentários aguardando aprovação...
CEL aka Carlos Eduardo Lima. Jornalista, escritor, crítico musical, fã de cultura pop em todos os seus desdobramentos, espectador do mundo, agente das mudanças, colecionador de momentos, casado com Maria Estrella, filho de Helena, padrasto de Gabriel.