Os 45 Piores Discos do Pop Nacional (1999-2008)

Os 45 Piores Discos do Pop Nacional (1999-2008)

06.04.09 | por Cel | Categorias: Música

ritalee

O leitor deve pensar que é sempre interessante para o crítico musical escrever artigos negativos e desabonadores. Errado. A cada vez que textos negativos são concebidos e publicados, o jornalista especializado naquele assunto assume que algo não vai bem. Quando o tema é a música pop nacional, de glórias passadas inegáveis, o crítico que digita essas palavras sente pena. Seria adorável listar discos sensacionais e tecer elogios infinitos.

É uma quantidade significativa de trabalhos fracos de artistas consagrados e que, via de regra, tiveram êxito comercial e/ou de mídia. Aliás, divulgação na mídia não faltou para os álbuns lembrados aqui. Todos os artistas citados nessa lista - totalmente aberta a discussões - deveriam fazer trabalhos sempre bons. Não lhes faltou grana, projeção, tempo em televisão e demais veículos de comunicação, ou seja, eles poderiam - e deveriam - ter feito melhor.

Antes de ler, convém algumas explicações sobre o critério utilizado.

- São 45 discos compreendendo o período entre 1999 e 2008, ou seja, exatamente a época que marca a queda do mercado fonográfico, a ascenção da internet como ferramenta de conhecimento musical e democratização dos downloads de arquivos musicais.

- Os artistas que estão listados são bem conhecidos do grande público. Não foram incluidos artistas completamente lamentáveis como bandas de pagode, axé, sertanejo, funk nacional e demais gêneros que já sabemos não serem capazes de produzir trabalhos dignos de receber alguma crítica, mesmo negativa.

- Alguns artistas aparecem mais de uma vez na lista.

- Rita Lee aparece três vezes na lista.

- Temos três graus de avaliação: lamentável (o disco é ruim, a banda ou artista poderia ter feito melhor); horroroso (disco realmente péssimo no qual é impossível achar alguma justificativa); imperdoável (caso perdido, seja pela qualidade, intenção, critério ou qualquer outro motivo).

titas

Titãs - As dez mais (1999)
(Imperdoável)

Os Titãs estavam no fundo do poço criativo em 1999. Após o lançamento de dois discos estranhos (Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991) e Titanomaquia (1992), do Acústico MTV e de seu irmão elétrico, Volume 2, a banda paulista soltou esse terrível As Dez Mais. São covers, tocadas burocraticamente, cheias de falsa esponteidade e descolamento. Quem poderia engolir essa galera cantando "Pelados Em Santos", dos Mamonas Assassinas? Ou "Ciúmes", do Ultraje A Rigor e "Gostava Tanto De Você", do mestre Tim Maia? E dizer que esse pessoal posava de intelectual e gênio do rock nacional dez anos antes, ao lançar seu último disco digno, O Blesq Blom...

Zeca Baleiro - Líricas (2000)
(Lamentável)

Sejamos sinceros: Zeca Baleiro é um sujeito que jamais conseguirá fazer algo original, desde que já tenhamos nomes como Moraes Moreira, Alceu Valença, Belchior e Fagner. O que nosso amigo José Ribamar faz na carreira é regurgitar clichês da MPB nordestina, usar letras mais ou menos espertas que são feitas sob medida para a classe média achar genial ("não quero ser triste como um poeta que envelhece lendo Maiakovski na loja de conveniência", em "Minha Casa") e perpetuar esse flerte - também típico da classe média - de fazer safáris culturais pela cultura nacional. Aqui, além dessa lenga-lenga toda, ainda temos uma versão apocalíptica para "Proibida Pra Mim", do Charlie Brown Jr, tratada com respeito folk suspeito. Baleiro tem coisas muito melhores em seu catálogo.

zeca

Capital Inicial - Acústico MTV (2000)
(Lamentável)

Esse disco invadiu todas as rádios na virada do milênio e mostrou o Capital Inicial para toda uma nova geração criada pela MTV. O que esperar? Dinho e sua banda foram imediatamente aceitos pelo senso comum emburrecido e não-esclarecido. Na verdade, o Capital deve tudo a Kiko Zambianchi, veterano compositor do rock paulista, pela inclusão e participação numa releitura de "Primeiros Erros", canção que fez sucesso com Kiko, mas que ultrapassou os limites com o Capital. Outro credor dos brasilienses é Alvin L, autor dos dois outros sucessos do disco, "Tudo Que Vai" - que fora dada para Tony Platão gravar, mas que, por motivos estranhos, apareceu primeiro com o Capital - e "Natasha", que Felipe Lemos teve coragem de comparar a "She's Leaving Home", dos Beatles, numa entrevista. Falta de noção, repertório razoável jogado no lixo dos arranjos semi-folk concebidos pelo ex-Herva Doce Marcelo Susskind, tudo isso faz desse Acústico MTV um disco lamentável.

capital

Marina Lima - Sissi na sua ao vivo (2000)
(Horroroso)

Marina perdeu sua voz por questões emocionais em meados dos anos 90. Nunca mais ela conseguiu fazer um disco decente e esse álbum duplo ao vivo foi anunciado como a sua volta à boa forma. Que nada. Pessimamente produzido, cheio de clichês instrumentais para mascarar a voz curtíssima que restou à cantora, Sissi Ao Vivo é uma bomba. Versões tristes de sucessos do passado como "Fullgás" ou "Pra Começar" se misturam a músicas novas, como "Sissi" ou a conveniente "À Meia Voz". No mais, um show que começa com Marina lendo um texto de Fernanda Young é apenas para os mais fortes e/ou surdos.

marina

Jota Quest - Oxigênio (2000)
(Imperdoável)

Jota Quest é garantia de discos ruins. Talvez seja possível abrir uma pequena exceção para o primeiro trabalho dos mineiros, no qual eles ainda eram J.Quest e gravaram uma cover simpática de "As Dores Do Mundo", de Hyldon. Aliás, o Jota Quest nunca confraternizou com o autor da música e nunca informou seu público sobre isso. Enfim, neste Oxigênio, Rogério Flausino (que é irmão de Wilsom Sideral e Landau - diga, essa família estaria prestando melhores serviços ao país se estivesse no ramo de padarias, administração de imóveis ou qualquer coisa que não se relacionasse com música, certo?) e sua banda tentaram uma guinada para o rock. Resultado: um disco patético, que traz alguns dos piores trechos já escritos em português, como "Não alimento amor por telefone, isso é ilusão" ou "Vou desligar, não me ligue mais, a obrigação da sua voz é estar aqui" (em "Tele-Fome"). O resto do disco segue o mesmo padrão de qualidade, típico da banda. Aliás, poderíamos incluir aqui todo o catálogo deles, mas tentamos não resvalar para a repetição.

Ed Motta - Dwitza (2000)
(Lamentável)

Ed Motta é um cara talentoso e simpático, mais do que as pessoas podem pensar. Em Dwitza, no entanto, o gorducho cantor e compositor assumiu sua faceta mais pedante e mandou bala num disco supostamente de jazz, mas que não coube em nenhum rótulo. Ed deve ter se inspirado em obras como As Coisas, de Moacir Santos, mas jamais conseguiu atingir uma audiência definida. Lançado em LP e CD, Dwitza não agradou nem aos fãs de jazz e fez os admiradores de Ed tremerem na base. Ele lançaria discos comerciais - nos quais se vale de sua base funk'n'soul - e revisitaria o universo de Dwitza em Aystelum, de 2005, igualmente mal recebido por seus fãs.

jotaquest

Rita Lee - 3001 (2001)
(Imperdoável)

Rita Lee é campeã. Talvez porque ela tenha um passado tão importante na música nacional ou tenha inspirado tantas canções legais que a revolta com sua absoluta falta de inspiração cause indignação. Esse 3001 foi lançado como se fosse uma revisitação da melhor fase de Rita - nos Mutantes - com 2001. Não deu certo. Sua atualização, além de ser um recurso pálido para mascarar seu maior mal desde o fim dos anos 70 - a falta de criatividade - não deu conta do disco. O maior hit tornou-se uma versão imbecil para "Poison Ivy", na verdade, uma "versão da versão", pois esta clássica canção americana dos anos 50 já sofrera uma "releitura" do grupo carioca Herva Doce em 1984, na qual foi rebatizada de "Erva Venenosa". Péssimo.

Otto - Condom Black (2001)
(Horroroso)

Quando terminam as eleições e algum político picareta vence, a gente nunca encontra seus eleitores na rua, certo? Eu também nunca conheci um fã do pernambucano Otto. Sua carreira musical iniciou-se no mundo livre s/a e transformou-se em solo quando ele gravou o sintomático Samba Pra Burro, no fim da década de 1990. Se esse disco não era nada do que a imprensa burra e deslumbrada anunciou, Condomblack, seu sucessor, era pior ainda. Todas as tentativas de misturar modernidade insípida com regionalismo de tangente estão presentes aqui. Além de tudo, Otto casou-se com a bela atriz Alessandra Negrini, fato que ainda tornou a compreensão de sua realidade mais complicada. Otto é o artista típico desses nossos tempos, sem discurso, forma, conhecimento musical ou veia pop que justifique seus 15 minutos na mídia.

otto

CPM22 - CPM22 (2001)
(Horroroso)

Caixa Postal 1022. Essa é a razão para a sigla que compõe o nome dessa banda santista. Triste? Engraçado? Bem, o disco é um amontoado de timbres e clichês do que se chamou equivocadamente de "emocore" na virada do milênio. O que o CPM22 faz é música ruim, pseudo-pesada e que deve tudo às letras emocionais de almanaque e à pose sofrida da banda, estudada e feita sob encomenda para a juventude consumir. Esse primeiro disco já apontava todas as direções que o CPM seguiria, participando efetivamente da estupidificação da juventude nacional.

Kid Abelha - Surf (2001)
(Horroroso)

O Kid Abelha é uma alvo fácil para críticas, uma vez que tem uma cantora que não sabe cantar ou compor, músicos sofríveis e uma pose blasé que quase incomoda. Além disso, não dá pra compreender como a banda sobreviveu sem a presença do baixista Leoni, o único integrante talentoso do Kid, hoje em carreira solo simpática. Surf marcou a volta da banda às composições inéditas, algo que ficara quatro anos sem gravar, perdida entre tributos e compilações. É mais do mesmo, com canções chatas sobre o Rio de Janeiro, o mar e a praia, algo que os integrantes não têm o menor cacoete de frequentar. De qualquer forma, Surf tem canções horríveis como "O Rei do Salão" ou "Eu contra A Noite".

kid

Ana Carolina - Ana, Rita, Joana, Iracema e Carolina (2001)
(Horroroso)

Quando ouvi Ana Carolina em 1999, cantando "Garganta", pensei: Cassia Eller? Alguém imitando (mal) Cássia Eller? A segunda opção, claro. Ana Carolina começou a mascarar sua falta de originalidade nesse segundo trabalho, da pior maneira. Quando "Quem de Nós Dois" apareceu na mídia, com seu refrão grudento e letra mal construída, poucos sabiam que se tratava de uma versão de "La Mia Storia Tra Le Dita", do italiano Gianlucca Grignani e menos ainda tinham noção que José Augusto - cantor brega veterano e frequentador de programas como Clube do Bolinha - já havia feito versão da mesma música, muito melhor diga-se. Bem, Ana Carolina foi alçada à condição de "cantora de MPB", dona de voz "personalíssima" e dotada de ironia e relevância. Nada disso, amigos. Esse disco marca a coroação de um formato de música, sem graça, com achados rasos como a palma da mão e esperteza de produtores e gravadoras no comando. Esse tipo de música impressiona a quem nunca ouviu cantoras de verdade, com músicas de verdade. Triste, mas um retrato fiel dos nossos dias.

anajorge

Biquini Cavadão - 80 (2001)
(Horroroso)

O Biquini sempre foi um grupo da segunda divisão do rock nacional. Acho que eles nem pensaram em ir muito além disso, mas a banda continuou, os tempos passaram, os discos se sucederam até que a fonte de inspiração secou. O que fazer, então? Claro, um disco de covers, inteligentemente focado na década da memória emocional, aquela em que o Biquini cravou seus hits radiofônicos. Bem, temos então 80. É um compêndio a ser ensinado nas escolas de música popular sobre como não fazer versões, não escolher repertório, não interpretar, não tentar modernizar, enfim, o disco é um erro após outro. Se o repertório abusa do óbvio com "Me Chama" (Lobão), "Educação Sentimental" (Kid Abelha) ou "Toda Forma de Poder" (Engenheiros do Hawai), a banda também não se sai bem quando tenta ousar nas escolhas de "Juvenilia" (RPM), "Quem Me Olha Só" (Barão Vermelho) ou "Armadilha" (Finis AFricae). Quando menos se espera, lá está o Biquini Cavadão regravando uma canção sua, "Múmias", que tinha participação de Renato Russo nos vocais. Não satisfeitos em reeditar a parceria - já espírita, na ocasião - a banda achou por bem incluir um trecho rap, a cargo do grupo Jigaboo. Resumindo, 80 é um disco que não deveria existir.

biquini

Rita Lee - Aqui, ali, em qualquer lugar (2001)
(Imperdoável)

Tia Rita novamente. Não dá pra livrar a cara dela nesse projeto nefasto que procurou unir o melhor de dois mundos mas resvalou para a caricatura absoluta. Rita Lee cantando músicas dos Beatles em arranjos bossanovistas. O que difere isso daqueles discos tipo "Beatles Sinfônicos" ou "Ivanildo Sax de Ouro Interpreta Beatles"? Nada, a picaretagem é a mesma, a falta absoluta de criatividade é a mesma, tudo agravado pela voz minúscula de Rita, o repertório óbvio e a execução burocrática das canções. João Barone, baterista dos Paralamas, integra a banda e chegou a excursionar com Rita, algo que só pode ser entendido como a segunda pior burrada de sua carreira. A primeira, sempre será a produção de um disco do Supla, cuja canção "Encoleirado" chegou a ser hit. Mas, de quem estávamos falando mesmo?

Detonautas - Detonautas roque clube (2002)
(Horroroso)

Detonautas é mais uma banda que traz a garantia de péssimos discos. O que agrava a situação dos cariocas - em relação a gente como o Jota Quest, por exemplo - é que eles têm uma pose rocker alternativa que só engana a quem desmamou ontem. Tico Santa Cruz, hoje blogueiro polêmico e pseudo-ativista social é um vocalista lamentável. O resto da banda não ajuda, todo mundo imerso naquela sonoridade Red Hot Chili Peppers da Apae e cantando as letras "antenadas" de Santa Cruz. Daí para músicas incluídas na trilha sonora da novelinha global Malhação foi um passo natural. Aliás, o maior sucesso da banda está aqui, a temerária "Quando O SOl Se Por". Lastimável.

detonautas

Sandy e Junior - Internacional (2002)
(Horroroso)

A duplinha de irmãos sertanejos sempre foi um alvo fácil da crítica especializada e levada a sério demais pela mídia. Aliás, a inclusão deles aqui quase viola uma das condições, a de não mencionar artistas que sejam abaixo da crítica. A tentativa frustrada de invadir o mercado internacional a bordo desse disco, no entanto, não poderia ficar de fora. São canções com letra em inglês, no mesmo esquema das boy bands ianques, todas coreografadas e feitas para a juventude sacolejar sob o sol de Miami e Orlando, no máximo. A empreitada, no entanto, não se concretizou. Americano - ou chicano, que seja - comprando disco de dupla brasileira teen ex-sertaneja? Alguém deve ter sido demitido no departamento de marketing da gravadora, creio eu, não sei. Mas tudo bem, logo depois Sandy apareceria no Faustão trucidando clássicos da MPB para ganhar seu status de "boa cantora", enquanto Junior chegou a ser vencedor de um Prêmio Multishow como melhor instrumentista, para assombro geral. A maior raiva mesmo está na inclusão de "We've Only Just Begun", dos Carpenters, no repertório, reduzida a uma baladinha asséptica qualquer nota.

sandy

Zélia Duncan - Sortimento (2002)
(Lamentável)

Zélia Duncan parece ser uma pessoa legal. Certa vez ela fez elogios sinceros aos Beach Boys e não parece pedante como sua contemporânea, Ana Carolina. Bem, Zélia também representa um filão mais soft e esclarecido, dentro do grupo das "cantoras de MPB", surgidas no meio da década de 90 e, nem por isso, é menos irritante. Sortimento tem todas aquelas referências duvidosas, como músicas de Itamar Assumpção, canções grudentas e inócuas (como "Alma") e colaborações temerárias com Herbert Vianna ("Partir, Andar") e Capital Inicial (em "Eu Vou Estar"). Disco sem sal, sem atrativo, sem nenhuma graça.

Tribalistas - (2002)
(Lamentável)

Toda uma geração de gente esclarecida, elegante, sincera e colorida ama esse disco. Claro, ele traz a medida certa de muitas coisas. Aqui estão a brejeirice carioca de Marisa Monte, o concretismo roqueiro de Arnaldo Antunes e a baianidade nagô de Carlinhos Brown, todos se banhando no lago emocional e musical dos Novos Baianos. O grande problema dos Tribalistas sempre foi a absoluta falta de originalidade e a falta de alquimia entre os participantes, curiosamente parceiros pregressos em vários discos de Marisa Monte. O disco parece mais um trabalho da cantora carioca, sem qualquer contribuição dos outros tribalistas. O potencial irritante do álbum foi aumentado pela inclusão de "Velha Infância" na trilha sonora da novela das oito da época e pela apropriação da mídia de "Já Sei Namorar", alçada à condição de hino do verão de 2002/2003, no qual o "tribalismo" foi instituido. E o que era isso? A condição de gente cada vez mais jovem querer apenas "ficar" em vez de namorar, motivada pela letra "já sei namorar, já sei beijar de língua, agora só me resta sonhar". Minha esposa discorda da inclusão do disco nessa lista, fazer o quê...

tribalistas

Pitty - Admirável chip novo (2002)
(Imperdoável)

Pobre rock nacional. Quando uma cantora como Pitty assume a liderança do estilo que já teve Rita Lee no comando é porque algo muito grave aconteceu. Pitty até se esforça para soar sincera, talvez até seja, tamanha a mediocridade do universo proposto por esse disco de estréia. Egressa da banda baiana Inkoma, a cantora chupinhou toda a estética de bandas como Korn e Evanescence, deixando de lado os vocais agudos da americana Amy Lee - que, por sua vez, chupinhou a finlandesa Tarja Turunen e sua banda Nightwish. Pitty escreveu letras supostamente sérias (até usou Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley como referência), decalcou o melhor do então nu metal e forjou seu som. Uma multidão de meninas sem noção a seguiu e construiu seu público, movido pela filosofia de almanaque de letras como "viva tudo como se não houvesse amanhã" e outros super-clichês.

pitty

Renato Russo - Presente (2003)
(Imperdoável)

Se Renato Russo estivesse vivo na ocasião do lançamento desse disco, certamente não ficaria contente com ele. É um amontoado de sobras de estúdio, entrevistas e ítens duvidosos de memorabilia indicado apenas para fãs que não têm noção do significado de seus ídolos. Se em vida, Russo procurou pautar sua carreira à frente da Legião Urbana por músicas que traziam mensagens sinceras sobre amadurecer e enfrentar as dificuldades da vida, Presente bate de frente com isso, fazendo crer que a picaretagem sempre vence. Claro, a esperteza vem das pessoas que idealizam o projeto. E o que Presente oferece é a música "Mais Uma Vez", parceria de Russo com Flávio Venturini, quem nem inédita é, uma vez que aparece num disco ao vivo do 14 Bis - banda de Venturini - de 1987. O cânon da Legião Urbana já está devidamente cheio de obras importantes e não precisa da esperteza de gente que não compreende aquilo que jura admirar.

Rita Lee - Balacobaco (2003)
(Horroroso)

Rita Lee volta à lista, dessa vez no festivo e pífio Balacobaco. O motivo da inclusão desse disco aqui está nas horríveis canções "Tudo Vira Bosta", de Moacyr Franco e "Sexo e Amor", com letra de Arnaldo Jabor, esta adotada como hino dos frustrados sentimentais da classe média por algum tempo. De resto é apenas mais um trabalho seguindo a linha dos discos de Rita Lee desde seu álbum Rita e Roberto (1985), ou seja, vazio, sem inspiração, fraco e indigno da grandeza da intérprete. Pena.

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Marcelo D2 - À procura da batida perfeita (2003)
(Imperdoável)

O movimento hip-hop é terra incógnita no Brasil. Muita gente em São Paulo reivindica sua tutela e curatela e até faria sentido pensar na maior cidade do país como uma metrópole com legitimidade para tal. Longe de pensar que o Rio de Janeiro, praiano e malandro, não tenha hip-hop, mas D2 é o rapper que o playboy adora. Suas letras de suposta malandragem, sua exaltação ao ego - ao contrário da conscientização do movimento - e todo o seu discurso são abjetos. Sua suposta fusão de rap com samba já havia sido executada antes e com muito mais êxito e ginga por Rappin Hood. Sobrou ao malandro a adoção do lema "procura da batida perfeita", para ilustrar a tal mescla com samba, uma frase decalcada de Afrika Bambaataa e seu "looking for the perfect beat", mas, claro, isso não importa. Esse disco - assim como a discografia do Planet Hemp e os outros trabalhos solo de D2 - são perda de tempo e desperdício de produção, dinheiro e músicos. Passe muito longe.

Skank - Cosmotron (2003)
(Lamentável)

Esse disco marca a "guinada beatle" na carreira da banda mineira. E também marca a busca por uma sonoridade mais séria, adulta e refinada. Não há mal nisso, certo? Claro, desde que a empreitada soe autêntica e legítima. No caso de Cosmotron, tudo parece sob medida para atingir um novo nicho de mercado, um grupo de consumidores que quase repudia a alegria ensolarada das composições do grupo até Siderado, de 1998. Após o interessante Maquinarama (2000), que marca uma busca - autêntica - por novas direções, o Skank precisou da ajuda do grande Lô Borges para emplacar uma balada nas rádios, "Dois Rios". A canção - que soaria melhor na voz do veterano compositor do Clube da Esquina, traz grandes doses de timbres beatle e uma letra cheia de jogadas espertinhas. "Formato Mínimo", outro hit do disco, mostra o velho desafio de fazer letras com proparoxítonas no fim das rimas, como se isso fosse necessário para algum tipo de passagem de faixa na música nacional. Cosmotron é, apesar da qualidade sonora, um disco forçado e pré-fabricado, que levaria a banda numa direção com pouca autonomia criativa, demonstrada pelos péssimos Carrossel (2006) e Estandarte (2008).

charlibra

Charlie Brown Jr - Acustico MTV (2003)
(Horroroso)

Acústicos MTV eram trabalhos que davam à banda (ou artista) a oportunidade de rever sua carreira, emplacar hits na programação da emissora de tv paulistana e aparecer na mídia. A rigor, todos esses discos são coletãneas dos artistas enfocados, refeitas para a ocasião. No caso do Charlie Brown Jr, qualquer coletânea ou agrupamento de canções merece atenção pela péssima qualidade do produto final. A capacidade neanderthal do vocalista Chorão em entoar qualquer letra como se fosse a mesma, aliada ao cimento instrumental que os músicos proporcionam, credencia o Charlie Brown à disputa pelo pior Acustico MTV já feito. Ainda que a banda seja conduzida com certo talento pelo baixista Champignon - nesta altura ainda no CBJr - as composições do grupo não ajudam e a existência de todo o "universo" que Chorão e seus asseclas habitam, de skate, trogloditice e chupação do pior hardcore melódico/funk metal americano noventista, torna a tarefa de ouvir essa bomba muito indigesta.

Fernanda Abreu - Na paz (2004)
(Horroroso)

Fernanda enveredou em carreira solo no fim da década de 1980 e lançou um disco interessante, Sla Radical Dance Disco Club. Nele as intenções eram de recriar ou conceber uma música dançante com origem na disco music setentista e misturar com algumas pitadas de ritmos nacionais. Legal, né? A idéia deu frutos por algum tempo, mas ouvir essa mesma ladainha em pleno 2004 não dava mais. Além disso, Fernanda cometeu um erro crasso em sua carreira, a incorporação de elementos dos bailes funk dos anos 70 e 80, totalmente diferentes do que acontece hoje, no bom sentido do termo. Isso fez com que ela perdesse identificação com o público, não atingindo as popozudas e preparadas e tornando sua música empobrecida demais para o fã do início da carreira. Nesse trabalho, além da mesmice e repetição ad nauseam dessa fórmula, Fernanda achou por bem trucidar uma canção imaculada de Jorge Ben, "Eu Vou Torcer", numa versão que dá raiva até em figuras como Gandhi ou o Dalai Lama.

fernanda

Lulu santos - Letra e música (2005)
(Horroroso)

Quando Lulu Santos, o compositor, o falastrão, o guitarrista, o artista respeitado e de elite apareceu fazendo cover de "Popstar", sucesso ensolarado e genial de João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, estava colocada a pá de cal em sua carreira. Lulu, realmente um artista prolífico até o início dos anos 90, já não era capaz de emplacar hits nas paradas e fazia discos cada vez mais iguais e inócuos. Em Letra E Música não foi diferente, mas abdicar de sua autoria para empastelar um sucesso oitentista num arranjo powerpop de cartilha foi demais. Tchau, Lulu.

Capital Inicial - MTV apresenta: Aborto elétrico (2005)
(Imperdoável)

O Capital Inicial, mesmo que seja contemporâneo da Legião Urbana e que tenha em suas fileiras dois membros do Aborto Elétrico original - banda de Brasília que foi o embrião da Legião Urbana - não tem autoridade moral para fazer um disco com músicas do repertório do Aborto. A resposta é simples: o Capital, banda mediana, alçada à posição de banda grande, não guarda qualquer traço dos elementos que caracterizavam o Aborto. Além disso, a figura central da banda sempre foi Renato Russo, morto em 1996. Seria constrangedor para Russo, revisitar o repertório original mais de vinte anos depois. Mas não foi para Fê e Flávio Lemos, baixista e baterista do Capital - e da segunda formação do Aborto. As interpretações não diferem das porcarias que o Capital fez nos últimos, sei lá, vinte anos.

Seu Jorge - Life aquatic studio sessions (2005)
(Imperdoável)

Este disco dá asco e pode concorrer ao posto de pior trabalho já feito no Brasil. Veja bem, são 13 canções da fase áurea de David Bowie, vertidas para o pior português possível, por um artista que esbanja falsa criatividade e relevância. Como a gravadora teve a coragem de permitir isso? Como David Bowie, o próprio, escreveu no próprio disco, que achou as versões legais e divertidas? Como assim? Talvez nem os fãs do sambalanço picareta para brancos perpretado por Seu Jorge sejam simpáticos a essas versões ridículas em arranjos preguiçosos de voz/violão, o que configura o disco para a destruição. Uma aberração da natureza. A ONU ou algum organismo internacional deveria impedir coisas como essa.

jorge

Djavan - Na pista etc.(2005)
(Imperdoável)

OK, é covardia colocar coletâneas em listas como essa, mas Na Pista etc tem ingredientes que a credenciam para tal. Antes de mais nada, a produção é do laureado Liminha. Mais ainda: a idéia é empastelar canções de diversas fases da carreira do compositor alagoano e transformá-las em dance music qualquer nota, feita nas coxas. Músicas belas como "Asa" ou "Tanta Saudade", balançadas e dançantes à sua sutilíssima maneira, foram transformadas em bate-estacas para festas dance de publicitários pseudo-antenados e sem alma. Um artefato nocivo e que deve ter rendido bons royalties a Djavan, conivente com a coisa toda.

Paralamas do sucesso - Hoje (2005)
(Lamentável)

Esse é o primeiro disco de canções originais dos Paralamas compostas após o acidente com Herbert Vianna. Mesmo que Um Longo Caminho (2002) e o ao vivo Uns Dias (2004) apontassem para boas perfomances, em Hoje o bicho pega. São canções no piloto automático, com o registro vocal de Herbert em séria decadência, bem como sua capacidade de compositor. Sintomas aparecem em todos os lados, mas em "Então xinga, com dois a de caatinga, então para, com dois a de saara" (em "2A") o ouvinte tem certeza de que a banda pode não ser mais o que era antes. É o pior disco da carreira dos Paralamas, fácil.

rappa

O Rappa - Acústico MTV (2005)
(Horroroso)

O Rappa foi interessante até o segundo disco, Rappa Mundi (1996). A partir de Lado B LAdo A (1999), a banda adotou uma postura supostamente questionadora e encharcou suas músicas com uma verborragia de assistência social que fez esquecer das cuidadosas pesquisas sonoras que seus integrantes empreendiam. Após o acidente que causou a retirada do baterista Marcelo Yuka, principal letrista da banda, o Rappa não se libertou do fantasma populista e da cara de ong musical. Esse Acústivo MTV é a celebração dessa pataquada, com direito a participação de Maria Rita - sério, alguém poderia ser mais estranho ao suposto universo da banda? - e um arsenal de engenhocas sônicas para mascarar a pobreza dos arranjos e a limitação técnica dos músicos. O panfletarismo ainda está lá e dá a entender que o Rappa é aquela banda que os famosos e ricos ouvem achando que estão adquirindo consciência social. Quer ver como é a vida nas comunidades carentes, cara-pálida? Desligue o som hi-fi do seu carro importado e suba o morro.

Gabriel O Pensador - Cavaleiro andante (2005)
(Lamentável)

Gabriel Pensador nunca foi rapper, mesmo que se valha de vários cacoetes do estilo. Ele tem, sim, uma capacidade razoável para fazer boas letras e obteve alguns sucessos justos no passado, principalmente com "Retrato de Um Playboy" e "Loraburra", de seu primeiro disco e "2345Meia78", de seu álbum Quebra-Cabeça, de 1999. Este parece ser o último suspiro criativo de sua carreira, uma vez que seus "raps" soam cada vez menos inspirados. Gabriel, inclusive, já gravou participação em canções de Xuxa. Este Cavaleiro Andante, gravado com banda, é um compêndio de músicas pouco inspiradas e letras sob medida para a platéia do Altas Horas achar sensacional.

gabriel

Ana Carolina e Seu Jorge - Ana e Jorge (2005)
(Imperdoável)

Outro disco com credenciais para disputar o prêmio de pior álbum nacional de todos os tempos. Em 2005 era difícil escapar da sina de ouvir "É Isso Aí" nas rádios. Essa música, uma demoníaca versão de "The Blowers Daughter", do compositor e cantor irlandês Damien Rice, estava em todos os lugares. Não bastasse a falta de noção em verter uma canção bela para um português descuidado (Ana e Jorge são craques do desrespeito em versões), a interpretação dos dois, ao vivo, é lastimável. Sem emoção, ou melhor, com uma emoção falsa e esperteza pré-fabricada, o disco juntou o melhor de dois artistas que todo mundo adora gostar. Eles são "prolíficos", "bem-sucedidos", "originais" aos ouvidos alienados do grande público. Este disco é um vigoroso retrato do lixo cultural que nos é dado como "música relevante" pela mídia, artistas vazios, rasos, com nada a dizer.

Pedro Mariano - Ao Vivo (2005)
(Horroroso)

A chamada "geração Trama" propôs uma interessante situação no início dos anos 2000: lançou discos de gente nova, quase todos filhos ou parentes de artistas mais velhos da MPB. Vieram Jair Oliveira e Luciana Mello (filhos de Jair Rodrigues), Wilson Simoninha e Max de Castro (filhos de Wilson Simonal) e Pedro Mariano (filho de Cesar Camargo Mariano e Elis Regina), entre outros. Pedro encarnou a persona de um suposto soulboy branquelo, com voz e trejeitos musicais plásticos e nada espontâneos. Gravou três discos pela Trama (um deles com o pai) e foi para a Universal onde gravou o quarto disco e este trabalho ao vivo, em que revê sua carreira e mostra o quão rasa ela foi. Sua voz some no palco, a banda é frouxa e o sujeito faz duetos até com Sandy para assambarcar novas audiências. Vergonha para uma família tão musical, certo?

barao

Barão Vermelho - MTV ao vivo (2006)
(Lamentável)

O Barão nunca primou pela criatividade, seja ela estética ou não. Seu som nunca quis ser mais do que uma palidíssima versão tupi de trejeitos dos Rolling Stones em seus piores momentos e todo mundo parece satisfeito com isso, público e banda. O último trabalho respeitável do Barão, Na Calada Da Noite, data de 1990 e esse disco duplo ao vivo, gravado no Circo Voador é uma proposta dolorosa para quem não compactua com a mediocridade da banda. Os hits da era Cazuza são executados burocraticamente, assim como os que marcaram a fase com os vocais de Roberto Frejat, mas a cafonália de usar a voz pré-gravada de Cazuza em "Codinome Beija-Flor" (sucesso da carreira solo do ex-Barão) é o atestado final de que o Barão durou tempo demais, abusou da mesmice demais e não tem nada a oferecer além do que já oferece há sei lá quanto tempo. Se a oferta é de bons produtos, não há do que reclamar, mas, bem, no caso do Barão Vermelho...

mutantes

Mutantes - Live at Barbican Theater (2006)
(Imperdoável)

A ressureição dos Mutantes sem Rita Lee em 2006 foi um dos assuntos mais comentados na mídia musical brasileira. A banda que Sergio Dias reuniu, trazendo todos os integrantes da primeira fase da carreira, era legítima? A escalação de Zelia Duncan para os vocais era a melhor possível? Arnaldo Baptista, seriamente debilitado, a bordo da empreitada, era apenas para dar um ar verdadeiro a tudo? Bem, o show gravado nesse disco duplo ao vivo é uma aula de boa produção e como montar uma banda capaz de executar todo o repertório de um artista com o máximo de precisão e fidelidade aos arranjos originais. O que falta aqui, amigos, é um ingrediente insubstituivel e incapaz de ser simulado: alma. Esse disco é indicado para quem não conhece os Mutantes e não tem a menor noção do que eles fizeram nos anos 60-70.

Cê - Caetano Veloso (2006)
(lamentável)

Caetano passou grande parte da década de 1990 sem gravar uma música autoral. O baiano tem crédito de sobra, mas exagerou nas covers, versões, adaptações, shows ao vivo, enfim, Caetano abusou da paciência de seu público. Quando ele voltou ao estúdio e anunciou que gravava um disco ousado, que se valia da estética do rock, tremi por dentro. Explico: Caetano nunca dominou o idioma rock, suas tentativas pregressas foram desastrosas, principalmente se levarmos em conta o seu "disco rock" oficial, Velô, de 1984.
Bem, em Cê, Caetano procurou se cercar da suposta vanguarda pensante da música carioca, composta por seu filho Moreno Veloso, Kassim, Domenico Lancelotti e mais alguns continentes à sua escolha. Concebido por uma banda enxuta e com arranjos que privilegiavam guitarras, Cê foi saudado como uma obra-prima pela imprensa desinformada. Compararam Caetano com Pixies, buscaram correlações entre timbres do disco e do rock independente americano, sobretudo de bandas como Guided By Voices. Tudo balela, Cê é um disco fraco, vazio, o pior que Caetano faz em muito tempo.

maria

Maria Rita - Samba meu (2007)
(Horroroso)

A carreira de Maria Rita visa preencher um vazio. Não temos uma cantora de MPB com um certo pedigree, alguma legitimidade, alguma razão de ser. Ana Carolina e Zélia Duncan, principais postulantes ao cargo, são inadequadas, pelo menos para esse posto, que requer alguma santidade, algum bom-mocismo que elas não têm - não por mérito, talvez por puro desconhecimento. Ivete Sangalo é animada demais. Sobra Maria Rita, com o fantasma vocal da mãe a lhe assombrar e uma terrível falta de carisma a lhe caracterizar. A tal ponto que a gravadora e toda sua equipe deu uma repaginada total na carreira da moça. Maria Rita ficou mais bonita, magrinha, passou a usar vestidinhos curtos e encarnar um "jeito Lapa de ser". Para coroar essa mudança tão espontânea, claro, um disco de samba. Mesmo que Maria Rita tenha composições de Arlindo Cruz - veterano sambista carioca, ex-Grupo Fundo de Quintal - em seu repertório, sua adesão ao samba é forçada. Ela parece aquele advogado do Centro do Rio, que após seu trabalho, vai batucar nos botequins da vida, de terno. É ilegítimo, é falso, é produto planejado sob medida para o reles consumo. Samba, assim como a soul music americana, é um estilo que retrata a estrada da vida, suas agruras e dificuldades. São gêneros musicais que pressupõem desilusão real, dor real, para delas vir a verdade das letras e das interpretações. Do contrário, é apenas um exercício de estilo. No caso de Maria Rita, um exercício de estilo com o melhor que o dinheiro pode comprar. Ainda assim, é fake e raso.

cidades

Cidade Negra - Diversão (2007)
(Imperdoável)

O Cidade Negra pode se orgulhar de ter feito um belo disco em sua carreira, Sobre Todas As Forças, de 1994. Ali a banda imprimia uma certa brasilidade ao estilo jamaicano, nada muito genial, mas o resultado era coeso e simpático. Desde então o Cidade Negra não repetiu sua performance e se restringiu a fazer discos cada vez piores. Além disso, Toni Garrido, vocalista da banda, acumulou antipatias e um belo complexo de superioridade e, a exemplo de muitos frontmen do pop mundial, partiu para a carreira solo. Antes disso, porém, o Cidade Negra se despediu com esse disco hediondo de covers gravado ao vivo em Niterói, no mesmo Teatro Municipal em que Tim Maia passou mal e morreu. A capacidade da banda de uniformizar canções tão díspares como "Clube da Esquina 2" (Milton Nascimento e Lô Borges) e "Tudo Azul" (Lulu Santos) é espantosa. Não bastasse isso, o repertório ousa verter para o reggae rasteiro coisas como "Eu Amo Você" e "A Lua E Eu" (Cassiano), "A Palo Seco" (Belchior) e "Minha História - Gesubambino" (Chico Buarque) só corrobora uma velha teoria: discos de covers são afrontas aos originais.

Lobão - Acústico MTV (2007)
(Imperdoável)

Lobão sempre foi um artista pop. Em toda a sua carreira, o que ele mais quis foi lançar discos e vendê-los ao público. Só que, como todos os cantores e compositores, Lobão enfrentou problemas na carreira, seja por drogas, falta de inspiração, falta de opção, enfim, Lobão teve altos e baixos. Na aurora dos anos 2000, Lobão resolveu ser independente. Lançou revista com patrocínio federal, adotou um discurso libertário, criticou tudo e todos e chamou atenção para si. Lançou um bom disco independente (A Vida é Doce, 2000), outro nem tanto (Canções Dentro da Noite Escura, 2005) e, finalmente, as gravadoras viram nele um produto vendável. Após muito tempo, Lobão voltou para as majors, dessa vez para a Sony BMG. Fez sentido. Só não fez para a horda de bandas e artistas independentes que acreditaram em seu discurso vazio de menino mimado da Zona Sul carioca. O disco Acústico MTV de Lobão é um disco pop, sem qualquer atrativo. Talvez seja isso que ele sempre sonhou fazer ou ter, um emprego na emissora paulistana e lançar um disco sob a etiqueta Acústico MTV. Foi o último de sua geração a fazer isso.

lobao

Vanguart - Vanguart (2007)
(Horroroso)

Como uma banda como o Vanguart pode ser levada a sério? Talvez sejam os primeiros efeitos do aquecimento global na mente humana, talvez um grande trote da mídia especializada ou, mais provável, a comprovação de que ninguém entende mais de música por aí. A banda de Cuiabá, MT, diz que faz folk music. Gargalhadas. Quem conhece o mínimo do estilo, seja ele tradicional, moderno ou qualquer outra abordagem sabe que o Vanguart precisaria de muita estrada para produzir algo semelhante. O que eles fazem é emular violões e instrumental acústico para emoldurar letras em inglês ou português e vender seu peixe honestamente, afinal de contas, eles poderiam estar roubando, matando. Estão cantando coisas como "Semáforo", fazendo a cabeça dos indies e da imprensa musical que nasceu quando o Metallica lançava seu Album Negro. Fraco, fraco.

Nx zero - Agora (2007)
(horroroso)

A derrocada do rock nacional continua, sob o manto do emo. O Nx Zero é a banda-capitânea dessa onda sem qualquer viés comportamental que a justifique. Os emos são pessoas que se dizem tristes e miseráveis sentimentalmente, no estilo, "estou brigando com você porque minha Sony Cybershot é de 7 Megapixel, enquanto a sua é de 8 e você não quer me emprestar". A culpa é dos fãs, sempre, que legitimam a escolha da banda como a melhor banda nacional de 2008 pelo prêmio Multishow e o vocalista Di Ferrero como melhor cantor nacional de 2008, pelo mesmo prêmio. O toque de crueldade é dado na péssima versão de "Apenas Mais Uma De Amor", de Lulu Santos, embarcada nessa galera sem qualquer sentido. Rock deveria ser diversão, mas, com o Nx Zero, é penitência para quem tem mais que 16 anos de idade.

nx

Frejat - Intimidade entre estranhos (2008)
(Lamentável)

Frejat é um cara gente boa. Sempre pareceu honesto, simpático e tem talento como guitarrista. Sempre foi o melhor músico do Barão Vermelho - não exatamente um elogio, mas, Frejat tinha tudo para emplacar uma carreira solo razoável. Não aconteceu.
Seu terceiro disco é a prova concreta de que ele não vai além de seu público quarentão da Zona Sul carioca, perdido em lembranças de bailinhos de colégio, tentando levar uma vida saudável no calçadão de Ipanema ou Leblon. Musicalmente é a mesma sucessão de clichês sub-Barão Vermelho, com letras vergonhosas, principalmente em "Eu Não Quero Brigar Mais Não", com o temerário verso "Quando eu te amo de forma infinita, Somos Bambam e Pedrita".
Triste.

Outras Bossas - Milton Nascimento e Familia Jobim (2008)
(Lamentável)

Tinha tudo para funcionar essa empreitada de Milton Nascimento e Família Jobim. Milton já não lança um disco respeitável há algum tempo, talvez desde Nascimento (1997) e aproveitar o cinquentenário da Bossa Nova para interpretar clássicos de Tom Jobim seria mais que perfeito. Além disso, contar com a legitimidade da Família Jobim seria uma bela jogada comercial que daria lastro para o disco emplacar. Pois bem, não funcionou. Além, do repertório de Jobim, Outras Bossas ainda traz alguns sucessos da carreira de Milton, como "Cais" e "Tudo Que Você Podia Ser" em interpretações abaixo da crítica, principalmente para quem já teve uma voz como ele. O resultado é um disco pomposo mas frio e sem qualquer vestígio de alma. Tom merecia coisa melhor e Milton deve se cuidar se quiser voltar a cantar mais ou menos como costumava fazer.

novemil

Nove Mil Anjos - (2008)
(Imperdoável)

O que você pode esperar de uma banda que mistura Junior (ex-Sandy, na bateria), Champignon (ex-Charlie Brown Jr, no baixo), Peu Sousa (ex-Pitty na guitarra) e Péricles Carpigiani nos vocais? Sim, isso mesmo. A estréia do Nove Mil Anjos contou com o aval da MTV e um revoltante status de "supergrupo". A sonoridade é um poço de clichês, atirando para todos os lados, deixando de acertar em todos os alvos. A idéia deveria ter sido acenar para aquela sonoridade americana dos anos 90 de Red Hot Chili Peppers e Rage Against The Machine, mas o 9MA não lembra nenhuma dessas bandas nem em um milhão de anos. O que mais irrita em projetos como esse é que a idéia é vender imagem e não formar um grupo musical no qual os integrantes têm afinidades diversas. Essa é uma jogada de marketing deslavada, quase uma página de semi-celebridadades decadentes num reality show de quinta categoria, no qual a missão é montar uma banda. Pífio.

mallu

Mallu Magalhães - Mallu Magalhães (2008)
(Horroroso)

Para uma pessoa como Mallu Magalhães ser levada a sério, algo está errado com o mundo. Ok, algo pode estar errado comigo, vá saber. O fato é: a espontaneidade indie de Mallu beira a idiotia na maioria das vezes e é triste ver que muitas pessoas jovens se identificaram com esse estilo. Além disso, a adoção do termo "folk" na caracterização do som dela também é motivo de gargalhadas sonoras. Mallu não deve ter noção do que significa o estilo, canta mal em inglês, arranha um violão qualquer nota e o melhor de seu disco é a produção de Mario Caldato Jr, veterano piloto de estúdios, famoso quando produziu algumas das melhores faixas gravadas pelos Beastie Boys nos anos 90.
Discos como esse fazendo sucesso de crítica e público dão uma sensação terrível em quem teima em pensar na música pop com uma certa seriedade.



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Comentários:


Comentário de: thiago

cara, concordo com a indicação de muitos discos aí, mas teu mau humor estraga tua crítica. acho que certos discos não deveriam estar aí... mas opinião é coisa pessoal e deve ser respeitada.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 10:22



Comentário de: Luciano

eu acho que vários desses discos comentados são muito bons, por exemplo: titãs, capital inicial, charlie brown jr, marcelo d2, pitty, etc. Esse site é zuado, mas gosto não se discute né, se quem escreveu isso não gosta dos discos, fazer o que?

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 10:55



Comentário de: Mateus

Perguntinha: Já ouviu falar do disco Pietá do Milton Nascimento? É de 2006.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:07



Comentário de: carlos

só não concordo com o rapa.... o resto é merda merrrrmo.....

nxzero é detestável....

faltou ai akela bosta do los hermanos... a maior merda de todas feitas nesse lixo chamado Brasil...

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:27



Comentário de: Joana

Concordo em gênero e número que a tal Malu Magalhães não tem o menor estilo. Não a considero nem ao menos artista (a não ser que seja de circo). Em que mundo estamos vivendo para que pessoas tão desprovidas de talento cativem o público assim?

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:28



Comentário de: Márcio Bacha · http://www.esqueciaschaves.net

Caralho! Esse é o típico texto que no final da leitura você pensa "queria eu ter escrito isso". Concordo com tudo. Só discordo de um ponto, Charlie Brown Jr não deveria estar nesat lista. Para eles entrarem numa lista dos piores, eles tem que melhorar muito ainda.
Parabéns pelo texto.
Outra coisa. Vou linkar o seu texto no meu blog, não vou copiá-lo por que não acho certo, mas com certeza já está linkado.
Abraços.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:35



Comentário de: Bruna

Eu concordo com TUDO o que escreveu sobre o álbum da Pitty! o/

Aliás, detesto Mallu Magalhães... =P

=]

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:35



Comentário de: Fábio Augusto

Você acabou de explicar o porquê de eu não apreciar mais a música nacional e me apegar tanto ao passado.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:36



Comentário de: Eren

só não concordo no O Rappa
ótimo cd, e a cada trabalho fica melhor.
Acho q vc que não gostA do som mesmo.
Alias, gostaria de saber o que é bom pra vc.



PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:40



Comentário de: paulo henrique · http://terra

è tudo verdade,sem medo de ser infeliz,o lixo brasilis é horroroso porque é reciclagem do lixo americano.um verso meu para finalizar:" não tinha luz nem escuridão ,era a falta de brilho que cegava o futuro,sem alegria só restava a televisão,com poucas vozes para serem ouvidas...."

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:41



Comentário de: Ricardo

- "Falou e disse"... ou seja: Nesta
lista só tem musico BREGA E BOKO-MOKO.


PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:49



Comentário de: Eduardo

Boa Tarde!!! Essa é a primeira vez que envio um comentário nesse blog e gostaria de dizer que concordo com a maioria (90%) dos discos que estão ilustrando o blog. Só gostaria de fazer duas resalvas: o disco do seu Jorge com versões das músicas de David Bowie foi apenas uma brincadeira de estúdio. A resenha escrita pelo próprio descreve bem o clima em que o disco foi produzido.
E pessoalmente, não acho Seu Jorge "um artista que esbanja falsa criatividade e relevância". Na minha modesta opinião de curioso musical, ele foi uma das unicas coisas boas que apareceram no universo pop no Brasil. Lembrou às pessoas que existe um que é genuinamente brasileiro e dançante. Concordo que não é coisa nova, mas tem seu valor. Por isso vai aqui meu primeiro comentário.
O segundo é em relação à Marcelo D2. Sinceramente, o argumento de que foi o primeiro a fazer uma mistura de hip-hop com samba é blefe. Isso ja se faz a muito tempo (repentistas, Lembra???) A estrutura é a mesma. Letras faladas e rimadas, que exprimem uma realidade popular aos som do pandeiro. Como foi dito, Rappin Hood fez isso muito antes que ele. E ainda plagiar Afrika Bambatta, no que se refere ao nome disco, foi demais. Acho que Marcelo D2 deveria ter se concentrado mis no Planet Hemp.
E continuando a falar sobre o hip-hop brasileiro, os rappers paulistas se vanglorizam como precursores do hip-hop nacional. Não acho. Em Brasília existe um movimento muito forte e atuante que carrega "a bandeira" já faz muito tempo. Só para dar um exemplo, e pra quem se interessar procurem pelo artista GOG.
Bom, acho que escrevi demais e espero ter contribuído com alguma coisa. Mas antes, gostaria de deixa uma questão que muito me interessa, ja que estamos num blog que fala sobre cultura pop: O QUE TODOS PENSAM SOBRE AS VERSÕES DE MUSICAS DA BRITNEY SPEARS E OUTROS ARTISTAS DO UNIVERSO POP FEITAS POR BANDAS DE ROCK? (a mais recente foi Womanizer com Franz Ferdinand) APENAS UMA TENDÊNCIA OU BRITNEY, APESAR DE SUA CONDUTA, É UMA ARTISTA QUE DEVEMOS PRESTAR ATENÇÃO?
Obrigado pela oportunidade
Eduardo

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 12:25



Comentário de: Juliana Teixeira · http://www.climbingtheclouds.blogspot.com

Achei simplesmente SENSACIONAL este post.
É bem verdade que eu deva fazer "mea culpa", pois sou fã da Zélia Duncan e adoro o acústico do Capital inicial. Mesmo assim, todas as críticas - inclusive aos discos dos quais eu gosto - foram extremamente pertinentes. Parabéns pelo texto e pela coragem. Tem fã xiita que vai botar ovos ao ler isso.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 13:34



Comentário de: Cel

Gostaria de agradecer aos comentários positivos de todos. Ao Yuri, entretanto, convém explicar algumas coisinhas:

- O tom do texto é intencional. A idéia é falar algo que um monte de gente pensa mas que não tem oportunidade porque está no meio de milhares de amigos e amigas que gostam. Eu mesmo conheço gente legal que gosta das bandas que estão na lista.
- Claro que as carreiras dos artistas - em sua maioria - possuem acertos. Como o objetivo era listar discos ruins, eles ficaram de fora.
- O "se eu não gosto então é ruim" é outro aspecto duvidoso. Procurei fundamentar todas as resenhas em aspectos e conceitos universais. Se eu gostasse dos discos, não os colocaria aqui, certo?
- Sobre estourar os tímpanos de uma vez, deixo essa fatalidade para os ouvintes das bandas e artistas listados.

CEL

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 14:25



Comentário de: Fernando

Cara vc não entende nada de música... muda
de ramo ai que senão vc vai morrer de fome,
pq seus comentários são completamentes sem
noção... vc é ruim pra caralho

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 17:09



Comentário de: AlexVer

Excelente lista, concordo c/ 95%, faltaram mais discos dos Titas pos-Arnaldo Antunes.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 17:22



Comentário de: Custodio

Excelente. So faltou Los Hermanos.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 20:23



Comentário de: Asdrubal

Perfeito. Ou melhor, não é um texto perfeito pois tem muito mais merd@ na música nacional.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 23:58



Comentário de: Jose Henrique

Discordâncias:

- O Tudo ao Mesmo Tempo Agora e o Titanomaquia são grandes discos!
Do Cabeça Dinossauro ao Titanomaquia eles foram os melhores de sua geração e tão grandes quanto as melhores bandas desse país(Novos Baianos, Secos & Molhados, Mutantes, Tutti Fruti, Nação Zumbi)
Antes do Cabeça eles eram ruins e depois do Titanomaquia eles ficaram medíocres, mas o filé da obra é excelente!

- D2 é sensacional, o problema dele é que ele fez sucesso e aqui no Brasil, como diria Tom Jobim, é ofensa pessoal.
Misturou de forma genial o rap com o samba e isso ninguém vai tirar dele.
Como o próprio diz em uma de suas letras:
"Ser o melhor ou pioneiro, essas merdas eu nunca quis"
Vejo nele um quê do genial Tim Maia.

- A Zélia Duncan é muito da bacaninha e esse é um dos seus melhores discos, aliás, ele mandou muitoooooo bem com os Mutantes.

- O acústico do velho Lobo não é somente o último de sua geração, é tb o melhor!
O bacana do Lobão é justamente suas aparentes contradições. Ele, assim como Mano Caetano, se divertem provocando.
Falando no diabo, ou melhor, na cobra com asa, como bem definiu o Wally Salamão.
Seus disco Cê é muito bom, sim!
É o melhor desde Circuladô, é Mano Caetano inquieto e instigante, como quase sempre foi.

Ahhhh, prazer, meu nome é José Henrique e sou grande fã do Otto!

Um abraço!

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 03:36



Comentário de: Dennis Henrique · http://supersincero.multiply.com

Por ter incluído artistas ''adorados'' pelos jornaleiros musicais deslocados como Vanguart, Otto e Mallu Magalhães esse post merece aplausos.

Aguardo a versão dessa lista com os discos internacionais.

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 10:56



Comentário de: Bruno Eduardo · http://www.vitrolabasica.blogspot.com

Oi CEL.

Gostei da lista. Acho que caberia toda a discografia do Charlie Brown Jr.

Add meu blogger, que é destinado aos colecionadores de Vinis.

Abraços.

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 10:59



Comentário de: Marco Lima (Repo Man)

Só 1 coisa, Carlão: CPM 22 não é santista. É uma banda barueriense (de Barueri).

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 13:42



Comentário de: Iorio Siqueira D'Alessandri Forti

De fato, seu post é interessante, bem escrito e, acima de tudo, engraçadíssimo. Permito-me, no entanto, algumas observações:

- Zeca Baleiro é, sim, clone dele mesmo, cópia de todos os clichês, mas, convenhamos, os dois primeiros discos são muito legais;

- O primeiro disco do Otto é, em minha modesta opinião, excepcional, não por causa dele, mas sim de Apollo 9, que produziu um dos melhores discos de música eletrônica deste País;

- Ao falar mal do horroroso 80, do Biquíni Cavadão, cabia um elogio ao disco de covers da extinta banca Penélope, que é da mesma época, com o mesmo mote (covers da década anterior) e beeeeeem melhor;

Não poria na lista Sortimento (Zélia Duncan), Tribalistas (Tribalistas), Admirável Chip Novo (Pitty: o disco pode até não ser bom, mas foi o primeiro disco nacional em muito tempo a estourar usando guitarras em alto e bom som, e não tocadas como se fossem violões), Cosmotron (Skank: o disco é forçado, mas, dentro do contexto do que estava sendo feito, era uma das melhores coisas para se ouvir no rádio), Mutantes (não ouvi o disco, mas o show foi maravilhoso), Acústico Lobão (um dos melhores acústicos nacionais, com bom repertório e versões que às vezes melhoram as músicas originais).

Por fim, pelo disco de covers do David Bowie, Seu Jorge merecia ser executado em praça pública.

Abraço,
IORIO D’ALESSANDRI.

P.S.: Que tal a sua lista dos melhores?

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 16:14



Comentário de: Raphael Fernandes · http://web.hotsitepanini.com.br/mad/blog

Adorei cada uma das resenhas!

Se puder faça os 1001 Discos que você precisa ouvir para MORRER

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 16:18



Comentário de: Cel

Escrevo novamente para agradecer os elogios ao post e responder a alguns:

- Ao Repo Man, obrigado pela informação, amigo. Corrigirei.

- Ao Iório: eu gosto de um disco do Baleiro, o Pet Shop Mundo Cão. Acho que é seu melhor trabalho, superando, inclusive, o Por Onde Andará Stephen Fry, um bom disco e nada mais. O que me irrita em artistas assim é que eles são MUITO influenciados por gente que não tem qualquer espaço na mídia e, portanto, não é apresentado ao público. Alceu Valença, Moraes Moreira, Fagner e Belchior são "bregas", "velhos", "ultrapassados" e são os fundadores do som que o Zeca faz.
Ainda: sorry, amigo, o Otto nunca fez qualquer disco excepcional. Sua apropriação inexplicável de elementos regionais fundida a uma embalagem "techno" (era 1998, certo?) em Samba Pra Burro simplesmente não enganam. O mundo livre s/a e a Nação Zumbi (e mais tarde o Mombojó, o Cascadura) conseguiram mesclar esses elementos (e mais o rock, hip-hop, funk) de maneira mais autêntica.

E, para todos os que defenderam o disco ao vivo dos Mutantes: Live At Barbican é extremamente bem feito, amigos. O Sérgio Dias é um dos melhores músicos do país, sabe tudo. O que irrita é que ele armou um esquema de produção que reproduziu no piloto automático todos os sons e detalhes que os Mutantes conceberam coletivamente três décadas e meia antes. Claro que ele precisava trazer isso para o palco, mas a excecução é burocrática e a pataquada com a participação do Arnaldo e a escolha equivocadíssima da Zélia Duncan (eu preferiria a Fernanda Takai) matam qualquer boa intenção.

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 18:58



Comentário de: Ricardo Unger

Lendo seu texto fico imaginando do que você gosta. Não que eu discorde 100% de você, Maria me iRRita e me irRita Lee também, principalmente pela latente herança musical de uma e o espólio Mutantico da outra. Sandy e Júnior nem precisavam ser citados, não tem cacife sequer para figurar entre "piores". De resto acho mais questão de gosto e de abrir o leque do prazer da audição sem maiores preocupações estéticas, filosóficas, ou mercadológicas. Ninguém pode ser crucificado por fazer arte vendável, este romantismo, da arte pela arte, cabia em outras eras, remotas eras. A voz da Ana Carolina pode soar ruim ao seu ouvido, ao meu não soa, nem por isso deixo de perceber o esquemão p´ra dar certo, e ainda assim me apraz ouví-la. Aconselho-o a ouvir música quando não estiver com dor de cabeça e colocar açucar na limonada. Um abraço.

PermalinkPermalink 09.04.09 @ 10:19



Comentário de: Cel

Ricardo, agradeço seu conselho mas te digo que nada foi escrito com amargura ou revolta. São opiniões de uma pessoa que escreve sobre música há cerca de quinze anos e que percebe os esquemas por trás do que era a arte. Eu me incomodo, sim, com o aspecto mercadológico e vazio que ela assumiu na última década do século XX e usarei meu pequenino espaço para expressar essa opinião sempre que possível. Não consigo conviver com esse estado de coisas e, enquanto não pegamos em armas para revertê-lo, vou cutucando o grande dragão da maneira que posso. Sim, soei mais romântico e ingênuo do que antes, mas é assim que penso.

Obrigado por seu comentário.

CEL

PS: gosto de um monte de coisas legais. Há bandas e artistas brasileiros que o público maior nem sabe que existe. Outros têm até espaço na mídia, mas não tanto quanto poderiam ou deveriam ter.

PermalinkPermalink 09.04.09 @ 10:29



Comentário de: Marcio

Muito boa (ou ruim, né?) a lista! Concordo com quase todos os discos q vc listou.

Mas ficou uma decepção. Po, dizer q o Milton Nascimento tem q se cuidar para voltar a cantar o q ele cantou um dia foi um vacilo seu. Qualquer um q conheça um pouco a carreira dele sabe q ele não canta mais como antes não pq não se cuida, mas pq ficou mt doente no meio dos anos 90, com consequências severas de Diabetes.

De resto, gostei da lista e gostei do blog.
Um abraço!

PermalinkPermalink 09.04.09 @ 14:07



Comentário de: pabloidz · http://paltreaux.wordpress.com

Concordo plenamente com tudo o que foi dito, principalmente em relação aos queridinhos da nossa classe média. A música pop nacional está na merda desde 1998, quando Fácil do Jota Quest tocou na rádio até dar cãimbra. Parabéns por compilar esse "the bost of" :)

PermalinkPermalink 09.04.09 @ 23:48



Comentário de: Felipe · http://www.soseiquenadasei.com.br

Concordo em parte com o que disseste. Tbm acho que o mau humor pesou bastante no post! Mas o que feliz mesmo foi saber que um outro ser vivo dotado de cerébro acha a Mallu Magalhaes, no minimo, hilária! Alguém consegue levar essa Mallu a sério?

PermalinkPermalink 10.04.09 @ 11:21



Comentário de: Rafael Souza · http://www.inimitavel.com

Parabéns! Finalmente alguém viu um
Vanguart e uma Mallu com os olhos de verdade.
Querem empurrar certas coisas guela abaixo
que não dá para acreditar. O resto é
velharia que não se renova. E o rock Brasil?

PermalinkPermalink 10.04.09 @ 19:21



Comentário de: Felipe Hummel · http://www.blogdohummel.com

Tu gosta de alguma coisa?
E parem com essa infantilidade de julgar banda pelos fãs. Só pq uma banda tem fãs emos idiotas não quer dizer que a banda também seja.

PermalinkPermalink 11.04.09 @ 02:12



Comentário de: Ricardo · http://www.laedevolta.com.br/blog

Cel,

Lista dos piores, para mim, não acrescenta em muita coisa. De que adianta eu saber o que é ruim? Isto eu decido por conta própria ao ouvir trechos dos álbums, ainda mais estes de artistas famosos que aparecem em rádio, TV, e Internet.

Lista aí sua lista dos 45 Melhores Discos do Pop Nacional (1999-2008). Esta sim seria uma excelente lista pois permitiria ampliar o universo musical dos seus leitores. Adoraria descobrir bons trabalhos...

PermalinkPermalink 11.04.09 @ 02:53



Comentário de: Bruno Aguiar

Parabéns pelas críticas.

A foto do Jota Quest, na crítica sobre o Oxígênio está no lugar errado.

PermalinkPermalink 11.04.09 @ 04:01



Comentário de: Janara · http://www.ideafixa.com

Concordo com basicamente tudo. Mas tem uma coisa muito errada na sua lista. "assim como a discografia do Planet Hemp ...". O primeiro disco é muito bom. A partir daí comecei achar que é uma lista como todas as outras, tem a ver com gosto pessoal e nao com análise de verdade sobre o som.

E pode ter certeza que nao é nenhum fan do Planet Hemp (e muito menos do D2) falando aqui.

PermalinkPermalink 11.04.09 @ 15:56



Comentário de: Tomaz de Alvarenga · http://www.odisco.com.br

Excelente texto, CEL.
Seu tom ácido foi um tempero que deixou o texto mais saboroso.
Continue com esta idoneidade, o que infelizmente hoje tornou-se um mérito no jornalismo...

PermalinkPermalink 11.04.09 @ 18:33



Comentário de: Carol Nogueira · http://musicaenadamais.blogspot.com/

Concordo com a maioria dos discos colocados aqui, mas a sua opinião sobre alguns deles é lamentável, assim como o humor que você tenta inserir em cada crítica.

PermalinkPermalink 11.04.09 @ 22:19



Comentário de: Lia Winter · http://www.liawinter.wordpress.com

Realmente a Mallu Magalhães é péssima. Qdo a veja tenho a sensação que ela não sabe o que está fazendo..rsrs

PermalinkPermalink 12.04.09 @ 16:39



Comentário de: Online na web · http://online-naweb.blogspot.com

Cara, a sua lista só tem gente péssima mesmo, e essa tal de Mallu Magalhães? É a pior porcaria que eu já ví em toda a minha vida, o som dela chega a provocar calos no meu ouvido, e o pior de tudo tem gente que ainda gosta. Ninguém merece isso.
Abraços

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 17:28



Comentário de: Fabricio

O que eu realmente não consigo entender é: Por que raios o jabá só vai pra coisa ruim? Por mais que os integrantes do nx-fresno sejam pessoas legais, a música não é. E as bandas novas são ainda piores. Acho que o Exército de Brancaleone venceu, só isso explica.

PermalinkPermalink 17.04.09 @ 23:05



Comentário de: Adriano Mello · http://www.coisapop.blogspot.com

Sobre a lista:
-A versão do Titãs para "Aluga-se" ficou bacana e é a unica coisa que salva o disco de covers,
-O disco do Otto é bacana, Cel, bem bacana. E eu conheço uns três fãs do cara :),
-Esse 80 do Biquini é triste :(
-O disco do Tribalistas, apesar de não ser la essas cocas, nao deveria estar na lista, tem coisas muito piores do que ele,
-O Marcelo D2 fez um discaço em "A Procura da Batida Perfeita", mas enfim, gostos são gostos.
-O disco do Capital cantando o Aborto é imperdoavel mesmo, fora outros adjetivos menos sutis.
-Não acredito que o "Cê" ta nessa lista, com tanto disco do Caetano ruim nos ultimos anos.
Abs. :_)

PermalinkPermalink 21.04.09 @ 14:56



Comentário de: André Monnerat · http://donrobalo.blogspot.com

Pô, eu gosto do Hoje do Paralamas.

PermalinkPermalink 22.04.09 @ 16:46



Comentário de: Eliane Brazil · http://Librazil.blogspot.com

Eu acho que a lista ainda é pequena, eu atngiria umas cem piores musicas. É triste ver alguns artistas se corromperem a industria fonografica falida. É dificil ouvir alguma coisa que preste atualmente resta apenas contemplar os bons musicos do passado

PermalinkPermalink 22.04.09 @ 18:18



Comentário de: Rodrigo

Faltou disco dos LOSER MANOS esses sim um exemplo de chatice pop

PermalinkPermalink 22.04.09 @ 23:47



Comentário de: rafael

dizer o que...
só tem merda cliche listada...
concordo com tudo...

PermalinkPermalink 23.04.09 @ 12:43



Comentário de: djonata · http://multiplot@wordpress.com

Cel, você poderia muito bem postar uma lista oposta, com o melhores em sua opinião, seria um ótimo exercício e eu adoraria ler, sinceramente.

PermalinkPermalink 23.04.09 @ 14:03



Comentário de: Cel

djonata,

Farei uma lista positiva no fim de semana. Já até coloquei um post avisando que a lista virá ao ar.
Espero por você para lê-la.

Abração.
CEL

PermalinkPermalink 23.04.09 @ 14:29



Comentário de: Ronie

Genial. Estava ansioso aguardando os posts no
BIS e estava demorando demais. Concordo em 100 por cento.

PermalinkPermalink 24.04.09 @ 20:27



Comentário de: paula almeida

discordo com essa lista adoro jota quest, capital inicial com o acústico ´e otimo skank muito bom maquinomrama tem balada do amor inabalável éshow fernanda abreu com a musica paisagem de amor é 10, eu contra a noite muito massa paulatoller
ok

PermalinkPermalink 03.05.09 @ 23:20



Comentário de: Marcos Felipe

Vc não entende de música, já percebi nos seus comentários.

PermalinkPermalink 04.05.09 @ 00:03



Comentário de: André Micheloto

Até onde tive saco pra ler, concordei com quase tudo. Só mesmo sobre "Tudo ao Mesmo Tempo Agora" e "Titanomaquia", que os incluo entre os melhores discos de rock feitos por bandas brasileiras.

PermalinkPermalink 22.05.09 @ 18:46



Comentário de: Marco Aurélio Sampaio

Diante de tanta porcaria, gostaria de saber o que realmente é bom e presta para nossos ouvidos???

PermalinkPermalink 24.05.09 @ 17:49



Comentário de: Cel

Marco, procure o post com os 55 melhores discos do pop nacional do mesmo período. Está mais acima.

Abs,
CEL

PermalinkPermalink 24.05.09 @ 19:25



Comentário de: Daniel Duarte · http://ed-motta.blogspot.com/

Fala Cel, cara concordo com muita coisa.

Mas, com todo respeito, gostaria de discordar, em especial, sobre Ed Motta/Dwitza:

É importante lembrar que gosto popular não é válido para medir sucesso final da obra.

O Dwitza é realmente um disco pouco admirado pela maioria dos fãs brasileiros de Ed Motta, mas foi muito bem recebido internacionalmente. As faixas do Dwitza lhe rendeu convite para um dos maiores festivais de jazz, o North Sea Jazz Festival, o que justifica, sim, o rótulo de trabalho jazzistico!

Se certos artistas e estilos não merecem figurar entre os piores, a riqueza musical apresentada nesse disco, com destaque para os excelentes músicos e composições melódicas de Ed, torna a indicação do Dwitza desprovida de critério!!

Abraço, Daniel Duarte

PermalinkPermalink 27.05.09 @ 12:51



Comentário de: joao vitor niltom

como assim?? pitte ai no meiO??
nada a ver!!!
pitty é umas das unicas mulheres que canta
nesse Brasil. pk o resto so canta merma. pitty
tem letras boas. e ela é tuto!

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 12:15



Comentário de: Karla

Na minha Opinião foi ridiculo o jeito em que falarão da pitty,cara como pode alguém falar assim de um artista em que milhões de pessoas costam:? entre outros artistas como capital inicial, legião Urbana, agora não venha me dizer que isso foi um milhão de pessoas que escolheu esses 45 discos como os piores? tenho certeza que não!


PermalinkPermalink 29.05.09 @ 12:26



Comentário de: Andre

voce é ridiculo cara, isso tudo e inveja porque voce nao consegue fazer nada melhor, e ainda fica escraxando os outros cantores..Aff

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 14:00



Comentário de: Emylle

concordo com muitos citados aí..mais não concordo com pitty que faz música de verdade que há um bom tempo não tinha.... e putz rita lee 3 vezes cara...não concordo também..(minha opinião)mais corajoso da sua parte!!

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 17:02



Comentário de: Paulo Martini

Me desculpe, mas sua crítica é muito fraca, sem fundamentos confiáveis, pouco imparcial e agressividade excessiva, além do mais opnião não é crítica aceitável, não quero dizer que suas indicações estão erradas, porém seus relatos de extrema agressão te faz perder a razão mesmo quando está certo, se eu estou certo você não é uma pessoa de relacionamentos afetivos de grande duração, o perfeccionismo e a falta de perspectiva de mercado te arrastam para o "lado B" da chamada BOA CRÌTICA.

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 18:37



Comentário de: Cel

Olha, Paulo Martini, eu quase nunca respondo a comentários, justamente porque acredito que o leitor tem o sagrado direito de pensar o que quiser sobre o texto que leu. Mas, abrirei uma exceção pra você, na medida em que você foi tão criterioso em suas palavras.
O texto é opinativo mesmo, de propósito. Se eu estivesse num jornal ou revista, esse mesmo texto seria "domesticado" para que chegasse ao leitor apenas com a informação necessária. O grande barato aqui é cutucar o fã, falar mal dos artistas que gozam de certa imunidade nos meios de comunicação da "grande imprensa", mesmo porque, estamos num blog. Você também pode fazer o seu e dar a sua opInião (com "i"). Sendo sincero, não vejo agressividade excessiva em nenhuma crítica, apenas a genuína e saudavel opinião sendo exposta. Aliás, crítica musical é opInião, com "i", lembre-se disso, o tempo todo. O crítico nada mais é que um opinador, pago para isso porque tem um conhecimento sobre o assunto que o destaca. Nesse caso, em relação à música pop, estou satisfeito com o conhecimento que possuo.
Sobre sua hilária análise sobre meus relacionamentos afetivos, direi que foi de extremo carinho de sua parte mixar crítica musical e sentimento, mas, lamento, sou, sim, um cara de relacionamentos duradouros, graças a Deus.
E, last but not least, eu simplesmente adoro estar em algo que se assemelhe a um hipotético "lado B" da "boa crítica".

Obrigado por seu precioso comentário.

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 18:55



Comentário de: Weslley

Eu acho que você é um tremendo sem ética.
Você citar o álbum da Pitty como um dos piores? É impressionante como tem pessoas tão banais como você, que não tem cultura alguma, índole e conceitos autênticos.
Você, concerteza é uma pessoa frustrada e fantasiada.

Pitty tem estilo, boas melódiuas e incríveis letras. Você tirar Pitty, Renato Russo, Titãs...Eu tenho pena de uma pessoa como você, que tem caráter algum, ou pelo menos algo interessante que possa circular na Internet ou na mídia, fica em vez disso dizendo coisas banais como dizendo que a Pitty criou um dos piores cd's dos últimos dez anos.
E fique sabendo que é Rock viu, com elementos pós-grunge o cd Admirável chip novo.

Você fala dela, mas eu duvido, duvido, que você tenha índole e caráter maior do que o dela.

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 20:36



Comentário de: Kaue

Concordo com alguns, NX PRINCIPALMENTE!

Mas, PITTY, D2, TITÃO, RITA LEE BARÃO VERMELHO, LOBÃO!

Bom, vc acha eles tão horrivel assim, pq vc não grava um disco e vê, se vende mais que eles! =]

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 21:02



Comentário de: Cel

Ai, ai...

PermalinkPermalink 29.05.09 @ 23:09



Comentário de: cecilia apareceda lima

Bom pra começar vc deve ser um sensacionalista barato que criou um site pra QUERRER criar polêmica.
num sabe nada de musica e fica dando apiniões desnecessárias ...entre outras ciosas mais.







A pitty é o melhor

PermalinkPermalink 30.05.09 @ 17:20



Comentário de: larissa · http://larissairene.blogspot.com/

Cara não gostei de vc alr desses caras ai do renato russo,pitty e Charlie Brown Jr!!!
mais o resto com Mallu magalhães e NXzero ta com razão são pessimos horiveis

PermalinkPermalink 30.05.09 @ 21:20



Comentário de: larissa · http://larissairene.blogspot.com/

cara adoo cbjr(Charlie Brown Jr0pitty,renato russo e um monte d coisa q vc diz se lixo.e a sua opinão.
faleu por falar da mallu ella pessima

PermalinkPermalink 30.05.09 @ 21:28



Comentário de: NATI

não concordo os dois discos da pitty são ótimos, ao vivo melhor ainda vc quer polêmica tadinho...
pitty canta de mais a banda toca de mais músicas perfeitas...



OBS:TODOS AO QUASE TODOS QUE VOCÊ CRITICOU SÃO FAMOSOS, BEM SUCEDIDOS...

QUEM É VC?

PermalinkPermalink 30.05.09 @ 22:18



Comentário de: PItty na veia!!!!

Cara acho que vc não tem nada pra fazer e fica criticando os discos!Cada um tem seui gosto e ninguem quer saber do seu!Agora dizer que pitty foi um dos piores,você rebaixou o poco que vc tinha de cultura!Pitty tem as melhores músicas,uma linda voz e uma ótima banda!Pergunta pra algum estudante se conhece Pitty,a Pitty é Hiper famosa e todos a conhecem pela grande qualidade de sua música,caras que gostam de rap funk,dizem que tb curtem pitty(pessoas que nunca imaginariam que falariam isso).Meu se liga,falar que Pitty é um dos piores,você é muito,muito...Não tenho uma palavra tão baixa quanto a você!Se liga e tira essa descrição do cd dela dai,dexa de ser otário!

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 23:15



Comentário de: Felipe Suardi

Existem diversos equívocos aqui listados, não concordo com algumas coisas aí postadas, respeito a idéia de q cada um tem uma opinião e devemos usa-lase e tbm respeita-las, mas temos que evitar isso quando estamos de bode, depois de tanta coisa boa(na minha opinião) aqui exposta, não me surpreenda que o Brasil seja o país q rala na boquinha da garrafa, e se embala ao ritmo do créu, que provavelmente devem ser canções escutadas pela maioria dos que menosprezam trabalhos talvez não tão bons destes artistas, e q enchem a boca p dizer o q é ou n clichê.

PermalinkPermalink 01.06.09 @ 15:07



Comentário de: Danfree · http://www.fotolog.com/danfree

Nossa...

Eu devo ser um lixo humano mesmo.
Em pensar que EU, na minha humilde essência, gosto de grande parte desses discos.

Obrigado por me mostrar o caminho da verdade e da luz.
Certamente, serei muito mais feliz com seu humor fantasmagórico!!!

Um Beijo, do seu novo maior fã.

/sendo_escroto_como_voce

Acessa é legal!!!

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 13:05



Comentário de: gabriela

faz assim, tente fazer um disco tão fudido que nem esses e vê se chega perto.. depois vc fala se foi fácil ok ?

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 20:30



Comentário de: Cel

Meus queridos e queridas,

Por favor, discordem da lista, concordem com a lista, mas não me peçam para fazer um disco melhor que este ou aquele. Eu não sou músico, sou jornalista. Minha função é escrever sobre os discos, não fazê-los, ok?

Grato pela compreensão,

A Gerência.

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 20:32



Comentário de: PItty na veia!!!!

Se vc não é músico não entendi de música,então não poste merda falando do disco dos outros.Se liga e seja um bom jornalista mesmo,poste coisa que preste e que não ofenda as vitórias e conquistas desses músicos.Fique com a sua opinião para você!Eu estou desejando muito que futura mente você seja processado!

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 21:04



Comentário de: eduardo prestes

lamentável é vc não ter cabeça suficiente pra entender que pitty não veio pra ser um amy lee do brasil ela semplismente quis fazer o trabalho dela e deu cert diferente do seu !!!!


desculpe pela simceridade

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 21:30



Comentário de: isabela · http://fotolog.com/pittyisa

to de cara!!
man vc colocou as coisas boas da musica nacional nessa lista q espécie de música vc ouve???em q planete vc vive??
na boa vc criticou um disco de sertanejo de 2 crianças de no maximo 10 ans (ao menos era na época)
ícones como renato russo e rita lee
é sério vc tem problema á procurou algum psicólogo???
bjux

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 04:22



Comentário de: eduardo prestes · http://www.fotolog.com/edu4760

DESCULPE MAIS ACHO QUE NO MEU ANTIGO COMENTÁRIO EU NÃO SOUBE ME EXPRESSAR NÃO QUIS DESVALORIZART SEU TRABALHO ACHO BEM LEGAL MAIS COMO DIZ O DITADO GOSTO É IGUAL CU CADA UMA TEM O SEU E FAZ DELE O QUE QUER NEAH

OBRIGADO POR POSTAR MEU COMENTÁRIO


PermalinkPermalink 03.06.09 @ 11:19



Comentário de: gardenal

viu seu filho da puta quem voce pensa que voce eh pra julgar discos de bandas



voce não e ninguem seu merda

PermalinkPermalink 09.06.09 @ 15:08



Comentário de: Ricardo Souza

Então....., gosto não se discute.., mas mal gosto se lamenta. Observem que coloquei mal com "L" e não mal com "u". Para iniciar eu quero dizer que a ditadura já acabou, e que hoje garças a Deus somos capazes de falar, escrever aquilo que queremos. O direito a réplicas é instrumento legal de todo ser humano. Mas sinceramente eu sou fâ de pessoas que escrevem ou falam o que realmente pensam. Existe discos listados que eu gosto sim, e outros que eu detesto, mas nem por isso é fruto d erelevância para quem lê. Eu sou muito fã das bandas de rock nacionais dos anos 60/70. E tenho certeza que muitas pesoas nem sabem que isso já existiu. Centenas de bandas maravilhosas deixaram seu legado nestas décadas. Discos que são verdadeiras obras primas. Na década de oitenta, na minha opinião, foi a explosão das bandas nacionais que marcaram época. Titâs, legião, paralamas, camisa de vênus, irá, como tantas outras, asseguraram o movimento "punk" no Brasil. E dezenas de outras oitentistas que seguiram o mesmo caminho. Para mim a década de oitenta de bandas de rock nacionais foi o capítulo final de uma saga que teve seus dias de glória. A década de 90 foi o início do fim mesmo. O produto ganhou de longe do talento. A virtude perdeu para o dinheiro, e o don ja não faz mais parte da edificação musical. A década de 2000/2010, ainda falta um ano para salvar está pobre década, desde os anos 60, é sem dúvida a pior década da música nacional. Uma década onde o direito de ser ruin ultrapassou os confns de seerem péssimos. Mas a juventude não tem culpa de terem nascido numa época de podridão intelectual. Vai mostrar para um adolescente o primeiro disco do terço !!! experimenta mostrar para uma pessoa de 15 anos o primeiro disco da casa das máquinas !! experimenta mostrar para uma pessoa de 14 anos o primeiro disco da banda som imaginário !!!! então...., é perda de tempo...., por que a era já passou. E hoje o vencedor da luta é a rádio e tv !!!!!! que cobram dos ouvidos o direito de transcender o pinico !!!!! não quero dizer nada além do que estou dizendo ! isso é só o que basta para escrever estas palavras !!! fica aqui o meu agrado pelo trabalho aqui prestado, por que hoje em dia a inteligência ficou fora da vitrine. E o que basta é ver faustão de domingo, e achar que o jornal das oito é a pura realidade do país e do mundo. Continue com seu trabalho, as críticas existem para alimentar a fome da luta. Parabéns.

PermalinkPermalink 12.06.09 @ 12:10



Comentário de: Udine

Cara achei errado colocar o Hoje dos Paralamas como um disco lamentável, é um ótimo disco, só pq soa diferente não quer dizer ruim.

PermalinkPermalink 12.06.09 @ 16:54



Comentário de: ALEX - RJ

SINCERAMENTE QUEM ESCREVEU ISSO AQUI É HORROROSO E LAMENTÁVEL ISSO SIM!
NÃO SABE O QUE DIZ, É UM NINGUÉM MESMO!
TALVEZ FALTA DO QUE FAZER E FALTA DE INFORMAÇÃO, PROVAVELMENTE PEGOU UMAS DAS MELHORES BANDAS NACIONAIS COM UM GRANDE PÚBLICO DE FÃS, PARA CRIAR POLÊMICAS E ISSO AQUI ENCHER DE VISITANTES, CADA UM DEFENDENDO SUAS BANDAS E SEU GOSTO MUSICAL!!!! AFF
VAI SE FERRAR!!!

PermalinkPermalink 25.06.09 @ 14:37



Comentário de: gisa

Oi!

Eu acho que vocês não podem menosprezar os cantores e bandas dessa forma. Fique com a critica só para vocês, a humilhação que eles passaram nesse blog é imperduável.
Cantores como a Pitty, Renato Russo, revolucionaram o rock nacional e vocês os menospresam com um sorriso no rosto.

Parabéns por não pensarem nos fãs e nem nos cantores e bandas!!!

PermalinkPermalink 26.06.09 @ 11:49



Comentário de: Cel

Oi, Gisa. Não é o caso, querida. Eu coloquei discos ruins das carreiras desses artistas (bem, no caso do Russo, pois a Pitty é lamentável). O Renato Russo é um monstro, tem obras importantíssimas, mas esse álbum mencionado na lista é uma empulhação da gravadora e de quem se responsabilizou pelo legado do artista.

PermalinkPermalink 26.06.09 @ 12:07



Comentário de: Sociedade Poeta

cara, vc gosta dq tipo de musica? po cara, vc nao curti nada. vc nao pode falar que entende de musica se vc nao gosta de musica. o Barao e o Frejat deveriam estar fora desta lista. eles sao otimos e serao sempre otimos.
tem gente que faz mil musicas e nao vai pra frente, é só ficar uma semana sem compor nada que ninguem mais comenta, mas tem gente como os baroes que fizeram musicas ha mais de 20 e até quase 30 anos e ate hoje o povo pula, dança e curti as musicas deles e quem gosta nunca enjoa. o cazuza foi inigualavel, o frejat tb, e nao podemos esquecer do guto, mauricio e do dé. eles fizeram o que poucos conseguiram fazer até hoje.

PermalinkPermalink 12.07.09 @ 13:05



Comentário de: maria

1°nx zero eh uma otima banda sendo ou naum emo e eles naum sao (e se fosse vooc ia denunciar eles soh pq eles sao emos seu RACISTA)
2° soh pke vooc num gosta d umas bandas, num quer dizer q vooc precisa colocar em um blog e 3° vooc gosta d ouvi oq???? pq quase tdas as bandas do mundo estao ai neh
meu fala serio
ahh e mais uma coisa
SEU BLOG FIKOU IMPERDOAVEL, LAMENTAVEL, HORROROSO

PermalinkPermalink 31.07.09 @ 00:21



Comentário de: Augusto TM · http://toque-musicall.blogspot.com

Cel, estou conhecendo o seu blog hoje. Ainda não li outras postagens, mas achei esta muito boa. Sem dúvida o texto é ótimo, dei boas risadas e concordo com muito que você escreveu. Eu teria algumas resalvas a fazer, mas em nada você perde em sua crítica. Como sugestão, acho que você deveria ampliar a sua lista. Sobre este assunto temos material que não acaba mais. Faltou falar dos neosertanejos, neoforrozeiros, neoromânticos e toda essa turma que parece ter saido daquele programa de tv, o Ídolos.
Gostei do trabalho. Vou 'linkar' o Blog do Cel no meu, ok?

PermalinkPermalink 22.08.09 @ 21:01



Comentário de: João Lins

Tava pesquisando no google de repente acho essa pérola. PARABÉNS CARA, FALOU TUDO...
Show de bola a lista! O cara que escreveu isto não é louco, loucos são aqueles que não aceitam a verdade!!! É bom demais ver os fãs idiotas aborrecentes medíocres vagabundos de pitty, nx zero perderem a linha em relação ao que está escrito que é pura veracidade. Só falta atualizar a lista agora com os novos lançamentos de Marcelo D2, Pitty, Jota Quest, Skank, CPM 22. E além de NX Zero também colocar também outras porcarias que atualmente ajudam a destruir e enterrar o termo "rock nacional" como Forfun, Fresno, etc. Ahhhh, tava me esquecendo agora tem a parceria de Chitaãozinho & Xororó e Fresno, kkkkk, isso que eu chamo que unir o inútil ao desagradável...sem mais, vou dormir...zzzzzzzzzzzzz

PermalinkPermalink 06.09.09 @ 00:49



Comentário de: Lyla Santos

O que li sobre Mallu Magalhaes, Dinhos Ouro Preto e os seus e principalmente Tereza Cristina é absolutamente perfeito. Tudo o que eu já disse entre amigos, mas nunca divulguei para ninguem ler. Muiiiiito bom. Parabens!!!!!!

PermalinkPermalink 22.09.09 @ 01:03



Comentário de: Rafael Francisco de Oliveira · http://rafaeloliveira.spaceblog.com.br

A pior de todas é a tal da Ana Carolina, sinceramente é um fiasco, uma total fracassada que busca a perfeição que ela não tem, ainda mais depois daquele disco 3 quartos quartinhos, somente quem for muito idiota pra ouvir uma coisa daquelas, cara será como as pessoas ainda consideram as músicas dela uma forma de cultura, pois se dizem estar dentro da MPB então consideram cultura, sinceramente as músicas dela eram boas e eu até gostava, mas agora, aquilo não é mais considerado música "pra mim não"


Parabéns pelo artigo
Ah O "Presente" foi mesmo ruim!!!

PermalinkPermalink 22.09.09 @ 10:25



Comentário de: Marcelo de Paula

Quem viveu a década de 80 se sente órfão de músicas de qualidade e artistas criativos. Após a metade da década de 90, o que foi produzido no rock pop nacional não é digno nem de ser jogado na privada,estamos a beira de um colapso, é por isso que migro lentamente para músicas gospels, que pelo menos alimetam a alma com algo bom.

PermalinkPermalink 26.09.09 @ 23:30



Comentário de: Dani

Realmente,com uma ou duas coisas que vc disse eu concordo porém não é por que vc não gosta que é ruim,cada musica tem uma cultura diferente e isso não quer dizer que sejam melhores ou piores somente diferentes.Vc achar Pitty "lamentavel" é um problema seu,pq se vc soubesse fazer melhor que ela vc não estaria escrevendo critica,e Renato Russo eu entendo q vc só falou de um album e realmente não é um dos melhores,mais como eu já disse se vc soubesse fazer melhor vc faria,e não criticaria.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 21:42



Comentário de: Seu Carlos

Não é possível que tenha sido o CEL que escreveu isso. Ele não é tão burro. Deixar de fora Oswaldo MOntenegro, Engenheiros do hawaii, Marjorie Estiano, Strike, For Fun e tantas outras merdas e incluir Lobão, Rappa, D2, Skank e Otto, que são das poucas coisas que prestam nessa merda toda de pop brasileiro merece diploma de vacilão. SE bem que gosto é cú, né? Tipo, foda-se.

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 00:18



Comentário de: Cel

Meu amigo, leia este parágrafo: "Os artistas que estão listados são bem conhecidos do grande público. Não foram incluidos artistas completamente lamentáveis como bandas de pagode, axé, sertanejo, funk nacional e demais gêneros que já sabemos não serem capazes de produzir trabalhos dignos de receber alguma crítica, mesmo negativa."

Respondido?

Abração.

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 06:56



Comentário de: kevin

um lixo chamado Brasil? tão fazendo o que aqui?
e além do mais quem são vcs p/ falar ou criticar alguma coisa
quem vcs deveriam estar criticando, falando e argumentando, são seus governantes seus líderes, sua época, momento político não 'pensando' que entendem de musica p/ fica falando mau.
isso faz parte da cultura popular
a cultura popular é uma micigenação,
to cansado de ver pessoas falando mau do país, da cultura e da musica
quem faz tudo isso são as pessoas
se estão incomodados, então mudem
criem, mostrem algo pelo amor a musica, de todos os estilos
mas tenho certeza que p/ se mover p/ fazer isso vai custar, vão precizar de capital pq isso é o que importa p/ vcs
mas criticar é bom é facil
se querem algo melhor, um país melhor então pare de falar e fassa algo p/ ajudar a tudo crescer e melhorar
ai talvez possam criticar algo, criticando vcs mesmos.

PermalinkPermalink 21.11.09 @ 02:39



Comentário de: Carl

Que amargura, hein ?!. Larga a mão de críticar. E vai, namorar. Tira umas férias. De preferência em algum lugar, que só haja o CANTO dos passáros. Que provalvelmente, estes escapem de ser o seu 46°. Condenado!

PermalinkPermalink 28.11.09 @ 22:34



Comentário de: Lise

doido!!!
concordo com algumas coisas mas outras não...

"MARIA RITA - SAMBA MEU" FOI O MELHOR ÁLBUM DE 2007......

"SANDY E JUNIOR - INTERNACIONAL" TAMBÉM É MARAVILHOSO....

do q vc gosta então?????
Calcinha preta, banda calypso, Créu ???

pelo visto vc tá longe de ser um especialista em música.. acredito q não ouviu nenhuma faixa sequer dos discos ...

:(

PermalinkPermalink 25.01.10 @ 02:24



Comentário de: rafa

olha véio,,muito coisa ai é verdade!! mas sobre o meu NX ninguem fala mau ok!!
pra mim,, eles são os beatles do brasil!!

PermalinkPermalink 13.03.10 @ 09:51



Comentário de: john travolta e da silva!!

NOSSA MÚSICA VAI LEVAR ALGUM TEMPO PRA APERECER ALGO NOVO POIS É NADA MAIS NADA MENOS DO QUE UM EMBUSTE DE GRAVADORA BEM NO TIPO ELIXIR CURA TUDO VENDIDO PELOS CHARLATÕES MUNDO AFORA.PORÉM ALGO NOVO APARECERÁ EM MEIO AO BANQUETE DOS AGIOTAS DA MÚSICA...OU ENTÃO VOLTAREMOS A CANTAR EM INGLÊS COM NOMES RIDÍCULOS EM INGLÊS PRA PELO MENOS MANTER O MERCADO.AINDA ACHO QUE A QUEBRA DO MONOPÓLIO PELA VOGAL MÚSIC(AXÉ;)BO SEU INÍCIO UM MARCO E MUITO MAIS SINCERO DO QUE O LEGIÃO URBANA COM SUA POESIA TRADUZIDA E MÚSICA XEROCADA.AOS QUE NÃO ME ENTENDERAM OUÇAM CAPITAL INICIAL-PSICOPATA QUE TRADUZ O ROCK PSEUDO-PUNK DE BRASÍLIA.AFINAL DE CONTAS É SÓ PRA MANTER O MERCADO?
VIVA A MÚSICA FEITA NAS RUAS!!!!

PermalinkPermalink 14.03.10 @ 09:15



Comentário de: Rodrigo Leite

Sensacional a lista... o melhor é ver a revolta das pessoas que acham que escutam algo bom...

Minhas ressalvas: Pitty é ruim, mas acredito que ela tenha um Q a mais para não entrar nesta lista... O que estraga ela, principalmente, são os fãs...

PermalinkPermalink 05.04.10 @ 01:30



Comentário de: Sérgio

Só gostaria de de fazer uma ressalava sobre o comentário de Rodrigo leite, que escreveu o seguinte: "o melhor é ver a revolta das pessoas que acham que escutam algo bom..." Meu amigo, o que é algo bom pra você? Você pode até responder, mas não se esqueça que, "escutar algo bom" é muito, mas muito relativo. Então, embora cada um tenha direito de expressar suas opiniões, não deixa de ser complicado simplesmente afirmar o que é música "boa" ou "ruim".

PermalinkPermalink 07.04.10 @ 22:52



Comentário de: Gustavo

Alguns discos realmente são horríveis, mas outros não. E procura se informar melhor. A versão de Poison Ivy não foi feita pelo Herva Doce em 1984 e sim anos anos 60, sendo um dos grandes sucessos dos Golden Boys.
Senti falta de argumentos mais consistentes para defender a ideia de que um disco é bom ou não.

PermalinkPermalink 21.04.10 @ 18:09



Comentário de: Cel

Gustavo, você tem razão. A primeira versão de Poison Ivy foi, realmente, dos Golden Boys. Sobre os argumentos consistentes, confesso que essa lista é pouquíssimo pretensiosa, pretende apenas dizer o que é bom ou ruim segundo minha opinião e um certo bom senso de minha parte. Eu acho todos esses discos péssimos, horríveis, mas até posso concordar que alguns são menos irritantes que outros. No fim das contas, o que prevalece é o gosto pessoal. Divirta-se com as opiniões e com a isenção de falar mal sem as amarras da grande imprensa.

PermalinkPermalink 22.04.10 @ 00:37



Comentário de: Thayane

Quem escreveu isso é logicamente muito ignorante (Pra não falar burro) e desinformado.. Porque muitas datas de lançamentos estão erradas.. Por exemplo..O Admirável chip novo da Pitty é de 2003, não de 2002, Então eu acho que nunguém pode sair comentando sobre coisas que nem sabe ao certo quando surgiram, e se a Pitty está com tantos prêmios na estante... é porque é talentosa.. não tem mais de 6 milhoes na conta bancária á toa... Quem escreveu isso, certamente foi um fracassado,que por não ter talento próprio.. se acha no direito de falar mal dos outros... e outra, gosto não se discute.. Respeite os gostos alheios assim como espera que respeitem os seus!!

PermalinkPermalink 17.06.10 @ 01:21



Comentário de: Vitor Almeida

Caramba, eu nunca dei tanta risada na minha vida. Adorei teu humor ácido, e não vou mentir não, gostei até de alguns cd's, mas tenho que admitir que tudo que você falou foi totalmente plausível. Tia Rita encabeçou a lista com várias indicações, emparedada total. E os Tribalistas, até agora estou tendo gargalhadas. Eu chego a pensar que as músicas feitas atualmente, principalmente no Brasil, são hinos do capitalismo ou na maioria das vezes imitações baratas colocadas numa prateleira esperando o próximo consumidor alienamente ávido. Ainda estou tendo crises de risos. Bem que você poderia listar os 45 melhores? Seria possível ou tarefa árdua?

PermalinkPermalink 25.06.10 @ 02:41



Comentário de: Cel

Vitor, procure o post com os 55 melhores discos do pop nacional do mesmo período. Está mais acima.

Abs,
CEL

PermalinkPermalink 25.06.10 @ 14:27



Comentário de: Artur

a análise do disco de 9MilAnjos está perfeita!!
mas dos outros 44 albuns eu discordo!!
Cara...eu tenho pena da sua mulher hein!Tadinha...deve reçeber críticas direto!
kkkkkkkkkkkkkkkkk

PermalinkPermalink 29.08.10 @ 00:04



Comentário de: Maíra

http://www.youtube.com/watch?v=2YVzCN9r9Lw

um vídeo mais atual pra notarem o que o tempo faz com uma pessoa.

PermalinkPermalink 29.09.10 @ 10:45



Comentário de: Leo Aquino

A Folha de São Paulo publicou no finalde dezembro de 2010 uma reportagem de capa no caderno Ilustrada listando os 50 álbuns brasileiros mais importamtes entre 2000 e 2010.

Alguns álbuns citados aqui como entre os piores lá estão entre os "que formaram identidade musical brasileira dos anos 2000"!

Vai ver é por isso que a música brasileira aparenta estar em franca decad~encia, não importa o(s) seu(s) estilo(s) musical(is) preferido(s).


PermalinkPermalink 10.01.11 @ 03:51



Comentário de: Augusto · http://www.tenisoakley.net

Eu só acho uma coisa, alguns cds aí eu tenho e são muito bons, mas pra voce sao muito ruins. Só nao entendo porque tem tanto gente que fica ofendida nos comentarios.

PermalinkPermalink 25.02.11 @ 18:24



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Blog do Cel

CEL aka Carlos Eduardo Lima. Jornalista, escritor, crítico musical, fã de cultura pop em todos os seus desdobramentos, espectador do mundo, agente das mudanças, colecionador de momentos, casado com Maria Estrella, filho de Helena, padrasto de Gabriel.

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