

Atenção: texto machista adolescente abaixo.
Fui ver "Ele Não Está Tão A Fim De Você" no cinema. Sabia que se tratava de um filme de mulher pra mulher, ainda que Ken Kwapis, que já dirigiu episódios de ER, The Office, entre outras séries interessantes da TV americana, ocupasse a cadeira de diretor. Também sabia que o filme era baseado no livro "He's Just Not That Into You: The No-Excuses Truth to Understanding Guys", de Liz Tuccillo e Greg Behrendt, na verdade, um guia comportamental sobre o que as mulheres devem fazer quando um cara não está exatamente disposto a se relacionar "seriamente" com elas.
As aspas para "seriamente" se justificam porque o conceito de relacionamento sério é algo extramamente difícil de se definir. Por isso, deixo de lado essa introdução e parto para o real motivo do texto: foi o primeiro filme em que pude ver minhas duas atrizes favoritas e objeto de fantasias mil juntas, na mesma tela, no mesmo momento, ambas lindas, talentosas e exuberantes: Jennifer Connelly e Scarlett Johanson.
Não se trata de futilidade, o ser humano precisa de fantasia e de pensar ser possível encontrar uma dessas mulheres na rua, nem que seja para dar uma boa conferida clássica. Até então, pelo menos recentemente,Brad Pitt, George Clooney, Matt Damon, Ben Affleck e os demais galãs do momento haviam protagonizado filmes coletivamente e as mulheres se vangloriavam disso. Há algum tempo víamos Robert Redford e Paul Newman nos soberbos Golpe de Mestre e Butch Cassidy and The Sundance Kid, mas, Scarlett e Jenny juntas, foi a glória.
As duas são inteiramente diferentes e extramente interessantes. Scarlett, do alto de seus 24 aninhos, é uma atriz em ascensão evidente, ganhando mais e mais destaque na mídia mundial. Suas participações em Match Point, Scoop e Vicky Cristina Barcelona, três bons filmes de Woody Allen conferiram a ela uma aura cult, que já se insinuava desde sua presença em Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola. Jennifer, por sua vez, do alto de seus incompletos 39 anos, tem uma beleza mais clássica - em oposição à casualidade de Scarlett - e valoriza seus olhos azuis e sua cabeleira negra sempre que pode. Aliás, os aficcionados por louras que me perdoem, mas olhos claros e cabelos negros sempre constituirão uma combinação imbatível.
No tal filminho sobre relacionamentos sérios - engraçadinho, mas meio bobo em alguns momentos - Scarlett é Anna Taylor e Jennifer Connelly é Janine Gunders. Ambas se envolvem num triângulo amoroso com Bradley Cooper. Bradley é Ben Gunders, marido de Janine, um sujeito boa pinta, legal, ético e que se vê no dilema dos sonhos dourados perenes eternos de todo homem mais ou menos normal: escolher entre as duas. Pressionado pela situação inicial, na qual Scarlett lhe dá um dos maiores e mais intensos moles de todos os tempos numa fila de supermercado, o bonitão resolve confessar que é casado e que prefere não pular a cerca. Ótimo, ponto para ele, quer dizer, bem... Afinal de contas, quando chegar em casa, uma Jennifer Connelly de cabelos molhados do banho e dentro de uma camisolinha está esperando por ele. Mas Ben vai cedendo, muito mais pelo fato de seu casamento ter problemas do que pela beleza e simpatia de Scarlett. O sujeito chega a dispensá-la duas vezes antes de ceder a seus encantos e, sim, pular a cerca. Não contarei o fim do filme, mas um sujeito como esse já entra para a galeria dos maiores fdp's sortudos e desgraçadamente abençoados de todos os tempos cinematográficos.
Minha esposa Maria é minha maior leitora. O que será de mim? Talvez nada, afinal de contas, já tive que participar da exibição de filmes com Clooneys, Pitts e - pasmem - Tom Wilkinson no elenco. Sim, minha esposa tem uma queda pelo veterano ator inglês. O que eu posso fazer?
E você? Quem prefere nesse duelo?
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CEL aka Carlos Eduardo Lima. Jornalista, escritor, crítico musical, fã de cultura pop em todos os seus desdobramentos, espectador do mundo, agente das mudanças, colecionador de momentos, casado com Maria Estrella, filho de Helena, padrasto de Gabriel.