Em defesa de Chinese Democracy

Em defesa de Chinese Democracy

24.11.08 | por Cel | Categorias: Música

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Unanimidades sempre serão burras. O mundo, após clamar pela chegada do novo disco do Guns'n'Roses por 14 anos, está arremessando Chinese Democracy numa pira funerária para a eternidade. Os fãs, esses insensatos seres ilógicos, estão divididos entre o pasmo e a adoração cega. Alguns estão atacando os detratores do disco como se estivessem em 1992, ou seja, chamando-os de "fãs do Nirvana". Outros estão com várias pulgas atrás das orelhas, provavelmente pensando: eu esperei 14 anos para ouvir esse som? Onde estão as canções lineares, hard-rockers de sempre?

Sim, porque Chinese Democracy é tudo, menos previsível ou banal. Não significa que o disco seja "bom" ou "ruim" por esse motivo - o inesperado ou o desejo manifestado de mudar algo estabelecido - mas, sejamos francos, o novo trabalho de Axl Rose está padecendo de toneladas de pré-conceitos.

Eu nunca, jamais em tempo algum fui fã do Guns. Pelo contrário, sempre percebi que seu som foi decalcado dos melhores e piores momentos do Aerosmith, quiçá do Van Halen, e, quem sabe, de alguns momentos pouco inspirados do Led Zeppelin. Isso significa: hard rock, coisa simples, música de macho, cheia de hormônios e bad-boyismo previsível. Funcionou em 1987, quando o Guns lançou seu primeiro disco, Appetite For Destruction, que, se não tinha uma só nota original em toda a sua duração, foi uma eficiente resposta à pasmaceira das paradas de sucesso da época, empapuçadas de artistas meio bundões e que via na encruzilhada house music/madchester a possibilidade de mudança.

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A cara WASP de Axl Rose nas telas da MTV, seguida pela figura chapeleira de Slash - guitarrista competente, logo alçado à condição de guitar hero de toda uma geração de semi-moucos - era a garantia de que o rock havia voltado para ficar, que a bandalha e os estádios cheios de gente gritando pelo ídolo ainda estariam preservados por algum tempo.

Assim foi, pelo menos até 1991, quando o Guns lançou seus dois últimos discos de material original, os Use Your Illusion, volumes 1 e 2. Mesmo que algumas canções desses dois álbuns duplos fossem pesadas e rápidas - como o hit "You Could Be Mine", a maioria mostrava ao mundo que Axl Rose era mais que um redneck casual na indústria da fama hollywoodiana. Ele era um cara meio estranho, obcecado com dilemas do passado e do presente, a tal ponto que colocou em xeque a credibilidade da banda em favor de dois trabalhos grandiloqüentes, longos, exagerados, cheios de uma pompa megalômana, apenas para versar sobre os temas que ele julgava relevantes. Falou de fim de namoro, fim dos tempos, de injustiça, de raiva, revanche, tudo. Pariu baladas épicas e tristes ("November Rain", "Don't Cry"), covers confessionais ("Live And Let Die", dos Wings, "Knocking On Heaven's Door", de Bob Dylan) e, finalmente, sucumbiu ao grande mal das bandas de rock - a tensão do relacionamento. Os outros integrantes do Guns - Slash e Izzy Stradlin à frente - começaram a se irritar com os caprichos de Axl, principalmente com suas tendências ditatoriais, que afloraram fortemente. Stradlin deixou a banda no fim de 1991, causando um dano irreparável no Guns, uma vez que o sujeito era o melhor compositor do grupo, responsável, inclusive, pelo segundo maior sucesso da banda, "Patience", lançada na coletânea de sobras de estúdio e algumas canções novas, GN'R Lies, de 1989.

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A raiva dos fãs do Guns com o Nirvana se deve, principalmente, à mudança de atitude que a banda de Seattle propôs a partir do chamado "levante grunge". A partir de 1992, toda e qualquer manifestação cabeçona e conceitual no rock estava condenada automaticamente ao status de "uncool". Isso incluía os fãs do Guns e a própria banda, que já não passava por um bom momento interno. O Nirvana e as outras bandas grunge, com suas calças jeans rasgadas e camisas de flanela de liquidação do Walmart fizeram obsoleto e obtuso todo o aparato rock tradicional do Guns e o tornou, digamos, ridículo. Na mesma leva foram Bon Jovi, Poison e, por pouco o Aerosmith, que iniciou um período de decadência lenta e gradativa.
Após o lançamento de Spaghetti Incident? (1994), um disco de covers punk e hard rock obscuras, o Guns ainda sobreviveu alguns meses da polêmica entre os novos rumos da banda. O disco não foi lá essas coisas, Axl estava encantado com o rock industrial de gente como Nine Inch Nails e Ministry e Slash queria continuar fazendo o hard rock de sempre. Foi o que bastou para a expedição do passaporte só de ida para o limbo.

Em 1995, slash já gravava com seu projeto paralelo Slash's Snakepit, enquanto Axl tornaria-se um recluso dos estúdios. Como a banda nunca chegou a encerrar atividades oficialmente, o sujeito permaneceu contratado da Geffen Records, enquanto Slash seguia carreira com o Snakepit e depois com o Velvet Revolver, a partir de 2002. Axl, pelo contrário, apenas apareceria esporadicamente, contratou e demitiu vários músicos. A primeira música inédita do Guns em oito anos, "Oh My God", apareceu na trilha sonora do filme Fim dos Tempos (uma bobagem com Arnold Schwarzenegger no papel de um policial que enfrenta o diabo propriamente dito) e levou a banda a excursionar. A nova encarnação trazia Axl e o tecladista Dizzy Reed (únicos da formação original), além dos guitarrisas Buckethead, Robin Finck (Nine Inch Nails) e Paul Huge, além do baterista Brian Mantia (ex-Primus).

Esse line up esteve, inclusive, no Rock In Rio III, em 2001 e protagonizou um show estranhíssimo, com um Axl gordo e esquisito. Os hits estavam lá, mas era tudo meio fora de lugar. A banda excursionaria ao longo do ano e, novamente, voltaria a ser Axl e suas experiências no estúdio. Segundo estimativas feitas em 2005, a gestação de Chinese Democracy já custava cerca de 13 milhões de dólares e o entra-e-sai de produtores e músicos continuava.
O que nos leva à espectativa sobre o lançamento do disco que demorou 14 anos para ser concluído.

O mundo não é mais o mesmo. Há fãs do Guns que têm a mesma idade que Chinese Democracy e são capazes de gostar das canções de Appetite For Destruction como se fossem gunners de primeira hora. E há os velhos - cada vez mais - fãs oitentistas, redimidos pela presença do Guns no mundo, como se eles fossem a última fronteira do rock "de verdade", sem a sombra de qualquer traço de intelectualidade ou potencial "artístico" em subtexto. Rock como música para gritar, pular, celebrar e nada mais.

Chinese Democracy, o disco, é tudo menos a mensagem original do Guns. Nem poderíamos chamá-lo de um álbum da banda, uma vez que apenas Axl e Dizzy Reed estão presentes. Dá pra pensar que, caso a banda não tivesse sofrido a diáspora dos integrantes, o som feito por eles seria bem próximo do que o Velvet Revolver - a banda de Slash - vem fazendo. Talvez um pouco mais inteligente e preocupado com rebuscamentos. Talvez não.

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O que Axl mostra em Chinese Democracy é que não tem nenhuma pretensão de fazer um disco voltado para o curso natural das coisas - o futuro. E ele merece um grande crédito por isso. Claro que o rapaz de Indiana esteve atento ao mundo e o viu mudando, mas não teve qualquer vontade de fazer concessão para sonoridades moderninhas ou mesmo revisitar furiosamente o esquemão que fez o Guns despontar para a fama. Sendo assim, Chinese Democracy não tem qualquer vontade de compactuar com a mesmice das paradas de sucesso, tampouco é o "disco retrógrado e bobo" que estão dizendo os detratores da banda. Não guarda semelhança com o desprezível nu-metal noventista, não flerta com o indie rock, com o gótico, com o pop orquestral, nem com o cadáver do grunge (no qual bandas como Nickelback insistem em procurar sentido). Podemos dizer que Chinese Democracy é um trabalho com personalidade, algo que não é necessariamente "bom", muito menos "ruim".

Axl imprime uma visão de rock industrial em todas as canções sem esquecer que precisa vender e/ou tocar no rádio. Para isso, "Better" tem uma levada agradabilíssima, com guitarras cortantes e uma melodia pop linear ensolarada, diferente do que a banda costumava fazer. A faixa-título também tem potencial pop, só que para o lado mais pesado do termo. Nada demais, nada de menos.

As esquisitices começam a aparecer em "Shackler's Revenge", a segunda música. A voz de Axl parece de um Marilyn Manson velho, as guitarrinhas processadas são eficientes, a levada é rapidinha. "Street Of Dreams" é uma baladona clássica - uma das inegáveis especialidades do Guns - com direito ao timbre de voz clássico de Axl e seus igualmente tradicionais gritos de retenção anal. "If The World" e "Prostitute" são totalmente 1996, com aquelas fusões de rock com eletrônica, nem sempre bem sucedidas. "There Was A Time","This I Love" "Sorry", "I.R.S" e "Catcher In the Rye são baladas meio tortas, com arranjos de cordas bem feitos e guitarras crocantes. O timbre agudo de Axl aparece em plena forma em "Riad'N The Bedouins".

E tem "Madagascar". Pelo nome, pelo climão de cordas e samplers diversos, incluindo o manjado discurso de Martin Luther King sobre a liberdade racial (com o conhecido "free at last, free at last"), Axl quis fazer um épico roqueiro a la "Kashmir", do Led Zeppelin. Descontando a pretensão e a falha em alcançar o objetivo, a música não é tão ruim.

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No meio do fogo cruzado dos fãs, da crítica negativa e do anacronismo diante do mundo, Chinese Democracy talvez seja o primeiro sinal de uma nostalgia dos anos 90. Talvez seja uma nova forma de nostalgia, que traz saudade de algo inédito, que remete a todo um imaginário conhecido, mas que não existia até ontem. Talvez seja um disco condenado ao olvido por hoje e passível de revisão crítica amanhã, o que lhe conferiria um status diferente. De qualquer forma, a espera dos fãs, da crítica, do mundo por um disco que demora 14 anos para ser concluído, foi, parcialmente recompensada.

Se você não gosta de Guns mas reconhece que eles foram felizes em alguns momentos, verá em Chinese Democracy um trabalho intrigante e diferente de tudo que existe hoje. Mérito de Mr. William "Axl" Rose. Pasme.


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Davi Pimentel

Gostei do texto, faltou somente sair de cima do muro.. E aí? Gostou ou não? De qualquer maneira achei um trabalho brilhante de Axl. Não há discos como esse atualmente.

PermalinkPermalink 24.11.08 @ 20:44



Comentário de: Cel

Eu gostei do disco, mais da existência dele do que das músicas propriamente ditas.

PermalinkPermalink 24.11.08 @ 22:44



Comentário de: elton

Atualmente com tanta porcaria, não gostar deste disco, é complicado. Mas o autor do blog e a grande maioria das pessoas de péssimo gosto que temos em nosso país, preferem as tosquices que tocam atualmente no rádio, black music, nx0, quadrado etc...
Viva a inovação, parabéns Axl

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 11:22



Comentário de: Juliano Fontana

Co9mo disse o Davi aí acima, tbém gostei do comentário (por mais que não concorde com Nirvana fazer quase desaparecer o Aerosmith, entre outras coisas esquisitas que escreveste... mmass, faltou sair de cima do muro mesmo.
O Chinese é mto bom, to esperando chegar as lojas para comprá-lo.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 12:10



Comentário de: Marcelo Pereira da Silva · http://tunaomediguer.blogspot.com

Sei lá, acho que esse papo de "pelo menos é diferente" não cola, principalmente num mercado concorrido como o fonográfico e pra um disco aguardado como esse.

Sempre achei Guns bem farofa, mas eles tem um punhado de músicas legais. Isso é o que importava no som deles. Aliás, isso é o que importa no rock: se não vai criar nada novo, ao menos faça algo decente.

A verdade é que o Guns acabou faz muito tempo e se o Axl tivesse alguma música boa mesmo pra mostrar, não teria esperado 14 anos.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 13:27



Comentário de: Caique

Bom, eu não gostei muito do Chinese Democracy, prefiro ficar escutando os cds antigos.Vou esperar o próximo cd (tomara que não seja por mais 14 anos).

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 14:18



Comentário de: Ricardo

sou fã do Guns não ouvi ainda o novo disco , porem não espero muito pelo que vi de Axl Roses no Rock Rio , mais torço para que de certo para essa banca que com certeza fez hitótia ,e por isso deve ser respeitada.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 14:44



Comentário de: Jorge Malcher

Eu ouvi umas 3 vezes esse Nickelback, mas suponho que o que eles fazem está para o Grunge (que nem mesmo é um gênero musical definido) assim como o "farofa" está para o Heavy Metal e o Hard Rock.
Com o agravante de ser ainda mais chato, né? Sem humor.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 15:02



Comentário de: ivan

sem duvidas o guns é uma das melhores bandas que já existiu, chinese democracy está longe dos tempos aureos da banda, mas ainda asiim é muito bom. Axl é um icone do rock!!!

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 15:46



Comentário de: Ronaldo Durães

Bom, tinha 11anos quando escutei welcome to the jungle e outras do GUNS, para mim algo muito diferente há época, o tanto que outras bandas tentaram fazer igual mas não conseguiram. 14 anos, realmente muito tempo, mas como o Axl é um cara previsivelmente imprevisível, surpreende o novo album, valeu a pena esperar. Afinal se persarmos em qualquer outro integrante da banda tocando e se apenas ouvirmos será a voz do Axl o diferencial para sacarmos que se trata do GNR.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 15:58



Comentário de: Ronaldo Durães

Bom, tinha 11anos quando escutei welcome to the jungle e outras do GUNS, para mim algo muito diferente há época, o tanto que outras bandas tentaram fazer igual mas não conseguiram. 14 anos, realmente muito tempo, mas como o Axl é um cara previsivelmente imprevisível, surpreende o novo album, valeu a pena esperar. Afinal se persarmos em qualquer outro integrante da banda tocando e se apenas ouvirmos será a voz do Axl o diferencial para sacarmos que se trata do GNR.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 15:59



Comentário de: Ricardo

O disco é um dos melhores dos últimos 10 anos. Não é um apettite, porém muito melhor que outros de bandinhas novas que estão por aí.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 16:05



Comentário de: Ju

Graças a Deus a sua opinião não é a de todos pq ela pouco importa pra uma puta banda como o Guns o Chinse Chinese Democracy é o melhor album dos caras

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 16:48



Comentário de: Fábio Carvalho

Pura verborragia crítica de quem ainda espera um salvador da pátria do Rock.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 17:01



Comentário de: lucianogner · http://www.downloads.br22.net

acabei de comprar o album chinese democracy eu hoje ouvi ele tres vezes .pra falar a verdade acho que nos ultimos 10 anos nao tem nenhuma banda que lançou um cd tao bom - nem nickelback(olha que gosto do son dos cara)muito menos velvet(nao gostei de nenhum cd deles acho que o vocalista tem uma voz horrivel)do chinese nao gostei de duas musicas mas tirando elas gostei de todas as outras o cd ta otimo (aconselho que comprem)valeu meus 29.90

PermalinkPermalink 26.11.08 @ 23:19



Comentário de: Wallygator

Sem dúvida, é o melhor album do Guns nos ultimos 10 anos. Falando sério agora, eu tentei ouvir-lo diversas vezes, mas ainda não entendi o que ele tem pra ser chamado de melhor album de hard rock dos ultimos anos.

PermalinkPermalink 27.11.08 @ 07:39



Comentário de: Carlos

Eu achei o disco ótimo. Mas você foi muito feliz na análise.

PermalinkPermalink 29.11.08 @ 14:43



Comentário de: Vinicius

Guns N' Roses fora uma grande banda dos anos 90, o que existe hoje, seria algo parecido com Axl's Band...
Que não há de se comparar com o antigo Guns, sou fã da banda, e não consigo parar de escutar chinese democracy...
Um excelente disco de rock, muito dificil de encontrar atualmente...

Fica claro que as comparações seriam inevitaveis mesmo que incabiveis...

Bom disco de rock de um bom compositor/cantor dos anos 90...

Espero ansioso pelo proximo, que espero inclua a musica "oh my god" e não dure mais 14 anos para sair...

PermalinkPermalink 29.11.08 @ 16:26



Comentário de: leo

Bom texto!
O disco é muito bom, li algumas críticas negativas antes de escuta-lo. Não é um disco para ficar se comparando com os de antes, afinal, são 14 anos, os músicos são outros. Mas Axl conseguiu produzir um dos melhores discos de rock dos ultimos anos.

PermalinkPermalink 29.11.08 @ 18:24



Comentário de: Daniel Wowk

"Se você não gosta de Guns mas reconhece que eles foram felizes em alguns momentos, verá em Chinese Democracy um trabalho intrigante e diferente de tudo que existe hoje. Mérito de Mr. William "Axl" Rose. Pasme."

É exatamente o que acontece e penso, parabéns pela matéria, ficou muito agradável de se ler.

PermalinkPermalink 01.12.08 @ 17:16



Comentário de: Vitor Ondei Cuginotti

Kara 14 anos eh mts tempo, eu tenho 14 anos ou seja desde q nasci espero por este album...kkk
Bom sobre o assunto do estilo musical do New Guns N´ Roses esta otimo, pq os tempos mudam...os estilos d Rock tbm...e sobre o gosto musical do brasileiro...humm...ninguem merece ouvir Latino, Kelly Key, Inimigos da HP, etc...pelo amor d Deus...o povo tem q aprende a ouvir o q presta Os Paralamas do Sucesso, Aerosmith, Linkin Park, Guns N´ roses, Bon Jovi, Nirvana, U2...eu respeito

PermalinkPermalink 04.12.08 @ 18:34



Comentário de: Adriano Mello Costa · http://www.coisapop.blogspot.com

Tua resenha fará eu escutar o disco :)

PermalinkPermalink 05.12.08 @ 20:46



Comentário de: Breaked

Velho o que vcs tem que aprender que gosto é gosto e fanatismo é fanatismo, se o Axl fizesse um disco com efeitos sonoros de barcos de pesca com vocais em cima e guitarras psicodélicas alá Primus (Olha só o Buckethead era de lá!!...estranho né?)os fãs gostariam......Alias EU GOSTARIA PQ SOU FÃ, o foda é q formar uma opniao sobre o Chinese é impossivel...Hj posso dar nota 8...mas amanha 8,5 e depois 6 ou 9... olha tem gente q Odeia o SPAGUETTI INCIDENT.....eu adoro pq curto todos aqueles sons punks
Gosto é gosto e continuo escutando o esquisofreinico chinese democracy....mas daquela epoca de Duff e Slash pra ca eu ja virei pai de uma menina linda de 3 anos...

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 13:14



Comentário de: André Moraes · http://fotolog.com/andrehmoraes

Gostei do seu texto tbm.. ta bem mais justo perto das outras críticas que andei lendo.

Eu estou ouvindo o disco desde semana passada, à primeira ouvida.. soa bem estranho, até porque vc fica esperando o old guns.. mas depois que você compreende o que se passa, tudo flui mais fácil. Existem músicas geniais nesse disco.. conheci Better a uns anos atrás e estava louco para ver o resultado completo, não me decepcionei.

abraços

PermalinkPermalink 08.12.08 @ 00:08



Comentário de: Marcelo Sales · http://www.designando.com

A verdade é uma só...

Axl poderia ter feito o melhor disco dos últimos 100 anos, mas não adiantaria de nada...

Os críticos (e mais algumas outras pessoas também) já aguardavam o disco com um punhado de pedras na mão. Felizmente minha opinião não é formada por esses caras...

O disco é bom e deve ter surpreendido muita gente que o aguardava... como me surpreendeu.

Nesse momento, estou escutando Street Of Dreams e ela é tudo que o autor do post diz "Street Of Dreams" é uma baladona clássica - uma das inegáveis especialidades do Guns - com direito ao timbre de voz clássico de Axl e seus igualmente tradicionais gritos de retenção anal."...

Como disse... pode não ser o melhor disco do mundo, mas que surpreendeu, surpreendeu.

[ ]'s
Marcelo Sales

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 12:07



Comentário de: Rafael Leão

Não entendi muito bem o ponto de vista do autor blog, em alguns momentos ele critica.. em outros elogia.. mas se levar-mos em consideração que ele não é fã da banda, conseguiu perceber a qualidade do trabalho do Axl, eu gostei muito do CD, pra mim, todas as músicas tem suas características peculiares, q faz desse cd algo totalmente diferente do que estamos acostumados a ver na mídia ultimamente.. claro, não se compara com os discos anteriores do guns, mas chinses democracy tem musicas mto boas, q me faz lembrar o auge do Guns N Roses, axl.. sempre será axl..

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 23:16



Comentário de: Raphael

Achei que esse album fugiu de todo tipo de musica q eu conheço. POr isso foram 14 anos de trabalho...acho q se o gun's tivessem mantido a mesma formaçao nunca teriam conseguido fazer alguma coisa diferente do hard core.
Tenho 14 anos e curtu muito hard rock...talvez esse album com algumas musicas que se encaixam um pouco com o estilo das musicas que as pessoas estão prefirindo como o pop por exemplo traga o gosto dos solos e riffs de volta e traga lentamente o velho rock de volta!
porem acho isso um polco dificil mais quem sabe ?!
espectativa grande pois houve o lançamento do novo album do ac/dc e ano q vem aerosmith vai estar de volta ao studio soh espero q eu naum tenha q esperar muito tempo para q eles lançam um novo album q segundo tyler será para ressusitar o velho estilo da banda!!
vamos ver!

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 21:12



Comentário de: Luciano

Galera, tenho 34 anos. Vi o Guns aparecer em 87 Apettite for Destruction. Em 1991 vi o Guns ser a maior banda do RIR II e explodir com um dos maiores e melhores álbuns da hostória do Rock, Use Your Illusion. Fui à SP ver o show do Guns em 10/12/92 e vi uma banda que faz a diferença. Esperei ansiosamente o lançamento de Spaghetti Incident que não decepcionou. E agora como Gunner que sou esperei e esperei por longos 14 anos por Chinese Democracy. Algumas músicas já tinha visto no RIR III quando fui ao Rio para vê-los. A banda é Axl e banda e não mais o Guns, pois notem as guitarras e a bateria, são muito diferentes da de Slash, Steven Adler e Matt Sorum, mas soam bem. Estou com o CD no carro direto, curtindo como louco e vou dizer, o CD é excepcional. Tirando umas 2 ou talvez 3, o resto é espetacular. Mas convenhamos: quem quiser ficar fazendo comparações com os discos anteriores, esqueça. Esta é uma nova banda. Outros músicos que colocaram suas experiências e conhecimentos. Portanto, nada poderia soar igual ou parecido. para quem se atentar a ouvir com mais cuidado, notará que Catcher In the Rye, TWAT e talvez This I Love, tenham algum resgaste de algo de Use Your Illuison, tipo aquelas músicas menos conhecidas como The Garden, Bad Apples e Coma. Mas curtam o CD novo sem pré conceitos e sem comparações e verão do que estou falando. Um Disco muito bem feito, com ótimos arranjos e de uma nova banda ou seja, um novo Guns N' Roses. Abraços

PermalinkPermalink 26.12.08 @ 13:11



Comentário de: Bruno Roots

Fala Cel,
Estamos nós aqui de novo.

Gostaria de dizer com muito dó no coração que o Rock como conhecíamos está morto.

Pensem bem o quão estamos carentes de qualquer proposta boa quando falamos em Rock hoje.

Esse álbum não poderia ser incrível, porque os 'caras' da banda são Izzy e Slash, até que enfim alguém concordou comigo. Digo isso pra todo mundo e todo mundo me zoa.

Chinese Democracy é simplório pra quem passou 14 anos pra fazê-lo.

Simplicidade e simploriedade são muito muito diferentes.

Rock está morto.

ps- Não compro um cd novo faz mais de um ano. Estou agarrado aos meus velhos discos.

Abraço

PermalinkPermalink 15.01.09 @ 15:17



Comentário de: PAULO HENRIQUE

nunca mais leio esse blog

PermalinkPermalink 26.01.09 @ 01:16



Comentário de: Marcel Augusto o Bah

Otima Materia, apesar de não sair de cima do muor, acredito q gostou do cd. E o Axl apesar de ser um idota ele e fodastico

PermalinkPermalink 05.03.09 @ 14:30



Comentário de: Silvinhamrr · http://myspace.com/silvinhamrr

tenho 34 anos. posso dizer q esse cd tá bem diferente dos anteriores do Guns... a princípio, estranhei um pouco... mas o Guns é Guns né... e o Axl continua o mesmo, independente de como ele tá exteriormente hj em dia. uma voz como a dele, não tem.
com o tempo me acostumo com o novo formato do CD. será q daqui a 14 anos teremos outra surpresa?? eheheh

PermalinkPermalink 11.03.09 @ 16:41



Comentário de: Victor Rose · http://You're crazy

O chinese é minha vida!!!
É o cd maid experado do ano!!!

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 19:39



Comentário de: alessandro

parabens ae pelo trabalho, o texto ficou muito bom.
não sei nada sobre guns(sério)mas escuto desde os 8 ou 10 anos, não sou fã, não me apego a bandas ou a guitarristas ou aquem for.
Agora acredito em algo, os melhores trabalhos de guns sempre foram os primeiros,nenhum outro feito pela nova formação da banda terá o mesmo calibre de quando quem tocava eram os integrantes originais...ainda não ouvi "Chinese Democracy" por mim ele ainda será um CD bom,pois eu nem sabia q "Chinese Democracy" era esperado por 14 anos.....falo sério,desculpem aí não saber dá uma opinião definida,concreta ou que fizesse sentigo e mais uma vez...parabens pelo texto,ficou muito bom.

PermalinkPermalink 18.05.09 @ 21:38



Comentário de: sandra

fikei em xoke kuando vi o Axel agora, uns bons anos depois do seu GRANDE desaparecimento, tinha ficado com akela memoria dele dos ano 90. Akela carinha de anjo.Seja como for ele voltou isso é ke importa.
Força AXEL.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 01:22



Comentário de: Marjorie · http://www.flogvip.net/avrillavignexd

primeiramente não é AXEL é AXL --> apesar disso não importar mto pois o nome verdadeiro dele nem é esse. Enfim gostei do texto apesar do escritor não decidir se gosta ou não do Guns , eu posso dizer que amei o disco apesar de não ter sido o que ninguem esperava mais Axl Rose é isso mesmo --. imprevisil e extraordinario.
Claro que prefiro as composiçoes antigas mais a propria Chinese Democracy é um otimo jungle. Apesar de ter 14 anos sei distinguir um bom Rock N' Roll e um grumger ou de qualquer bandinha eminha!!Esse pode não ter sido o melhor trabalho da banda ( que ja acabou mais como o 3 nome da banda é Roses de Axl rose a banda é dele) mais é o melhor disco dos ultimos tempos, até pke ninguem merece ouvir a mulher melancia "cantando" qualquer especie de coisa. Bom eu adorei o Chinese Democracy e pelo menos eu formo minha opnião e não fico em cima do muro falando que fã que possuem a mesma idade do tempo que o disco demorou para ser lançado não sabe o que é realmente Rock ou Hard rock!!

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 18:13



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Blog do Cel

CEL aka Carlos Eduardo Lima. Jornalista, escritor, crítico musical, fã de cultura pop em todos os seus desdobramentos, espectador do mundo, agente das mudanças, colecionador de momentos, casado com Maria Estrella, filho de Helena, padrasto de Gabriel.

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