20 de Dezembro de 2007
Ladrões arrombam o MASP e se recusam a furtar inúmeras obras de arte.

Ladrão: “Não houve arrombamento.
O que a gente fez foi desconstruir
a instalação da porta”.
Ladrões arrombaram nesta quinta-feira o Museu de Arte de São Paulo e acabaram não levando nada. Os gatunos deixaram, além do macaco hidráulico utilizado para arrombar a porta, uma série de post-its em diversas obras de arte expostas no museu. Num deles, colado no Abaporu, de Tarsila do Amaral, o recado dizia: “Desde quando essa coisa horrorosa é arte? Se o Monteiro Lobato que era o Monteiro Lobato detestou, vocês acharam que eu iria levar?”. Na obra Retrato do Duque de Olivares, o post-it dizia “Não é possível ninguém ter percebido que esse Velásquez é falsificado! Não passo para a frente nem fodendo”. Já o quadro Retrato para os Jovens, de Max Ernst, recebeu o seguinte comentário: “Chamar essa picaretagem de trompe-l'oeil? Ha. Cadê os Breton? Cadê os Tzara?” Além dos post-its no quadros, a polícia encontrou, colado na porta da curadoria geral, um bilhete com a cópia da nota fiscal do macaco hidráulico, exigindo ressarcimento.
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Comentários:
Dizem que na pintura "A Estudante", de Anita Malfatti, ele colocou um post-it que dizia: "Essa vai para as PÉROLAS DO ENEM".
Sempre em forma, hein?

















