18 de Abril de 2007
GETA LIFE: O GAME DA HORA!

Avatar do Geta Life: “Ah, internauta, vai ver
se eu estou na esquina. E não, não estou falando
de esquina virtual”.
(De nosso correspondente em Santa Mônica, Paddy Stubb)
Na última E3 – a feira de games mais famosa do mundo, realizada em Santa Mônica, Califórnia – uma novidade chegou fazendo um barulho danado: o Buick verde limão alugado por este correspondente que vos posta, que estourou o escapamento e deu um belo susto em quem se encontrava no estacionamento da concorridíssima feira. Passado o contratempo, todas as atenções se voltaram para a notícia do ano, que veio revolucionar tudo o que se conhece em termos de realidade alternativa: mas descobriu-se que a filiação do governador Arnold Schwarzenegger ao Partido Democrata era só mesmo hoax. Certo, certo, em meio a tanta balbúrdia foi lançado o jogo interativo Geta Life, a última palavra na configuração de um universo virtual.
"Nunca gostei tanto de ser esnobado!", afirmou com indisfarçável brilho nos olhos Timothy O’Mallen, webdesigner e figurinha carimbada da feira. Ele se refere à sistemática do Geta Life, onde os avatares têm mais o que fazer e nunca estão disponíveis para o jogador. "Vai procurar uma xota de verdade, seu traseiro gordo", disse o avatar de O’Mallen, "Timmy Lover", uma versão sarada do webdesigner – quarenta e oito quilos a menos – e que prefere utilizar os bíceps para carregar a obra completa de Dostoiévski e organizar sua biblioteca do que sair se exibindo pela cidade virtual e impressionando mulher. Aliás a cidade virtual do Geta Life é outro atrativo: na entrada, uma placa de "Você, que passa o dia entupindo seu teclado de Elma Chips e Seven Up e já está ganhando escaras na bunda, não é bem-vindo. Tente o Sims". "Não é o máximo?", disse Patricia Dolloway, analista de sistemas, visivelmente embevecida. "Isso é que é exclusão digital com atitude!"
Outra peculiaridade do Geta Life são as transações monetárias que ocorrem dentro dele. O usuário, não conseguindo um avatar e impedido de entrar na cidade, pode ao menos tentar especular financeiramente, através de um depósito inicial de 15 mil dólares reais, via cartão de crédito. O mesmo será investido em ações da maior corporação do Geta Life, a Second Enron, e serão devolvidos em dólares virtuais cujas cédulas o internauta pode imprimir em casa mesmo, com as efígies de Anna Nicole Smith e de Paris Hilton, e um dístico em latim, cuja tradução aproximada seria "Isso é uma amostra de que na vida real já há casos suficientes de gente que ganha uma fortuna sem precisar trabalhar, otário". "Perdi todas as minhas economias numa tarde", exultou o economista Paul Ortega. "Agora provavelmente vou virar sem-teto nas cercanias da cidade virtual, depois me tornar alcoólatra, drogado, morrer de cirrose ou overdose de crack e assim acabar conhecendo o outro game da companhia, o After Life!".
Aliás, em termos de novos lançamentos, a Linden Lab, companhia que desenvolveu o game, promete para ainda este ano mais uma impactante variação de realidade virtual: o Second Death, que exuma os cadáveres dos avatares de jogadores mortos virtualmente nos games da companhia e faz questão de atirar neles de novo até não sobrar nada – "Só para ilustrar como o século XXI lida com perdedores", afirma o gerente de marketing da Linden Lab, Todd Kaniewska.
Como era de se esperar, o fim da feira foi marcado por mais tumulto e barulho. Mas tudo bem – este correspondente que vos posta se tocou, largou o Buick no estacionamento e acabou pegando um ônibus para Los Angeles.
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qui meda!
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Que pena.
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Agora, um jogo que torne todos losers, que seja insatisfatório de cabo a rabo é muito mais simpático. O Geta Life não poderia dar choques?
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E estes gordinhos que sujam os teclados de Elma Chips e Seven Up podiam se unir na criação de outro game: o Herba Life.

Um beijo e um abraço da leitora assídua e comentadora bissexta (carinha de vergonha)
(Na verdade nunca tenho nada pra falar a não ser "hahahaha" ou "genial, genial, genial".
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o que meu avatar me diria no gota life? hmm.
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Abraços!
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Nelson,
só vim te ler de novo.
Deliciosamente.
abraços, flores, estrelas..
.
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Não me rendo e não me renderei ao "é assim mesmo."
Mas que dói, dói. Leva o "Coração Materno" do Vicente Celestino, canta Caetano.
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Mas só aceita crediários das Casas Bahia
Url: http://pliniofuentes.blogspot.com/
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NUNCA vou entender esses tipos de games simuladores. O que há de errado com o bom e velho "atirar para matar"?
Aliás, alguns intelejegues andam dizendo que a violência americana é culpa desses jogos de tiro. Deve ser.
Deve ser por isso que aqui no Brasil temos tantos assassinos, afinal toda criança brasileira na periferia tem um playstation 3.
T§
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me rspondam em lucas_2007brasil@hotmail.com
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A fala "Só para ilustrar como o século XXI lida com perdedores" fechou o texto com chave de ouro. E a piadinha leve do carro depois funcionou bem também.

















