22 de Junho de 2006
UTI
– E então, doutor? Como é que tá minha piada?
– Fraca, ainda.
– Não melhorou de ontem pra hoje?
– Não. Quem ri por último acabou morrendo de madrugada aqui na UTI e não teve tempo de avaliar se a fraqueza dela era sem-gracice ou hermetismo.
– E os exames, o que deram?
– Bom, o exame pela ótica política aponta datação: a taxa de álcool presidencial presente nela já não é novidade. Examinando pelo viés esportivo, falta originalidade: a taxa de gordura ronaldística tá manjada e repetitiva. E tem a parada, que veio súbita.
– Parada?
– Parada gay. Ela não ia faltar na piada. Assim como o nome do filho da Angelina Jolie.
– Sei. Presidente, atacante da Seleção, bichas, jiló. O que mais ela tem?
– Shiloh.
– Como?
– O nome do nenê da Angelina é Shiloh.
– Meu Deus. Mas então? Qual a medicação indicada?
– Rir. É o melhor remédio. Esse é que é o problema dela.
– Só esse?
– Quem dera.
– Eu sabia.
– Teremos também que amputar o punchline.
– C-como? Logo o punchline?
– Sim. Suspeitamos que ele é que seja o foco contaminador. O indicado seria extirpá-lo antes que ele enfraqueça o restante.
– Mas como minha piada vai sobreviver sem o punchline, doutor?
– Ah, várias piadas conseguem levar uma vida razoável sem ele.
– Onde?
– Em um ou outro quadro do Saturday Night Live. E, ahn, em alguns blogs.
– Sei. E desse modo, como é que fica?
– Assim.
Posts similares:
Lei Seca ameaça piadas de bêbado na Internet
AGENDA
PLANTÃO MÉDICO
(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)
Atalho pra o formulário
Comentários:
Sem Comentários para esse post ainda...

















