22 de Dezembro de 2004
A CANTIGA DA MANGUAÇA FILOSÓFICA, AGORA EM VERSÃO BILÍNGÜE!
Um duplo presente para a minha meia dúzia de quatro ou cinco leitores, a ser curtido no ritmo dos folguedos alcoólicos de fim de ano: primeiro, a letra original de um dos maiores hits do Monty Python, The Philosophers' Drinking Song (pescada há mais ou menos um ano pelo Ratapulgo, em seu blog). Em seguida, a adaptação para o português, cometida por este que vos posta. Se não me falha a memória eu estava inteiramente sóbrio quando a fiz – mas se o leitor já estiver no grau, sem problemas: basta seguir as duas bolinhas. Yo, ho, ho e uma garrafa de rum.
THE PHILOSOPHERS’ DRINKING SONG
(Letra e música: Eric Idle)
Immanuel Kant was a real pissant
who was very rarely stable.
Heidegger, Heidegger was a boozy beggar
who could think you under the table.
David Hume could out consume
Wilhelm Friedrich Hegel,
And Wittgenstein was a beery swine
who was just as sloshed as Schlegel.
There's nothing Nietzsche couldn't teach ya
'bout the raisin' of the wrist.
Socrates himself was permanently pissed.
John Stuart Mill, of his own free will,
after half a pint of shandy was particularly ill.
Plato, they say, could stick it away,
'alf a crate of whiskey every day!
Aristotle, Aristotle was a bugger for the bottle,
and Hobbes was fond of his Dram.
And Rene Descartes was a drunken fart:
"I drink, therefore I am."
Yes, Socrates himself is particularly missed;
A lovely little thinker, but a bugger when he's pissed.
**********
A BALADA DOS FILÓSOFOS BEBUNS
(Versão de Ao Mirante, Nelson!)
Immanuel Kant, bebum praticante
Pra entrar na manguaça era uma beleza
Heidegger, Heidegger, com seu steinhäger
Pensava o mundo debaixo da mesa
O David Hume, chegando ao cume:
ultrapassou Wilhelm Friedrich Hegel
E o Wittgenstein, da matéria era o pai:
Travava bonito, feito o Schlegel.
Beber pro Nietzsche já era um fetiche:
O eterno retorno do copo cheio
E Sócrates bebaço, pra esquecer que era feio?
John Stuart Mill, ele mesmo assumiu:
Depois de um goró ficava bonito
O Platão, da caverna, e bom de taverna
Com um bom uísque, entrava no agito
Aristóteles bebeu, em pleno Liceu
Pro Hobbes um copo era sempre bem visto
E o René Descartes, chegado na arte:
"Bebo, logo existo!"
Pois é, tem o Sócrates – e esse não engana;
Filósofo baixinho, grande pé-de-cana!
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Já tá lá no Blogólogo a edição da sua entrevista. Obrigadão pela participação e mil desculpas pela demora.
Aproveito pra deixar meus votos de ótimas festas e ano novo repleto de bobagens, que é o que faz a gente acreditar que o ano foi bom, afinal.
Grande abraço!
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P.S.: Abraços também para o Artur aí em cima, esperando que ele inclua nas resoluções de ano novo um pícaro blogue, para a diversão de nosotros.
P.P.S.: E que em 2005 a gente se livre dos spams que nos fazem mudar de sitema de comentário para driblá-los, como esse seu aí que me obrigou a digitar três vezes essa bagaça...
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Abraços.
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só você mesmo, Nelson...
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Este Sócrates, aliás, quando mama
Fica mesmo algo biruta
Capaz de, em faltando a cana
Entornar até cicuta
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Grande abraço.
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