30 de Julho de 2004
Olha que esquete mais lindo, mais cheio de graça
CONSULTA MÉDICA
Paciente: (coçando a cabeça) Quanto tempo eu tenho de vida, doutor?
Médico: (impaciente) Por que é que nesses esses esquetezinhos cheios de graça vocês sempre começam assim (imita, esganiçando a voz e entortando a boca), "quanto tempo eu tenho de vida, doutor?" Vou é recorrer ao CRM pra protestar contra essas gracinhas óbvias q... (vê então o leitor do blog e se recompõe) Hm. Bem. (para o paciente) Você vai precisar de terapia. Trata-se de um vício arraigado.
Paciente: (coçando a cabeça) Mas eu tentei me livrar dele, doutor!
Médico: (impaciente) Sei, sei, mas não é suficiente.
Paciente: (coçando a cabeça) O negócio é que a gente sempre reincide! Eu tenho um monte de amigos que abandonaram, disseram pros quatro cantos do mundo que não voltariam mais – e vupt, olha eles usuários de novo. É sem sentir!
Médico: (impaciente) Nesse caso eu... (vira-se para o autor do blog) Ei, pode tirar essa rubrica de (impaciente) aí da minha fala. Já me acalmei faz tempo!
Paciente: e aproveita pra tirar essas rubricas de coceira na cabeça, nas minhas falas. Minha cabeça não tá coçando.
Médico: (paciente como um cordeirinho) Bem, como eu dizia... (para o autor do blog) Cordeirinho?
Paciente: Deixa ele, doutor. Deve ser um desses deusinhos ex-machina que adoram tripudiar dos personagens. Daqueles preguiçosos que dão um copy and paste e vão só repetindo as rubricas. (vira-se para o leitor) Você também não acha, leitor? Aí, viu, doutor? O leitor também joga no nosso time. Vamos continuar a consulta?
Médico: (paciente como um cordeirinho de lacinho cor-de-rosa no pescoço) Humpf. Hm. Então, o vício é sempre reincidente? Quem larga acaba voltando?
Paciente: (não coçando a cabeça) E o pior, doutor, é que quando bate o efeito da droga, a gente começa a falar pelos cotovelos, falar coisa que não deve. Teve até um figurão do alto escalão aí que caiu por conta disso.
Médico: (paciente como um cordeirinho de lacinho cor-de-rosa no pescoço e macacãozinho picachu) Macacãozinho pic... Hm. Certo. Fiquei sabendo que essa tal droga é de procedência estrangeira.
Paciente: (não coçando a cabeça) É, mas os viciados de outros países já andam revoltados com o tanto de brasileiro usuário do troço. Andam até falando em boicote.
Médico: (paciente como um cordeirinho de lacinho cor-de-rosa, macacãozinho picachu e pantufa do Pluto) Então é caso de terapia cognitiva, então. E chega! Vai pra puta que pariu!
Paciente: (não coçando a cabeça) Mas d-doutor, eu..
Médico: (entrando no parêntese e tentando pisotear a rubrica. Aliás, sapateando com a pontinha do pé, igualzinho à Shirley Temple). Eu tou falando é com ele! (aponta o autor). Shirley Temple é o caralho! E pantufa do Pluto eu usei até os onze anos, só! Doze! (para o paciente) Não vê que ele nos usa de marionetes pra fazer gracinha com o Orkut? Piada fácil? Fenômeno Orkut, equivalente a droga, blá, blá, blá? E referenciazinha gay? Além de plano de saúde me sacaneando, agora blogueiro? Tou fora da cena, neguinho! Viu, fofucho? Amore?
Paciente: (não coçando a cabeça) Uau, doutor. Não bastasse ele agora estar colocando palavras na sua boca, tem coisa pior ainda!
Médico: (cheio de palavras na boca) Mfmfmmmfmm (cospe as palavras) O que é, amore? Fala, recheio do meu pastel de carne!
Paciente: (não coçando a cabeça) É que minha cabeça começou a coçar adoidado, doutor, e essa bendita rubrica aí não me deixa fazer nada! Coça minha cabeça, por favor?
(Médico vai e faz um cafunezinho gostoso. O CRM entra no parêntese com uma representação e obriga o autor a devolver ao médico a postura e a dignidade. Retificação obtida: o médico volta a usar jaleco e readquire o porte sóbrio. O CRM sai. O médico termina o cafuné, digo, termina de coçar a cabeça do paciente)
Paciente: Puxa, doutor. Foi o melhor cafunezinho que eu já ganhei.
Médico: (nervoso por intuir que já chega a hora do punchline) Cuidado, que agora ele está colocando palavras é na sua boca.
Paciente: Mmgrnffkutff (morre engasgado)
Médico: (passa por um repentino flash-back e volta ao começo da cena, para responder àquela primeira pergunta do paciente) Bom, eu diria que uns dois minutos. (olhar cúmplice dirigido ao leitor) Vai depender da velocidade da leitura, claro.
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Sorria!
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Comentários:
bjus querido
angel
Vc me faz rir. Adoro homens que me fazem rir, os ultimos so me fizeram chorar.
Nanda: com ou sem rubrica, seja sempre bem-vinda. E pra essa homaiada incompetente aí, chore pra eles. De rir. Beijão.
É muita imaginação!!!!
E viva o vício
(*)No, no me gusta el guapo. Fué solamente por la citación... ;-)
Zeno: na Revolta da Rubrica a chibata comeu solta. Ou foi o contrário? Ah, e valeu pelo copy & paste da série "Diálogos com a patroa". A família penhorada (são as dívidas, são as dívidas) agradece. Abração.
Ju: engenheiro só entende piada depois que o concreto secou (ih, Flavinha, desculpa, desculpa, just kidding...) Beijão.
Jane: depois do rssss, nada melhor que um vocálico e expansivo hahaha! Hehehe. Beijão.
Claudia: volte sempre a esse vício! E a esse blog também! ;-) Grande beijo.
Milton: agora é tarde. Já decodifiquei o seu (rss). Ela é a sigla do movimento separatista Rio Grande do Sul Sozinho, que prega a separação entre o sujeito e o predicativo do sujeito no nome do Estado. E eu pergunto: um estado que não tem verbo pode requerer verba? Eu sei - já estou indo pra prancha. :-)) Grande abraço.
[]´s
Genial, Superb! Clap, clap, impaciente...
Amitiés,
BetoQ.
Nanda: sumido, eu? Nah, deve ter sido algum nevoeiro lá pras bandas do Mar Báltico. A nau prossegue singrando. Beijão.
Baiano: até que nem tanto. A Hellman´s Airlines andava mais barata que a Gol, mas o DAC cortou os descontos. Parei com as viagens :-) Grande abraço.
Zadig: superbe est votre visite ici, mon cher. Venez toujours. Amitiés.
Abraços!
Enio: (rubrica de supresa ao ver o primo pato de volta) Quack!! :-)))) Grande abraço.
Está excelente!

















