Aventure-se no Gmail Labs

17Nov
2009

Os acessos ao Dossiê vem crescendo constantemente. Sendo assim, nada mais justo que oferecer aos amigos uma maior periodicidade de posts. Foi nesse sentido que convidei Mariana Oliveira para ser colaboradora deste blog. Encontre a seguir o seu post de "estreia"!
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por Mariana Oliveira

O Gmail é um dos carros-chefe do Google desde seu lançamento, nos idos de 2004. Segundo dados da ComScore, o serviço já é o 3º webmail mais usado nos EUA, com 37 milhões de usuários, atrás apenas de Yahoo e Hotmail. Inicialmente restrito a convidados e com selo "beta" até julho, o Gmail cresceu e conquistou a preferência de muitos usuários, por causa de sua interface leve e eficiente.

No decorrer destes cinco anos, o serviço passou por diversas atualizações, como o aumento da capacidade de armazenamento e dos controles de spam, melhorias na interface e adoção de recursos avançados de conversação. E, como é de praxe no Google, os usuários podem experimentar funcionalidades que ainda estão em fase de teste, no parque de diversão dos nerds: o Google Labs.

Disponível em português desde março deste ano, o Gmail Labs é um laboratório para testes de recursos úteis e divertidos, que provavelmente serão incorporados ao serviço de webmail. Como exemplo temos o lab Tarefas - que adiciona na caixa de entrada a sua lista de pendências -, que foi "promovido" em julho deste ano e passou a integrar as funções principais do site.

Alguns dos experimentos mais interessantes:

- Detecção de Anexo e Cancelamento de Envio: o primeiro detecta a palavra "attach" no corpo do seu e-mail e avisa caso você tenha esquecido de anexar o arquivo, já o segundo permite que você cancele o envio do e-mail em até 10 segundos (isso pode salvar muitos namoros)!

- Mail Goggles: segundo a própria descrição do Labs, "As mensagens que você envia tarde da noite em fins de semana podem ser úteis, mas você pode acabar se arrependendo delas na manhã seguinte". Em outras palavras, trata-se de uma proteção para o drunk mail: nos sábados e domingos, das 22h às 4h da manhã, você tem que resolver algumas operações matemáticas antes de ser autorizado a enviar seu e-mail. Assim você acaba desistindo, e evita dores de cabeça amanhã! :)

- Wrong Bob: analisa grupos de pessoas para quem frequentemente mandamos os mesmos e-mails. Por exemplo, se com um determinado grupo de amigos sempre adiciono Bob (o amigo) e não Bob (o chefe), o Lab nos avisa que colocamos o "Bob Errado" e evita que o chefe seja convidado para aquele happy hour pós-expediente...

- Flickr, Picasa, Youtube, PDF e Google Docs: permite visualizar estes vídeos, documentos, PDFs e fotos sem sair do Gmail.

- Tradução de Mensagens: possui integração total com o Google Tradutor, o que torna o webmail ainda mais útil e completo.

- Adicionar Gadgets: permite adicionar Twitter, Google Docs, Google Agenda, entre outros gadgets no webmail, facilitando a vida online dos usuários ao reunir diversas funções em um ambiente só.

Para ativar o Gmail Labs, clique no tubo de ensaio verde, ao lado da opção “Configurações”, no topo superior direito da página. E se você já estiver careca de saber tudo sobre os Labs, a PCMAG oferece um guia não-oficial para usuários de Gmail, com dicas úteis para aproveitar o que o serviço oferece de melhor.

Livro digital gratuito sobre projetos online na Web 2.0

30Out
2009

Gosto muito de projetos abertos, que buscam o compartilhamento de conhecimentos. Esse é justamente o intuito de Paulo Siqueira ao lançar gratuitamente o e-book Web 2.0 – Erros e Acertos – Um Guia prático para o seu projeto online. O pequeno livro, distribuído em formato PDF, oferece um panorama sobre como criar projetos digitais no contexto da Web 2.0. Trata-se de uma boa introdução aos principais temas da área. Além do texto claro e direto, o livro conta com as excelentes ilustrações de Orlando Pedroso.

Sendo este um projeto de livre circulação, vale também destacar o trabalho de Gabriel Dread (filho do autor) que buscou o apoio de um grande conjunto de blogs para esta divulgação colaborativa.

As marcas mais comentadas no Twitter no Brasil

16Jun
2009

Um estudo da E.Life, empresa que monitora a menção de marcas em redes sociais online, mostra que Microsoft e Linux competem não apenas no mercado de software, como também no "boca-a-boca" no Twiiter.

A pesquisa foi realizada no período de 06 de maio a 02 de junho de 2009 e analisou 36.777 tweets. Veja os resultados abaixo:

Uma análise qualitativa dos resultados oferece mais informações sobre esse ranking. O buzz sobre a Microsoft se deve ao lançamento do serviço vine.net, que pretende concorrer com o Twitter, adicionando recursos de mídia locativa. Quanto ao Linux, Alessandro Lima, sócio diretor da E-Life, afirma que “Discussões e informações deste sistema operacional continuam em pauta em qualquer rede social, por conta do caráter aberto do software, e neste mês ganhou peso com o lançamento de um netbook com Linux instalado”.

A menção a outras marcas não se deve especificamente a seus produtos. Nokia foi muito comentada em virtude do corte de funcionários e a Fiat por sua fusão com a Opel e Chrysler. Esse dado nos faz observar que nem sempre uma marca mais comentada significa que ela está sendo elogiada ou desejada.

A Dell mostrou que sua estratégia de ação no Twitter tem rendido frutos, tendo em vista o volume de mensagens que a mencionam. Já as mensagens sobre LG e Samsumg decorrem da conversação sobre os produtos que produzem.

O que jornalistas e relações públicas podem aprender com o blog organizacional da Petrobras?

15Jun
2009

Para encurtar a história, acho que a equipe de relações públicas e jornalistas da Petrobras merecem todos os prêmios da área. Não apenas pela nova forma de interação com seus diferentes públicos, mas pelo debate nacional que promoveram com o lançamento do blog Fatos e Dados e do Twitter @blogpetrobras.

Faz tempo que discutimos a importância de blogs organizacionais, apesar das instituições terem dificuldades de reconhecer para o que eles servem. Logo, creio que o blog da Petrobras apareceu tardiamente. Mesmo assim, conseguiu despertar uma grande reflexão sobre jornalismo, relações públicas e liberdade de expressão.

Decidida a publicar a íntrega das entrevistas que concede, a empresa angariou ataques dos principais jornais e jornalistas do país. Declaradamente movidos por um lógica de mercado, onde o furo é fundamental para vencer a concorrência, os diretores de redação prontamente acusaram a Petrobras de falta de ética. Vejam algumas desses ataques (via Blog do Noblat e Observatório da Imprensa):

Atropelar a apuração jornalística é uma forma de censura, muito criativa, sem dúvida, mas censura.
Euripedes Alcântara (diretor de Redação da revista Veja)

Publicar as perguntas dos jornalistas antes de o material ser publicado nos respectivos veículos é mais do que um ato de deselegância. Cheira um pouco a intimidação, incompatível com uma empresa que afirma não temer as investigações.
Sergio Lirio (redator-chefe da CartaCapital)

O que podem estar querendo, atropelando a ética dessa forma, é tumultuar e impedir a reportagem, para supostamente provar que, no jornalismo, tudo é opinião. É um erro, um abuso e um disparate – que merece o repúdio de todo.

Luiz Antonio Novaes (editor-executivo de O Globo)

A Folha de S.Paulo considera que o teor do blog "Fatos e Dados" está na esfera de autonomia empresarial da Petrobras. Não considera adequado, porém, que questionamentos jornalísticos endereçados à empresa sejam tornados públicos por meio daquele blog antes que as respostas possam ser avaliadas e utilizadas pelos veículos que enviaram as interpelações.
Otavio Frias Filho (diretor de redação da Folha de S. Paulo)

Após a publicação da reportagem, a Petrobras e qualquer outra empresa, se assim considerar necessário, podem tornar pública a íntegra das respostas. Não há mal nenhum nisso: jornalista algum se oporá a íntegras. Antes da publicação, porém, íntegras serão sempre uma atitude de desrespeito, não a veículos específicos, mas à imprensa, uma instituição que, numa democracia, deve ser sempre prestigiada.
Ali Kamel (diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo)

Criar um antagonismo entre o sigilo da apuração e a transparência é falso. E pode, em último caso, jogar a opinião pública contra a imprensa, o que não é produtivo nem para a sociedade como um todo nem para a democracia.
Ricardo Gandour (diretor de conteúdo do Grupo Estado de S. Paulo)

A Petrobras recuou e decidiu publicar suas respostas às entrevistas apenas à zero hora do dia da publicação da matéria. A negociação foi realizada, e agora? Do que poderão reclamar os jornais? A Petrobras tem todo o direito de divulgar suas respostas. Caso um veículo tema o que pode ocorrer com a divulgação da íntegra da entrevista, que se recuse a buscar a Petrobras como fonte. Simples assim. Enquanto isso, na mesma lógica de mercado, os jornais concorrentes vão aproveitar o flanco e divulgar suas entrevistas com a empresa.

Acuados, alguns jornalistas preferem ainda chamar a Petrobras de anti-ética e anti-democrática. Ora, divulgar suas opiniões e respostas em seu próprio blog é contra a democracia? Quer dizer que uma fonte perde a liberdade de divulgar seus próprios posicionamentos? Vale também lembrar que as informações que uma assessoria de imprensa ou um relações públicas divulgam não é sinônimo de "vazamento", como rotulam o Globo e a Folha de São Paulo. Trata-se, isso sim, da divulgação do posicionamento oficial e autorizado da empresa.

E vejam que curioso. Apesar da pergunta capciosa desta enquete com Folha de São Paulo, o público votante mostra preferir a transparência total ao filtro "oficial" da imprensa:

É absolutamente legítimo que a Petrobras, como qualquer empresa, queira se resguardar de interpretações de suas manifestações. Ao publicar as entrevistas em seu blog, a instituição não exerce qualquer censura à imprensa. Nem teria como, vamos ser sinceros. E não há nada mais democrático que o jogo de forças e a livre circulação de informações.

Convenhamos, não há santo nesta história de CPI da Petrobras. É um fato político interessante para a oposição e perigoso para o governo. Para nós, reles mortais, cabe a busca por informações para montarmos nosso próprio parecer. Sendo assim, o blog é mais um dado para nossas considerações (a favor ou contra). Quer participar deste jogo? Fácil: escreve em seu blog, comente no blog dos outros, twitte.

Não suponho que o leitor comum vá deixar de ler notícias da Petrobras em jornais para consultar apenas seu blog oficial. Por outro lado, entendo que os leitores interessados nas diferentes denúncias que a empresa recebe buscarão dados onde quer que eles estejam.

Sim, os blogs contribuem para a liberdade de expressão. É preciso que aprendamos a lidar com isso. Os jornalistas já não mantém a primazia da coleta, filtragem e publicação de informações. Porém, isso não enfraquece o jornalismo...apenas os maus jornalistas e empresas noticiosas presas a um passado que não volta mais.

Creio que todos estas ameaças à "instituição" jornalismo ainda o fará mais forte e lhe trará mais qualidade, apesar das gralhas saudosistas.

Digitália: nova série de cartuns sobre tecnologia

08Mai
2009

Hoje começo a publicar uma nova série de cartuns, que chamei de Digitália, para brincar com o ridículo de nossas interações na rede.

Digitália: #funilnacabeçaday


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