2011
Para a maioria dos mortais programação é um assunto, no mínimo, complexo. Por mais que estejamos no mercado digital, não vamos muito além do conhecimento das nomenclaturas, passando longe das linhas de código. Mas quando o Google lança um projeto como o Chrome Experiments, fica difícil não se interessar pelas inovações possíveis com novas linguagens, como o HTML5.
O site, lançado no início do ano, estimula programadores a brincarem com código, a fim de produzirem e compartilharem experimentos que permitem o uso de gráficos 3D em navegadores, sem a instalação de plugins. Em outras palavras: um navegador roda, sem aquelas mensagens chatas de instalação disso e daquilo, imagens lindas e cheias de interatividade, que vem sendo muito bem aplicadas na produção do que antes conhecíamos como videoclipe.
A estratégia por trás disso tudo é divulgar os poderes do Chrome, que deve ser mais rápido que outros navegadores ao processar esse tipo de gráfico. Nada melhor para incentivar os experimentos e levar suas vantagens ao público geral, do que uma esperta parceria com a banda que mais entende viralização: OK Go. O resultado, lançado essa semana, é um vídeo interativo para a música All is not Lost da banda.
Para participar da criação, que conta ainda com a participação do grupo de dança
Pilobolous, o usuário acessa o site e é convidado a escrever uma mensagem, que é dançada pelo grupo após inúmeras interações entre janelas do navegador.
Esse já é o terceiro projeto especial em parceria com músicos promovido no Chrome Experiments. O primeiro, para o álbum The Wilderness Downtown do Arcade Fire, aplica os movimentos de um ator à cenários do Google Street View de uma cidade escolhida pelo usuário. O segundo, para a música Black, do álbum Rome, de Danger Mouse and Daniele Luppi, é uma viagem por um mundo pós-apocalíptico em que o usuário é convidado a navegar e explorar cenários.
Esse tipo de trabalho, vem unindo linguagem experimental e cultura pop, divulgando o Chrome e mostrando como o conceito de videoclipe pode estar sendo redefinido. Em meio a discussões sobre a acessibilidade dessas criações (é preciso ter um computador com certa potência para suportar os gráficos, que não são nada leves), uma coisa é certa: graças às inovações dessas novas linguagens, o verbo assistir, em pouco tempo, não será mais adequado para falar de experiências audiovisuais.




