2011
por Mariana Oliveira
Redatora
A missão do Google é organizar toda a informação o mundo. Até aí nenhuma novidade, afinal essa deve ser uma das frases mais repetidas em toda a internet. O que não é muito comum pararmos para pensar é na energia necessária para executar esse trabalho hercúleo. Energia aqui poderia assumir vários sentidos, da intelectual à motora (nem que seja dos dedos teclando), mas esse post é sobre energia elétrica.
Por trás do Gmail, do Google Maps, do Orkut e do novíssimo Google+, além de todos os outros serviços Google que você provavelmente usa, há uma estrutura gigantesca de mais de 1 milhão de servidores, o que corresponde a cerca de 2% de todos os servidores que existem no mundo. Em outras palavras, isso demanda muita energia.
Nesse sentido é interessante notar que o Google possui pelo menos duas empresas que lidam diretamente com a questão. De um lado a Google Energy, especializada em comprar energia para a empresa. Do outro lado a Google.org, braço filantrópico da empresa que investe em startups que pesquisam fontes ainda não consolidadas de energia renovável.
O que chamou atenção é que recentemente o principal braço do Google (esse mesmo que controla o Gmail, o Orkut e todos os outros serviços) anunciou um investimento de 168 milhões de dólares em energia renovável, sendo a maior parte para uma fazenda de energia solar e a outra para uma fazenda de energia eólica (por “fazenda” entenda uma grande área que produz essas energias). O objetivo? Produzir energia mais barata e de modo mais sustentável e perene para os servidores da empresa.
No fundo essa não é só uma preocupação do Google, mas de grande parte da sociedade humana. Recentemente cientistas do mundo todo se reuniram em Viena para discutir a questão e chegaram em 3 grandes metas:
- Garantir acesso universal de serviços de energia aos 3 bilhões de pessoas que não os possuem e a toda população mundial até 2030
- Melhorar a eficiência no uso de energia em 40% até 2030
- Aumentar a contribuição das energias renováveis no sistema para 30% até 2030
Se nos anos 80 coisas como o módulo energia solar parecia coisa de ficção científica, hoje isso já é possível e tende a ficar cada vez mais popular. Nos próximos anos veremos a corrida por energia limpa e renovável se acentuar cada vez mais, significando que os investimentos por parte de governos e empresas só tendem a aumentar.
O mais interessante disso tudo é notar que todas essas tecnologias que prometem revolucionar o mundo, do já antigo PC ao novíssimo tablet, passando pela promessa da impressora 3D, precisam de algo tão rudimentar para continuarem funcionando: a boa e velha tomada.




