2011
É na economia criativa que vemos com maior facilidade o impacto que a internet tem nos modelos de negócios. A indústria fonográfica na web talvez seja o exemplo mais clássico e onde se manifestam as maiores alterações na forma como se vende, promove, remunera e consome. Abaixo, três exemplos de sites que facilitam encontros mais lucrativos entre artistas independentes e seu público.
O Grooveshark , serviço de música online, anunciou há pouco uma parceria com a Rocket Science para promover artistas independentes. A primeira banda beneficiada é a Quiet Company , que chamou atenção dos organizadores do projeto pela audiência cativa que tem no site.
O TheSixtyOne , que sempre teve acervo focado em artistas independentes, promove as faixas mais populares do site e intermedia a venda, propondo uma remuneração pelo menos 7 vezes maior que a das gravadoras.
Já o The Hype Machine apóia os artistas em suas newsletters e eventos e facilita a compra das músicas através de links para a iTunes Music Sotre e para a Amazon.
Como conseguir promover os músicos com eficiência? Cada um desses sites formou uma comunidade forte on-line, graças às inovações oferecidas aos usuários. No Grooveshark, além de armazenar sua biblioteca na nuvem, é possível encontrar quase qualquer música para ouvir por streaming. O TheSixtyOne é lindo, com fotos de tela cheia dos artistas, num layout super diferente para esse tipo de ferramenta. Já o Hypem busca em blogs de música as novidades mais comentadas, fazendo a alegria dos sedentos por faixas inéditas.
Com usuários satisfeitos, os sites aumentam sua base e, consequentemente, o público para os artistas que promovem. Um win-win game, em que a música, além de ser pioneira em modelos de negócios mais democráticos, ganha em diversidade e criatividade. O mais legal é que a colaboração está no sangue desse pessoal. Eu descobri o TheSixtyOne em uma news do Hypem. Alguém aí já viu a Colombo promovendo as Americanas?





