2009
Finalmente chegou a ferramenta de retweet oficial do Twitter. Ela chegou a ser disponibilizada no início do mês para alguns felizardos, mas foi logo retirada do ar por problemas técnicos.

Então vamos à análise crítica. É bom encontrar a funcionalidade logo ao lado do reply. Só não gostei do ícone. Enquanto o ícone do reply é curvo e tem movimento, o do retweet é reto e duro. Outro problema é a caixa que aparece logo abaixo do link quando você o clica. Por quê essa confirmação no estilo Microsoft "Tem certeza que quer..."? Ou seja, você precisa de dois cliques para fazer um retweet. Que desperdício.

Por outro lado, a possibilidade de se apagar um retweet anterior, usando o link "undo" (1), pode ser útil em caso de arrependimento! Para tanto basta visitar a nova página de Retweets (2). A opção estará na aba "Retweets by you" (3), além do avatar das pessoas que retweetaram a mesma mensagem. Isso pode ser interessante para conhecer pessoas com interesses iguais aos seus.

Já a aba "Your Tweets, retweeted" (4) permite que você veja todas as pessoas que retweetaram cada uma de suas mensagens (5). Você pode clicar nesses avatares e conhecer quem está "aplaudindo" seus tweets! Agora se você é um hub do Twitter, e chega a ter centenas ou milhares de retweets, quantas linhas de avatares você terá?
O Twitter passa a incluir uma ícone antes do texto retweetado. O lado ruim é que eles evitaram a sigla RT, que se tornou um padrão criado pela própria comunidade. Além disso, o retweet oficial não permite comentários (o que é péssimo) e não aparece em programas de terceiros (TweetDeck, por exemplo).
Estará o Twitter querendo competir com esses aplicativos que ajudaram a popularizar o serviço? Suponho que não. Creio que em breve os RTs "oficiais" aparecerão nos programas de terceiros. Contudo, nestes aplicativos o RT é ainda mais fácil e flexível.
No início, ao dar seu primeiro retweet na interface do Twitter, você pode ter a impresssão que nada funcionou, pois ele não aparece na sua "home". Mas se você visitar a página "profile" você verá que ele lá encontra-se.
No intuito de dar mais controle aos seus interagentes, o Twitter permite que você evite que retweets de certos seguidores sejam mostrados para você. Este recurso vai na mesma direção do Twitter de evitar que você veja respostas de seus seguidores a pessoas que você não segue.
Para saber mais sobre as decisões tomadas pela equipe do Twitter no design dessa nova funcionalidade no Twitter (para um recurso já velho na twittosfera!) veja este post do Evan Williams.
Avaliação final
Em prol de uma implementação "elegante", o Twitter conseguiu limitar uma funcionalidade há muito utilizada por nós. Enquanto em programas de terceiros o retweet basicamente copia uma mensagem e acresenta "RT @<nome>", o que facilita a inclusão de comentários, o Twitter preferiu automatizar totalmente o envio desse tipo de citação direta. Desta forma, substituiu a conhecida abreviatura RT por um íconezinho bobo. Para "facilitar" a vida de novatos incluiu uma caixa de confirmação que antecede o envio do retweet. Ou seja, dois cliques passam a ser necessários para esta simples função. A falta de feedback (um imperativo na área da usabilidade) de envio, já que o RT não aparece na página home, confunde quem faz a citação. O bloqueio de comentários no RT é também um retrocesso, pois discordamos de muito do que retweetamos. Em outras palavras, o comentário antes ou depois de um RT tem a capacidade de ressignificar uma citação.
Vale lembrar mais uma vez que o RT foi um "protocolo social" inventado pela comunidade. A implementação oficial do Twitter não respeita o processo emergente e limita a prática. Teria sido muito mais útil se o link de retweet funcionasse da mesma forma que o link de reply: uma simples cópia do texto de outrem no campo de update precedido pelo nome do autor da mensagem anterior. Mas por que simplificar se você pode fazer uma implementação mais "elegante". Temo que o Twitter agora assuma uma postura mais "corporativa" em seus novos tempos. Enquanto isso, eu vou usando o TweetDeck!




