2009
Home é o título em inglês para este filme francês. Essa é uma pequena contradição entre tantas que desfilam pelas incríveis e assustadoras imagens deste filme lançado mundialmente nesta sexta. Você pode assisti-lo no cinema, em DVD ou no YouTube (veja em inglês, francês ou em português de Portugal). Mais do que uma experiência interessante de livre distribuição na internet, trata-se de um show da técnica cinematográfica e um alerta de como nossa tecnologia está destruindo nosso mundo.
Assisti Home neste domingo, conectando meu computador à TV, mas devo assisti-lo de novo no cinema na semana que vem. As imagens, em sua maioria captadas do alto por uma câmera de controle remoto fixada a um helicóptero, são de uma beleza estética impresssionante... se não fossem assustadoras. Durante as duas horas de filme é possível conhecer um pouco mais de nosso planeta, seus povos e animais. A curiosidade por tais paisagens exóticas logo é substituída pelo espanto de testemunhar em cores vivas como a fuligem vem ofuscando a vida na Terra.
As cenas, música e texto não poderiam estar em melhor sincronia. Através desses recursos, a locução vai nos mostrando como o homem, chegado tardiamente ao planeta, vem acabando com seu equilíbrio. O texto por diversas vezes nos lembra que tudo na Terra está "linkado". As imagens ilustrativas se parecem, de fato, com diagramas de redes sociais. Por outro lado, as linhas que se entrecruzam são rasgos de erosão, leitos de rios secos ou água que escorre do degelo.
Impossível não ficar incomodado com este filme que mete o dedo direto em nossas feridas. Dá vontade de parar o filme, desligar a TV ou sair do cinema. Mas isso não freará o destino trágico que plantamos. Apesar da riqueza de dados e estatísticas sobre nossa miséria ambiental, o filme termina dizendo que não há tempo para pessimismo e lista algumas ações ambientalistas que vem sendo feitas. Mas parece tão pouco diante do tamanho do desastre relatado.
Veja abaixo um trailer do filme. Mas não deixe de assisti-lo integralmente.




