Probloggers e cultura nerd: inovação ou conservadorismo?

20Mai
2009

Há algo de conservador nos inovadores sites de probloggeres e nerds. Parece um paradoxo, eu sei, mas é o que tenho visto por aí na blogosfera.

Antes de mais nada quero dizer que não tenho nada contra o uso de propaganda em blogs. Pelo contrário, não vejo nada de errado em um blogueiro buscar remuneração por seu trabalho criativo. Por outro lado, tenho encontrado muitos blogs que dão um show de acessos e assinaturas, mas que oferecem muito pouco de novo. Em muitos deles encontramos basicamente o "requente" de textos publicados em blogs americanos...às vezes simples traduções. Alguns blogs nem isso apresentam. Limitam-se a incontáveis promoções de produtos e marcas. Mais uma vez: não sou contra publieditoriais. Só acho que posts pagos devem ser sempre apresentados como tais. Por uma questão ética, é preciso dizer que o texto é patrocinado. Além disso, defendo que deva haver um equilíbrio entre conteúdo original do blogueiro e material pago. Caso contrário, o blog não passará de um outdoor digital.

Vende-seO tipo de blog que busca apenas ampliar a audiência com o simples intuito de veicular mais propaganda acaba por usar uma ferramenta nova para fins antigos. O que há de inovação em um blog "vendido"? Antes da crítica, o meu reconhecimento: trata-se de um empreendimento individual, que escapa ao tradicional esquema empresa-empregado, ao modelo industrial de comunicação. Mas o que há para além do empreendedorismo de uma geração que descobriu por si própria como se sustentar? Em muitos casos, não há a febre jovem em botar a boca no mundo, em deixar uma marca, em reclamar de tudo o que é velho. Infelizmente, os hormônios foram anestisados. Recupera-se velhos processos de exploração, sem que se leve em conta como se pode mudar o social.

Vamos ser sinceros, tênis All Star e camiseta básica de grife "alternativa" não configura nenhum tipo de resistência. Para ser mais provocativo, não deixa de ser uma aceitação do mesmo modelo mercadológico subscrito por mauricinhos e patricinhas. Não assistir novela, mas ver Simpsons e Lost é recusar a indústria cultural e a imposição das grandes instituições midiáticas? Ora, o processo ainda é o mesmo, só muda a embalagem. Na verdade, é uma sofisticação na sintonia entre mercadoria e público-alvo.

Não, não sou um velho marxista, um professor tacanho que ainda recita melhos mantras da Escola de Frankfurt. Por outro lado, não quero perder a oportunidade de analisar criticamente o ambiente no qual interajo. Se eu fosse um anti-capitalista não traria banners publicitários neste blog. Sim, reconheço que estou aberto a negociações promocionais por aqui. Mas não abro mão de expressar minhas impressões sobre nosso mundo. E sei que quem me visita espera debater pontos-de-vista.

Comparando os blogs mais populares no Brasil com aqueles listados no Technorati vejo que gostamos muito mais do besteirol e dos blogs copia/traduz/cola. Talvez isso tenha a ver com nossa cultura, com a faixa etária dos leitores de blogs no Brasil. Mas não podemos achar justificativas para a falta de compromisso social. OK, é a pós-modernidade: hedonismo, neo-tribalismo, presenteísmo...e outros ismos. Mas será que toda uma geração ficou broxa? Estaremos vivendo a emergência de uma geração conservadora?

Por mais que eu goste de frases de efeito, por seu potencial polêmico, não posso concordar com tais exageros. Estamos no ciberespaço protestando contra os ímpetos autoritários do Azeredo, multiplicando denúncias em nossas redes sociais online, discutindo a crise e reclamando do que é anacrônico. Por outro lado, precisamos também reclamar daqueles que buscam mimetizar as mesmas estratégias da grande mídia aqui na blogosfera. Se passarmos a encarar nossos interagentes e comentadores simplesmente como perfis segmentados ou público-alvo, a utopia de uma rede livre e crítica virará simples fantasia. Apesar de não acreditar que isso vá acontecer, vale a pena ficar alerta, desconfiando das "tendências" e modinhas pseudo-nerds.

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A foto utilizada neste post foi publicada originalmente aqui.


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Pedro Penido · http://www.meiodigital.wordpress.com

Excelente crítica. Principalmente essa página:
"Se passarmos a encarar nossos interagentes e comentadores simplesmente como perfis segmentados ou público-alvo, a utopia de uma rede livre e crítica virará simples fantasia."

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 14:12



Comentário de: Gilberto Pavoni Jr. · http://www.techboogie.blogspot.com

Talvez isso ocorra no Brasil pq o fenômeno começou pela classe média e por gente que havia sido descartada do mercado formal de trabalho e precisou arrumar um novo meio de gerar renda. Enqto isso, a contestação ficou muito restrita ao mundo teórico acadêmico. Quem sabe agora com a chinelização, orkutização ou simples inclusão social do povão na Internet algo aconteça... se bem que é preciso ter um baita otimismo com o espírito revolucionário brasileiro para isso.

Mas, o que é nerd mesmo? Um estereótipo criado pela Indústria Cultural americana para suprir o buraco que os yuppies deixaram no noticiário e parametrizar a ascensão de Bill Gates como celebridade do "way of life"? Então, nerd é produto da moda mesmo... e antiga. Rótulo novo para fomentar o consumerism pós-Boomers.

Contestador talvez seja um perfil mais.... er... hãmmm... líquido.

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 14:53



Comentário de: Alex Primo Email

Gilberto, realmente não tinha refletido sobre a emergência do rótulo "nerd". Obrigado por essa contribuição crítica. Vou passar adiante!

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 14:57



Comentário de: Alexandre Weerth · http://twitter.com/weerth

Excelente texto Alex.

A tal "Cultura Nerd" não pode achar-se contracultura pois se alimenta dos mesmos conceitos e valores que eu, você e todo mundo. O canal (a Web) é outro, apenas (e este canal não é mais alternativo como há alguns anos). Não há mais nada tão novo assim.

Essa cultura não pode achar que sobreviverá apenas dentro dela mesma. É necessário que interaja com o ambiente pois no final, é tudo business, certo?

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 15:08



Comentário de: Eduardo Vasques · http://perolasdasassessorias.wordpress.com

Alex, excelente texto. Casa muito bem com o que venho pensando nos últimos tempos. Até cheguei a escrever em meu blog algumas coisas que venho aprendendo sobre mídias/redes sociais. Se analisarmos friamente, alguns blogs "renomados" viraram balcão de anúncio. Muitos também perderam o ritmo (estão "ocupados demais" com outras coisas para alimentar o blog e interagir com seus leitores porque conseguiram um emprego fixo graças ao blog).

A discussão proposta por você é muito interessante e válida. Está na hora do pessoal atingir uma segunda fase de maturidade e repensar o modelo de atuação!

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 15:17



Comentário de: Gabriel Ishida · http://midializado.blogspot.com

Em meu blog pessoal, tenho discutido algumas mudanças sociais com o impacto do "web way of life", mas nunca tinha parado para refletir que a base da mídia tradicional anda tão presente nessa "nova mídia".

Creio que os internautas ainda possuem uma essência da "mídia velha" em seus modos de atuar, e isso não será abandonada tão cedo, pois a geração que utiliza a Web hoje nasceu sob a benção da televisão (eu por exemplo). Mas creio que daqui uns 6 ou 7 anos, o cenário estará mudado: o paradigma Web terá seus primeiros filhos originais e novos pensamentos serão postos em prática por essa nova geração. Aí veremos, espero, um uso mais inovador da Web enquanto comunicação, publicitária ou não.

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 15:22



Comentário de: Träsel · http://www.trasel.com.br/

Gilberto, discordo sobre os nerds. Nerd é quase uma categoria sociólogica autônoma que se repete através da história, do Aristóteles em diante -- o Diógenes até na lixeira foi parar, igualzinho aos nerds de hoje. ;-)

Agora, falando sério, esses blogs criados apenas com fins lucrativos também vêm me causando algum desgosto. Até abordo essa questão no capítulo que escrevi para o http://sobreblogs.com.br/. Mas sei lá, deve ser romantismo de um veterano das mídias sociais. Sujeito faz o que quiser com o blog, azar de quem lê porcaria.

Interessante nesse fenômeno é perceber o quanto os usos da tecnologia são culturalmente determinados. Muita gente pensava que as mídias sociais seriam a plataforma de uma nova era de ouro da democracia e do humanismo, uma nova ágora. Em cerca de dez anos, os vendilhões chegaram ao templo e o filistinismo começa a tomar conta.

Esse negócio de novo capitalismo não existe.

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 15:37



Comentário de: Luciana · http://ohardeinquietude.blogspot.com

Para que uma contracultura emergisse na internet, seria preciso que ela estivesse latente no ambiente antes do advento da tecnologia, acredito eu. Bem, há vários e vários nichos (como diria o Chris Anderson), mas ainda temos a cultura da criação de hits e celebridades. OU seja, haverá os populares da blogosfera, que se sobressairão na cabeça da curva do consumo, denotando a maior concentração de público naquelas opções. Mas na base da curva, na cauda, crescendo infinitamente, estão os segmentos (inclusive os mais contestadores do status quo).

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 16:00



Comentário de: Gilberto Pavoni Jr. · http://www.techboogie.blogspot.com

Träsel e galê,
Deixando algo bem claro para não os leitores da discussão não tirarem conclusões erradas.
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De minha parte, nada contra o espírito financista nos blogs. Sem isso, o modelo não vinga. Não os vejo como vendilhões. Mais como empreendedores promissores suando (alguns) e empreendedores muito desajeitados e sem foco (maioria).
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O q falta é o outro lado não financista, romântico vai, como citado p/ Träsel. Mas, tb, quando os blogs explodiram nos EUA, havia mais de 60% de penetração da Internet e quase tudo banda larga. Enquanto isso, no Br, era nem 10%.

O q o Trässel fala é q é o fio de esperança. Se a tech é culturalmente determinada e hoje há uma segurança econômica (paternalistas ou não) para as Classes C, D e E, talvez venha daí alguma revolução que o Alex sentiu o vácuo. Isso tanto do lado de quem produz qto de quem consome a informação.

Só espero que não vire uma briguinha de rua digital. De um lado uma turma reclamando da orkutização das redes e de outro outra turma reclamando da mauricinhanização das mesmas redes. Não era essa, pelo menos, a nova luta de classes que eu esperava.

Qto ao conceito nerd... Eu nem constumo usar. Talvez só em ato falho rançoso . Num mundo de redes (em breve as redes nas redes, formando camadas como uma pele), esses conceitos fixos ficam soooooooooo século 20.

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 16:14



Comentário de: Alex Primo Email

Opa, o debate está ficando bom! Também não quero parecer normativo ("os blogs DEVEM ser assim ou assado"). Como bem lembrou o Träsel, cada um faz do seu blog o que quiser...e cada um lê o blog que escolher. Por outro lado, vejo que faz parte do jogo discutirmos a blogosfera, a qual também é construída por nós.

Lembro que a contracultura está na raiz da internet. Defendo que não podemos perder essa influência e não podemos nos render a modelos prontos da mídia institucionalizada. Podemos fazer algo diferente. Claro, é mais fácil fazer o que já foi testado. Mas quem disse que a democratização da comunicação seria simples?

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 17:07



Comentário de: Alice Maria - AMFRC · http://www.leiturasdiversas-amfrc.blogspot.com/

Como a questão dos plágios são tratadas dentro da blogosfera? Ainda busco um formato mais crítico e autêntico em meu blog http://www.leiturasdiversas-amfrc.blogspot.com/, entretanto observo assim como vocês que a multiplicação de idéias através de reproduções sem qualquer referência a fonte é uma constante. Acredito que muito pela necessidade em se alcançar um determinado número de acesso.
A busca pela originalidade no ciberespaço permite que todos esses recursos midiáticos ganhem interfaces cada vez mais inusitadas se dissociando cada vez mais de seu primeiro formato. Tento acompanhar todo este movimento do ciberespaço, mas confeso que me sinto desafiada permanentemente. Além de estar em um constante combate a pulverização do ciberespaço.

PermalinkPermalink 21.05.09 @ 09:12



Comentário de: Alex Primo Email

Alice, de fato o plágio é um problema no ciberespaço tal é a facilidade de copiar/colar informações. Por outro lado, nem todo copiar/colar é plágio, pois muito do que se encontra na rede tem licença Creative Commons. O importante é sempre indicar a fonte original das informações.

No que toca ao desafio permanente que você menciona, essa é a beleza da interação mediada por computador!

PermalinkPermalink 21.05.09 @ 10:06



Comentário de: Joares Miranda · http://www.numclique.net

Excelente texto Alex... meus parabéns!

Sobre o que tem sido discutido nos comentários, vi que o Gilberto tem uma visão muito realista de como anda a nossa blogosfera. Concordo que o perfil dos blogueiros hoje em dia está muito mais para uma galeria sem muito jeito de conseguir realmente monetizar seu blog e também composto por tantos outros que pensam em "ganhar dinheiro no mole".

O que a Alice falou sobre a questão do plágio, creio que é muito por conta do que falei acima... afim de ganhar dinheiro de forma fácil e conseguir vários acessos de "paraquedistas", o pseudo-blogueiro nem se importa se vc suou para gerar aquele conteúdo... o que importa é que ele tenha algo "relevante" em seu blog e pronto...

PermalinkPermalink 21.05.09 @ 10:30



Comentário de: Leo Lagden · http://www.blogdoargonio.blogspot.com

Alex,
Muito pertinente a sua colocação para reflexão sobre o que queremos ver no futuro da internet.
Será que queremos transformar o espaço livre, democrático e interativo em uma cópia dos grandes meios de comunicação?
Debates como esses são importantes para a compreensão e construção de uma Web mais proveitosa.
Leo Lagden

PermalinkPermalink 21.05.09 @ 16:37



Comentário de: Fernando Pimentel · http://fernandoscpimentel.blogspot.com/

Alex Primo,

tenho visto esta "metanoia" do Yahoo Meme como uma desconfiguração dos microblogs. Ele volta a ser - com tantas possibilidades - novamente um blog.

O que tenho visto é que as pessoas (e empresas) estão sempre correndo para inovar, sem a preocupação de como as ferramentas que já temos podemos ser utilizadas (como na educação, por exemplo).

Uma pergunta que não quer calar: Como usar - efetivamente - um microblog numa perspectiva educativa? (presencial ou EAD)

Um abraço,
Fernando Pimentel
Maceió-AL

PermalinkPermalink 23.05.09 @ 10:40



Comentário de: j. noronha · http://www.ofimdavarzea.com

Grande Alex,

Pegando o gancho apenas na questão política, uma coisa que me surpreende desde sempre na Internet é como a imensa maioria dos blogueiros são conservadores de direita, a julgar pelo que declaram abertamente em seus textos.

Talvez seja a faixa etária, mas parece que a maioria nem ao menos leu uma linha sobre qualquer movimento "revolucionário" nesse país.

Quando vejo blogueiro apoiando candidato que já foi ligado a tudo que não presta, dá uma coceira...

E se na questão política pensam assim, não é difícil ver porque estão perpetuando um modelo no que diz respeito à anúncios etc.

Na verdade, o meio blogueiro (e aí me incluo) vem da classe média "mauricinha e patricinha", com raras exceções, daí fica difícil fazer resistência ou questionar modelos.

PermalinkPermalink 23.05.09 @ 14:06



Comentário de: Alex Primo Email

Leo, pois é, como podemos usar tecnologias como o Twitter e Meme na educação? Creio que além de uma forma de comunicação entre os participantes, a possibilidade de cooperar através da troca de links já um excelente suporte para o aprendizado. Por outro lado, não creio que todo um processo educativo possa ocorrer apenas através de microblogs. Entendo que eles podem se integrar com outras tantas ferramentas digitais em cursos online.

Olá Noronha! Acho que estamos todos aprendendo a lidar com a democratização da comunicação. Tenho certeza que em alguns poucos anos o livre debate mudará todo esse cenário. Assim espero!

PermalinkPermalink 26.05.09 @ 15:06



Comentário de: Bárbara Hartz · http://www.hartz.com.br

Olá Alex,

Achei ótimo você levantar essa questão, que eu soube por um clipping de um amigo. Tenho me manifestado contra o post pago em alguns eventos e, lamentavelmente, muita gente em resposta o justifica como uma forma de obter uma remuneração pelo blog que criou, depois de ter perdido o emprego. Como se não fosse possível usar a criatividade ou dispor dos vastos recursos tecnológicos existentes hoje para para indicar ao leitor o que é publieditorial, ou propaganda, e o que não é.

Essa visão pragmática que atropela a ética disseminou-se como uma praga pelo país. No caso dos blogs, adiciona uma confusão entre meio e mensagem que espanta, por ocorrer supostamente em um meio de pessoas bem informadas. O resultado é a contaminação de um meio novo com práticas velhas, como alguém já disse aqui.

Sabemos que conseguir remuneração com o uso da Web 2.0 não é fácil. Se não fosse assim, os criadores do Twitter não estariam "quebrando a cabeça" para ver como gerar receitas, apesar do estrondoso sucesso obtido. Portanto, para avançar no uso profissional da Internet, será necessário usar cada vez mais a inteligência e não recorrer a velhos métodos viciados, que oferecem soluções momentâneas, mas equivalem a tiros nos pés.

PermalinkPermalink 26.05.09 @ 15:18



Comentário de: Daniela · http://sabeoque.blogspot.com

Pra mim a rede já está corrompida e nem é tão livre assim. Já existe censura, fiquei pasma com a história do Ungaretti. Mas, apesar disso, acredito que possamos criar subterfúgios e fazer um pouco de barulho através dos blogs.

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 20:57



Comentário de: Laila Braga · http://www.sucubus2.blogspot.com

Acho válida a sua crítica... Acredito que "coisas" visuais e simples não mudam nada... mas... Pense bem... algumas pessoas tem uma necessidade que nem todos tem de um reconhecimento por qualquer coisa... se essas pessoas conseguem isso atraves de um blog (por mais inutil que ele seja), elas sentem-se bem... e não interferem em nada em relação a vida de outras pessoas... então... acredito que tbm seria valido deixar essa "fama" ai...

PermalinkPermalink 13.06.09 @ 01:14



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