2009
Não há dúvida, a capacidade dos novos discos blu-ray em armazenar até quatro horas de vídeo em Full HD já está deixando os DVDs com cheiro de mofo. Mas será que esse é o futuro para mercado de filmes e shows? Tenho minhas dúvidas. E você, está disposto a recomprar toda a sua coleção do Star Wars e Friends? E seus shows e musicais preferidos: vai substituir seus velhos DVDs por novos blu-rays em widescreen e soundtronic 13:9? Em outras palavras, quanto plástico você planeja comprar nos próximos anos?
De fato, a invenção de novos suportes, com maior capacidade e qualidade, é sempre uma oportunidade de novos negócios para a indústria cultural. Vale lembrar a transição de VHS para DVDs e do vinil para o CD. Os catálogos foram aos poucos sendo relançados, muitas vezes com extras que motivavam a recompra. Mas, repito: será que as pessoas, na era dos downloads (pagos e piratas) em banda larga, estão dispostas a seguir comprando discos que precisam ser estocados em prateleiras e gavetas? E quando foi a última vez que você voltou para casa feliz com seu novo armário de CDs?
As lojas online estão transformando o mercado de filmes e musicais. É tão mais fácil deixar um filme baixando do que ter que enfrentar o tráfego para buscar e devolver um filme na locadora. Além disso, tenho lido e escutado pessoas reclamando do valor extra que tem que pagar pela locação de blu-rays.
E quem um dia poderia supor que a Apple, típico player no setor de informática, iria competir com vídeolocadoras e barganhar preços com grandes estúdios de Hollywood? É, o mercado de entretenimento já não é mais o mesmo. A nova concorrente da vídeolocadora da esquina não está no mesmo bairro, mas sim na internet.
Sim, é estranho locar um filme na iTunes Store (ainda não disponível em nosso país). Você baixa o filme e tem 30 dias para começar a assisti-lo. Assim que apertar o "play", pode ver e rever o filme nas próximas 24 horas. Mas o sujeito logo se acostuma. E com a largura de banda aumentando, a espera pelo download vai ficando cada vez menor.
Realmente não sei se o blu-ray vai vingar ou não. Mas tenho certeza que será o último suporte plástico para filmes e musicais. Depois dele, nada de átomos, apenas bits!




