Blu-ray: você quer comprar mais plástico?

15Abr
2009

Não há dúvida, a capacidade dos novos discos blu-ray em armazenar até quatro horas de vídeo em Full HD já está deixando os DVDs com cheiro de mofo. Mas será que esse é o futuro para mercado de filmes e shows? Tenho minhas dúvidas. E você, está disposto a recomprar toda a sua coleção do Star Wars e Friends? E seus shows e musicais preferidos: vai substituir seus velhos DVDs por novos blu-rays em widescreen e soundtronic 13:9? Em outras palavras, quanto plástico você planeja comprar nos próximos anos?

De fato, a invenção de novos suportes, com maior capacidade e qualidade, é sempre uma oportunidade de novos negócios para a indústria cultural. Vale lembrar a transição de VHS para DVDs e do vinil para o CD. Os catálogos foram aos poucos sendo relançados, muitas vezes com extras que motivavam a recompra. Mas, repito: será que as pessoas, na era dos downloads (pagos e piratas) em banda larga, estão dispostas a seguir comprando discos que precisam ser estocados em prateleiras e gavetas? E quando foi a última vez que você voltou para casa feliz com seu novo armário de CDs?

As lojas online estão transformando o mercado de filmes e musicais. É tão mais fácil deixar um filme baixando do que ter que enfrentar o tráfego para buscar e devolver um filme na locadora. Além disso, tenho lido e escutado pessoas reclamando do valor extra que tem que pagar pela locação de blu-rays.

E quem um dia poderia supor que a Apple, típico player no setor de informática, iria competir com vídeolocadoras e barganhar preços com grandes estúdios de Hollywood? É, o mercado de entretenimento já não é mais o mesmo. A nova concorrente da vídeolocadora da esquina não está no mesmo bairro, mas sim na internet.

Sim, é estranho locar um filme na iTunes Store (ainda não disponível em nosso país). Você baixa o filme e tem 30 dias para começar a assisti-lo. Assim que apertar o "play", pode ver e rever o filme nas próximas 24 horas. Mas o sujeito logo se acostuma. E com a largura de banda aumentando, a espera pelo download vai ficando cada vez menor.

Realmente não sei se o blu-ray vai vingar ou não. Mas tenho certeza que será o último suporte plástico para filmes e musicais. Depois dele, nada de átomos, apenas bits!


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Lígia · http://ligialana.wordpress.com

Este é um assunto importante, que precisa mesmo ser pensado. Vc deve ter visto que no programa Roda Viva (última segunda), o diretor do Nic.br, Demi Getschko, ficou sem resposta pra essa questão que vc traz (e outras relacionadas a isso).
Acredito que é super possível para a indústria de entretenimento acompanhar a velocidade das transformações (cada vez mais rápidas) da Internet. Talvez falte mais coragem e disposição para encarar com inteligência o novo. Tentando ver não o que se perde, mas o que se ganha, claro.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 13:54



Comentário de: Andrea Paccini · http://www.andreapaccini.com.br

Alex, adoro ler o que vc escreve, sempre tão antenado em tudo, digo que vc faz o resumo pra gente....adoro...

Acho que o caminho é, mais bits e menos atomos, como vc disse.

Beijocas.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 15:11



Comentário de: mdany · http://mdany-mdany.blogspot.com/

olá!
muito interessante seu blog...parabéns!

visite meu blog quando quiser...

http://mdany-mdany.blogspot.com/

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 16:15



Comentário de: Alex Primo Email

Lígia, infelizmente não vi o Roda Viva. Mas que bom que você comentou ele aqui. Esses novos movimentos são muito interessantes e valem a pena ser acompanhandos. Leva muito tempo para desenvolver uma tecnologia como o blu-ray, e ainda ter de lutar para se transformar em padrão. Contudo, esse tempo pode hoje ser longo demais, pois o online parece andar mais rápido. Além disso, precisamos apenas do computador para ver filmes, sem ter de comprar novos leitores de discos.

Andrea, querida, só estou pensando alto! Mas que bom que vale para alguma coisa ;-P

Mdany, obrigado pela visita.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 16:24



Comentário de: Marília · http://dialetica.org/cafemineiro

Excelente ponto!
Já nem me lembro a última vez que fui a uma locadora...
Baixar da internet virou quase rotineiro.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 00:23



Comentário de: Bianca · http://www.concursos2009.com

É... de fato... baixar filmes pela internet tem se tornado meio cotidiano... comprar filmes pela própria TV idem... mas de vez em quando ainda vou às locadoras... bemmmmm de vez em quando... Bjos! Bianca.

PermalinkPermalink 18.04.09 @ 17:22



Comentário de: Sean · http://seanhsean.blogspot.com/

*




sempre te achei parecido com o Ross.
mas de franja.
:p





*

PermalinkPermalink 20.04.09 @ 11:54



Comentário de: Daniel Souza · http://eagorabr.wordpress.com

Lembro de uma reportagem que li, a reportagem era do ano em que os sites de venda online como o eBay começaram a surgir, acho que era de 1999, que dizia que 40% das pessoas preferiam comprar música através de catálogos, imagine então quantas pessoas preferem comprar pela internet, que promete interatividade e praticidade, talvez não há resultados ainda por falta de investimento.
E claro as gravadoras vão botar a culpa na pirataria. A internet através da pirataria aumentou bastante a quantidade e diversidade de música distribuída, talvez seja por isso que ao olharmos na porcentagem o número seja tão pequeno, mas e se olharmos na quantidade, já que muitas das pessoas que se aproveitam da pirataria nunca comprariam música.

PermalinkPermalink 20.04.09 @ 14:36



Comentário de: Alex Primo Email

Muitas pessoas não tem paciência ou mesmo conhecimento de como se baixa filmes e músicas em redes P2P. Logo, preços baixo de arquivos digitais vão ainda gerar muita riqueza para grandes e pequenas gravadoras...e até mesmo para artistas que vendem seus produtos de forma independente.

PermalinkPermalink 20.04.09 @ 19:03



Comentário de: Jotacê · http://www.blogdojotace.com.br

Se o santo protetor dos colecionadores permitir, ainda vou comprar MUITO plástico na vida. Nada substitui o prazer de colecionar e s sensação física de se possuir alguma coisa.

Não vou me alongar aqui, até pq ampliei mais meu pensamento no post abaixo, que tenta argumentar em 5 tópicos a razão do Blu-ray não sucumbir aos downloads tão cedo:

http://www.blogdojotace.com.br/cinco-razoes-pelas-quais-o-blu-ray-nao-sucumbira-aos-downloads/

Parabéns por instigar o debate sobre o tema!

PermalinkPermalink 20.04.09 @ 20:39



Comentário de: bruno

po,gostei desse tal blu-ray, nem tava sabendo dele ainda, mas minha opinião é q o futuro será pendrive aqui em brasilia mesmo comprar sons d carros d nova geração com leitor d cd tá se tornando dificil a maioria já vem com entrada USB, mas é uma inovação esse blu-ray só o tempo dirá se pega a moda ou não :d

parabens pelo blog, muito bom ele

PermalinkPermalink 23.04.09 @ 09:09



Comentário de: Alex Primo Email

Jotacê, você tem razão: os colecionadores são uma fonte de resistência ao desaparecimento dos suportes concretos.

Bem lembrado, Bruno, os pen drives são outra forma de armazenamento que estão se popularizando para o registro de músicas, já que os aparelhos de som para carros estão oferecendo suporte para eles.

PermalinkPermalink 23.04.09 @ 09:31



Comentário de: Andwllian · http://andwllian.blogspot.com

"Depois dele, nada de átomos, apenas bits!"

eu pensei q bits era formado por átomos, mas blz.
___________________________________________

deviam vender filmes é em pendrives, armazena mais q blu-ray, é menor, + velocidade e aumenta cada dia o seu tamanho de armazenagem, de praticidade, e de interação com outros aparelhos...
_____________________________

e sobre pirataria, seria ideal se a gravadora fizesse do produto uma propaganda, estilo web 2.0, seria liberado de graça...

PermalinkPermalink 24.04.09 @ 12:40



Comentário de: Lecticia · http://twitter.com/lewicz

Acho que a preocupação maior deve ser quanto a durabilidade dos produtos
que se adquire, não importa se são em vinil, em mp3, (desde que seus
arquivos estejam bem protegidos contra vírus) ou se um tanto de cada tipo de
produto...

Pra quê ficar trocando suas mídias a cada vez que aparece uma nova
no mercado? Acho que isso é jogar dinheiro fora. O mais importante é curtir
os filmes, curtir a música, estudar a música, produzir a música, tudo isso no tempo presente, com prazer de se viver.

Esse é que deve ser lembrado pelos consumidores (deixem as preocupações
para as grandes empresas e produtoras). Se amanhã nossa casa
for tomada por água de enchente ou por alguma catástrofe inesperada,
aí sim, temos coisas com as quais nos preocupar, mas com certeza não será recomprar todos os produtos de novo.

PermalinkPermalink 06.05.09 @ 12:11



Comentário de: Alex Primo Email

Lecticia, você tocou em um ponto fundamental. A própria Ciência da Informação questiona a durabilidade dos suportes. Ou seja, de nada adianta o lançamento de novas mídias se elas se degradam em poucas décadas.

Confesso que com relação ao blu-ray ainda não tenho informações sobre isso.

PermalinkPermalink 06.05.09 @ 12:16



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