2009
Nesta segunda-feira eu escrevi sobre o poder do retweet. Um fato interessante é que logo após esse texto ter sido comentado pelo Edney no Twitter, seguiram-se 15 retweets, sendo que estes geraram mais 5 retweetadas. Tal procedimento em rede e o tráfego adicional gerado por aqueles retweets nos mostram outro aspecto interessante das redes: a força dos hubs.

Você certamente sabe que o um hub em uma rede social nada mais é que uma pessoa que tem um número muito alto de conexões. Certamente, o Edney (@interney) é um hub no Twitter. Neste momento, mais de 21 mil pessoas o seguem. Com tantos seguidores, não é de surpreender que um tweet do Edney renda muitos retweets. Em virtude da credibilidade que conquistou com o tempo, um texto que ele publique vem associado a sua autoridade na rede. É inclusive provável que seus "seguidores" no Twitter prestem mais atenção a uma mensagem enviada por ele do que por outra pessoa.
E como o Edney, como outros hubs, transitam em muitas redes, o volume de informações com que tem contato lhe mantém muito bem informado. Sendo assim, as informações que hubs retransmitem são fruto de uma filtragem prévia. À medida que esse filtro se torna bastante seletivo, garantindo a qualidade das informações passadas adiante, novos interagentes passam a confiar no que o hub publica. Em outras palavras, o capital social dos hubs cresce de forma recursiva. Quanto mais capital social...mais capital social. É o efeito "ricos ficam mais ricos".
As mensagens publicadas por hubs acabam "escorrendo" para outros grupos a partir de retweets de pessoas que funcionam como pontes entre essas redes. Esses novos leitores podem se interessar em conhecer os tweets de quem enviou aquela mensagens original, conferindo-lhe novos seguidores no Twitter.
Enfim, podemos concluir que nem todos os tweets e retweets tem a mesma força. A assinatura de um hub em uma mensagem ou em uma retweetada confere "peso" e motiva o repasse daquela informação.




