2009
Você está lendo suas mensagens no Twitter. Ao encontrar um texto interessante enviado por seu amigo Fulano, você não pensa duas vezes: faz um retweet. Ou seja, republica a mensagem. Essa retweetada leva o texto original para outras redes cujos participantes não não assinam o Twitter de Fulano. Assim, essas pessoas podem tomar conhecimento de uma informação a que não teriam originalmente acesso, por não fazerem parte da(s) rede(s) a que Fulano se filia.

No exemplo acima, você funciona como um "broker", fazendo uma ponte entre redes sociais diferentes. Esse fenômeno, chamado na teoria de redes sociais como "structural holes", viabiliza que informações ultrapassarem a simples circulação entre participantes de uma dada rede, "escoando" para outras redes.
Uma vez escutei em um congresso internacional que as informações que circulam dentro de uma rede da qual você participa faz você e seus colegas serem ainda melhores no que já fazem. Por outro lado, a conexão com outras redes sociais oferece um desenvolvimento em áreas que você conhece pouco, ampliando seu potencial. De fato, a circulação de informações em uma rede social tende a ser focada em interesses compartilhados. Mas novidades de outros clusters no sistema podem oxigenar um grupo coeso, motivando a criatividade e a diferença.
Logo, um simples retweet pode não apenas ampliar o alcance de uma informação, mas também criar novas conexões, motivar debates a partir de uma perspectiva diferente, e até mesmo gerar uma ação coletiva em rede. Sei que algumas pessoas não gostam de retweets pois redundam algo que elas já leram. Mas da próxima vez veja-os como um potente fenômeno de redes sociais.
Quer saber mais sobre o tema? Leia este capítulo de Ronal Burt, um dos principais nomes na teoria de Structural Holes.




