Sabe qual o problema dos celulares terem câmeras para fotos e vídeos? As pessoas querem tirar foto de tudo, filmar tudo! Muitas vezes pouca importa o objeto a ser capturado. O que importa é registrar toda e qualquer imagem. Não custa nada! Ora, DVDs, cartões de memória e HDs são hoje muito baratos. Logo, vale a pena registrar e gravar tudo. Tenho um amigo que salva todas as fotos que já tirou desde que teve acesso a sua primeira câmera digital...mesmo as fora de foco e tremidas. Segundo ele, é um registro de sua vida. Ele tem razão.
Graças a essas microcâmeras pudemos ter registros instantâneos da enchente em Santa Catarina, dos atentados na Espanha e em Nova Iorque, entre outros fatos marcantes. Sem um celular barato nas mãos de uma cliente, não saberíamos da humilhação por que passou esta mulher, que precisou tirar a blusa para entrar em um banco.
E que seria do webjornalismo participativo se não fossem esses dispositivos móveis? Além da possibilidade de registro de imagens e textos, é possível publicá-los na rede, mesmo que não se esteja com um notebook à mão. Na verdade, esse é um dos diferenciais do webjornalismo participativo: o potencial de noticiar fatos muito antes da chegada de um jornalista profissional de uma grande instituição midiática.
Mas sejamos sinceros, nem sempre as fotos e vídeos são bem vindos. Em um teatro ou em um show intimista, câmeras e celulares ligados funcionam como lanternas nos olhos de quem está nas filas de trás. Lembro agora de uma apresentação circense que assisti em um teatro. Quando um arqueiro se preparava para acertar múltiplos alvos em uma performance que envolvia algum risco, um senhor na minha frente decidiu levantar a câmera em seus braços para melhor captar a cena (que ocorreria em apenas um segundo!). Nem ele conseguiu tirar a foto, nem eu consegui ver o feito.
Às vezes é a tecnologia que impõe o seu uso. Se o celular está no bolso ou na bolsa, por que não levar uma foto da peça de teatro como souvenir? Mesmo que o fotógrafo amador esteja no mezanino, sua camerazinha não tenha zoom e sofra com uma lente de segunda, é preciso tirar uma foto. A câmera demanda. É como se a tecnologia dominasse o indefeso fotógrafo.
Mas não posso negar que agradeci mil vezes aos fãs que filmaram o único show do Led Zeppelin em 2007. Poder ver a reunião daqueles "dinossauros" do rock, mesmo que em imagens tremidas e distantes, foi fantástico.
Já o web designer Andrews Ferreira Guedis foi além do simples prazer de assistir no YouTube a registros dos shows do RadioHead no Brasil. Decidiu editar clipes ao vivo da banda, juntando gravações de diversos fãs publicadas na rede. Em entrevista ao Vírgula, o blogueiro comenta:
A ideia surgiu exatamente quando estava assistindo as várias filmagens feitas por fãs da música Paranoid Android. Me bateu uma vontade de juntar certas cenas e ver no que dava. Eu já tinha visto uma ideia parecida com o Nine Inch Nails, que atualmente liberou três shows com filmagens profissionais para os fãs realizarem as edições.
Ontem, Andrews publicou uma nova edição da música "Fake Plastic Trees". Vale a pena acompanhar o desenvolvimento desse projeto de mashups, que pretende lançar um DVD do show. Certamente alguns vão questionar sobre os direitos autorais das imagens, etc e tal. Enquanto eles discutem, curta os vídeos no blog Radiohead - Rain Down.
Pois é, meu blog agora atende em novo endereço para melhor servi-lo. Após um gentil convite do Inagaki e do Edney, e com a ajuda e paciência do Paulo Henrique, da Pólvora, o Dossiê completou sua mudança de domicílio.
Confesso que é uma honra e uma responsabilidade integrar a família Interney Blogs. Espero fazer jus a este grupo!
Mas muitas novidades estão previstas para as próximas semanas. Um novo layout está sendo criado pela criativa Neca Richter (Dint). Novas histórias em quadrinhos sobre tecnologia estão no forno. Mas a velharia também continuará: críticas da cibercultura, análise da usabilidade de sites e gadgets, notícias sobre tecnologia, etc.
Neste mês recebi a quarta cobrança de uma assinatura da revista Carta Capital. O interessante é que jamais fiz essa assinatura e tampouco faria, pois não gosto dessa revista.
No mesmo dia em que recebi uma carta me parabenizando pela assinatura (hein?), na primeira semana de novembro de 2008, entrei em contato com a editora por telefone e por e-mail. Segundo os registros da Editora Confiança (Confiança???), eu teria feito essa assinatura pessoalmente com um representante. Além de serem incompetentes, ainda me chamam de esquizofrênico! É como se eu não me lembrasse de ter feito a assinatura.
Entrei em contato com a editora outras vezes, por e-mail e por telefone, e sempre escutei a promessa de que o valor cobrado por 4 meses seguidos seria devolvido. Nunca nenhuma revista chegou em minha casa (ainda bem!), nem a devolução foi realizada. Liguei para meu cartão de crédito que confirmou que nunca a editora entrou em contato com eles.
Logo, aviso os leitores que cogitam assinar essa revista: CUIDADO. A editora desConfiança é uma empresa que não respeita o público e mente.
Se eu chegasse em minha disciplina de Design de Interface e pedisse aos meus alunos que reinventassem a experiência de copiar e colar, provavelmente muitos achariam a experiência desnecessária e boba. Essa funcionalidade é tão antiga nas interfaces gráficas que parecia ter atingido a implementação perfeita. Logo, para que mexer em time que está ganhando?
A Apple, contudo, vinha há muito sendo criticada por não ter incluindo o simples recurso copiar/colar no iPhone. Certamente, era uma das limitações mais gritantes daqueles celulares. Pois ontem a Apple anunciou a inclusão daquela funcionalidade na terceira versão do sistema operacional do iPhone, que deverá ser lançado no meio do ano. Grande coisa, você pode dizer. Contudo, eles conseguiram transformar a usabilidade do simples copiar/cortar/colar. A espera valeu a pena!
Um dos grandes diferenciais do iPhone é sua interface. Ele foi um dos primeiros celulares a entender que botões e menus de pequenas telas touchscreen demandam modos diferenciados de interação, tendo em vista que a ponta dos dedos não tem a precisão das canetinhas necessárias em outros dispositivos móveis.
Tive um smartphone com Windows Mobile 5.0. Sempre que tentava dispensar a stylus e fechar janelas com a ponta do dedo ou clicar em outros botões ou menus acabava selecionando coisas erradas. Talvez o melhor fosse deixar a unha do dedo mínimo crescer para usar essa interface com controles tão minúsculos!
Com o OS 3.0 do iPhone, não importa se você tem dedos de colono (!), você conseguirá copiar e colar trechos de texto com grande facilidade. As imagens a seguir (roubadas daqui e daqui) demonstram a usabilidade da nova interface.
Para disparar o processo, basta clicar em alguma palavra. Grandes botões aparecem acima da seleção.

O texto selecionado pode ser ampliado a partir de alças que emolduram a seleção. Enquanto isso, o texto a ser copiado ou cortado é ampliado com um efeito de lente de aumento. Esse recurso pode ser supérfluo, mas facilita o uso da funcionalidade e… enche os olhos!


Você pode ver um passo-a-passo detalhado nesta matéria da AppleInsider. Mais uma vez a Apple nos mostra que pode demorar para lançar um recurso que a concorrência já tem faz tempo. Mas quando decide implementar o que já parece batido, o faz de maneira inovadora. Além disso, prova que a interação com os dedos não pode ser planejada da mesma forma que a interação com um mouse. Em outras palavras: botões grandes!

Ah, antes de terminar, veja como desenhar a interface gráfica de um simples gravador de voz com muito bom gosto:

PS: OK, OK, eu sei que sou um Apple maníaco mala, que só elogia os produtos da empresa. Foi o que fiz em minha resenha do Safari 4. Contudo, com mais uso dessa versão beta algumas coisas tem me irritado bastante. Apesar do programa oferecer mais velocidade para recursos em javascript, a interface do Wordpress.com agora não funciona direito (principalmente a inclusão de links, que trava o processo). Diferentemente do Chrome, as novas abas abertas abrem ao final e não ao lado da aba de onde partiu o meu clique. E onde está a reabertura de abas recém fechadas, Apple?
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Eu estava zanzando pelo Campus Party quando o Juliano Spyer apareceu com uma ideia inspirada: fazer um "flash book". Antes que eu franzisse todos os músculos de minha face intrigada ele explicou que se trataria de um livro digital com pequenos textos introdutórios, com no máximo 500 palavras, sobre os principais temas ligados à cibercultura. A idéia inicial era lançar o livro no próprio Campus Party. A ideia, no entanto, ganhou novas proporções.
O livro digital "Para entender a Internet" foi lançado neste dia 17 de março e em grande estilo: através do Twitter. O link para download certamente vai rolar pela rede, conquistando leitores e curiosos.
Eu escrevi uma introdução à interatividade/interação, claro! Em 500 palavras, resumo o que discuto em meu livro "Interação Mediada por Computador" (veja aqui o site do livro). Claro, o espaço era curto, mas certamente poderemos prosseguir o debate em diversos espaços na internet.
Parabéns ao Juliano pela grande sacada e pela contribuição que está fazendo para o estudo da cibercultura. Quero também louvar todos os autores que se empenharam em concretizar essa ideia genial em um livro que vai dar o que falar, twittar, blogar, discutir…
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PING:
TITLE: Links de 17-03-2009 | Blog do Guto
URL: http://guto.pro.br/blog/delicious/links-de-17-03-2009
IP: 201.33.21.11
BLOG NAME: Links de 17-03-2009 | Blog do Guto
DATE: 03/17/2009 11:53:44 PM
[...] Livro sobre temas da cibercultura será lançado no Twitter [...]
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O mundo informático se revoluciona a cada instante. Tal é essa velocidade que a própria palavra "revolução" tem se esvaziado. O que era novo ontem, amanhã já é ultrapassado. Se não nos cuidarmos, nós mesmos podemos nos tornar obsoletos.
Nesse sentido, sugiro que você, geek velhusco, nerd de outrora, procure evitar as frases, gestos ou lembranças abaixo, sob risco de revelar que seu prazo de validade já venceu.
- Jamais fale que quer comprar um novo winchester;
- Não diga que seu joystick do Playstation quebrou. Tampouco simule estar segurando um joystick de Atari ao falar que seus filhos não largam o videogame;
- Ao interagir com um dinogeek, finja não lembrar o que é um tijorola com bateria tarja azul;
- Nunca pergunte se alguém tem um disquete para emprestar;
- Evite comentar que sua escrivaninha está enroscada de fios;
- Jamais mencione as marcas Netscape ou AltaVista;
- Se alguém um dia falar em Gopher, BBS ou Bitnet, não balance a cabeça ou faça cara de lembrança. Disfarce e pergunte se é um novo refrigerante;
- não escreva "naum" ou "saum" em e-mails, muito menos sugira que as pessoas evitem acentos em uma lista de discussão;
- Sob hipótese nenhuma ofereça seu scanner de mão ou sua placa SCSI para o seu sobrinho;
- Se um dia algum velhusco pronunciar as letras ICQ, resista, mas não confesse que você lembra seu número de cor;
- Mesmo sob tortura, não diga que possui o manual e os disquetes originais do Office 95, que usou o Corel Ventura ou que fez um curso de Cobol;
- Pergunte ao nerd de outrora, seu parceiro, se OS/2 Warp é um novo barzinho.
Ela nasceu idea, e por muito tempo viveu entre nós como idéia. Mas agora, em sua maturidade, transformou-se em ideia.
Como tantas outras, esta idéia ficou obsoleta. Numa época em que o envelhecimento precoce condena tudo que é novo, a ideia mais nova condenou todas as velhas idéias.
Para explicar sua teoria das ideias (no grego ????), Platão recorreu à famosa metáfora da caverna, onde se assentavam pessoas comuns, iludidas por imagens projetadas. Já nossos especialistas encerraram-se em um gabinete para definir que brasileiros e portugueses (e outros gatos pingados) deveriam padronizar a ideia, sem acento e com muita precisão.
A ideia é um universal, "unidade visível na multiplicidade de objetos", ou uma representação geral, matéria comum do pensamento? Essa é uma questão filosófica, que pouca importa ao léxico agora padronizado.
Coitados dos especialistas lusófanos. Mal sabem eles que a ideia grafada da mesma forma entre brasileiros e portugueses jamais padronizará suas ideias sobre o mundo. Os novos dicionários já trazem a ideia registrada, dirimindo qualquer dúvida (esta ainda com acento…enquanto as proparoxítonas forem um grupo à parte). Aqui fora, contudo, brasileiros e portugueses tem ideias muito diferentes sobre o mesmo mundo em que vivemos. Xi, será que é mesmo o mesmo?
Apesar de nossa raiz portuguesa, experimentamos o real de forma muito diferente de nossos primos portugueses. Podemos agora usar a escrita de forma semelhante, mas falamos o mundo de forma distinta. Mais do que isso, nossas ideias sobre a vida em muito se distinguem. A língua não é apenas um conjunto de signos que representa objetos. Mais do que simples referência, ensinam Sapir e Whorf, as línguas carregam consigo nossas concepções de mundo. Exemplo típico é o número de palavras que os esquimós usam para se referir ao que conhecemos simplesmente por "neve".
E neste mundo tecnológico, onde tudo é reduzido à informação quantificável, empacotável e transmissível, não importa como a ideia é grafada. Ela tem existência separada do corpo, e pode sofrer download daquele aparato úmido e perecível. Essa fantasia cibernética, claro, não foi escrita por um teórico gripado ou mergulhado em uma paixão arrebatadora.
A ideia, para ele, não tem nem acento nem afeto. Talvez você não tenha nem ideia (nem idéia) do que estou falando. Nem tampouco ache importante uma crítica sobre o mecanicismo de muitas teorias sobre redes sociais, onde simplesmente se quantifica a circulação de informações, sem qualquer preocupação com as subjetividades e formações discursivas que contaminam necessariamente as ideias. Essa contaminação não importa nos debates transmissionistas, que equivalem comunicação e epidemias virais.
Bem, a única coisa que vale decorar é que ideia não tem acento.
A Apple está investindo todas as suas fichas na quarta versão do Safari. Se você visitar a página desse navegador, verá que o link para download oferece apenas a versão beta do Safari 4. Isso é estranho, pois normalmente versões beta estão disponíveis apenas em links discretos.

O novo Safari apresenta, entre outras vantagens, maior velocidade e tratamento otimizado de sites com pesado uso de javascript. Mas, o que quero aqui comentar são os aperfeiçoamentos na interface gráfica e na usabilidade deste navegador da Apple.
Mais uma vez a empresa mostra que elegância no design continua encabeçando sua lista de prioridades. OK, muitas das novidades na interface são inspiradas em outros browsers e tecnologias de outras empresas. Mais uma vez o que a Apple faz é integrar propostas anteriores, mesmo que de concorrentes, em uma experiência consistente e única.
Veja-se por exemplo a tela top sites, exibida abaixo nos tamanhos grande, médio e pequeno:




Essa funcionalidade, que lista visualmente os sites mais visitados, já estava disponível há muito tempo no Opera, e já tinha sido copiada pelo Google Chrome (leia minha resenha). Por outro lado, o top sites da Apple (disparado pelo botão mostrado ao lado) não apenas tem um visual muito sofisiticado, como também permite uma customização com boa usabilidade. O botão "edit", no canto inferior esquerdo, permite a seleção do tamanho das telas a serem mostradas (e, portanto, sua quantidade). Você também pode arrastar e soltar cada thumbnail para a posição que mais lhe convier. Além disso, os ícones mostrados no canto superior esquerdo de cada telinha (conforme a terceira imagem acima) permitem que você apague ou mantenha permanentemente uma certa página no modo top sites.
Mesmo que o Opera e o Chrome já tivessem esse recurso, nas imagens acima você pode comprovar o toque Apple no design da funcionalidade. O fundo negro dá grande destaque às miniaturas. O reflexo de cada pequena tela não tem função, claro, mas é muito elegante. Já o recurso de organizar seus sites mas visitados, arrastando e soltando as miniaturas, foi muito bem implementado. À medida que você arrasta uma das telas, as outras se movem para acomodá-la em sua nova posição.
Na mesma janela top sites existe um campo para busca no histórico do navegador. A grande novidade é que os resultados não são apenas o título das últimas páginas visitadas (o que nem sempre é muito esclarecedor). O que você vê é uma imagem do próprio site antes visitado, no mesmo formato "cover flow", utilizado em iPods mais recentes e no sistema de janelas do atual Mac OS X. Nesse modo de visualização você pode navegar pelo histórico como se estivesse "folheando" as telas. OK, OK, não foi a Apple que inventou a navegação "cover flow". Mas, o diferencial da Apple é saber aplicar muito bem as diferentes tecnologias disponíveis em um todo coerente. Aliás, as diferentes interfaces da Apple vem se tornando cada vez mais consistentes, não apenas entre programas, como também entre plataformas (computadores, iPod e iPhone).


Mas nem tudo são flores. Se a janela de registro de bookmarks foi apresentada como exemplo de usabilidade na primeira versão do Safari, hoje ela parece velha e truncada. Conforme relatei nesta resenha, o mesmo processo no Firefox 3 é muito mais intuitivo e rápido. No Safari, para se salvar um site em uma nova pasta é preciso ir ao gerenciador de bookmarks e criar essa pasta, e depois voltar para a janela de registro de favoritos. No Firefox você pode fazer tudo no mesmo lugar.

A própria visualização da estrutura de pastas no Safari, ao se salvar um novo favorito, é deficitária. Se você tem um grande número de pastas e sub-pastas (e sub-sub-pastas!), fica difícil identificar os diferentes níveis hierárquivos. A imagem ao lado não consegue demonstrar isso bem. Mas garanto que o Firefox resolveu isso de forma mais interessante, permitindo inclusive que se abre e feche sub-pastas na mesma janela.
É também surpreendente ver que a Apple está lançando um novo browser sem recursos que hoje parecem básicos, como a reabertura de abas fechadas recentemente. Tampouco existe o suporte para a inclusão de plug-ins. Até o Internet Explorer se abriu para essas extensões!
Sobre abas é importante também comentar que elas estão agora posicionadas no topo da interface, lá onde estava apenas o título do site. Sim, isso também se parece com o Chrome. Por outro lado, supõe-se que essa modificação tem outro motivo além da competição com o browser do Google, que será lançado para Mac em breve (espero!): esse recurso facilitará a navegação no Safari para iPhone. Se isso for verdade, a interface do Safari ficará padronizada nos diferentes dispositivos.

De toda forma, me parece que as abas ainda não atingiram o melhor aspecto. Elas parecem melhor desenhadas no Chrome. Em sua versão no Safari, as abas vão mudando de tamanho em virtude do número de abas abertas. Ou seja, um padrão diferente do que vinha sendo trabalhado pela Apple, e também distinto da forma adotada pelo Chrome.
Para se arrastar uma janela do Safari é preciso clicar no meio de uma aba. Mas, se você quiser arrastar uma aba para que ela se transforme em uma janela (sim, como no Chrome), é preciso clicar e arrastar o canto chanfrado da aba. Já o botão de fechamento da aba foi parar no canto esquerdo. Um lugar realmente inusitado, pois é padrão hoje posicionar-se o botão de fechamento no canto esquerdo de toda janela ou aba, mesmo em dispositivos móveis. Enfim, espero que a Apple reveja o design das abas, pois elas não parecem bem acabadas.

Finalmente, a barra de progresso azul, que aparecia por trás do endereço do site sendo carregado, foi substituída pelo gif aí ao lado, posicionado ao final da barra de endereços. Hum, confesso que eu gostava da barra aqua, que diferenciava o Safari de outros browsers.
Conclusão: gostei do top sites e da nova busca no histórico. A Apple, no entanto, deveria ter incluído algumas melhorias há muito esperadas: reabertura de abas fechadas inadvertidamente, suporte para plug-ins, permitir o assinatura de RSS em leitores online (o Safari se adona dessas assinaturas!) e cortar definitivamente de seu dicionário as palavras "site incompatível". Enquanto isso, continuarei usando esse browser mesmo assim!