Bibliografias de cibercultura

27Ago
2008

Com frequência eu recebo e-mails pedindo indicações de livros sobre diferentes temas da cibercultura. Com o volume de trabalho acumulado, nem sempre eu conseguia responder. Decidi então abrir um novo blog: Bibliografia de Cibercultura. O foco será em livros e capítulos (para mais informações sobre cada um deles, basta clicar em seus títulos). A coluna da direita do blog reúne outras informações que podem ser úteis para o estudante da cibercultura.

Nas próximas semanas, novas seções serão acrescentadas (como inteligência artificial, consumo online, ciborgue, etc.).

Fique à vontade para sugerir novos livros para as bibliografias listadas.

Mapa mental sobre avaliação de cursos online

25Ago
2008

Na semana passada, ministrei em Gramado um mini-curso sobre educação a distância para um grupo de professores da UFSM. Na segunda metade da manhã, discuti como avaliar de forma ampla um curso online que ocorreu ou que está sendo planejado.

Para ilustrar o debate, mais uma vez usei o método de mapa mental. Durante a projeção, fui fazendo um zoom em diferentes pontos do mapa mental, discutindo cada um de seus "galhos". Para conhecer todas as questões que proponho para esse processo de avaliação/planejamento, faça o download do PDF (2.5 Mb). Tendo em vista a quantidade de elementos do mapa mental, ele foi criado em formato A3.

As questões ilustradas no mapa mental são baseadas em um longo texto que escrevi sobre o tema, durante meu doutorado em Informática na Educação. Preciso agora pensar o que fazer com o texto: publicar ou transformá-lo em um hipertexto.

Como sempre, por favor envie suas críticas para que eu possa aperfeiçoar o mapa mental.

Blog do Núcleo de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação

13Ago
2008

Quer conhecer os trabalhos que serão apresentados no Núcleo de Pesquisa em Tecnologias da Informação e da Comunicação na Intercom 2008?

Pois visite o blog que acabei de criar para o NP. Periodicamente irei publicar novidades e resumos dos trabalhos que serão discutidos discutidos durante o evento em Natal.

O NP, que passei a coordenar, teve um número muito grande de inscrições neste ano. Tenho certeza que será um excelente espaço para conhecermos um panorama do que vem sendo pesquisado sobre cibercultura no país. E, sem dúvida, será um momento muito importante para a discussão sobre os temas mais atuais.

Na web o passado pode ser um eterno presente.

11Ago
2008

Há alguns anos meu pai pediu que eu procurasse informações no Google sobre um conhecido seu. A primeira página que encontrei foi o relato de um processo que ele sofrera. A surpresa foi desagradável. Quem sabe o processo tenha sido injusto e o fulano tenha ganho a causa. Porém, o registro permanecia na Web.

Mesmo páginas que foram apagadas na Web podem permanecer registradas no grande arquivo da rede, o Internet Archive. Lá se pode encontrar, por exemplo, várias cópias do site do ZAZ (que depois foi comprado pelo Terra). Veja esta página do antigo portal de 12 de dezembro de 1998. E já que tanto se falou sobre o lançamento do Firefox 3 (leia minha resenha da nova interface), que tal visitar a página do Netscape de 20 de outubro de 1996?

Mas vale a pena ter tudo registrado, pronto para ser acessado a qualquer momento, por qualquer pessoa? Como bem lembra Iván Izquierdo, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biomédicas da PUC-RS, "Somos também aquilo que decidimos esquecer". Neste artigo, Izquierdo, Bevilaqua e Cammarota afirmam que:

Iván Izquierdo

"De fato, é necessário esquecer, ou pelo menos manter longe da evocação muitas memórias. Há muitas que nos perturbam: aquelas de medos, humilhações, maus momentos. Há outras que nos prejudicam (fobias) ou nos perseguem (estresse pós-traumático)."

Se muitas vezes preferimos deliberadamente esconder de nós mesmos certos fatos do passado, a possibilidade de poder encontrar na Web coisas que publicamos ou relatos de falas e fatos de outrora não necessariamente é uma maravilha tecnológica.

O tema é fecundo, pois a princípio louvamos a possibilidade de podermos delegar parte de nossa memória para as tecnologias digitais. Mas o que fazer se aquilo que soterramos no fundo do inconsciente é encontrado por algum internauta, contra a nossa vontade? Políticos que o digam!

Ainda bem que no Brasil ninguém é condenado por seu passado ;-)
E se você já viu o filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", não deixe de ler o texto que Maria Cristina Ferraz apresentou na última Compós. A pesquisadora traz uma excelente discussão filosófica sobre todas essas questões.

Você também acreditou que o Google compraria o Digg?

05Ago
2008

Acabo de visitar o site Google News. Talvez esse site, que automaticamente reúne as notícas mais importantes do momento, revelasse a verdade. Que nada! Ao fazer uma busca simples por "Digg", encontro links para a mesma notícia rumorosa que circulou pelo mundo inteiro na semana passada: o Google estava fechando um acordo de compra do Digg por 200 milhões de dólares.

Para quem não sabe, o Digg é um site que agrega, através de votos de colaboradores, o principal conteúdo disponível na Web, de images e vídeos a notícias e podcasts. Eu sempre citei o Digg como um exemplar de webjornalismo participativo e de gatewatching. Mas fiquei surpreso ao ver ele sendo descrito no site do vídeo podcast diggnation como um serviço de social bookmarking. Sim, também é uma interessante forma de descrevê-lo.

Falando em diggnation, o último episódio, publicado em primeiro de agosto, traz o próprio Kevin Rose (criador do Digg) mais uma vez confirmando que tudo não passa de um rumor. Kevin diz que toda a equipe está satisfeita com o desenvolvimento do sistema e que a empresa não está à venda. De fato, muitas novidades vêm sendo lançadas, como um eficiente mecanismo de recomendações de notícias, baseado nas afinidades entre os participantes.

O site Techcruch, que divulgou a notícia bombástica, já tinha espalhado o mesmo rumor em outras oportunidades. Rindo da boataria, Kevin lembra que uma vez foi ao campus do Yahoo e quase que instantaneamente a notícia de que essa empresa compraria o Digg começou a circular.

Kevin Rose é o "queridinho" da indústria de tecnologia! Quando o Pownce foi lançado, muitos correram para conhecer seu novo projeto. Auto-intitulado geek, ele é realmente um inovador, que ajudou a estabelecer o que hoje se entende por arquitetura de participação da Web 2.0. Depois que criou o Digg, em setembro de 2004, dezenas de sites similares foram lançados, inclusive no Brasil, como o próprio overmundo e Rec6.

Quem ainda não viu o nenhum episódio do diggnation, vale a pena! Kevin e Alex Albrecht se matam de rir das principais notícias publicadas no Digg. Normalmente, a conversa entre os dois nerds é regada por muita cerveja. Veja abaixo o episódio em que Kevin refuta, ao final do programa, o rumor de compra pelo Google. Neste episódio, os dois parecem meio com sono e, sem cerveja, um pouco da comicidade se perde. Mas vale a pena assinar o podcast.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rikx9Qtk3tc]


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