2007
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Será que alguém ainda não sabe que Paris Hilton foi presa e já foi solta? A imagem da herdeira dos hotéis Hilton saindo da prisão foi uma das que mais circulou na mídia na semana passada. Alguns jornalistas logo comentaram que, tendo em vista sua roupa discreta, ela teria aprendido uma lição. Nem na porta da cadeia o que Paris veste deixa de ser notícia.
Pelo menos uma jornalista fez questão de manifestar sua insatisfação com a overdose de Paris Hilton. E isso ocorreu durante um programa ao vivo na TV americana. Mika Brzezinski, como se pode assistir no vídeo acima, se nega a ler o texto sobre a tal celebridade. Dando a entender que não considerava aquilo notícia ou um fato relevante, ela vai além e rasga o texto.
Não podemos negar, celebridades são empresas bem administradas. Em qualquer tempo e espaço lá estão elas se mostrando. Ora funcionam como modelos de conduta (do que fazer, do que não fazer) e ditam moda, ora dão depoimentos roteirizados sobre algum fato político, social ou sobre um assunto que realmente conhecem: a mídia. Mas a principal função desses mitos contemporâneos é nos dar um pouco de ar enquanto nos afogamos na lamaceira noticiada nos meios de comunicação.
Uma celebridade não se escabela quando dorme, não tem dor de barriga em jantares, não fica com sono em longas cerimônicas. Casam e descasam para nossa crítica e nosso deleite. E nos convencem que levam uma vida muito triste, tal é a perseguição dos abomináveis paparazzi. Mas que seria das celebridades sem esses fotógrafos onipresentes? E que seria de nós sem esse acordo tácito entre eles?
Moral da história: quero mais Paris Hiltons, menos Calheiros e Rorizes. Ela é mais bonita (mas nem tanto!) e mais cheirosa. E pelo menos já entrou em uma cadeia.
Mas, no meio de tanta encenação na mídia, quem nos garante que o episódio Mika Brzezinski também não é fruto de um bom roteiro para ganhar notoriedade?




