Ética hacker para crianças e adolescentes

30Nov
2011

Por Alex Primo
Editor

O que seria inovador na educação? Esta era a questão central do TEDxUnisinos, no qual eu tive a honra de palestrar. Realizado em 29 de outubro, o evento reuniu um grupo muito qualificado de pesquisadores, professores e outros profissionais. Para provocar a plateia, minha palestra ganhou o título de "Ética hacker para crianças e adolescentes".

Conforme a recomendação encaminhada a todos palestrantes de eventos TED, busquei fugir de uma fala simplesmente teórica, de cunho acadêmico, recheando-a com diversos exemplos e ilustrações.

Depois de apresentar as principais características da chamada ética hacker, baseando-me principalmente neste livro de Pekka Himanen, discuti como a escrita de fan fictions segue estes princípios. Finalmente busquei defender como esta prática pode fomentar a criatividade e colaboração no contexto educacional.

Assista a seguir minha palestra na íntegra.





Discurso sobre redes sociais, liberdade e capitalismo cognitivo

11Ago
2011

Por Alex Primo
Editor

Há poucas semanas fui mais uma vez paraninfo de uma turma da Faculdade de Comunicação da UFRGS. Homenagens como essa valem mais que qualquer salário ou presente. Por isso mais uma vez agradeço meus alunos por tamanha gentileza.

Reproduzo abaixo o meu discurso, no qual falo sobre redes sociais, liberdade, economia e capitalismo cognitivo, crowdsourcing, crowdfunding, Wikileaks, entre outros temas da Cibercultura.

Há o que se comemorar se qualquer pessoa sem diploma em Comunicação pode atuar como jornalista, publicitário e relações públicas? Precisamos celebrar ensinamentos que já ficaram velhos desde que vocês defenderam as monografias no mês passado?

Permitam-me, então, fazer estas breves reflexões.

Antes, o poder estava ao lado de quem detinha a posse dos meios de produção. O dono da fábrica além de poder econômico, acumulava poder político. Na fábrica eram definidas nossas opções de consumo, segundo imposições da economia de escala: um tamanho único para todos os gostos. E a própria vida das comunidades girava em torno das demandas de trabalho da fábrica.

A comunicação também respondia ao modelo industrial. As grandes emissoras de TV e rádio, as editoras e gravadoras e os grandes jornais e revistas funcionavam como fábricas. Esse poder centralizado nas mãos de poucos grupos e empresários também definia o que consumiríamos, o que saberíamos e o que não seria divulgado. Segundo a mesma lógica de produção em massa, a mesma notícia e os mesmos programas de entretenimento eram transmitidos linearmente para todo o público.

Mas nosso mundo mudou, e com ele a economia. A fábrica perdeu importância. Você sabe, por exemplo, onde foi produzido seu casaco, sua televisão ou o seu tênis? Mas certamente você sabe qual a marca desses produtos. Isso nos mostra que o poder hoje se localiza na idéia, no projeto, no design.

Na chamada sociedade da informação a moeda de maior força é o conhecimento. Agora fica fácil perceber o poder reunido por esta turma de formandos. Especialistas em comunicação, eles reúnem o ferramental para atuar no chamado capitalismo cognitivo: o saber.

Não é mais preciso ser dono de caríssimas rotativas, de estúdios equipados com pesadas câmeras, nem distribuir antenas por todo o país. Um celular conectado no Twitter ou um blog mantido em um serviço gratuito podem fazer uma revolução. A massa alienada e descoordenada dá lugar à multidão, que age na cooperação, na confluência de interesses. A Internet não precisa de líderes, pois os esforços ganham força na atuação em rede.

A fórmulas econômicas foram alteradas. A demanda pode anteceder a oferta. As marcas podem hoje oferecer com agilidade o que os consumidores pedem nas comunidades em redes de relacionamento. E o trabalho pode ser dividido com os próprios consumidores, que passam a fazer parte, eles mesmos, da cadeia produtiva. Por exemplo, é possível desenhar a estampa da camiseta que se quer comprar! É o que se chama de crowdsourcing. E também se pode investir na produção daquilo que se quer consumir. Recentemente eu investi pouco mais de 30 reais em um CD que eu quero escutar, de uma banda que explodiu no YouTube. A quantia é pequena, mas somada ao micro-investimento de tantos outros fãs, a banda está agora em estúdio. Trata-se de uma produção alternativa, segundo um modelo de crowdfunding, que acontece à margem dos interesses da grande mídia.

O processo da Comunicação mudou muito nos últimos tempos. A foto da evacuação do avião da US Airways que havia feito um pouso forçado no Rio Hudson foi captada e publicada por um cidadão comum. Os consumidores juntaram-se em coro para protestar contra os produtos com peles de animais da Arezzo, cujo desastrado release no Facebook prejudicou ainda mais sua imagem. Vídeos publicitários deixam hoje de ser veiculados no intervalo comercial de novelas, pois são repassados espontaneamente nas redes sociais online. É nesse contexto que nossos publicitários, relações públicas e jornalistas estão atuando.

Mas não entendam mal. A multidão não está parasitando o jornalismo e anunciando seu fim. Os anúncios diretos no Google não estão condenando as agências, nem tampouco os tuiteiros estão enfraquecendo os Relações Públicas. Pelo contrário, o que nossos formandos estão preparados para fazer é saber gerenciar essa simbiose. Ora, todos saem lucrando quando a inteligência coletiva, quando a sabedoria das multidões é bem coordenada.

Quem poderia pensar que um dia uma enciclopédia seria escrita por amadores, e que seus verbetes estariam sempre na primeira página de resultados do Google? E quem poderia imaginar que documentos secretos dos Estados Unidos poderiam ser salvos em seu próprio computador, depois de divulgados no site do Wikileaks? A radicalidade dessas experiências se explica pela máxima hacker: o conhecimento é um bem da humanidade e a informação quer ser livre.

Liberdade. Esse é o principal objetivo de todo profissional de comunicação. Quanto mais informação circular em um país, mais livre ele será.

Por outro lado, é também verdade que com a Internet sofremos de uma sobrecarga informacional. Segundo o filósofo Edgar Morin, temos hoje muita informação e pouco conhecimento. E com tantos serviços da Web 2.0, publicamos tantas fotos, escrevemos tantos tuítes e posts, vemos e passamos adiante tantos vídeos e fazemos tantos comentários no Facebook que às vezes falta tempo para um chopp na esquina! Podemos inclusive sofrer de uma nova forma de ansiedade: queremos consumir toda informação que nos chega sem parar e queremos marcar presença constante na Internet. Ora, quem não é visto não é lembrado. Aquele que se cala na rede não existe, pois é apenas através da comunicação que acontece a existência no virtual. E como impera hoje uma economia da reputação, precisamos estar sempre investindo em nossa imagem na rede.

Esse ritmo frenético também pode impactar os relacionamentos íntimos. Conforme o sociólogo Zigmund Bauman, nestes tempos digitais, tratamos os outros como conexões. Portanto, também é muito fácil desconectá-los. O recente livro de Shery Turkle traz um título provocativo: Alone Together, ou seja, acompanhado mas sozinho. Sim, podemos acumular amigos em redes de relacionamento e, mesmo assim, nos sentirmos solitários.

Evidentemente, a “culpa” não é da Internet. Somos frutos de nosso tempo, e a época é de grandes e frenéticas transformações sociais.

A verdade é que as verdades duram hoje muito pouco. As certezas têm prazo de validade bastante curto e logo são substituídas na prateleira por outras opções. A novidade de hoje fica obsoleta amanhã. Um lançamento do início do dia é ferro velho de tardezinha.

E é por isso que a formação de vocês não termina hoje. Esta solenidade de colação de grau é apenas um marco pontual. O aprendizado de vocês, formandos, continuará por toda a carreira. É preciso que seja assim, ou vocês mesmos se tornarão prematuramente obsoletos!

Ninguém pedirá para ver seus diplomas. A atuação profissional de vocês, as futuras contratações independem desse documento. O que mais importa é seu portfólio recente, sua capacidade de administrar e dar sentido a grandes fluxos de conteúdo, de transformar criativamente tudo o que parecia óbvio.

Vamos ser sinceros: neste excesso informacional, notícias e slogans parecem todos iguais. Tornaram-se commodities. Logo, na sociedade do conhecimento, no capitalismo cognitivo, o papel de vocês é criar valor através da idéia, tornar único aquilo que parecia abundante.

Segundo a cibernética, a informação é a diferença. Uma diferença que faz a diferença, diria Gregory Bateson. Logo, a frase “o céu é azul” é pouco informativa. Já o resultado da Megasena, dentre tantos possíveis, tem alta carga informacional. A mesma notícia reprisada em todos jornais e portais, portantom, tem pouco valor. O que precisamos é mais opinião crítica, bem fundamentada. Os produtos, marcas e empresas não precisam simplesmente ter páginas no Facebook. Precisam sim saber dialogar com seus diferentes públicos.

Diante do cenário que tentei aqui resumir, convido vocês, formandos, a manterem sempre como meta a defesa da liberdade. Não deixem que essa bandeira tradicional da Comunicação seja apagada por interesses sindicalistas, por pressões políticas ou pelo despreparo para atuar em redes sociais.

No Brasil, o projeto do Senador Azeredo pretende controlar as interações na Internet. Por que será que alguns políticos querem punir a liberdade de expressão garantida pelas redes online? Ora, todos nós sabemos as verdadeiras razões.

Em recente entrevista sobre os abusos do jornal News of The World, de Rupert Murdoch, o professor Eugênio Bucci defendeu que a liberdade é a melhor forma para garantir a liberdade da imprensa. A censura ou órgãos de controle são os piores expedientes para regulamentar o jornalismo. Vale lembrar que quem denunciou as práticas ilícitas do tablóide inglês foi outro jornal, o prestigioso The Guardian.

Sim, como vimos, temos muita informação circulando. Mas é sempre melhor mais informação, do que informação limitada. E é por isso que cada vez mais precisamos de profissionais como vocês. A democracia só se constrói na comunicação. Tanto o relacionamento amoroso quanto o relacionamento entre empresas e consumidores só pode ser mantido através da comunicação.

E temos aqui na nossa frente um grupo de profissionais, que foram preparados para trabalharem pela comunicação, para defenderem a liberdade. Que estão prontos para serem livres.

Queridos afilhados, aqui termina o compromisso de vocês com a faculdade. E aqui continua o compromisso de vocês com a Comunicação.

Chegou a hora de dizer tchau, ou melhor, até breve!

Nos vemos nas redes.

Interaja com o Google Experiments

04Ago
2011

Por Letícia Vedolin
Redatora

Para a maioria dos mortais programação é um assunto, no mínimo, complexo. Por mais que estejamos no mercado digital, não vamos muito além do conhecimento das nomenclaturas, passando longe das linhas de código. Mas quando o Google lança um projeto como o Chrome Experiments, fica difícil não se interessar pelas inovações possíveis com novas linguagens, como o HTML5.

O site, lançado no início do ano, estimula programadores a brincarem com código, a fim de produzirem e compartilharem experimentos que permitem o uso de gráficos 3D em navegadores, sem a instalação de plugins. Em outras palavras: um navegador roda, sem aquelas mensagens chatas de instalação disso e daquilo, imagens lindas e cheias de interatividade, que vem sendo muito bem aplicadas na produção do que antes conhecíamos como videoclipe.

A estratégia por trás disso tudo é divulgar os poderes do Chrome, que deve ser mais rápido que outros navegadores ao processar esse tipo de gráfico. Nada melhor para incentivar os experimentos e levar suas vantagens ao público geral, do que uma esperta parceria com a banda que mais entende viralização: OK Go. O resultado, lançado essa semana, é um vídeo interativo para a música All is not Lost da banda.

Para participar da criação, que conta ainda com a participação do grupo de dança
Pilobolous, o usuário acessa o site e é convidado a escrever uma mensagem, que é dançada pelo grupo após inúmeras interações entre janelas do navegador.

Esse já é o terceiro projeto especial em parceria com músicos promovido no Chrome Experiments. O primeiro, para o álbum The Wilderness Downtown do Arcade Fire, aplica os movimentos de um ator à cenários do Google Street View de uma cidade escolhida pelo usuário. O segundo, para a música Black, do álbum Rome, de Danger Mouse and Daniele Luppi, é uma viagem por um mundo pós-apocalíptico em que o usuário é convidado a navegar e explorar cenários.

Esse tipo de trabalho, vem unindo linguagem experimental e cultura pop, divulgando o Chrome e mostrando como o conceito de videoclipe pode estar sendo redefinido. Em meio a discussões sobre a acessibilidade dessas criações (é preciso ter um computador com certa potência para suportar os gráficos, que não são nada leves), uma coisa é certa: graças às inovações dessas novas linguagens, o verbo assistir, em pouco tempo, não será mais adequado para falar de experiências audiovisuais.

Testando o Google Music Beta

03Ago
2011

por Mariana Oliveira
Redatora

Acabo de receber convite para um dos projetos do Google que mais me chamou atenção nos últimos meses (não é o Google+, espertinho!): o Music Beta. Anunciado em maio deste ano em uma conferência de desenvolvedores e aclamado como o "iTunes/Grooveshark killer", o serviço estava em testes e restrito a usuários nos EUA. Há poucos dias começaram a liberar a entrada de novos usuários, inclusive brasileiros. E, ao contrário do Google+, dessa vez o Google me surpreendeu.

A proposta do Music Beta é a seguinte: assim como o iTunes, o serviço centraliza todas suas músicas em um único lugar. A diferença é que suas músicas no Music Beta ficam na "nuvem", o que significa que você pode escutá-las onde quiser - inclusive no seu smartphone Android. Sim, eu sei que Steve Jobs há pouco lançou o iCloud, que também coloca tudo o que você quiser em nuvem. Mas a facilidade de não precisar instalar nada, nenhum software ou aplicativo, conta pontos pro Google. Está no PC do trabalho? Music Beta. Tudo em uma aba, sem necessidade de ficar atualizando versões. Na verdade, o Google Music é muito mais parecido com o Grooveshark ou Spotify, sites bem conhecidos de compartilhamento de música via streaming, que já foram tema de post no Dossiê.

Mas vamos aos motivos: por que eu gostei do Music Beta?

  • Facilidade para ouvir músicas onde eu quiser, em qualquer computador ou celular;
  • Ao se cadastrar, você recebe cerca de 200 músicas free, de acordo com estilos musicais que você escolhe;
  • Você pode fazer upload de toda sua biblioteca através de uma ferramenta simples chamada Download Music Manager, que só precisa ser utilizada uma vez: depois disso ela atualiza sua biblioteca automaticamente;
  • A interface da biblioteca é organizada e inteligente (apesar de não ser nada bonita), e o sistema de buscas é ótimo;
  • Você pode marcar músicas com um simples "thumbs up", que automaticamente cria uma lista com suas preferidas;
  • A criação de playlists personalizadas é muito intuitiva;
  • As Instant Mixes são playlists inteligentes que o Music Beta cria pra você com base em uma única música. Você dá como exemplo "All you need is love" e recebe uma playlist mix com 25 músicas relacionadas.
  • Você pode integrar ao browser (Chrome, é claro) e baixar algumas extensões que deixam o serviço ainda melhor, como a Music Plus, que além de adicionar um botão de download (gratuito) em tudo, possibilita notificações em HTML5 quando troca a música, acompanhamento da letra da música, sincronização do scrobble de suas músicas com o perfil no Last.FM, entre outros. O surgimento de novas extensões pode tornar sua experiência ainda mais rica.
  • O streaming é leve, pesa pouco na navegação e não fica "trancando", como no caso do Grooveshark e similares. Ah, e também não tem anúncios :);
  • Ainda comparando com o Grooveshark e o Spotify, que vivem em guerra com gravadoras e seguidamente perdem algumas músicas do seu catálogo: como no Music Beta é você que faz upload das suas músicas, esse problema não existe.

O que tira a empolgação:

  • A interface não é muito agradável visualmente, é tudo meio retangular, com cores "tristes" (muito cinza). Mas layout, definitivamente, nunca foi a praia do Google. No GooglePlus eles acertaram, mas dizem por aí que teve dedo de algum ex-funcionário da Apple para deixar tão harmônico.
  • Outro problema clássico do Google: compartilhamento. Ao contrário do Grooveshark, não há como enviar suas músicas para o Facebook/Twitter, nem criar playlists compartilhadas.
  • Também em comparação ao Grooveshark e ao Last.FM, não há listas de "mais ouvidas" por outros usuários. É como se você fosse uma ilha.
  • Não existem "estações" em que você pode ouvir músicas e descobrir coisas novas, como no Last.FM. O Stereomood, por exemplo, é um site só de estações musicais de acordo com seu humor.
  • O seguro morreu de velho: não é porque suas músicas estão em nuvem que você deve apagá-las do seu HD, certo? É melhor manter na nuvem como uma espécie de backup, que você pode acessar também via smartphone.
  • Não se sabe se vai ser pago... a versão beta, por enquanto, é gratuita.
  • O Google vai saber ainda mais sobre você.

Enfim, como qualquer serviço beta, ainda há muito o que melhorar. É claro que não estamos falando de nada definitivo, mas acredito que o Google Music Beta será um marco na indústria de música online. E você, o que achou?

PS: Obrigada @elyndo pelo convite :)
PS2: No Music Beta as coisas vão mais devagar: cada novo usuário só tem direito a 2 convites. Ou seja, se você veio aqui atrás de convites, eu não tenho mais. :(

Energia, o calcanhar de Aquiles da tecnologia moderna

20Jul
2011

por Mariana Oliveira
Redatora

A missão do Google é organizar toda a informação o mundo. Até aí nenhuma novidade, afinal essa deve ser uma das frases mais repetidas em toda a internet. O que não é muito comum pararmos para pensar é na energia necessária para executar esse trabalho hercúleo. Energia aqui poderia assumir vários sentidos, da intelectual à motora (nem que seja dos dedos teclando), mas esse post é sobre energia elétrica.

Por trás do Gmail, do Google Maps, do Orkut e do novíssimo Google+, além de todos os outros serviços Google que você provavelmente usa, há uma estrutura gigantesca de mais de 1 milhão de servidores, o que corresponde a cerca de 2% de todos os servidores que existem no mundo. Em outras palavras, isso demanda muita energia.

Nesse sentido é interessante notar que o Google possui pelo menos duas empresas que lidam diretamente com a questão. De um lado a Google Energy, especializada em comprar energia para a empresa. Do outro lado a Google.org, braço filantrópico da empresa que investe em startups que pesquisam fontes ainda não consolidadas de energia renovável.

O que chamou atenção é que recentemente o principal braço do Google (esse mesmo que controla o Gmail, o Orkut e todos os outros serviços) anunciou um investimento de 168 milhões de dólares em energia renovável, sendo a maior parte para uma fazenda de energia solar e a outra para uma fazenda de energia eólica (por “fazenda” entenda uma grande área que produz essas energias). O objetivo? Produzir energia mais barata e de modo mais sustentável e perene para os servidores da empresa.

No fundo essa não é só uma preocupação do Google, mas de grande parte da sociedade humana. Recentemente cientistas do mundo todo se reuniram em Viena para discutir a questão e chegaram em 3 grandes metas:

- Garantir acesso universal de serviços de energia aos 3 bilhões de pessoas que não os possuem e a toda população mundial até 2030
- Melhorar a eficiência no uso de energia em 40% até 2030
- Aumentar a contribuição das energias renováveis no sistema para 30% até 2030

Se nos anos 80 coisas como o módulo energia solar parecia coisa de ficção científica, hoje isso já é possível e tende a ficar cada vez mais popular. Nos próximos anos veremos a corrida por energia limpa e renovável se acentuar cada vez mais, significando que os investimentos por parte de governos e empresas só tendem a aumentar.

O mais interessante disso tudo é notar que todas essas tecnologias que prometem revolucionar o mundo, do já antigo PC ao novíssimo tablet, passando pela promessa da impressora 3D, precisam de algo tão rudimentar para continuarem funcionando: a boa e velha tomada.