Pobres moças...

Garotas de ensino médio católicas com problemas. Esta é uma possível tradução para o título deste filme. E tem anão!

Uma pena que ele não existe...

Watchmen, o trailer

Neste link você pode ver o trailer de Watchmen em boa resolução. É fodaço. Smashing Pumpkins rolando e uma seqüência de cenas bastante fiéis aos quadrinhos (mesmo assim, Alan Moore está se lixando). Há um grande problema, entretanto. Este filme era para ser dirigido por Paul Greengrass, que foi rifado do projeto após apresentar um orçamento de US$ 120 milhões. Então, por melhor que fique o Watchmen de Zack Snyder, não dá para deixar de pensar em como ficaria o Watchmen de Greengrass. Aposto que seria melhor.

Permalink18.07.08, 12:25:00, by Vincent Vega Email , Cinema, Blockbuster 3 comentários

Por que Franklin J. Schaffner é um visionário...

1968 está em toda parte. Há 40 anos um bando de riquinhos foi pro pau em Nanterre porque um riquinho alemão queria dormir com as moças no dormitório feminino da universidade local e foi quase expulso por dizer que proibir algo assim era coisa de nazista. O tal do efeito borboleta fez a palhaçada tomar conta da juventude, aí a estúpida esquerda mundial comprou a briga. Tudo perda de tempo. O que importa é que naquele ano o filme de Planet of the Ape estreava em 8 de fevereiro. O seminal (eita palavrinha da porra que críticos adoram) O Planeta dos Macacos ganhava a telona em Nova York.

Por que o filme é tão bom? Confira: havia viagens estelares, um planeta onde as mulheres andavam seminuas, porradaria, um republicano como mocinho, batalhas e perseguições com cavalos e algo mais importante. Macacos. Montes deles. Um civilização deles. E todos falam! Colocar características humanas em animais sempre foi e sempre será algo importante quando se quer fazer filmes espetaculares e Franklin J. Schaffner será para sempre lembrado como um grande sujeito na história do cinema.

Se você ainda não viu O Planeta dos Macacos, problema seu. Vou contar o final: o mocinho da história na verdade não vai para outro planeta, mas para o futuro. E a visão da Estátua da Liberdade enterrada numa praia chocou gerações que viram o filme. O caráter visionário de Shaffner se confirma por causa desta matéria: http://tinyurl.com/3qb48s

É ou não é amedrontador?

Permalink28.04.08, 16:08:28, by Scatman Email , Animais, Cinema, Clássico, Artes, Blockbuster 22 comentários

Go Speed Racer

Acabo de ver o trailer em alta definição de Speed Racer. O filme até que promete. Destaco aqui os prós e os contras apresentados no trailer.

Prós

- Tem um macaco usando óculos escuros. Seria o bastante para decretar o sucesso da superprodução, mas, como vocês verão abaixo, há um fator que pode anular tão poderoso argumento.

- Christina Ricci fazendo carinha de vagaba, do tipo que vai desvirginar com vigor o herói da trama.

- Explosões.

- Carros em alta velocidade.

- Uma criança aparentemente dotada de grande inteligência, que vai ajudar o herói nos momentos difíceis da trama.

Contras

- Visual cartunesco à la '300'.

- Os irmãos Larry e Andy Wachowski na direção. Só fizeram filme ruim na vida, com exceção do primeiro Matrix.

- E, claro, Susan Sarandon não fazendo papel de vagaba.

Permalink17.03.08, 22:26:20, by Vincent Vega Email , Blockbuster 17 comentários

Resenha rápida de 'Ponto de vista'

Um filme com Sigourney Weaver sem aliens não vale a pena ser visto.

PS: Esse filme é claramente uma bomba por dois motivos:

1 - é cheio de atores "consagrados", como Forest Whitaker, Dennis Quaid, William Hurt e a própria Sigourney Weaver. Filmes assim nunca prestam.

2 - o Canal Sony passa propaganda desse filme pelo menos 30 vezes a cada intervalo. Se o filme fosse bom não precisava de propaganda.

Aliás, a propaganda me deu tanta raiva que decidi não assistir o filme. E mesmo assim tenho certeza que é ruim, pelos motivos supracitados.

Permalink17.03.08, 15:13:07, by Vincent Vega Email , Blockbuster 1 comentário

Esboço para roteiro de Ocean's Fourteen


A gangue de Danny Ocean está espalhada pelo mundo, vivendo do rico e desonesto dinheiro do roubo que aconteceu no filme anterior. Várias tomadas mostrando os sujeitos vivendo nababescamente em alguns lugares no mundo. George Clooney está morando em San Marino. Brad Pitt vive em Bali. Matt Damon descansa em Berlim. Elliott Gould faz amizade com Arthur C. Clark e vive de pederastias em Sri Lanka e assim vai. Até que vemos que Frank Catton, o personagem vivido por Bernie Mac, mora em uma mansão em Ilhabela. O desfecho de todas as cenas de cada um dos parceiros de Ocean é que todos recebem um grande envelope azul. O conteúdo se revela uma ameaça vinda de um inimigo fodão. Ele diz que reuniu provas contra cada um deles e promete usá-las caso não receba 14 quadros de Picasso em algum endereço qualquer.

Logo vemos todos discutindo via webconferência qual a melhor maneira para se fazer o roubo. A novidade do filme é que todos resolvem agir sozinhos em várias cidades pelo mundo, pois cada um está próximo de cidades que têm algum quadro de Picasso dando sopa. A partir daí o filme mostra cada um dos personagens fazendo a sua preparação particular para o roubo. Para deixar mais claro, a idéia e intercalar as imagens de cada um dos figuras em várias cidades conforme o rouba vai se desenrolando. Neste esboço, vamos nos concentrar apenas nas cenas de Bernie Mac/Frank Catton.

11:00
O maroto acorda e vai até a beira da praia tomar uma água de coco, enquanto espera prepararem uma caipirinha.
- corta para os outros -

13:00
Catton entra em seu Range Rover Sport vermelho e pega a estrada pra Sampa.
- corta para os outros -

16:00
Catton entra em um engarrafamento logo na entrada da cidade. Como está em um carro luxuoso, usa o momento para esgotar o estoque de caipirinhas enquanto escuta Cry To Me, de Salomon Burke. Repara que o trânsito parado deixou-o em frente a uma loja Casas China. Como a fila não vai andar mesmo, vai até a loja e compra um macaco hidráulico e uma mochila azul pequena. Por pouco não é roubado pois é confundido por dois motoqueiros armados - que passam pelo local em busca de vítimas - com um famoso traficante paulistano. Seu olhar pagão para os fanfarrões é o ato que faltava para não ser incomodado.
- corta para os outros em busca de instrumentos tecnológicos de última geração -

19:00
Em português macarrônico, Catton para ao lado de um ponto de táxi e pergunta prum taxista onde ele pode encontrar um bar movimentado pra azarar mulheres de boa vontade.
- corta para os outros em busca de instrumentos tecnológicos de última geração -

21:00
Catton já está pensando que está passando a conversa em Vera Ficher e Daniela Escobar
- corta para os outros em busca de instrumentos tecnológicos de última geração -

23:00
Catton sai de um motel visivelmente contrariado. Logo corta para ele entrando em um hotel cinco estrelas. Deixa o carro e sai de táxi. Pede para o taxista pra deixá-lo em algum puteiro da avenida paulista. Diz que dinheiro não é problema.
- corta para os outros e seus instrumentos tecnológicos de última geração -

23:15
Cenas bem pequenas de cada um deles. A de Catton mostra-o se apresentando bem malandramente para as primas do lugar. Ele entra com uma mochila azul contendo algumas Smirnoff Ice e o macaco hidráulico.
- corta para os outros -

0:00
Catton tenta comer uma prima de graça só pra ver se cola
- corta para os outros -

0:40 Catton está dançando um vanerão frenético com Marta de Jesus (Simone Spoladore) com os peitos pra fora, que lhe conta que a vida em Curitiba não é fácil.
- corta para os outros -

1:15 Gumercinda Santoz (Leona Cavalli), quase nua, diz a Catton que a vida no nordeste não é fácil, enquanto o forró come solto no lugar.
- corta para os outros e seus instrumentos tecnológicos de última geração -

3:00 Suellen Popinhowski (Luana Piovani) faz as vezes de uma polaca curitibana, não conversa porra nenhuma com Catton, pois ele está conferindo pra ver se tem algum tipo de conversa com outra puta. Seus olhos se arregalam quando repara em Catie Elke (Camila Pitanga) entrando no lugar. Carioca, declara que naiscer e morrer no Rio é fácil e tenta apresentar a Catton as maravilhas da gafieira.
3:03 Catie Elke e Catton entram num quarto.
- corta para os outros e seus instrumentos tecnológicos de última geração -

4:50 Catton se despede de Catie Elke, que está nua na porta de entrada do puteiro, e diz a ela que quer tirar ela daquela vida. Diz para ela visitá-lo em seu hotel. Berra de longe: "'Éo ti' amo, PUERRA!" enquanto tira o pequeno pé-de-cabra do bolso.

5:09 (Plano-sequência) Catton arromba uma porta do Masp com o macaco hidráulico. Entra assoviando e caminha despreocupadamente pelo museu. Todas as portas estão abertas. Logo encontra o Picasso que procurava. Enquanto saía, repara uma imagem que o faz se lembrar das histórias que seus avós lhe contavam sobre a vida dura dos antepassados no século 19 nos EUA. Resolve levar também. Coloca tudo na mochila azul e sai do museu às 5:12.
- corta para os outros brincando com seus instrumentos tecnológicos de última geração -

Fim da fase de imagens intercaladas entre os personagens.

Cenas futuras:
Interpol investiga uma série de provas coletadas ao redor do mundo ligadas aos assaltos. Um ajudante qualquer fala para o chefão do lugar que o Brasil acabou de mandar uma imagem da câmera de segurança do Masp. Este chefão diz pra colocarem no monitor grande de 70 polegadas e em alta definição que se encontra na frente da sala de investigação e se abre a seguinte imagem:

Primeira frase dita que se ouve após a exibição da imagem:

- Isso é um ultrasom de grávida?

Permalink21.12.07, 11:49:05, by Scatman Email , Cinema, Cinema nacional, Blockbuster 7 comentários

Ultimato Greengrass

Uma série de ação protagonizada por um banana como Matt Damon não parece grande coisa. Mas incrivelmente o amigo de Ben Affleck conseguiu ser verossímel no papel de um agente que bate em todo mundo a ponto do personagem David, de "O virgem de 40 anos", dizer que "achava que o Matt Damon era tipo a Barbra Streisand, mas ele manda muito bem neste filme." Acho que maior homenagem Damon não ganhará em vida.

Se o primeiro filme, dirigido pelo outrora promissor Doug Liman ("Swingers" e "Vamos nessa"), não comprometia, depois que Paul Greengrass assumiu a série houve um evidente salto de qualidade, com seu auge neste "Ultimato Bourne". Aliás, sugiro que Greengrass dirija TODOS os filmes de ação feitos em Hollywood atualmente. A câmera controlada por Greengrass é nervosa, mas não por mera questão de (falta) de estilo, como a de Tony Scott. Ele imprime a maior veracidade possível que um blockbuster de ação pode ter, graças ao estilo de documentário, ou melhor, de uma reportagem gravada ao vivo em zona de guerra, como já havia feito em "Domingo sangrento".

E olha que a história nem ajuda muito. O roteiro tem passagens bem fraquinhas, mas tudo se esvanece quando se está diante de uma seqüência tão forte quanto a que se passa em Marrocos (ou coisa que o valha), talvez a maior perseguição da história do cinema feita por dois personagens a pé. Ou quando o filme termina ao som de Extreme Ways, do Moby, melhor música de final de filme desde Born Slippy, em Trainsportting.

É uma pena que tiraram o projeto de "Watchmen" de Greengrass e deram para Zack Snyder. Imagine a destruição de Nova York vista em Watchmen nas mãos do cara que fez "Domingo sangrento" e na do cara que fez "300" e você verá do que estou falando.

Veja o trailer aqui.

Permalink10.09.07, 00:21:30, by Vincent Vega Email , Cinema, Blockbuster 2 comentários

Resenha rápida de 'Tropas estelares'

Insetos gigantes. Denise Richards. Buenos Aires destruída.

Permalink30.08.07, 12:17:05, by Vincent Vega Email , Cinema, Clássico, Sexo, Blockbuster 2 comentários

Resenha rápida de 'Garotas selvagens'

Denise Richards. Neve Campbell. Se beijam.

Permalink29.08.07, 18:11:47, by Vincent Vega Email , Artes, Sexo, Blockbuster 1 comentário

Simpsons já era

Gostei do filme dos Simpsons. Mas gostei porque desde de seu anúncio esperava um gigantesco desastre. Sendo assim, munido das piores expectativas, fui surpreendido por um filme passável e com alguns (poucos) momentos que relembram os bons e velhos Simpsons, como o passeio nu de Bart e Homer chegando à igreja. Há outras boas piadas, mas o filme sofre do mesmo mal que o seriado nas últimas temporadas: trocaram a inteligência pela sátira fácil, muitas vezes pastelão mesmo.

Homer sempre foi estúpido não por enfiar o martelo no olho, mas por dizer coisas inteligentes disfarçadas com um verniz estúpido, como, ao ler a Bíblia em um momento de desespero, dizer que "neste livro não encontramos nenhuma resposta". Ou, como quando seu pai, conversando sobre o próprio ataque que teve na igreja, se refere ao episódio "daquele velho louco que teve um ataque na igreja."

O engraçado é perceber como o desenho que deu origem a Shrek hoje copia o que há de pior na saga do ogro verde e, em alguns momentos, se parece com Shrek Terceiro. Tenho a impressão que Matt Groening já não se importa mais tanto com a família amarelada. Após tantos anos, gosta mais de seus projetos como Futurama, que, ao contrário dos Simpsons, começou mal e foi ficando bom com o passar dos anos. Simpsons ajudou a consolidar o canal FOX nos EUA. Por isso e pela audiência, o desenho continua e deve continuar no ar por muito tempo. Mas a originalidade absurda dos primeiros anos se foi.

Como filme, "Os Simpsons" daria um bom episódio. Ainda assim, sou mais aquele em que eles vão para a Austrália, ou aquele em que Lisa e Bart se tornam roteiristas do desenho de Comichão e Coçadinha. É possível fazer algo mais inteligente que um rato pregando os pés do gato em uma escada rolante, vendendo a pele do gato em uma loja de peles, uma mulher sair da loja com a pele ainda sangrando, encontrar o gato com os músculos à mostra, o gato tomar a pele dela, sair do shopping e apanhar de ecologistas protestando contra quem compra peles de animais?

Permalink27.08.07, 17:45:56, by Vincent Vega Email , Cinema, Desenho animado, Blockbuster 1 comentário


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