É proibido não proibir

Somos defensores dos blockbusters, dos arrasa-quarteirões. Mas até Hollywood precisa de limites. E deveria começar já a proibir certas aberrações da natureza. Como os filmes com:

1 - Jenifer Aniston

É sério, tirando o bacaninha Como enlouquecer seu chefe, dirigido pelo Mike Judge, o cara que criou os geniais Beavis & ButtHead, todos os outros filmes protagonizados pela Rachel dos Friends (outra série que dá no saco) são de uma indigência mental atroz. Comédias românticas feitas para fazer vomitar o mais apaixonado dos viventes. Nem adianta ela ser bonita e gostosinha. No final ela sempre interpreta uma retardada que se mete em alguma idiotice sem sentido ou uma chata fdp, como em Separados pelo casamento. Nenhum desses filmes foi um sucesso. Obviamente, ela é uma mala sem alça. Nem o Brad Pitt a aguentou, o que nos leva a...

2 - Angelina Jolie

Puta merda, essa mulher deve ser a melhor foda do planeta. Por que atriz ela não é, embora pense que seja. Adora bancar a maluquinha em pretensos filmes de arte, mas no fundo é só uma gostosa que aprendeu a enganar muita gente ao mesmo tempo. Arma um biquinho, solta umas lágrimas, rola no chão, tem ataques histéricos e, voila, eis um Oscar na prateleira. Picareta. Uma Megan Fox tiazona com pretensões artísticas. Prefiro a Megan Fox, que só faz filmes genuinamente toscos e sabe do que o povão gosta.

3 - Sandra Bullock

Casa no Lago. Enquanto você dormia. A Proposta. Só estes três filmes já seriam suficientes para a ONU levar Sandra Bullock à Corte de Haia por crimes contra a humanidade. Assisti aos três, o que faz de mim um sobrevivente de um holocausto cinematográfico. Ela teve bons momentos: Velocidade Máxima, A Rede. Eram bobos, mas divertidos. Mas agora não dá mais. Está velha e esticada por plásticas e botox. E ainda bancando a ingênua apaixonada. Ou a solteira apaixonada. Que tal um zumbi apaixonado? Zumbis sempre são legais. E só assim para salvar a carreira desta desgraça em forma de comédia romântica.

4 - Robin Willians
Morra, desgraçado, morra. Vocês sabem do que estou falando. Sim, dos piores filmes mela-cueca da história da humanidade. Porra, transformaram até o Homem Bicentenário em um filme romântico. Isaac Asimov vai se remexer no túmulo até o fim dos tempos. Também tem aquele filme em que ele morre para salvar a mulher do inferno e aquele outro em que ele é um médico que faz a alegria dos pacientes. Lembrei, Patch Adams. Se você acha algum desses filmes bons, lamento, você é um idiota.

5 - Jack Black

Esse cara é um caso a ser estudado nas universidades. Ele SÓ FAZ COMÉDIAS. Mas eu nunca ri em um filme com ele. Nunca. Nem uma risadinha amarela. Um esgar de canto de boca. Nada. Conjunto vazio. Talvez no futuro alguém consiga explicá-lo. Por enquanto é só um mala sem graça.

6 - Cameron Diaz

Essa é pé-frio. Consegue estragar até filmes sobre gangues do século 19 dirigido por Martin Scorsese. Uma proeza. Fez As Panteras. E, pior de tudo, deu uma tremenda enbarangada desde que fez o Máscara. Compare aquela Cameron Diaz gostosa com a Cameron Diaz dos dias (sem trocadilho) atuais. E todo mundo sabe que mulher feia não serve nem pra fazer sabão.

Permalink20.11.09, 01:53:07, by Vincent Vega Email , Cinema, Atores Deixe seu comentário

Pobres moças...

Garotas de ensino médio católicas com problemas. Esta é uma possível tradução para o título deste filme. E tem anão!

Uma pena que ele não existe...

This is the way that world ends, not with a whimper but with a bang

Justin Timberlake, Sarah Michelle Gellar, The Rock, Sean William Scott. Explosões nucleares, terrorismo, neo-marxismo. Viagem no tempo, física quântica, pornografia. Donnie Darko, Robocop, Saturday Night Live. Southland Tales é o filme mais arriscado feitos nos últimos anos. Mistura Partido Republicano com videoclipes, Hollywood com T.S. Eliot. A equação é insana. E é difícil saber se deu certo.

Richard Kelly, o diretor, usou todo tipo de referência possível. E não a referência preguiçosa, estilo cópia, que diretores como Tarantino vivem fazendo. Ele criou um mundo novo a partir de tudo o que viu na vida, de filmes Z a programas do Warner Channel. Sarah Michelle como uma prostituta ultra-bronzeada que tem um programa de debate filosófico, econômico e social na TV a cabo? The Rock como um ator canastrão, ansioso, paranóico, noivo da filha de um republicano? Uma distopia alimentada via jornalismo-show ao estilo Tropas Estelares? Uma penca de atores do Saturday Night Live no papel de guerrilheiros neo-marxistas? Richard Kelly juntou tudo para criar um filme cheio de cenas primorosas, arriscado e diferente.

Quem viu Donnie Darko saberá do que estou falando. Também dirigido por Richard Kelly, o filme vai ficando mais confuso conforme se aproxima do final. Idas e voltas no tempo, universos paralelos, futuros alternativos. Imagine se Kelly pegasse o filme e fizesse uma sequência a partir daí, mostrando um Estados Unidos sob ataques nucleares terroristas, censura governamental, e enfrentando núcleos neo-marxistas instalados na Califórnia. A Guerra no Iraque permanece, mas o país possui uma fonte inesgotável de energia limpa e infinita. Justin Timberlake é um soldado com uma cicatriz enorme, famoso e que vende drogas. The Rock é a chave de uma conspiração para derrubar o governo. E está desaparecido.

Há muitas leituras, há muito o que se descobrir no filme. Fala de guerra, imprensa, celebridades, política. Nada explícito. Arrisco com ex-estrelas adolescentes: Sean William Scott, o Stiffler de American Pie; Justin Timberlake, a Buffy Sarah Michelle Gellar. Os três atuam de maneira impecável, e Sean William Scott está brilhante. Ex-atores do Saturday Night Live. John Lovitz, um ator a ser evitado a qualquer custo, mas que aqui aparece sério como um veterano. Para finalizar, The Rock apresenta nuances de atuação incríveis para alguém com seu passado.

Kelly foi pretensioso e ousado. Não é um filme fácil, do casting ao roteiro. Foi vaiado em Cannes. Nada mais adequado para um filme que começa com o poema de T.S. Eliot, o Homem Invisível. "This is the way the world ends, this is the way the world ends, this is the way the world ends, not with a whimper but with a bang."

Permalink09.03.09, 03:34:50, by Vincent Vega Email , Cinema 5 comentários

O discurso que o Oscar perdeu

Maldito Sean Penn.

Permalink27.02.09, 00:13:53, by Vincent Vega Email , Cinema, Atores 3 comentários

Atores são idiotas

A entrevista acima é linda, assim como a apresentora que a conduz. A deslumbrante Marlen Gonzalez faz o que ninguém faz com os atores, que é fazer perguntas inteligentes a quem se acha superior, por um motivo ou outro, que o resto da população, nós, os meros mortais. Benicio Del Toro tem todo o direito de interpretar Che Guevara e até admirá-lo. Mas tem que escutar - e até o fez elegantemente, apesar de ficar bem perdido - as críticas quando fala besteira.

Marlen fez o básico: se preparou e encostou Del Toro na parede. É o contrário do que vemos nas tradicionais junkets com os atores. Normalmente é apenas bajulação, deslumbramento e perguntas idiotas, como bem mostrou o filme "Namoradinhos da América", com Julia Roberts e John Cusack, em uma cena memorável.

Só lembrando: atores são uma turma desprezível. Burros, cheios de si, alienados sobre todos os aspectos. Quando se metem com política conseguem ser ainda piores. Que Marlen seja um exemplo para as deslumbradas jornalistinhas que estão saindo da faculdade. Uma mulher inteligente e bonita como ela não existe na TV brasileira. E faz muita falta.

PS: Aos que pedem maior atualização, não o faço para não deixar nenhum leitor mimado. Assinem o RSS e recebam na maior tranquilidade os posts.

Permalink04.02.09, 01:43:38, by Vincent Vega Email , Cinema, Política, Atores 6 comentários

Um psicopata tranqüilo

Se tem algo que me deixe nervoso em relação a personagens psicopatas no cinema é que sempre eles têm uma motivação para serem maus. Ou foram abusados na infância, estiveram na guerra e viram a morte de perto, tiveram a família morta por (policiais corruptos, bandidos sádicos, carros em alta velocidade, lobos, sapos venenosos coloridos da Indonésia) ou foram humilhados na escola. Quando não têm nenhuma motivo em particular, são personagens mal-construídos ou caricatos. Até Hannibal Lecter ganhou um filminho picareta que explica o porquê dele ter virado canibal. Por que simplesmente o cara não pode um dia pensar: “porra, até que ser psicopata é legal, vou matar uma galerinha aí”? Um personagem assim, mesmo sendo obviamente um doente, não seria fascinante?

Mesmo na literatura, é difícil personagens que matem sem razão. Quando me disseram que Diário do Farol, do João Ubaldo Ribeiro, tinha um sujeito assim, fui atrás do livro. Decepção total, apesar de vários bons momentos, que se apagaram quando ficou claro que o personagem principal fazia tudo por vingança.

Pois na humildade, sem alarde, há um filme que nos presenteia com um personagem que faça o serviço bem feito, sem discursos contra a sociedade nem buscando vingança por ter passado a infância no porão de uma casa no Alabama. Mr. Brooks, chamado no Brasil de Instinto Secreto, traz Kevin Costner no papel do protagonista, um empresário bem-sucedido que mata pessoas como quem compra um Chicabon na praia, sem grandes alterações de humor, sem um passado de agruras e tormentas, sem ter sido abusado pelo Tião Pé de Mesa ou ter visto a família ser assassinada por traficantes colombianos pedófilos canibais que soltam abelhas pela boca (by Homer).

Não bastasse, seu alter ego é ninguém menos que William Hurt, que se diverte junto nas matanças sem sentido. Tudo é levado com extrema elegância, sem a glamurização da violência vista nos filmes do gênero, sem toada videoclipe ou outras besteiras criadas por Oliver Stone em “Assassinos por Natureza” e mimeografadas por cineastas sem talento metidos à besta (quase um pleonasmo). É um cara que mata, gosta e é bom nisso. Mr. Brooks não come a pele das pessoas, não usa serra elétrica, não é um gênio como Hannibal. Mas o considero melhor que todos. E o filme ainda tem a Demi Moore, também em um papel simples, mas nada óbvio. Um grande filme.

Permalink31.10.08, 19:47:24, by Vincent Vega Email , Cinema 18 comentários

Watchmen e a nova ditadura das adaptações

Os nerds estão dominando o mundo e iniciando uma ditadura cinematográfica. Tudo começou com 'Sin City', de Robert Rodriguez. De fato, foi legal ver a obra de Frank Miller, que gritava por uma adaptação, no cinema. Mas o filme já sofria da tentativa de adaptar tudo de forma tão literal. Havia um excesso de diálogos que poderia ser resolvido apenas com bom cinema e algumas soluções criativas que um diretor mais talentoso que Rodrigues faria na boa.

Tudo piorou com '300', de Zack Snyder. A transcrição praticamente sem alteração do quadrinho para o cinema criou uma espécie de padrão a ser seguido em todas as adaptações cinematográficas dali em diante. A partir dali, só passou a valer adaptações com visual e história iguais aos quadrinhos. A ditadura dos fanboys foi consolidada com a boa arrecadação de ambos os filmes. E tudo indica que 'Watchmen' vá seguir o mesmo caminho.

O trailer divulgado esta semana mostra cenas que são reproduções exatas da graphic novel de Alan Moore. A veículo do Coruja saindo do Rio, o Comediante arremessado pela janela, Jon no Vietnã - está tudo igual à HQ. Se por um lado tais adaptações eliminam o risco de que porcarias hereges sejam levadas às telas, essa fórmula limita muito o que pode e o que não pode ser feito no gênero das adaptações em quadrinhos. E está matando idéias que poderiam revolucionar de verdade.

Duas vítimas já foram feitas: Darren Aronofsky e Paul Greengrass. O primeiro foi escolhido para dirigir um filme do Batman, com baixo orçamento e que provavelmente seria feito em preto e branco, como 'Pi'. Não vingou a idéia. Greengrass, o mais brilhante diretor da atualidade, trabalhou anos no projeto de Watchmen para depois ser sacado pela Warner.

A franquia do Batman ficou então nas mãos de Chistopher Nolan, de 'Amnésia', que fez um Batman Begins terrivelmente ruim. Não sei se é culpa dele, já que ele teve mais controle em Dark Knght e mandou bem. E foi bem justamente por criar Batman segundo sua própria visão - claro que bastante inspirado em 'Batman: Ano Um', de Frank Miller. Respeitou o personagem e os quadrinhos, mas não ficou escravo da fidelidade total, conceito que se tornou sagrado de uns anos para cá.

O mesmo caminho tinham seguido Tim Burton, autor dos melhores filmes do Batman, e Richard Donner, que fez de 'Superman' simplesmente o melhor filme de super-herói de todos os tempos. E Bryan Singer merece menção honrosa pelos dois ótimos 'X-Men'. (Mas 'Superman Returs' é de doer).

Agora, o que Snyder tem a oferecer além de uma transposição fiel de Watchmen para o cinema. Será que não sairíamos ganhando se ele realmente adaptasse a história, não apenas reproduzisse quadro a quadro a história de Moore? Lembrando que Snyder foi o diretor de 'Madrugada dos mortos', talvez o melhor filme de zumbis de todos os tempos.

Por isso entendo toda a rabugice de Moore e de Art Spielgman - que já rejeitou várias ofertas por uma versão de 'Maus' para os cinemas. Tanto 'Maus' quanto 'V de vingança' e Watchmen não precisam ser adaptados. Está tudo nos quadrinhos. No máximo, a nova obra seria um pastiche do que foi realizado nos quadrinhos. É disso mesmo que precisamos?

Permalink23.07.08, 17:12:14, by Vincent Vega Email , Cinema, Quadrinhos 16 comentários

Watchmen, o trailer

Neste link você pode ver o trailer de Watchmen em boa resolução. É fodaço. Smashing Pumpkins rolando e uma seqüência de cenas bastante fiéis aos quadrinhos (mesmo assim, Alan Moore está se lixando). Há um grande problema, entretanto. Este filme era para ser dirigido por Paul Greengrass, que foi rifado do projeto após apresentar um orçamento de US$ 120 milhões. Então, por melhor que fique o Watchmen de Zack Snyder, não dá para deixar de pensar em como ficaria o Watchmen de Greengrass. Aposto que seria melhor.

Permalink18.07.08, 12:25:00, by Vincent Vega Email , Cinema, Blockbuster 3 comentários

Por que Franklin J. Schaffner é um visionário...

1968 está em toda parte. Há 40 anos um bando de riquinhos foi pro pau em Nanterre porque um riquinho alemão queria dormir com as moças no dormitório feminino da universidade local e foi quase expulso por dizer que proibir algo assim era coisa de nazista. O tal do efeito borboleta fez a palhaçada tomar conta da juventude, aí a estúpida esquerda mundial comprou a briga. Tudo perda de tempo. O que importa é que naquele ano o filme de Planet of the Ape estreava em 8 de fevereiro. O seminal (eita palavrinha da porra que críticos adoram) O Planeta dos Macacos ganhava a telona em Nova York.

Por que o filme é tão bom? Confira: havia viagens estelares, um planeta onde as mulheres andavam seminuas, porradaria, um republicano como mocinho, batalhas e perseguições com cavalos e algo mais importante. Macacos. Montes deles. Um civilização deles. E todos falam! Colocar características humanas em animais sempre foi e sempre será algo importante quando se quer fazer filmes espetaculares e Franklin J. Schaffner será para sempre lembrado como um grande sujeito na história do cinema.

Se você ainda não viu O Planeta dos Macacos, problema seu. Vou contar o final: o mocinho da história na verdade não vai para outro planeta, mas para o futuro. E a visão da Estátua da Liberdade enterrada numa praia chocou gerações que viram o filme. O caráter visionário de Shaffner se confirma por causa desta matéria: http://tinyurl.com/3qb48s

É ou não é amedrontador?

Permalink28.04.08, 16:08:28, by Scatman Email , Animais, Cinema, Clássico, Artes, Blockbuster 22 comentários

Os sinais estão em toda parte

Um resumo rápido: fumante dos infernos resolveu sair do escritório de empresa coorporativa onde trabalha para dar uma tragada despretensiosa e ficou preso dentro do elevador no prédio onde trabalhava por quase 41 horas. Tudo bem. Acontece. E aconteceu em 1999.

O problema que um flagrante do século passado foi filmado em circuito interno e nesta semana a cabeçuda e intelectualóide revista "New Yorker" resolveu que a história renderia uma boa matéria. Justo. Papel aceita tudo. Como vivemos em um mundo de intertextualidade, hiperlink, Pierre Levy, Adorno etc pensaram que era de bom tom ilustrar a coisa toda com um vídeo no site da revista. Parou no Youtube e deu nisso: http://tinyurl.com/4lbnlg.

Antes que se perguntem que diabos isso tem a ver com cinema, explico: Lars von Trier já está babando pra fazer uma cousa (coUsa mesmo, pessoa) conceitual baseado nisso. Philip Glasssssss está tendo orgasssssssssssmos minimalissssssstas pois quer compor a trilha sonora incidental da obra. E aquele editor-gay-que-usa-óculos-de-aros-grossos-de-caderno-de-cultura anteverá com uma "sacada" que tudo é um novo soco no estômago da sociedade corporativa e capitalista. Lógico que vai encher o saco do maluco que escolhe o que vai sair na primeira página do jornal em que trabalha.

O que me faz respirar aliviado é que basta ver o que disputa com esse vídeo louco entre os mais vistos sempre: doses generosas de mulheres seminuas; lances de esportes sérios, acidentes, desenhos violentos e sacanagens bem colocadas que chamam views. Ou seja. Ainda temos bastante público para as coisas boas da vida...

Permalink21.04.08, 21:12:25, by Scatman Email , Cinema, Artes, Humor, Atores 2 comentários

:: Próxima página >>


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]