Por que Franklin J. Schaffner é um visionário...
1968 está em toda parte. Há 40 anos um bando de riquinhos foi pro pau em Nanterre porque um riquinho alemão queria dormir com as moças no dormitório feminino da universidade local e foi quase expulso por dizer que proibir algo assim era coisa de nazista. O tal do efeito borboleta fez a palhaçada tomar conta da juventude, aí a estúpida esquerda mundial comprou a briga. Tudo perda de tempo. O que importa é que naquele ano o filme de Planet of the Ape estreava em 8 de fevereiro. O seminal (eita palavrinha da porra que críticos adoram) O Planeta dos Macacos ganhava a telona em Nova York.
Por que o filme é tão bom? Confira: havia viagens estelares, um planeta onde as mulheres andavam seminuas, porradaria, um republicano como mocinho, batalhas e perseguições com cavalos e algo mais importante. Macacos. Montes deles. Um civilização deles. E todos falam! Colocar características humanas em animais sempre foi e sempre será algo importante quando se quer fazer filmes espetaculares e Franklin J. Schaffner será para sempre lembrado como um grande sujeito na história do cinema.
Se você ainda não viu O Planeta dos Macacos, problema seu. Vou contar o final: o mocinho da história na verdade não vai para outro planeta, mas para o futuro. E a visão da Estátua da Liberdade enterrada numa praia chocou gerações que viram o filme. O caráter visionário de Shaffner se confirma por causa desta matéria: http://tinyurl.com/3qb48s
É ou não é amedrontador?
Os sinais estão em toda parte
Um resumo rápido: fumante dos infernos resolveu sair do escritório de empresa coorporativa onde trabalha para dar uma tragada despretensiosa e ficou preso dentro do elevador no prédio onde trabalhava por quase 41 horas. Tudo bem. Acontece. E aconteceu em 1999.
O problema que um flagrante do século passado foi filmado em circuito interno e nesta semana a cabeçuda e intelectualóide revista "New Yorker" resolveu que a história renderia uma boa matéria. Justo. Papel aceita tudo. Como vivemos em um mundo de intertextualidade, hiperlink, Pierre Levy, Adorno etc pensaram que era de bom tom ilustrar a coisa toda com um vídeo no site da revista. Parou no Youtube e deu nisso: http://tinyurl.com/4lbnlg.
Antes que se perguntem que diabos isso tem a ver com cinema, explico: Lars von Trier já está babando pra fazer uma cousa (coUsa mesmo, pessoa) conceitual baseado nisso. Philip Glasssssss está tendo orgasssssssssssmos minimalissssssstas pois quer compor a trilha sonora incidental da obra. E aquele editor-gay-que-usa-óculos-de-aros-grossos-de-caderno-de-cultura anteverá com uma "sacada" que tudo é um novo soco no estômago da sociedade corporativa e capitalista. Lógico que vai encher o saco do maluco que escolhe o que vai sair na primeira página do jornal em que trabalha.
O que me faz respirar aliviado é que basta ver o que disputa com esse vídeo louco entre os mais vistos sempre: doses generosas de mulheres seminuas; lances de esportes sérios, acidentes, desenhos violentos e sacanagens bem colocadas que chamam views. Ou seja. Ainda temos bastante público para as coisas boas da vida...
Sucesso
Estão esperando o que para fazer um filme com esse macaco? As possibilidades são infinitas. Mas, para ficar no básico, chamaria um ator carismático tipo o James Belushi para fazer o papel de um policial em decadência. Então colocaria o macaco para ser seu novo parceiro. Haveria a óbvia resistência inicial à idéia, piadinhas dos outros policiais, mas no final os dois virariam ótimos amigos. Deixo o nome do filme para vocês escolherem nos comentários. Recomendo o uso das palavras confusão, macacada, e da dupla "muito louco". Não tem como errar.
