Os 5 piores atores de todos os tempos

Garota, quer saber se o cara por quem você está a fim gosta de mulher? Convide-o para assistir 'Juno'. Se ele aceitar alegremente, sem discursos de protesto, procure outro pai para seus filhos. O mesmo vale para qualquer filme com a Julia Roberts. Aproveitando o ensejo, aí vai uma lista de atores para evitar a qualquer custo.

1- Julia Roberts

Especializada em filme ruim. Pior, filme ruim e mela-cueca, tipo 'Sorriso de Monalisa', 'Namoradinhos da América', 'A mexicana', 'Noiva em fuga', 'Notting Hill'... bem, você entendeu. A lista é interminável, e olha que nem citei 'Uma linda mulher' e 'Dormindo com o inimigo'. O que esperar de uma mulher que dava para o Lyle Lovett, o bonitão aí da foto abaixo?

2 – Tom Hanks

Ficou revoltadinho com a escolha? Fala sério! Diz aí um filme bom com esse cara. Hanks é a Julia Roberts do sexo masculino. Adora fazer filmes muito profundos, cheios de significado, que na verdade não passam de empulhação feita para a platéia chorar, tipo 'À espera de um milagre', 'O terminal' ou a chatice monumental chamada 'Náufrago'. E o que dizer das 30 comédias românticas com a Meg Ryan? E o que dizer (risos) de 'O código Da Vinci'? Seu único filme bom é 'A última festa de solteiro', o que claramente não é um mérito seu, e sim da presença do ótimo ator Michael Dudikoff, o astro da série 'American Ninja'.

3 – Susan Sarandon

Esta é a Julia Roberts mais velha e politizada, casada com Tim Robbins, um Tom Hanks mais novo e politizado. Poderia ocupar facilmente o primeiro lugar da lista caso seus filmes tivessem um pouco mais de relevância, mas já foi esquecida pela história. Seu lugar está garantido ad eternum na lista dos piores graças às suas atuações em lixos supremos como 'Telma e Louise' e, desculpem citar este filme neste horário, 'O óleo de Lorenzo'. Por incrível que pareça, seu melhor filme, 'Sorte no amor', foi feito na companhia do marido. Explica-se: assim como no interessante 'As bruxas de Eastwick', ela faz o papel de vagabunda.

4 – Daniel Day-Lewis

Esse só engana a turminha que se diz cinéfila (fuja, loco). Sempre faz o mesmo papel: exagera no sotaque e nos gritos (vide 'Gangues de Nova York' e 'Sangue negro') e todo mundo suspira pelo cara. Faz o gênero “tô-nem-aí” que não liga pro dinheiro, tanto que disse que ia se aposentar depois de 'Gangues de Nova York'. Ele já tinha dito isso antes de 'Gangues' também. Quem está te impedindo?

5 – Cate Blanchett

É necessário dizer que ela é a Daniel Day-Lewis das mulheres? Ou uma Julia Roberts dos ricos? É a típica atriz que faz qualquer merda e todo mundo acha o máximo, só para parecer inteligente ou dar uma de grande entendedor de cinema. Mas é impossível ver a atuação dela em 'O aviador' sem sentir vergonha alheia. E ela ainda foi indicada ao Oscar. Lá o pessoal também tem medo de parecer burro.

Permalink21.02.08, 10:59:48, by Vincent Vega Email , Cinema, Atores 49 comentários

Não é mais um besteirol americano

É possivelmente a melhor comédia adolescente já feita, ao lado de 'EuroTrip'. Foi reprisada semana passada na Globo e por isso é uma pena não ter se falado dela antes para que vocês pudessem aproveitar. Como poucas vezes antes, um elenco bem afinado e dirigido produziu as melhores piadas sobre todos os outros filmes adolescentes ('Segundas Intenções', 'Nunca fui beijada', '10 Coisas que odeio em você') sem nunca apelar para a escatologia pura e simples.

Ao contrário de filmes como 'Todo Mundo em Pânico' e congêneres, 'Not Another Teen Movie' não se resume a uma sucessão de piadas. É cinema, como poucos diretores sabem fazer, mesmo quando há privadas e vibradores voando pela tela.

Como na seqüencia em que a aula de um professor de literatura é cortada por cenas de uma garota no banheiro observada por três adolescentes tarados. Jorge Coli, crítico de arte da Folha de S. Paulo, a resumiu muito bem:

Nenhum intelectual "highbrow" destas e de outras plagas irá ver "Não É Mais um Besteirol Americano", primeiro filme do diretor Joel Gallen. Se fosse, encontraria ali seu deboche: ao explicar a uma classe que só vale o humor fino e literário de Shakespeare, Molière ou Wilde, um professor pedante vê irromper na sala de aula a mais escancarada e engraçada cena escatológica. Está claro, seria possível enobrecer isso invocando Boccaccio ou Rabelais. Mas não é preciso. A risada se firma por si só neste filme que faz a caricatura de um gênero já caricatural nele próprio, isto é, o das comédias de adolescentes. O arremedo e a zombaria explodem graças à inteligência truculenta e hilariante.

É importante frisar o que Jorge Coli chama de inteligência truculenta. Só os grandes sabem utilizá-la. 'Os Simpsons' sempre caminhou entre a sutileza das referências e a torta na cara. Mas a torta na cara por si só não basta. A inteligência truculenta está aí para inserí-la em um contexto onde ela adquira um significado metafórico. É o que acontece quando Homer cai da escada rolando fazendo referência a Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. É o que acontece quando o diretor Joel Gallen compara o valor da comédia rasteira com Shakespeare usando apenas a edição do filme.

"NATM", feito em 2001, foi inexplicavelmente o último filme de Gallen no cinema, que depois disso passou a fazer especiais para a MTV e até CNN. Uma pena. Com "Não é mais um besteirol americano", Gallen provou que nenhum gênero é imune à inteligência.

Trailer

Permalink04.02.08, 19:05:22, by Vincent Vega Email , Cinema 11 comentários


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